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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Livro Caminhos do Afeto - Sevy de Oliveira




Em Caminhos do Afeto, a custodiense Sevy de Oliveira, narra de forma carinhosa a fase infanto-juvenil de sua vida em Custódia, do carinho por seus amigos, das festas e personagens da época, citados com todos os detalhes. Cita também sua passagem por Samambaia, onde foi designada interinamente para substituir uma professora por tempo indeterminado na Vila de Betânia. Leitura obrigatória para todos os custodienses.

Edições Bagaço
Rua dos Arcos, 150 – Poço da Panela
CEP: 52061-180
Recife-PE
Tel: (81) 3441-0133 / 3441-0134

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Lançamento do Livro Poesia "Espelho D'agua"


Aconteceu dia 25 de Setembro no salão de eventos KAZABELLA no Jardin Vista Alegre, em Limeira-SP, o lançando do livro de poesia “Espelho d’água” do poeta Custodiense, Francisco Alves da Silva. O qual já é autor de varias outras obras poéticas, além de ser musico e compositor.

Antes do lançamento do livro haverá um sarau litero musical, com a participação da violonista Simone Carvalho. E de poetas convidados: O livro Espelho d’água foi composto com 105 páginas, nas oficinas da gráfica azul. Entre as ilustrações em destaques estão vários temas a serem refletidos dentro de uma leitura suave. A grande novidade do livro é o Designer interior. A proposta foi fugir realmente das regras convencionais, buscando a inovação de um contexto poético, sem agredir a suavidade das poesias. Foi assim pensado e elaborado pelo o artista plástico, Fernando Alves.

A diagramação ficou a cargo de Cinthia Nagasawa e Jessica Naomi, fotos de JB Anthero, Bruno Marin Quirino e Stock.XCHING.

Revisão: Eduardo Maguerbes e Prof. Jurandir Godoy Vitta.

A obra foi prefaciada pelo Psicanalista Rogério E. Noce.

Nesta obra, Francisco Alves se desnuda mostrando interessantes facetas de seu ser, mesmo no mundo de hoje onde os valores matérias são impostos ás gerações como caminhos certos para a felicidade o autor consegue falar em suaves poesias”.

Já o Prof. Nelson Leandro que assinou a orelha do livro Espelhos d’água, relata: “Quando me deparei com este livro, logo pensei, ai está o reflexo de tudo que fazemos pensamos e sentimos.”

Em depoimento a Profª de Inglês Lisandra Fais. Disse “Não deixe que qualquer pessoa lhe imponha a forma de fazer as coisas, mesmo porque cada caminho é sempre um caminho.”

O maior sentimento ainda é o amor

Divulgação

quinta-feira, 8 de março de 2012

Sevy Gomes de Oliveira - Mulheres que mudaram a história de Pernambuco


Natural do Município de Custódia – Sertão do Moxotó, ali vivi uma infância de muito espaço, muitos folguedos, contato com a natureza e aconchego familiar. Conclui o curso primário aos 11 anos no Grupo Escolar General Joaquim Inácio. No Colégio Santa Dorotéia, em Pesqueira, as irmãs, abnegadas e competentes, souberam lidar com as inquietações e as fantasias de normalistas adolescentes, tornando-se cidadãs profissionais.

Volto à minha terra como profissional titular, e, aos 17 anos, fui designada para uma escola multisseriada em Samambaia – zona rural do Município. A inexperiência, as limitações do material didático, a falta de energia elétrica e transporte motorizado só nos finais de semana, num primeiro impulso, me fizeram pensar em renunciar.

O exemplo de bravura e a persistência das crianças vindas de sítios e de fazendas, a pé ou a cavalo, sob o sol forte ou sob chuvas, o seu afeto e carinho me sensibilizaram, e assumi a escola e as atividades da comunidade durante cinco anos.

Essa experiência, que me legou uma bagagem pedagógica e de vida, me fez administrar sem dificuldades o Grupo Escola João Guilherme, em Tacaimbó, no Agreste, e passar com destaque no Concurso de Supervisor Escolar de Professores Leigos, promovido pela Secretária de Educação, em Recife. Tal supervisão se desenvolveu dentro de um programa com excelentes resultados nas escolas municipais do Interior e da Região Metropolitana, que lamentavelmente foi suspenso com o afastamento do governador Miguel Arraes.


Lotada na Divisão de Contabilidade da Secretaria de Educação, participei do curso intensivo Orçamento e Administração Financeira, da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. A programação de visitas e passeis da disciplina Relações Pública me fez comprovar ser o Rio de Janeiro a Cidade Maravilhosa, que não se repete, pela exuberância de sua natureza, pela construção do homem e pela sua vocação turística.

De volta a Recife, prestei vestibular para o Curso de Pedagogia, com especialização em Supervisão Escolar, na Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. Professora atuei em turmas com perfis sociais, econômicas e emocionais diferentes: alunos da zona rural e do Recife – Nova Descoberta, Colégio Israelita (particular) e Juizado de Menores. Foram vivências que exigiram uma dinâmica pedagógica diferenciada para lidar com um universo de atendimento tão distinto, ainda que criança.

Como técnica em assuntos educacionais, o tempo maior de serviço público, foi voltado para o Ensino Supletivo. Coordenei a equipe de Educação e Promoção Profissional do Adulto – DEPPA, sob a direção do Professor Josias de Albuquerque.

Com o advento da Lei de Diretrizes e Bases n° 1.692, de 11 de agosto de 1972. O Ministério de Educação e Cultura- MEC, cria o Departamento de Ensino Supletivo – DSU Nacional e nos Estados.

Com a reforma da estrutura técnica e administrativa da Secretária de Educação e Cultura – SEC, em 1974, durante gestão de dois secretários – Coronel Costa Cavalcanti e Dr. José Jorge, assumi a Divisão de Ensino Supletivo – DSU.



Com essa função, participei dos encontros de diretores dos DSU´s, em Brasilia, congressos dos Secretários de Educação, em diferentes Estados, e reuniões técnicas com representantes de outros países, patrocinada pela OEA, OIT e Ministério do Governo Brasileiro. Em todos esses eventos, a pauta social incluía jantares, passeios e festas de congratulações que estreitavam círculo de relações pessoais e profissionais.

Com a pretensão de ampliar experiências, submeti-me ao concurso interno da SUDENE/MINTER. Selecionada, integrei a equipe da Divisão de Treinamento do Departamento de Recursos Humanos, assessorando as Secretarias do Trabalho nos Estados do Nordeste, com visitas mensais.

Para essa atuação, participei do curso de Pós-Graduação em Planejamento e Desenvolvimento de Recursos Humanos, por meio de convênio celebrado entre a SUDENE e a Universidade Federal de Minas Gerais. Foi uma experiência de universidade aberta, com um curso a distância e em serviço, com avaliações prévias e posteriores para cada módulo de ensino, em Belo Horizonte, durante 18 meses.



Essas atividades de trabalho e de estudo foram entremeadas por viagens de férias em excursão a cidade brasileiras e passeios aos países da América do Sul e da Europa.

Revivi, com festas comemorativas, à altura das datas, as bodas de 50 e 60 anos dos meus pais, com a presença de quatro gerações, casamentos e conclusão de curso dos familiares.

Com a aposentadoria, voltam as imagens da “pátria da infância” – Custódia. Edito o primeiro livro autobiográfico, Caminhos do Afeto, com recursos próprios e lançamento em Brasília, Recife e Custódia, onde a renda foi revertida para a restauração da Matriz de São José, um belo templo construído pelo Padre Pedro Leão Verzeri, italiano, no ano de 1934.

Participei de reuniões do Centro de Estudo da História Municipal – CEHM, em Recife, organismo integrante da Agência CONDEPE/FIDEM, e centrada na afirmativa do poeta acadêmico Cyl Galindo de que “Um povo sem história é um povo se identidade… ”e de que o Brasil precisa coletar o registro histórico dos municípios e do seu povo”, decidi historiar o meu município.

O livro Custódia Relicário do Sertão tem a justificativa de homenagear os 80 anos de emancipação política do Município, divulgar de modo singular e específico a história e a força dessa gente sertaneja, despertar o senso de preservação nos jovens da sua própria história e propiciar o acervo particulares público de escolar, bibliotecas e instituições.

Do Sertão ao Litoral, passando pelo Agreste e pela Zona da Mata, vivenciei experiências com grupos diferenciados social e economicamente, cujo linguajar, costumes e anseios caracterizaram o regionalismo do meu Estado. Esses caminhos são minha história, onde fui me deixando e me construindo como individuo, como um ser coletivo e como profissional.

Texto extraído especialmente do livro “MULHERES que mudaram a história de Pernambuco” – IV Volume – Carlos Cavalcante.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Panorâmica do Conto em Pernambuco


Panorâmica do Conto em Pernambuco reúne um conjunto de obras literárias a fim de desvelar o povo pernambucano no cenário nacional, onde 114 autores, nascidos neste Estado ou que, por qualquer circunstância, vivenciaram ou vivenciam a realidade pernambucana, suas experiências históricas, seus momentos de alegria, seus anseios, suas adversidades e suas realizações. Quem se debruçar sobre este livro, ao concluir sua leitura, verificará que alcançou uma ampla visão literária de Pernambuco e do Brasil, uma vez que deste torrão também se formou, com muita luta e sacrifício, a identidade brasileira.

O município de Custódia, é citado na página 503, no conto “TIA ZAMBELÊ”, escrito por MARIA INÊZ OLUDÉ, filha de Augusto Belo e Julieta Januária, nascida em Betânia, mas durante um período residiu em Custódia.

[...] Placas era um vilarejo onde seu Pai, Zeca Diabo, trabalhava para o Ministério da Fazenda, ou seja, ele calculavas as cargas dos caminhões e aplicava o imposto. Bom, o vilarejo era um posto de gasolina, a casinha que representava o prédio do imposto de rendas, um hotel que nem merecia nome, um restaurante na beira da estrada e algumas casinhas de moradia. Pra dizer que nem cemitério tinha, que morria era levado para ser enterrado e Arcoverde onde o cemitério era de primeira, Placas era o lugar onde o Judas perdeu as botas, cruzamento das fronteira entre Pernambuco e Bahia. Com estradas que iam de Triunfo, Custódia, Recife, Algodões e Piutá. (Oludé, pág. 504)

[...] O Tio Né ficou com pena e levou a Marreta de quatro anos e Mocinha de treze a nos para o sítio dele, situado perto de Custódia. (Oludé, pág. 512)

Produto disponível no site da LIVRARIA SARAIVA

Enviado por JOSÉ SOARES DE MELO

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Sevy Gomes - Mulher que mudou a história de PE


Natural do Município de Custódia – Sertão do Moxotó, ali vivi uma infância de muito espaço, muitos folguedos, contato com a natureza e aconchego familiar. Conclui o curso primário aos 11 anos no Grupo Escolar General Joaquim Inácio. No Colégio Santa Dorotéia, em Pesqueira, as irmãs, abnegadas e competentes, souberam lidar com as inquietações e as fantasias de normalistas adolescentes, tornando-se cidadãs profissionais.

Volto à minha terra como profissional titular, e, aos 17 anos, fui designada para uma escola multisseriada em Samambaia – zona rural do Município. A inexperiência, as limitações do material didático, a falta de energia elétrica e transporte motorizado só nos finais de semana, num primeiro impulso, me fizeram pensar em renunciar.

O exemplo de bravura e a persistência das crianças vindas de sítios e de fazendas, a pé ou a cavalo, sob o sol forte ou sob chuvas, o seu afeto e carinho me sensibilizaram, e assumi a escola e as atividades da comunidade durante cinco anos.

Essa experiência, que me legou uma bagagem pedagógica e de vida, me fez administrar sem dificuldades o Grupo Escola João Guilherme, em Tacaimbó, no Agreste, e passar com destaque no Concurso de Supervisor Escolar de Professores Leigos, promovido pela Secretária de Educação, em Recife. Tal supervisão se desenvolveu dentro de um programa com excelentes resultados nas escolas municipais do Interior e da Região Metropolitana, que lamentavelmente foi suspenso com o afastamento do governador Miguel Arraes.


Lotada na Divisão de Contabilidade da Secretaria de Educação, participei do curso intensivo Orçamento e Administração Financeira, da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. A programação de visitas e passeis da disciplina Relações Pública me fez comprovar ser o Rio de Janeiro a Cidade Maravilhosa, que não se repete, pela exuberância de sua natureza, pela construção do homem e pela sua vocação turística.

De volta a Recife, prestei vestibular para o Curso de Pedagogia, com especialização em Supervisão Escolar, na Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. Professora atuei em turmas com perfis sociais, econômicas e emocionais diferentes: alunos da zona rural e do Recife – Nova Descoberta, Colégio Israelita (particular) e Juizado de Menores. Foram vivências que exigiram uma dinâmica pedagógica diferenciada para lidar com um universo de atendimento tão distinto, ainda que criança.

Como técnica em assuntos educacionais, o tempo maior de serviço público, foi voltado para o Ensino Supletivo. Coordenei a equipe de Educação e Promoção Profissional do Adulto – DEPPA, sob a direção do Professor Josias de Albuquerque.



Com o advento da Lei de Diretrizes e Bases n° 1.692, de 11 de agosto de 1972. O Ministério de Educação e Cultura- MEC, cria o Departamento de Ensino Supletivo – DSU Nacional e nos Estados.

Com a reforma da estrutura técnica e administrativa da Secretária de Educação e Cultura – SEC, em 1974, durante gestão de dois secretários – Coronel Costa Cavalcanti e Dr. José Jorge, assumi a Divisão de Ensino Supletivo – DSU.

Com essa função, participei dos encontros de diretores dos DSU´s, em Brasilia, congressos dos Secretários de Educação, em diferentes Estados, e reuniões técnicas com representantes de outros países, patrocinada pela OEA, OIT e Ministério do Governo Brasileiro. Em todos esses eventos, a pauta social incluía jantares, passeios e festas de congratulações que estreitavam círculo de relações pessoais e profissionais.

Com a pretensão de ampliar experiências, submeti-me ao concurso interno da SUDENE/MINTER. Selecionada, integrei a equipe da Divisão de Treinamento do Departamento de Recursos Humanos, assessorando as Secretarias do Trabalho nos Estados do Nordeste, com visitas mensais.

Para essa atuação, participei do curso de Pós-Graduação em Planejamento e Desenvolvimento de Recursos Humanos, por meio de convênio celebrado entre a SUDENE e a Universidade Federal de Minas Gerais. Foi uma experiência de universidade aberta, com um curso a distância e em serviço, com avaliações prévias e posteriores para cada módulo de ensino, em Belo Horizonte, durante 18 meses.




Essas atividades de trabalho e de estudo foram entremeadas por viagens de férias em excursão a cidade brasileiras e passeios aos países da América do Sul e da Europa.

Revivi, com festas comemorativas, à altura das datas, as bodas de 50 e 60 anos dos meus pais, com a presença de quatro gerações, casamentos e conclusão de curso dos familiares.

Com a aposentadoria, voltam as imagens da “pátria da infância” – Custódia. Edito o primeiro livro autobiográfico, Caminhos do Afeto, com recursos próprios e lançamento em Brasília, Recife e Custódia, onde a renda foi revertida para a restauração da Matriz de São José, um belo templo construído pelo Padre Pedro Leão Verzeri, italiano, no ano de 1934.

Participei de reuniões do Centro de Estudo da História Municipal – CEHM, em Recife, organismo integrante da Agência CONDEPE/FIDEM, e centrada na afirmativa do poeta acadêmico Cyl Galindo de que “Um povo sem história é um povo se identidade… ”e de que o Brasil precisa coletar o registro histórico dos municípios e do seu povo”, decidi historiar o meu município.

O livro Custódia Relicário do Sertão tem a justificativa de homenagear os 80 anos de emancipação política do Município, divulgar de modo singular e específico a história e a força dessa gente sertaneja, despertar o senso de preservação nos jovens da sua própria história e propiciar o acervo particulares público de escolar, bibliotecas e instituições.

Do Sertão ao Litoral, passando pelo Agreste e pela Zona da Mata, vivenciei experiências com grupos diferenciados social e economicamente, cujo linguajar, costumes e anseios caracterizaram o regionalismo do meu Estado. Esses caminhos são minha história, onde fui me deixando e me construindo como individuo, como um ser coletivo e como profissional.

Texto extraído especialmente do livro “MULHERES que mudaram a história de Pernambuco” – IV Volume – de Carlos Cavalcante

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Sevy Gomes - Mulher que mudou a história de PE


Natural do Município de Custódia – Sertão do Moxotó, ali vivi uma infância de muito espaço, muitos folguedos, contato com a natureza e aconchego familiar. Conclui o curso primário aos 11 anos no Grupo Escolar General Joaquim Inácio. No Colégio Santa Dorotéia, em Pesqueira, as irmãs, abnegadas e competentes, souberam lidar com as inquietações e as fantasias de normalistas adolescentes, tornando-se cidadãs profissionais.

Volto à minha terra como profissional titular, e, aos 17 anos, fui designada para uma escola multisseriada em Samambaia – zona rural do Município. A inexperiência, as limitações do material didático, a falta de energia elétrica e transporte motorizado só nos finais de semana, num primeiro impulso, me fizeram pensar em renunciar.

O exemplo de bravura e a persistência das crianças vindas de sítios e de fazendas, a pé ou a cavalo, sob o sol forte ou sob chuvas, o seu afeto e carinho me sensibilizaram, e assumi a escola e as atividades da comunidade durante cinco anos.

Essa experiência, que me legou uma bagagem pedagógica e de vida, me fez administrar sem dificuldades o Grupo Escola João Guilherme, em Tacaimbó, no Agreste, e passar com destaque no Concurso de Supervisor Escolar de Professores Leigos, promovido pela Secretária de Educação, em Recife. Tal supervisão se desenvolveu dentro de um programa com excelentes resultados nas escolas municipais do Interior e da Região Metropolitana, que lamentavelmente foi suspenso com o afastamento do governador Miguel Arraes.


Lotada na Divisão de Contabilidade da Secretaria de Educação, participei do curso intensivo Orçamento e Administração Financeira, da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. A programação de visitas e passeis da disciplina Relações Pública me fez comprovar ser o Rio de Janeiro a Cidade Maravilhosa, que não se repete, pela exuberância de sua natureza, pela construção do homem e pela sua vocação turística.

De volta a Recife, prestei vestibular para o Curso de Pedagogia, com especialização em Supervisão Escolar, na Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. Professora atuei em turmas com perfis sociais, econômicas e emocionais diferentes: alunos da zona rural e do Recife – Nova Descoberta, Colégio Israelita (particular) e Juizado de Menores. Foram vivências que exigiram uma dinâmica pedagógica diferenciada para lidar com um universo de atendimento tão distinto, ainda que criança.

Como técnica em assuntos educacionais, o tempo maior de serviço público, foi voltado para o Ensino Supletivo. Coordenei a equipe de Educação e Promoção Profissional do Adulto – DEPPA, sob a direção do Professor Josias de Albuquerque.



Com o advento da Lei de Diretrizes e Bases n° 1.692, de 11 de agosto de 1972. O Ministério de Educação e Cultura- MEC, cria o Departamento de Ensino Supletivo – DSU Nacional e nos Estados.

Com a reforma da estrutura técnica e administrativa da Secretária de Educação e Cultura – SEC, em 1974, durante gestão de dois secretários – Coronel Costa Cavalcanti e Dr. José Jorge, assumi a Divisão de Ensino Supletivo – DSU.

Com essa função, participei dos encontros de diretores dos DSU´s, em Brasilia, congressos dos Secretários de Educação, em diferentes Estados, e reuniões técnicas com representantes de outros países, patrocinada pela OEA, OIT e Ministério do Governo Brasileiro. Em todos esses eventos, a pauta social incluía jantares, passeios e festas de congratulações que estreitavam círculo de relações pessoais e profissionais.

Com a pretensão de ampliar experiências, submeti-me ao concurso interno da SUDENE/MINTER. Selecionada, integrei a equipe da Divisão de Treinamento do Departamento de Recursos Humanos, assessorando as Secretarias do Trabalho nos Estados do Nordeste, com visitas mensais.

Para essa atuação, participei do curso de Pós-Graduação em Planejamento e Desenvolvimento de Recursos Humanos, por meio de convênio celebrado entre a SUDENE e a Universidade Federal de Minas Gerais. Foi uma experiência de universidade aberta, com um curso a distância e em serviço, com avaliações prévias e posteriores para cada módulo de ensino, em Belo Horizonte, durante 18 meses.




Essas atividades de trabalho e de estudo foram entremeadas por viagens de férias em excursão a cidade brasileiras e passeios aos países da América do Sul e da Europa.

Revivi, com festas comemorativas, à altura das datas, as bodas de 50 e 60 anos dos meus pais, com a presença de quatro gerações, casamentos e conclusão de curso dos familiares.

Com a aposentadoria, voltam as imagens da “pátria da infância” – Custódia. Edito o primeiro livro autobiográfico, Caminhos do Afeto, com recursos próprios e lançamento em Brasília, Recife e Custódia, onde a renda foi revertida para a restauração da Matriz de São José, um belo templo construído pelo Padre Pedro Leão Verzeri, italiano, no ano de 1934.

Participei de reuniões do Centro de Estudo da História Municipal – CEHM, em Recife, organismo integrante da Agência CONDEPE/FIDEM, e centrada na afirmativa do poeta acadêmico Cyl Galindo de que “Um povo sem história é um povo se identidade… ”e de que o Brasil precisa coletar o registro histórico dos municípios e do seu povo”, decidi historiar o meu município.

O livro Custódia Relicário do Sertão tem a justificativa de homenagear os 80 anos de emancipação política do Município, divulgar de modo singular e específico a história e a força dessa gente sertaneja, despertar o senso de preservação nos jovens da sua própria história e propiciar o acervo particulares público de escolar, bibliotecas e instituições.

Do Sertão ao Litoral, passando pelo Agreste e pela Zona da Mata, vivenciei experiências com grupos diferenciados social e economicamente, cujo linguajar, costumes e anseios caracterizaram o regionalismo do meu Estado. Esses caminhos são minha história, onde fui me deixando e me construindo como individuo, como um ser coletivo e como profissional.

Texto extraído especialmente do livro “MULHERES que mudaram a história de Pernambuco” – IV Volume – de Carlos Cavalcante

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domingo, 18 de dezembro de 2011

Livro de Poesias "Olhos de Poeta"




O livro de poesias Olhos de Poeta foi lançado no dia 19 de dezembro (2004) no Limeira Clube, em evento que reuniu nove poetas, autores da obra. Além do organizador, Francisco Alves da Silva, os participantes do livro também deram autógrafos após o recital de poesias que promoveram, acompanhados ao som do piano.

Estiveram presentes ao coquetel de lançamento cerca de 150 pessoas, entre amigos e familiares, contando também com a presença do prefeito eleito, Sílvio Félix, que também é escritor.

Os autores participantes da antologia, por ordem numérica de páginas, são: Elza Sophia Tank Moya, José Farid Zaine, Luiz Gonzaga da Silva Marcondes, Aciones Diniz, Francisco Alves da Silva (Org.), Jurandir Bernardes Pereira, João Augusto Cardoso, Rogério Benedito Silvério e Maria Eloísa Gonçalves de Oliveira Rossi.

O livro é composto por 120 páginas, sendo que a capa e a editoração são de Felipe Voigt. A obra foi prefaciada pelo jornalista Roberto Paulino de Araújo e a orelha teve nota do também jornalista Wagner Barbosa.

“Foi por essa razão que me embeveci lendo, devorando as composições literárias contidas no livro organizado por autores limeirenses cultos e inteligentes“, diz Roberto Paulino em seu prefácio.

Francisco Alves, o organizador da antologia, quis reunir alguns amigos para compor um livro de poesias repleto de diversidades literárias, considerando cada um deles com um estilo diferente, idéias e experiências de vida que, apesar de distintas, se encontram na poesia e na prosa.

Com o livro Olhos de Poeta, ressurgiu o sonho da tão almejada Academia de Letras de Limeira.

Link da Matéria na internet:

domingo, 11 de dezembro de 2011

Lançamento do livro: Sertão Versos & Poesia


Poeta e agora escritor, Sr. Pedro Henrique Alves , custodiense, fez ontem a noite 09/12/11 no auditório da Sec. de Educação Municipal, às 20 horas. o lançamento de sua primeira edição o livro: SERTÃO VERSOS & POESIAS, onde aborda vários temas do passado e do cotidiano, relatando assim a verdadeira poesia do povo sertanejo, realizando assim seu grande sonho que era de colocar seus versos e poesias, que antigamente eram escritos e mostrados em pedacinhos de papel. 


Sendo uma cerimônia simples como é a pessoa de Seu Pedro, como ele é conhecido, com noite de autógrafos e dedicatória mais de grande riqueza para a cultura Custodiense, onde contou com o apoio da comunidade e de apresentações dos grupos e artistas culturais de Custódia como: O Grupo de Danças Luar do Sertão, o Sanfoneiro Eduardo, o Cantor Romântico Amadeilson Neres, o Grupo de Dança de Rua The Break Boys, os violeiros José Bartolomeu e Evaldo Severino(Sumé-PB).



Participaram também como convidado o popular Chico Paraíba que recitou alguns versos e falou que iria lançar um livro, como já tem material suficiente, ouvimos a entrevista feita ao Homenageado pelo Dr. Cícero Bento, e também as palavras de Dona Zita Queirós, sendo também prestigiado por artista custodiense como: o ator Humberto Guerra, o artista plástico e radialista Fernando Alves, o musico e cantor Rubinho , o maestro Galdino da BAMUC, onde este disponibilizou a Associação Comunitária Cultural de Custódia - ACCC, da qual é presidente em apoio aos artista da Terra, reconhecendo o apoio dado ao artista por empresários e comercio local, elogiando a iniciativa do Sr. Ivan, que mostrou-se um peça chave neste empreendimento cultural. 


Mostrando assim que Custódia, Terra Querida, é berço de gente de valor, basta apenas que seja dada uma oportunidade.

Parabéns Sr. Pedro por fazer parte de nossa Cultura!

Por: Galdino da Banda

Fonte: Site Cristiano Custódia - http://www.cristianocustodia.com.br/

sábado, 10 de dezembro de 2011

Livros sobre Custódia




Custodienses que queiram saber a história político/administrativa da nossa terra, não pode deixar de adquirir os livros:


- Caminhos do Afeto
Severina Gomes de Oliveira (Sevy)
Rua José Moreira Leal, 207 Ap.02 – Boa Viagem
Recife – PE
Cep 51030 380
(0xx81)3342-0858




- Retrato Escrito (1,2 e 3)
Zezé do Amaral França
Rua Dr Lidio Paraíba, 99 – Centro
Pesqueira – PE – 55200 000
(0xx87) 3835-1028.

-Custódia – Vida e Costumes Sociais
-Do âmago da Memória
Odete Andrade Alves (custodiense, membro da Academia Pesqueirense de Letras).
(Rua Dr. Lidio Paraiba,92 – Centro -
Pesqueira – PE – Cep.55200 000
(0xx87) 3835-1301

Adquirindo esses livros, estaremos levando mais conhecimento da história de Custódia e adjacências a aqueles que pouco, ou quase nada, sabem das suas origens, além de divulgar o esforço incomum dessas duas escritoras custodienses, até porque sabemos quão difícil é divulgar cultura nesse país.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Pedro Henrique Alves - Livro Sertão Versos & Poesias


Pedro Henrique Alves, filho de Henrique Francisco Alves e Maria Silvina da Conceição, nasceu no dia 10 de abril de 1946, no sítio Sabá em Custódia. Estudou apenas até a 4ª série do 1º Grau (hoje 4ª série do Ensino Fundamental). Trabalhou como Agricultor e Vigilante do Banco do Brasil, hoje é aposentado.


Desde muito tempo faz poesias, abordando temas diversos. Expressa o cotiano da nossa terra, do sertão entre outros assuntos. Procura tocar o coração dos que amam a poesia, e das pessoas que apreciam o valor cultural do nosso povo. Em dezembro de 2011, será lançado seu livro SERTÃO VERSOS & POESIAS. 

Dia 9 de dezembro, às 19h45 na Secretaria de Educação (primeiro andar do BB)
Aguardem




sábado, 12 de novembro de 2011

Custódia minha segunda terra natal



Custódia é uma terra a qual me habituei querer bem. Ali passei os anos melhores da minha vida. Movimentei vários negócios do meu pai e lutei com muita gente e não tenho um inimigo. Nunca tive uma pequena tristeza com ninguém. Cheguei a ser grande amigo das duas maiores facções políticas da época, o Coronel Ernesto Queiroz e o Coronel Zuzu Pires, sem surgir da minha boca uma pequena conversa que desagradasse. Destas amizades nasceram outras grandes amizades. 

Sou amigo do Coronel Elídio Queiroz, de Dr. Ernesto Queiroz, de Zezita e Djalma, tabeliães. Fui amigo de Dodô Tenório, chefe político de Quitimbu, com muito prestigio no município todo, e pai de João Dodô. Fui amigo do velho Germano, pai de Raimundo, Joãozinho, Léo e Lucas que hoje é fazendeirão em Goiás. Fui amigo de Seu Mocinho Capitão, que tinha força de 10 homens e desatolava qualquer boi puxando-o do lamaçal. 

Certa feita o encontrei na “ilha” defronte da sua casa. Ele vinha do curral com uma lata cheia de leite e parou para conversar. Não pôs a lata no chão, manteve-a na forma que a conduzia pousada na sua mão enorme, parecia não ter pressa, pois ali passamos cerca de 15 minutos. As cercas de sua propriedade ainda hoje lá estão de tão grossas as madeiras e de tão fundos os buracos onde plantadas fora as estaconas. 

Fui caminhoneiro com Luiz Epaminondas que nos deu o homem público que é Luizito, deputado e prefeito de Custódia algumas vezes. Casado com a filha de Joaquim Pereira com Dona Corina, os melhores farmacêuticos da cidade. O meu grande amigo Manoel Lopes de Lima que morava na Várzea. Tinha sua fazenda dentro da cidade, comprava algodão e mantinha um posto de gasolina na estrada Central, defronte da venda de Chiquinho de Elizeu, onde eu fazia “ponto” para meus negócios tratados na cidade. Ali também aparecia muito Numeriano de Freitas, fazendeiro forte da região de Samambaia. Sempre com sua indefectível pasta preta de couro na mão. Aquela pasta, ele a abriu e mostrou-me: vivia cheia de carta de cobrança: 

- Tudo isso Inacinho é carta de cobrança – e sorria ridicularizando os idiotas que nele confiaram um belo dia. Dizem que Numeriano nunca pagou uma conta e nunca viu um boi no mato sem ferro para não colocar cavalo atrás e derribá-lo e ferrá-lo na botija. A demora era o fogo esquentar o ferro, que sempre matinha dependurado a garupa. 

Essa fama foi comprovada vergonhosamente. Certa vez que um seu vizinho e desafeto adredemente ferrara um garrote nas virilhas e Numeriano caiu com a boca na botija: ferrou o bicho e o delegado avisado constatou tudo na hora e no que deu uma espiada no entrepernas do animal e na sua garupa. Assim poderia continuar: Você não pode ver uma pessoa de Custódia que em dois minutos conversa não se lembre do “Inacinho do Sabá”, como todos me conheceram. 

Ainda hoje, sou muito grato de Alencar Cordeiro e de seus filhos, que possuem vários açougues aqui em Piedade e Boa Viagem, e que são além de filhos do meu grande amigo Alencar, são netos de João Cabrinha. Dr. José Veríssimo, filho e sobrinho de o Nozinho Amaral. Gérson de seu Amaro, Doce Pajeú, Nivaldo do Posto (Gonçalves) e tantos e tantos. 

Pois bem, eu nunca fiz amizades com interesse em nada. Gosto do povo de Custódia porque são todos muito bons. Ali conheço, como diz o matuto, tudo! “Pé de pau por pé de pau”. Assisti muita encrenca. Fui jurado de João Veríssimo quando julgado pela morte do soldado Joca. O advogado dele foi Eraldo Gueiros, anos depois Governador do Estado! 

Aí vem a grande coleção de amigos. Todos com o “Sangue quente”, pela raça de heróis a que pertence aquele povo do Sertão. Poderia continuar enchendo folhas de papel, mas o tempo é curto bem que merecem os outros, mas se assim o fizesse, esta crônica se assemelharia a uma lista telefônica e por isso peço aos que não enumerei o meu perdão e a promessa de que estarão sempre no meu coração. 

Mesmo temeroso pela delonga. Ai vai porque não podem deixar de ir: Delfino Henrique, Leite, Lúcia (minha comadre Lúcia), Nivaldo Gonçalves, Dona Maria, Seu Amaro (fabriquinha de confeitos, grandes, coloridos, embalados na mesona preta para se entranharem de açúcar cristal). Dr. Pedro Pereira e Noêmia, Joani, Necy Campos, Lourdes, ex-mulher do prefeito Gilu, sogra de Tofinho e mãe de Marlene, linda passeando na calçada da prefeitura á noite em que eu ficava sentado na calçada (fui seu vizinho) com os meus olhos pidões e esperançosos. 

Depois alguns dias largou inopinadamente o prefeito, atravessou a rua bem larga e foi morar na casa do outro lado, de fronte, com Lucas Germano, boiadeiro e jogador de todo jogo, do prado ao baralho. Foi o maior escândalo da cidade. A primeira dama amigar-se com um jogador. O romance só foi interrompido quando o amante assassinou o vizinho, farmacêutico Otacílio Pires que chamado de Otacílio, o Cego, era um homem muito bom e querido na terra. 

Depois disso a bela Lourdes foi morar com Zé Cabral, hoteleiro estabelecido na “bomba”. Essas vidas das mulheres mais belas de Custódia: Necy Campos, Lourdes, (Necy trabalhava no correio), filha de Izaias e ex-esposa de Zé Pageu, homão forte (corpulento) e que não tinha o dedão da mão esquerda, arrancado por uma bala 38 na hora em que, arrependido, o colocou para impedir que fosse atingida sua Necy, numa briga de ciúme. 

Creuza Pires, lindíssima esposa de Zezinho Pacífico que vivia de revelações fotográficas e dona do cinema de Custódia e foi assassinado por “Luiz Garfinho”, motorista do caminhão que atropelou uma galinha da bela mulher. Disso nasceu tudo. Zezinho perdeu a vida e os homens ganharam a mais coque das fêmeas Creuza, Necy, Lourdes, Severina de Luiz Lopes, Elvira Moura, Quitéria de Salu, Conrada da cor de chocolate, Marly Anunciada, que ainda hoje persegue meus sonhos de velho que sempre teve um coração muito jovem. 

Antônio Queiroz, Manoel Henrique, Dona Maria, Quitéria (mulher bonita demais) que nem a ferida da perna a impedia de ser glamorosa e sexy. Serra de Sabá, com sua água cristalina que não pesava no bucho. Com sua bica gostosa de se tomar um banho. Ainda me lembro do meu cabelo rangindo, soltinho e macio... Samambainha, Mandacaru, Sabá... 

O feijão de Luiz de Manuela de caroços meio duros como amendoins mal cozidos, farinha e caldo (gordura) de lingüiça espargido por riba... O cuscuz de milho zarolho ralados de madrugada. O fogo de lenha verdosa com sua fumaça fazendo meus olhos chorarem um choro doce de vida prelibando um dia que surgia acompanhado de cantos de galo e pássaros e decorado de raios dourados, ultrapassando as copas das árvores e bordando o chão e os capins e tudo o mais. Esta é a recordação que o coração guardou com o carinho de quem sofregamente as viveu. Tudo é saudade... e saudade do que foi bom fica gravado em nosso corações. 

Inácio Miranda foi muito feliz em Custódia!! 
Custódia, Santa Cruz e Piedade, 1951 a 1997

Crônica publicada no livro "O Céu queria clarear"


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Livro Foi Assim de Fernando Florêncio


Galeria dos Autores Regionais da Livraria A Nacional, em Ilhéus. Detalhe para o livro FOI ASSIM, de Fernando Florêncio na vitrine.

sábado, 8 de outubro de 2011

O Rubi Vermelho - Crônicas de Inácio Miranda



Biografia do Autor

Inácio Américo de Miranda Filho, é natural da cidade de Palmares, zona da mata sul do estado de Pernambuco. É jornalista, escritor, fazendeiro, e corretor. Já foi caminhoneiro, encadernador de livros, e comerciante de ferro velho, ainda é hoje na Estrada da Batalha nº 780 em Prazeres, Jaboatão dos Guararapes.

Foi gerente de duas Usinas: 13 de Maio e Serra Azul, no município de Palmares. Foi gerente da Fonte de Sabá e de 4 fábricas de caroá em Custódia-PE.

Possui 5 fazendas: Duas em Santa Cruz do Capibaribe, duas em Ibimirim e uma em Quipapá, e ajudou os filhos a fundarem o Karne Keijo. E além disso, foi por 13 anos preso nº 12.960 (CDR) e 3.004 na PAI.

Autor sobre livro

Este livro contém texto curtos, compactos, para possibilitar leituras mais rápidas, bem de acordo com o momento que vivemos em nosso Planeta. Fica mais simples do que textos longos levando em conta que temos Televisão e Internet etc.

Livros do Autor

Faúlhas D'alma (Poesia)
Por Assim Dizer (Contos)
A Saga do Karne Keijo (Biografia)
Tudo nasce do nada (Contos)
O Céu queria clarear (Contos e Crônicas)
O papa-capim do Meu Avô (Contos e Crônicas)
A Europa com meus olhos (Em fase de ultimação)


Turma da Carapuça - Página 35


Quanta poesia no meu tempo de rapaz: Júlio e Boca, Alaíde e Louro, João e Zé Prefeito, sem esquecer Tutinha. Turma da Carapuça no meu tempo de rapaz em Custódia. Eram homens fortes, dos mais fortes da cidade, verdadeiros gigantes! Topavam todos os serviços, os mais pesados: carregar caminhão, fazer carga de caroá e algodão. Fardos saídos da prensa hidráulica até com 200 quilos.

Gilú, negão maior do que Joe Louis, campeão de box norte americano, pegava um daqueles mega-fardos de mais de 200 quilos e os punha sozinho na própria cabeça e depois, por graça, saía gingando lépido pelo meio da praça da matriz e depois o jogava para o meio da carga. Esse gigante era irmão do negão também, cujo nome era "Alaíde" e até hoje eu não sei por que.

Engraçado, nunca esse nome de fêmea me incitou a menor curiosidade. E eu nunca procurei indagar. Alaíde era mais esguio do que Gilú, mas, apesar de ser forçudo, não era páreo para o irmão, de força descomunal. Diziam até que ele tinha mais força do que "Primo Carnera" o lutador brasileiro que rasgou pelo meio um catálogo telefônico. A dúvida ficou, nunca foi medida a força dos gigantes! Existu um atleta chamado MILON DE CRETONA que viveu no século 532 a 512 A.C., cujo seu principal feito foi carregar um boi ás costas durante um percurso de cento e vinte passos e em seguida, o abateu com um murro, para comê-lo e em uma única refeição. No Museu do Louvre, há uma estátua dele elaborada pelo artista Piero Piaget. Esse atleta, depois de velho, teve morte trágica, preso entre um tronco de árvores cujo galhos tentou abrir. Isso aconteceu numa floresta deserta, e seu corpo foi devorado por lobos e ursos ou talvez leões. Quanta poesia existia nessa conversa! Esse era o meu universo em Custódia, terra que tanto amei, adorei, e curti na minha vida durante minha juventude.

Custódia, terra de mulheres lindas! Creuza Pires, Necy Campos, Lourdes de Gilú, Elvira de Moura, Maria Pequena e Maria Cândida! Quanta ternura existiu em nosso fugazes momentos! Isso! Essas mulheres eram meu horizonte alcançado. Como se chegasse no seu encontro céu x horizonte e grampeasse os dois: e pensasse numa sombra de umbuzeiro que jazesse lá. E para aquele chão adusto a trouxesse para debaixo de mim, com toda aquela ansiedade sexual peculiar da adolescência, da potencia daquele Inácio Miranda verdadeiro, sem modéstia, atleta sexual que atravessava a 'pinguela' do Rio Manguaba atrás de Nina, sua namorada que, menina, já era mulher" "Nina menina, já era mulher!..."

OBS: No mesmo livro, na página 195 o autor descreve A MULHER DE CUSTÓDIA.

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