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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Leônia Simões - Não Adianta Reclamar


Caríssimos,

Estou enviando a música de carnaval que fiz em 2009, em homenagem aos blocos de Recife e Olinda. Pois, além de ser uma apaixonada, incondicional , pela riqueza cultural do nosso Estado e desse imenso Brasil, adoro cantar, exercitar minha criatividade e, sobretudo, trazer alegria prá pessoas.

A gravação foi feita em casa, acompanhada por Plínio Fabrício (meu sobrinho) no violão, que em seguida, colocou num desses programas da internet que passa a ser o próprio estúdio de gravação. O resultado, vocês podem conferir pelo Link abaixo ou pelo facebook. 

Um abraço cheio de confete e serpentinas!!!

Carinhosamente,

Leônia 

http://soundcloud.com/le-nia-sim-es/sets/le-nia-sim-es-n-o-adianta

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Um carnaval que passou




Não podemos negar que o Carnaval passou por muitas transformações nos últimos anos. Principalmente se compararmos aos carnavais de outrora, que segundo os foliões da época o que prevalecia era a festa de rua, e não a competição entre as agremiações. A diversão nos clubes contava com marchinhas, dedos para cima, confetes, serpentinas, fantasias e muito lança-perfume.

É lógico que os tempos mudaram. Antes, no passado, não éramos tomados pelo consumismo que nos faz escravos, a vida era mais fácil de ser vivida, sem tantas cobranças, competitividade e outros. Tudo mudou, infelizmente, nem tudo para melhor. O carnaval de rua, de Recife e Olinda, por exemplo, tornou-se perigoso, devido à violência e os assaltos à luz do dia. Já na Bahia, o carnaval fugiu da tradição, conta com trios elétricos, embalados por músicas dançantes, em especial o axé. Se bem, que os trios viraram uma “febre” em todo o país. O foco, a estrutura da música, os desfiles do carnaval tradicional ganharam uma nova versão.

Recordo-me, ainda criança, na Rua da Várzea, dos animados e ingênuos foliões que passavam jogando água e talco em todo mundo, durante o período carnavalesco. Ficávamos de portas fechadas, observando dos vidros das janelas de casa, para impedir que algum folião mais ousado adentrasse sem pedir licença. Protegidos do mela-mela nos divertia ver as pessoas correrem para não serem pegas pelos foliões. À tarde, vinha à matinê. Fui poucas vezes. Tínhamos uma educação muito severa e papai nem sempre permitia. Mas, adoráva-mos a folia.

Lembro-me de um baile de fantasias no Clube, na gestão (Zezita Queiroz). Eu, minhas irmãs (Lucinha, Luciene, Lélia) e algumas amigas fomos caracterizadas de Branca de Neve e os Sete Anões. Nas noites seguintes nos vestimos de palhacinhas e ciganas. Mesmo não vencendo o concurso de fantasias, promovido pela Presidente, brincamos muito, pois a orquestra era excelente e o salão estava cheio de rapazes querendo paquerar. Foi muito legal.

Na década de 80, Sílvio Carneiro, através de D. Osminda convidou-me para aprender uma Marchinha de sua autoria e cantar no clube, num domingo de Carnaval, aí chamei o grupo de Jovens para fazer o Refrão. Aprendemos a marchinha nos primeiros ensaios, deixando o autor muito feliz. Penso que a idéia dele era resgatar os “velhos carnavais”. Apesar de ter sido muito bom, o projeto não foi adiante. O tempo foi passando, e os carnavais do clube e das ruas desapareceram. Sílvio partiu desta vida sem ver, à volta do famoso carcará. Quando vim para Recife, Luciene guardou a Letra da música, com cuidado e enviou-me nesses dias. Nunca esqueci a melodia. Agora, em homenagem ao Ex-Prefeito e Compositor Sílvio Carneiro, Deixemo-nos envolver pela folia e pela letra da música que nos remete a um passado recheado de saudades. Segue abaixo a letra. Um bom Carnaval para todos!


A VOLTA DO CARCARÁ

Marcha – Letra e Música: Sílvio Carneiro

I
UM CARNAVAL QUE PASSOU, DEIXOU:
A SAUDADE DO CARCARÁ
E ANTES DE SUA PARTIDA, CÔRO.
DEIXOU A DESPEDIDA, (BIS)
MAS UM DIA VOLTARÁ

II
FESTA IGUAL, NINGUÉM MAIS VIU,
DIA DE SONHO, ALEGRIA SEM IGUAL,
UMA AVE QUE REI MOMO ASSISTIU,
FOI UMA BRASA NO NOSSO CARNAVAL.

III
FOI UM SUCESSO INESQUECÍVEL
NO SALÃO DA FOLIA IMORTAL,
FOI A GLÓRIA, O CANTO INVENCÍVEL.
DA MARCHA FIRME NO NOSSO CARNAVAL


Um abraço,

Leônia Simões

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Setembro na memória e na alma



Quem não se lembra da Semana da Pátria, incluindo o dia 11 de setembro, aniversário da nossa querida cidade? Acaso, consegue esquecer os hinos do Brasil, grandes ícones do sentimento nacionalista, cantado todos os dias, antes de entrar na escola, em fileiras organizadas pelas professoras, sob o olhar vigilante da Diretora? E, da alvorada que nos acordava mais cedo, lembrando nosso compromisso cívico? Papai, quase sempre, nos acordava antes da difusora. Afinal, ninguém podia se atrasar, caso contrário, corria o risco de ficar fora do desfile, e isso ninguém queria. Outra coisa muito importante era tomar, um bom, café da manhã, prá não dá “bilora” (O mesmo que perder os sentidos; desfalecer; desmaiar). 

Impossível esquecer o fardamento engomado, impecavelmente, e colocado embaixo do lastro de nossas camas para não amassar. Tudo era motivo de alegria e felicidade! Os desfiles pelas principais ruas de Custódia, até chegar a Prefeitura. A bandinha, o verde - amarelo das ruas, o branco do meio fio (pintado especialmente para a ocasião), o orgulho estampado no rosto da minha mãe ao ver-me na sacada da prefeitura, recitando poesias de Castro Alves, Gonçalves Dias, Cassiano Ricardo, entre outros. 

A voz extraordinária de Zé Melo, anunciando a chegada das escolas dizia mais ou menos assim: “Vamos aplaudir os alunos da Escola General Joaquim Inácio, desfilando, GARBOSAMENTE, pela Praça Pe. Leão, num gesto de entusiasmo e amor à pátria...” Essa semana, falando ao telefone com Zé Melo, recordei esse momento. 

Afora a repressão política da época, vivida em todo o Brasil, as lembranças da Semana da Pátria, em Custódia, ficarão para sempre em minha memória. 

PARABÉNS CUSTÓDIA! EU TE AMO!
Leônia Simões

sábado, 28 de maio de 2011

Comentário de Leônia para Célia Barros




Célia,

Você não imagina quantas lembranças guardo da época em que fomos vizinhas. Não sei se você sabe, mas sua mãe era minha madrinha de fogueira (naquele tempo, madrinha de fogueira era tão importante quanto de batismo). Tinha por ela muito respeito e um imenso carinho que, até hoje, guardo em meu coração. Quando ela ficou doente, chorei muito e fui visitá-la (salvo engano), naquela casa que era de D. Rosa Góis. Lá, ela me disse que quando eu fosse casar faria o meu vestido de noiva… Ela conversava com mamãe sobre muitas coisas. Falava de todos os filhos com muita alegria.

De todas as lembranças, uma que está muita viva em minha mente é voz rouca de Madrinha Maria cantando “meu coração, não sei porque bate feliz quando te ver”.

Seu Anfilófio também era uma pessoa extraordinária e um bom vizinho, como dizia papai. Uma vez, chovia muito, estávamos em casa, envolta de Lucinha que lia a estória da “gata borralheira”, como fazia sempre. De repente, um relâmpago clareou toda a rua, provocou a falta de energia e em seguida um trovão tão grande que nós começamos a gritar desesperadamente. Seu Anfilófio chegou imediatamente, trazendo vela e fósforo para alívio de todos nós. Eu morria de medo de relâmpago e trovão.

Quanto a você, lembro que discursou num comício de mulheres, na primeira campanha de Prefeito de Luizito. Em sua fala citou o nome de Gal Costa. Não me recordo de todo o texto, apenas dessa parte. Também já recitei (em 11 de setembro) uma poesia de sua autoria e que agora peço licença para em breve, enviá-la ao Blog.

Bem, a música a qual você se refere no comentário sobre os velhos carnavais é assim:

Juá, juá, Joaquina teu nome lembra o juá!
Teu nome é um convite Joaquina
Para nós irmos pra lá pro juá
Tira o juá do teu nome Joaquina
Ele não serve pra mim
É que o juá só não dar pra enjoar
Quando tem quina no fim
É que o juá só não dar pra enjoar
Quando tem quina no fim.

Um abraço e obrigada por trazer de volta boas lembranças.

Leônia Simões
onisimoes@hotmail.com

terça-feira, 17 de maio de 2011

Verdades da Profissão de Professor



Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda. (Paulo Freire).


Dedico este maravilhoso texto a todos os professores(as) que passaram por minha vida escolar, em especial:

Dona Conceição Duarte – 1ª Professora, Netinha Souza, Salete Veríssimo, Creuza Leopoldina, Socorro Costa e Neta Góis(in memorian).

Um abraço no coração e minha eterna gratidão.

Leônia Simões - 16/10/2008

 
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