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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Cristiano Jerônimo - Vozes de Aço


Todos os anos a Editora Poet Art, de Volta Redonda (RJ), imprime uma coletânea com os melhores poemas selecionados no concurso Vozes de Aço, que tem abrangência nacional. 

Na edição de 2009, o homenageado no projeto foi o poeta custodiense CRISTIANO JERONIMO com o poema Necessárias, faço a ponte Nordeste-Sudeste de Poesia, á que a maioria esmagadora dos poetas é do Sul-Sudeste.

Lançamento do Livro Poesia "Espelho D'agua"


Aconteceu dia 25 de Setembro no salão de eventos KAZABELLA no Jardin Vista Alegre, em Limeira-SP, o lançando do livro de poesia “Espelho d’água” do poeta Custodiense, Francisco Alves da Silva. O qual já é autor de varias outras obras poéticas, além de ser musico e compositor.

Antes do lançamento do livro haverá um sarau litero musical, com a participação da violonista Simone Carvalho. E de poetas convidados: O livro Espelho d’água foi composto com 105 páginas, nas oficinas da gráfica azul. Entre as ilustrações em destaques estão vários temas a serem refletidos dentro de uma leitura suave. A grande novidade do livro é o Designer interior. A proposta foi fugir realmente das regras convencionais, buscando a inovação de um contexto poético, sem agredir a suavidade das poesias. Foi assim pensado e elaborado pelo o artista plástico, Fernando Alves.

A diagramação ficou a cargo de Cinthia Nagasawa e Jessica Naomi, fotos de JB Anthero, Bruno Marin Quirino e Stock.XCHING.

Revisão: Eduardo Maguerbes e Prof. Jurandir Godoy Vitta.

A obra foi prefaciada pelo Psicanalista Rogério E. Noce.

Nesta obra, Francisco Alves se desnuda mostrando interessantes facetas de seu ser, mesmo no mundo de hoje onde os valores matérias são impostos ás gerações como caminhos certos para a felicidade o autor consegue falar em suaves poesias”.

Já o Prof. Nelson Leandro que assinou a orelha do livro Espelhos d’água, relata: “Quando me deparei com este livro, logo pensei, ai está o reflexo de tudo que fazemos pensamos e sentimos.”

Em depoimento a Profª de Inglês Lisandra Fais. Disse “Não deixe que qualquer pessoa lhe imponha a forma de fazer as coisas, mesmo porque cada caminho é sempre um caminho.”

O maior sentimento ainda é o amor

Divulgação

domingo, 19 de junho de 2011

Publicitário amigo: "agora eu sou médico!"

                                                 Cristiano Jerônimo e Ariano Suassuna
no III Festival de Literatura de Garanhuns 

No momento em que “caía” o diploma de Jornalismo, via um favor do Supremo Tribunal Federal (8×1 votos), pensava em qual o tema eu escreveria para o Blog de Custódia, no Sertão do Moxotó de Pernambuco, a 342 km do Recife. Sem lembrar destes absurdos da lei – porque Lei que é Lei não é revogada, mas aperfeiçoada, discutida e debatida com todos os segmentos da sociedade – pensei em escrever aos mais jovens sobre uma carreira de sucesso, objetivo ao qual devemos perseguir a vida inteira.

Ligo o som do carro na JC/CBN Recife, uma rádio que só toca notícias 24 horas por dia, no Recife. Ouço os comunicadores, que afirmam não serem formados em Jornalismo, comentarem a notícia do “fim do diploma” e emitir as mais variadas opiniões. Eu já ia dizer aos mais jovens de Custódia, sobretudo aos rapazes, que não ficassem apenas no curso de graduação; que fossem mais além nas especializações e começassem a estagiar na suas áreas o mais cedo possível. O período ideal de estágio contínuo para jornalismo, por exemplo, é de dois anos. O curso tem uma duração de oito semestres, quatro anos.

O que os donos de rádio e televisão do Sudeste, que estão pro trás desta ação, não sabem é que ninguém pode dar talento e paixão para fazer o que não for do seu feitio. Ora, ninguém faz um Ronaldo Fenômeno, um Adriano Imperador, um Zico ou um Pelé por indicação, a não ser Deus através da própria pessoa, com seu conhecimento e seu relacionamento. Sim, porque hoje eu sei o quanto é mais importante se relacionar do que saber ou conhecer na área profissional. 

Jornalista também é assim: não se faz da noite para o dia, além do mercado jornalístico pernambucano ser pouco tolerante com falhas, devido ao seu alto grau de qualidade e sua referência nacional, que é de destaque no Nordeste. Eu aproveito para abrir também os olhos dos mais velhos.O fato é que, num país que precisa incluir e regulamentar uma série de profissões, as autoridades judiciárias máximas do Brasil desregulamentaram a profissão de jornalismo, sem nenhuma lei substitutiva para a que foi extinta. 

Faz medo, daqui a pouco, com todo respeito e reconhecimento aos profissionais que vou citar, protético virar dentista; curandeiro ser médico; despachante fazes as vezes de advogado; um negócio assim. Que faz, faz. Mas a qualidade é indiscutível, entre um profissional que cursou oito períodos de jornalismo, passou por uma banca ao final do bacharelado, estagiou e tem que passar no rígido crivo do mercado jornalístico, e o que se autodenominar jornalista a partir de agora. 

Hoje pela manhã um amigo gaiato disse a mim que agora, com a novidade, era jornalista. De imediato, um publicitário amigo sobressaiu-se: “e eu sou médico!”.Gente, paciência, dizer que qualquer um pode ser jornalista porque todo mundo tem direito à liberdade de expressão. Todo mundo tem direito de propagar a idéia que quiser, mas não significa poder ser professor.

Qualquer um tem o direito de cuidar da saúde, mas não de exercer a medicina. Cuidar da própria opinião é uma coisa. Cuidar da opinião do coletivo social é uma tarefa muito árdua, séria, isenta, científica, tênue, delicada. Confundir a liberdade de expressão com a permissividade do mercado jornalístico em contratar qualquer um que queira dizer qualquer coisa que quiser é um absurdo equívoco. 

Nos jornais e revistas já existem colunas, artigos, cartas e um trabalho de isenção e profissionalismo que reporta bem próximo do que o povo quer. Têm espaços abertos para quem não é jornalista.Ontem, assisti a três bancas examinadoras de projetos experimentais impressos de conclusão do curso de jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). 

Fiquei com pena dos avaliados (futuros jornalistas) antes de começar, por conta dos julgadores. Não porque eram carrascos. Muito pelo contrário. Eram três dóceis pessoas, porém exigentes profissionais de jornalismo impresso: Paula Losada, editora de Primeira Página (capa) do Diario de Pernambuco e assessora de Imprensa da Unicap; Diana Moura Barbosa, atual editora assistente do Caderno C (Jornal do Commercio), foi assessora de Imprensa de Ariano Suassuna; e Álvaro Filho, ex-editor de Esportes da Folha de Pernambuco e professor de redação da Unicap, com mestrado em Londres. 

A gente vê que no oitavo período, muitas vezes, o profissional ainda não está lapidado. Mas a gente vê quem tem jeito para a coisa, até porque a lapidação é eterna, diária. Um jornalista é fundamentalmente a união do processo teórico-prático laboratorial da universidade acrescida do período de estágio e evolução profissional. A nossa classe precisa criar o nosso Conselho Nacional de Jornalismo e levar a discussão para a sociedade. Os ministros que me perdoem, mas a sociedade precisa de uma Imprensa livre e atuante, com profissionalismo e formação acadêmica.

Cristiano Jerônimo
Jornalista e poeta, coordenador do Movimento Litera PE
Secretário de Comunicação Social de Camaragibe
Blog: http://www.cristianojeronimo.blogspot.com/

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Soneto para Custódia-PE


CUSTÓDIA

No Moxotó, sua guarda fez história
Bem vizinho ao sertão do Pajeú.
Levou o nome de princesa, de Custódia
Com muita história guardada no baú.
Com suas brisas e clarões tão repentinos
Nas trovoadas que alegram essa gente;
A fantasia dos cangaços nordestinos
E os calores dos grotões bem reluzentes.
A poesia dos amores agora esquecidos
Com a saudade latejando nos ouvidos;
Se farão bem, não sei quem pode saber.
Com a água cristalina que brota do Sabá
E a terra seca que em mim se faz brotar
É a esperança que eu ainda posso ter…
 30.01.2008
Escritor e jornalista que sou, além de custodiense, não poderia deixar de escrever um soneto para a minha terra natal. Esse é o meu hino para Custódia.
Cristiano Jerônimo, Jornalista e escritor filiado à UBE-PE desde 1994, Cristiano tem 34 anos, quatro livros lançados e escreve involuntariamente poemas e contos desde os 12 anos de idade.

 
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