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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Aluna do EREM José Pereira Burgos é aprovada no Programa Ganhe o Mundo


A Secretaria Estadual de Educação (SEE) divulgou terça-feira (17) o resultado do primeiro intercâmbio do Programa Ganhe o Mundo do Governo de PernambucoOs estudantes deverão embarcar entre agosto e setembro para passar aproximadamente um semestre nos Estados Unidos e Canadá estudando o idioma inglês. Eles foram avaliados com base nas notas de um curso de inglês oferecido pela secretaria. Os jovens terão as despesas pagas pelo governo e ficarão em casa de família. Fora isso, ainda vão receber bolsa de U$ 300.

A aluna Allana Maria Rosendo Maia, do EREM José Pereira Burgos de Custódia, foi aprovada no Programa Ganhe o Mundo. O professor Célio Lopes, atribuiu a aprovação de sua aluna, ao seu empenho nos testes classificatórios, eliminatórios oral e escrito. Além da aplicação dos exames, o professor revisou também as provas. Segundo o mesmo, a aluna é aplicada e curiosa, esse último adjetivo, ele acha crucial para a aprendizagem de idiomas. "O aluno tem que ter curiosidade em saber o que está escrito ao seu redor, o que fala a letra daquela música. Falando em música, a aluna é uma ótima cantora, possui uma linda voz, além de cantar super em inglês" frisou Célio Lopes.

O professor ainda lembra a importante contribuição, se não a principal da professora de inglês Elayne Oliveira, do EREM José Pereira Burgos. 

Célio é formado em Letras, com especialização em Língua Inglesa. Estuda inglês há 18 anos. É professor de Inglês na rede pública. Trabalha na Secretaria de Saúde do município há 14 anos, onde há 8 anos é Coordenador de Epidemiologia do Município. Cursa atualmente o Nível 07 intermediário de Língua Inglesa para Professores pela Englishtown, empresa mundial de cursos de inglês. No momento se prepara para a conclusão do curso com apresentação do projeto de redação nos Estados Unidos, em novembro.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Coisas de quem não tem o que fazer

Foto e texto: Carlos Lopes



No final da década de setenta com Antônio Remígio tínhamos algo em comum, além de bons amigos, gostar de caminhar pelas ruas da cidade. Sempre que o sol dava sinal de cansaço, percorríamos longos trechos, seja pelas ruas ou nos arredores de Custódia. Não havia nenhum motivo específico, apenas uma rotina tipo comer doce de leite no Posto de Seu Nivaldo, exceder-se no vai-e-vem nas ruas das paqueras e beber cajuina numa bodega na rua da bomba. Era andar pelo prazer de bater perna, tão somente e, simplesmente isso. Durante o trajeto a conversa girava em torno dos nossos sonhos futuros além dos limites municipais. Antônio falava de Cárceres no Mato Grosso e eu de prosperar em Americanas, SP. Foi não foi, surgia de espanto: ¨Epa! Já passamos por aqui.¨ Sabe que fazíamos? Atirávamos um chinelo ao céu e aonde apontasse ao cair seria o nosso norte, mesmo que já tivéssemos passado naquela rua.

Muitos anos se passaram e, nessa sexta-feira santa passada, ao percorrer a Rua José Thomás, esbarrei na curiosidade de rever ¨o curral de Luizito¨, como assim é conhecido. Não me contive e tirei algumas fotos. Aquela porteira bem ali a minha frente me conduziu a uma outra Custódia que carregava o estigma de encalhada por ficar localizada entre cidades maiores. Lembrei de Dona Terezinha e minha mãe preparando lanches e tudo mais para com Jefferson caçar de arco e flecha naquela verdadeira floresta que surgia logo depois da casa de Seu Belchior, chamada ¨As Baraúnas¨. Não foi sem propósito a permanência de uma baraúna em frente ao Colégio Polivalente. Pra encurtar a história, resolvi percorrer as ¨outroras pontas de ruas¨ da cidade, só pra ter certeza de como estava cada local da meia-volta em nossas andanças.

As fotos que se seguem a essas lembranças é o resultado da surpresa dessa semana santa de 2011: A maior parte das pontas de ruas de outrora ainda permanecem lá, intactas. É evidente que a cidade cresceu em dobro e no melhor e mais bonito estilo possível. Mas, parece que por pirraça ou coisas da vida, em alguns casos sequer há indícios de que algo foi alterado. No caso onde residia Dona Áurea, mãe de Luciana, até parece que o tempo parou, a não ser pelo visual de um condensador de split que nos remete aos novos tempos. A Custódia que parava ali, dali mesmo nunca saiu. Outros casos, só de olhos bem arregalados pra perceber que ainda existe, no caso o curral de Zé Nazaro, próximo ao cemitério. Não sou vaqueiro nem criador mas fiquei feliz pela permanência das tantas cancelas e do odor causado pelas fezes animais dos tantos currais. Aqueles que passam pelos ¨cantos¨ citados, nem devem me entender, mas se forem bem atentos perceberão que falo a verdade. Lá estão, um ¨caminhão¨ de cancelas em meio a uma cidade moderna. A bem da verdade, o custodiense de um modo geral não costuma poupar seus monumentos históricos. A secular calçada da igreja foi recentemente desfigurada, sepultando parte de um projeto arquitetônico e também as milhares de lembranças das gerações que se sucederam ao longo dos anos.


Publicado originalmente no Blog Familias Lopes & Santos

 
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