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sábado, 14 de abril de 2012

Festival Pernambuco Nação Cultural - Custódia-PE



Sábado, 14 de abril

19h - Mostra Itinerante Cinema na Estrada
Local: Quadra do Colégio Municipal Ernesto Queiroz

Programação:

Sertão Vazio, longe que só a gota (6 minutos, animação), de Wilson Freire e Pablo Ferrari
Cinema Americano (15 minutos, documentário), de Taciano Valério
Hotel do Coração Partido (5 minutos, animação), de Raoni Assis
Retratos (20 minutos, documentário) de Leo Tabosa e Rafael Negrão
Sem Energia (5 minutos, ficção), de Thiago Rocha
Acercadacana (20 minutos, documentário), de Felipe Peres
A morte do vaqueiro Raimundo Jacó (16 minutos, ficção), de Sônia Ferreira

sábado, 17 de dezembro de 2011

O cinema de seu Zé das Máquinas


Por Carlos Lopes


Depois de mais de duas horas chacoalhando dentro de uma boléia de camionete imprópria à cinco pessoas, a velha e fiel Ford 1951 aponta em direção ao centro de Custódia. Pouco havia de expectativa, muito mais de cansaço e desgosto por deixar para trás a cidade de nascimento. De todos, somente eu e o meu pai de nada tinha a reclamar. Ele por ter perdido o que conseguira em anos de trabalho e no meu caso apenas uma criança de nove anos aberto as mudanças da vida. Arregalei bem os olhos para admirar uma velha fubica ano 1929 estacionada na calçada da avenida Manoel Borba. Mais tarde vim a saber pertencer a João Correia.

A primeira casa em que moramos em Custódia foi na rua Coronel Nemésio Rodrigues de Melo. Nossos vizinhos eram os irmãos Vitor. Fernando constrói um carrinho de madeira para mim e estabeleceu-se uma grande amizade entre todos. A casa deles era muito freqüentada e quase sempre se via por lá Marcos e Márcio Moura, que juntamente com seus pais foram de grande importância na nossa chegada já que os conhecia de Tabira, onde tenente Ulisses fora delegado. Logo percebemos que nossa nova casa tinha fundos com o cinema e em dias de exibição dava pra ouvir com nitidez a trilha sonora dos filmes.

Seu Benedito, um senhor aposentado do exército, sentia muito gosto em se pompar usando farda de gala na entrada do seu cinema. Durante o dia atuava como ¨juiz de menor¨ perambulando atrás da criançada. Era um Deus nos acuda quando o velho aparecia com seu tradicional: ¨Espere aí¨. Normalmente findava com nossas brincadeiras de rua, mas em compensação de longe gritávamos: ¨Papagaio Verde!¨ No mesmo prédio do cinema de Seu Benedito surge o Cine Uirapuru, de propriedade de Seu Adolfo, provindo das bandas de Quitimbú. Aliás, a história da cenegrafia custodiense ainda contou com a participação de Zé de Isaias e Adamastor Ferraz, os pioneiros em produzir exibições cinematográficas que se tem conhecimento. Contam que Adamastor certa vez em São Caetano, cobrou a ¨entrada¨ pelo mesmo filme três vezes. Vendo cada rolo de filme terminar e a debandada dos nativos, anunciava novamente o filme e fazia um novo apurado.

Meu pai comprou o cinema de Seu Adolfo por uma quantia bastante razoável ficando um saldo a ser liquidado em pequenas parcelas, sob a alegação de que teria de assim ser feito antes de alguma desavença com algum pai de família. O cinema trouxe ao meu pai a notoriedade que hoje o torna conhecido por várias gerações de pessoas e é impossível quem não o reconheça pelo nome de Seu Zé do Cinema ou Seu Zé das Máquinas. O novo cinema veio a ser registrado oficialmente como Cine Santa Maria, porém foi com o nome Cine Custódia que ficou conhecido. O cinema funcionava na Avenida Inocêncio Lima em um salão de propriedade de um dos seus melhores amigos, o Sr. Guilherme Queiroz. Ele, fiscal de renda do Estado e filho de Nozinho Veríssimo, uma verdadeira lenda do município e também pai de Terezinha Queiroz, a nossa vizinha de frente, isso já na rua Dr. Fraga Rocha.

Como meu pai ¨exibia¨ filmes em outras cidades foi percebendo as inovações e procurava atualizar seu cinema. Daí vieram: piso em declineo, cadeiras apropriadas, ventiladores de teto, tela panorâmica e por fim, aquisição de projetor de 35mm, equipamento pouco comum à maioria dos cinemas da região. Coube ao meu pai exibir o primeiro filme colorido na cidade. E aí tem uma curiosidade. O filme fora produzido em cinemascop e cadê a lente especial? Tentou-se de tudo, inclusive transmitir imagem de espelho para espelho, mas não deu certo. Ninguém reclamou pela imagem comprimida, afinal tratava-se de um filme colorido. Foram infindáveis os títulos exibidos no Cine Custódia, destacando-se: Os canhões de Navarone, Meu ódio será sua herança, A meia-noite levarei tua alma, Os três mosqueteiros, Coração de Luto, Romeu e Julieta, Love story, A mulher do padre, Tarzan e as Amazonas e Teixeirinha e as sete provas. Este último, certa vez Fernando José o batizou de Teixeirinha e as 32 provas. Isto porque sempre que o faturamento caia meu pai o trazia de volta.

Enfim, o Cine Custódia funcionou durante quase uma década como um dos principais pontos de cultura e entretenimento de Custódia. Lá, além de assistir o Repórter Esso, ainda se assistia o filme: ¨A Copa do Mundo de 70¨. Filmes como este, juntamente com ¨O assalto ao trem pagador¨ e ¨Mineirinho vivo ou morto¨, traziam ao cinema até o vigário logal. Quantos namoros não tiveram início durante as sessões? Existia lugar melhor pra uns amassos naquele tempo? Mas nem sempre de glória vivia o cinema. A existência de um único público às vezes levava meu pai a loucura. Quando se instalava na cidade um parque de diversão ou um circo, ocasiões onde nem sempre se conseguia público mínimo que custeasse a exibição, meu pai ia ao desespero. Era hora de procurar outras ¨praças¨ para não deixar faltar comida à mesa. E isso meu pai fez muito bem protagonizando exibições em lugarejos onde nunca havia chegado a sétima arte e ainda fornecia filmes com renda dividida em cidades onde já havia cinema.

Certa feita, fomos ¨passar¨ filme num lugar chamado São Caetano. Na hora da exibição, nenhum pagante. Papai puxa conversa com morador do lugarejo e vem a saber de um lutador de um pequeno circo ter desafiado um ¨lutador¨ local e, naturalmente, todos estavam por lá. Uma meia hora depois lá vem papai acompanhado de umas oito ¨mulheres de vida fácil¨, lá de Custódia, que como nós foram faturar com a festa de rua do lugar. A mim foi entregue um disco de 78 rpm com a recomentação de que ficasse virando de um lado para outro, por ser o único disco. A segunda recomendação era coisa de pai pra filho: focar no som, nada de olhar a dança. Aqui aculá meu pai passava o chapeu e a matutada contribuia de forma satisfatória. No dia seguinte, o capim do quintal estava todo abaixadinho. Anos depois ainda havia ¨senhoras¨ me perguntando: ¨Ei menino, quando é que teu pai vai fazer outro forró daquele?¨ Minha mãe é que não gostou nada daquele acontecido!

No final da década de 70, o Cine Custódia fecha as portas encerrando a fase romântica do cinema no interior. Digo isto porque dezenas de outros cinemas também assim procederam. A televisão de ótima imagem e som, estava acessível a todos. Mesmo cinemas famosos não foram páreo às programações gratuitas, entre eles: Bandeirantes (Arcoverde), São José (Afogados da Ingazeira e Alvorada (Tabira). Em nome do meu pai, gostaria de aproveitar esta oportunidade para registrar o nome de pessoas que contribuíram com o cinema durante quase uma década sem receber uma prata sequer como pagamento. Foram valiosas as locuções feitas por José Melo e Fernando José, mesmo quando meu pai fazia exibição em outras localidade era a voz deles nas primeiras viagens, depois ficou sendo a de papai mesmo . Fica um agradecimento ao já falecido Humberto de João Anjo por ter sido o nosso primeiro operador de som e do projetor. Um carinho todo especial ao nosso Severino do Rádio pelos tantos reparos em nossos equipamentos. Alguém gritava: ¨Cadê o som¨. Meu pai dizia: ¨Chamem Severino!¨ Sem os amigos Guilherme Queiroz e Claudinete Simões o cinema não teria funcionado por muito tempo. O primeiro ¨esquecia¨ de cobrar o aluguel e ao segundo cabia o financiamento de filmes em épocas difíceis. Por fim, um agradecimento muito grande ao amigo da família Pedro Vitor. Este foi o fiel escudeiro da paz e da tranqüilidade em suas atribuições diárias pela cidade e a noite era o nosso anjo da guarda. Coitado, assistia até cinco vezes o mesmo filme. Sempre ao lado de Rosa, na época sua namorada. Quando lá não estava, aos primeiros ¨sapateados da turma¨ meu pai dizia: ¨Chama Pedrin¨. E Pedro ao entrar, dizia em alto e bom som: ¨Pessoal, eu estou aqui¨. A fita podia partir por vezes (e partia mesmo) e ninguém reclamava.

Com a chegada da televisão até a praça ficou vazia. A mulherada só desciam após a novela das oito. Houve até quem cobrasse entrada em sua residência daqueles desprovidos de um aparelho de receptor. Por estas e outras o prefeito Luizito disponibiliza um aparelho a céu aberto a quem quisesse assistir. Ao meu pai, coube perceber a chegada da hora do descanso de uma vida de trabalhos onde perambulou pelas mais diversas profissões. Isto porque aos nove anos de idade saiu de casa para trabalhar pelo simples prato comida. De lá pra cá, foi agricultor, carreiro, pedreiro, vendedor de ovos, vendedor de sapatos na feira, dono de padaria, militar, comerciante de móveis, entre outras. Prosperidade mesmo só no início dos anos sessenta quando se tornou um dos principais comerciantes da região do Pajeú. O rádio já existia mas foi o meu pai que o popularizou. O preço foi alto demais para uma pessoa acostumada a uma vida singela. Em um triste cair de tarde do ano de 1968 deixamos Tabira, enxotados pelas dívidas e pelo desencanto pelo lugar. Outra cidade teria que nos abraçar e por certo que nisto fomos felizes. Custódia representou o porto seguro em um momento de aflição, onde era difícil tomar um rumo certo ou dar sentido ao rumo. E por isso, só temos a dizer: Obrigado gente de Custódia!

Publicado originalmente no blog Famílias Lopes & Santos

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Trailer de Alumia - filmado em Custódia




Alumia é um documentário social que iniciou recentemente sua carreira nos festivais nacionais e internacionais de cinema. Em abril, ganhou 1° Lugar na categoria "Vida cotidiana e mudança social" do IV Encontro de Cinema e Vídeo Documentário Independente - Contra o Silêncio Todas as Vozes, na Cidade do México. E trouxe um reconhecimento especial do Festival Internacional de Documentários de Santiago de Cuba - Santiago Álvarez in Memoriam - no qual recebeu os prêmios de Melhor Roteiro, Prêmio Especial da Casa do Caribe e Melhor Documentário pela Escola Internacional de Cinema e Televisão de Cuba (EICTV), sendo considerado o 3° lugar geral no Festival. 


Neste 2010 foi também premiado no Festival Internacional de Rosário, na Argentina. Recebendo os prêmios de melhor documentário e melhor filme na classificação geral. Alumia participou ainda de mais um festival internacional na capital mexicana. O FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINE DOCUMENTAL DE LA CIUDAD DE MÉXICO traz o melhor do cinema documenteario da América Latina e Alumia ganhou o prêmio de melhor documentário Íbero-americano desta edição.



Mais: pela medição eletronica de audiência que a TV Camara faz com o Ibope, Alumia foi visto por 273.970 pessoas nos tres dias que foi ao ar. Esses numeros valem para a TV a cabo e UHF em Brasilia e SP. A TV nao dispoe dessa medição eletronica para as parabólicas. Alumia já foi visto por bem mais pessoas do que muitos filmes brasileiros nas salas de cinema.



Direção e Roteiro | Andréa Ferraz e Carol Vergolino
Produção Executiva | Cezar Maia e Marcelo Barreto
Direção de Produção | Ariel Maia
Direção de Fotografia | Roberto Iuri
Edição | Ugo Palermo e Marcelo Barreto
Técnico de Som | Roberto Carlos
Imagens | Roberto Iuri e Marcelo Barreto

Trilha Sonora Original | Rafael Agra
Voz Incidental | Míriam Maria
Tratamento de Som | Estúdio Carranca
Still | João Baltar Freire

Link: Ateliêpe

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

I Cine Mandacaru – Custódia 15/11/2011


Cada ano que passa, o público custodiense vai tendo mais contato com exibições de filmes. Mesmo sem ter um local apropriado, nos últimos três anos o município vem recebendo projetos com exibições de filmes em locais públicos. Em 2009 com o projeto BELA CAATINGA na Praça Padre Leão, a mostra exibiu filmes com o tema CAATINGA como cenário e o homem da região como personagem. A mostra buscava colocar em evidencia as potencialidades cultural, ambiental e econômica da região.

Em 2010, foi à vez do PROJETO CINE SESI CULTURAL, na ocasião exibido na Avenida Inocêncio Lima, em frente aos Correios. O projeto visava levar cinema a lugares onde não dispõe de salas de exibição. Durante três dias, em cada noite era exibido um curta e um longa metragem. Foram eles: Os filmes que não fiz (curta), Até o sol raiá (curta), Vida Maria (Curta), Se eu fosse você 2(longa), Pequenas Histórias(longa) e A Era do Gelo 3(longa).


Esse ano, dando seqüência, foi apresentado o I CINE MANDACARU, idealizado pela jornalista RAQUEL SANTOS e pelo publicitário e fotografo PABLO MURILO, com alunos participantes da oficina de cinema da CASA DAS JUVENTUDES de Custódia. Dessa vez o cenário foi outro, em frente à Igreja Matriz de São José, durante a noite do dia 15 de Novembro, feriado nacional.



A mostra foi gratuita recebeu um bom público, em sua maioria, crianças acompanhadas de seus pais. A abertura ficou por conta de um casal de estátua, na figura de Lampião e Maria Bonita, eles são o símbolo do Cine Mandacaru. Interpretados pelo casal Pedro Henrique Alcântara como Lampião e Josetânia Alves como Maria Bonita declamaram o cordel Cine Mandacaru chamando em seguida o grupo Flor do Mandacaru. Apresentaram dança típica de coco, dança brasileira, com berço no sertão de Pernambuco. O grupo é formado por quatro alunos da oficina de cinema (Jéssica Carla, Rayane Santos, Monica Gomes e Mateus Moraes).

Momento divertido aconteceu com a Intervenção “Você esqueceu a pipoca, Salamé!”, quando duas palhaças interpretadas por Raquel Santos como Salamé e Ana Paula Alencar como Sarará. Nesse momento as crianças interagiram bastante com a encenação.



Em comemoração ao primeiro ano de fundação da Casa das Juventudes de Custódia, foi exibido o documentário “Casa das juventudes”, resultado da oficina de cinema ministrada durante férias escolares. O curso foi realizado com participação de 23 jovens, com idades entre 14 e 29 anos. Muitos nunca tiveram oportunidade de entrar numa sala de cinema. Alguns participantes do curso tiveram essa primeira oportunidade, em 22 de agosto deste ano, quando viajaram rumo ao 4º Festival de Cinema de Triunfo.


 

Antes da exibição do filme “A máquina” do cineasta pernambucano João Falcão (dirigiu a série Alto da Compadecida para a televisão), a jornalista Raquel Santos agradeceu o comparecimento do publico ao evento. Em sua fala final, comunicou que acontecerá no futuro o II Cine Mandacaru. Uma ótima noticia para um dos anos mais promissores da cultura local. O público agradece. 

Paulo Peterson
21.11.2011


Vídeos













terça-feira, 15 de novembro de 2011

Cine Mandacaru no G1 Pernambuco


Cine Mandacaru estreia em PE com curta produzido por jovens cineastas
Filme foi resultado de uma oficina de férias feita por jovens de 14 a 29 anos.
Mostra é gratuita e acontece nesta terça-feira, em Custódia, no Sertão.
Cínthia CarvalhoDo G1 PE


Nesta terça-feira (15), a produção cinematográfica vai movimentar o município de Custódia, no Sertão de Pernambuco. A primeira edição do Cine Mandacaru tem início às 18h30, na Praça Padre Leão, no Centro. Na mostra gratuita, serão exibidos três filmes, entre eles um curta-metragem produzido por jovens da cidade sertaneja, que fica a 340 km do Recife e não dispõe de salas de cinema ou locadoras de vídeo.

O documentário ficcional “Casa das Juventudes” foi um resultado de uma oficina promovida por um projeto social do Governo do Estado, que leva o mesmo nome. A ação tem o objetivo de promover e incentivar a cultura, com a construção de espaços públicos com salas de informática, cinema, arte e outras atividades. O curso foi realizado durante as últimas férias escolares e contou com a participação de 23 jovens, com idades entre 14 e 29 anos. A maioria nunca havia entrado em uma sala de projeção antes.

De acordo com a cineasta Kel Bastos, uma das organizadoras do Cine Mandacaru, o objetivo do evento é levar mais informação sobre a produção cinematográfica aos jovens do Sertão pernambucano. “Durante as oficinas, a gente trabalhou a introdução ao cinema, porque eles não têm contato com esse cenário aqui em Custódia. Então introduzimos o cinema nacional, trazendo o tema para o universo de Pernambuco, especificamente o Sertão”, conta ela, que também é jornalista, e veio de Belo Horizonte (MG) para participar do projeto.

O curta-metragem tem um minuto e foi filmado no próprio ambiente onde aconteciam as aulas, o espaço Casa das Juventudes. “Eles produziram o roteiro, filmaram, fizeram tudo. O Cine Mandacaru é um resultado do trabalho deles. Gostaria muito que aqui em Custódia tivesse uma sala de cinema. O nosso objetivo é criar um cineclube e promover debates, mostras, oficinas sobre a produção fílmica”, afirma Kel Bastos. Junto ao publicitário e fotógrafo Pablo Murilo, Kel supervisionou os alunos em toda a produção e execução do filme.

Além do curta-metragem produzido pelos participantes da oficina, serão exibidas as produções “Menino do Catimbau”, cedido pelo Cine Sertão – Audiovisual Estudantil, de Salgueiro, e o longa-metragem “A Máquina”, do diretor pernambucano João Falcão. O evento conta, ainda, com apresentações de samba de coco, dança típica da região, e declamação de um cordel, também produzido por jovens do projeto Casa das Juventudes.

Serviço:
1º Cine Mandacaru
Dia 15 de novembro de 2011, a partir das 18h30
Praça Padre Leão, em frente à igreja matriz São José, centro de Custódia, Sertão
Entrada franca



Link do G1 PE - http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2011/11/cine-mandacaru-estreia-em-pe-com-curta-produzido-por-jovens-cineastas.html

Mostra Cine Mandacaru



A ideia era falar sobre os jovens de Custódia, depois o tema passou a ser as paisagens da cidade e arredores, teve ainda a sugestão de falar sobre a relação da BR com a vida dos custodienses. No final o assunto escolhido foi Casa das Juventudes. 

Esse então foi o roteiro escrito pelos participantes da oficina de cinema da Casa das Juventudes que ocorreu durante as férias escolares entre julho e agosto deste ano em Custódia. Logo depois, alguns dos alunos tiveram a oportunidade de entrar pela primeira vez em uma sala de cinema durante programação do Festival de Cinema de Triunfo no dia 22 de agosto. 



No próximo dia 15 de novembro, Custódia poderá conhecer a produção feita pelos alunos da oficina através da Mostra Cine Mandacaru, onde será exibido o curta “Casa das Juventudes”. Além deste curta, serão exibidos ainda filmes produzidos por diretores pernambucanos.



A Mostra Cine Mandacaru tem como objetivo exibir filmes na rua para a população de Custódia possibilitando acesso à cultura cinematográfica produzida em Pernambuco e no Brasil. O evento é organizado pela cineasta Raquel Santos e o fotógrafo Pablo Murilo em conjunto com a Casa das Juventudes e o apoio das Secretarias Municipais de Ação Social e Educação



Mostra Cine Mandacaru 
Data: 15/11/2011 
Horário: a partir de 18h30 
Local: Praça principal em frente à matriz São José 
Outras informações: (81) 9940-1256 
Entrada franca

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Custódia vai ao cinema



Por Raquel Santos 

O sábado estava com sol ensolarado, um céu azul bem bonito típico do sertão e muitos jovens de diversas idades curiosos em assistir, alguns deles pela primeira vez, uma sessão de cinema. No início da tarde do último dia 22 de agosto, os alunos da oficina de cinema da Casa das Juventudes de Custódia-PE viajaram rumo ao 4º Festival de Cinema de Triunfo

A cidade que faz fria cravada na serra do Pajeú se tornou durante a semana do dia 15 a 20 de agosto a vila do cinema, com uma programação extensa de curtas, média e longas metragens, além de oficinas educativas, seminários e homenagens merecidas a grandes incentivadores do cinema pernambucano, como Germano Coelho Filho, produtor dos filmes Baile Perfumado e Deserto Feliz e Genivaldo Di Pace, um dos precursores do audiovisual no Estado. 

Os alunos da Casa das Juventudes foram assistir a Mostra Não Competitiva de Cinema Infantil que exibiu nove curtas metragens com mensagens educativas e de incentivo ao lúdico, como por exemplo, a animação Imagine uma menina com cabelos de Brasil de Alexandre Bersot, que conta a história da importância da diversidade cultural entre os povos. 

Os olhos brilhando e a alegria de cada um dos 20 alunos que foram ao Festival de Cinema demonstraram a importância de incentivar a educação através da sétima arte. A viagem representou o fechamento da oficina de cinema que ocorreu durante as férias de julho e início de agosto na Casa das Juventudes. Os participantes dentre outros aprendizados conheceram a história do cinema feito no Brasil e mais especificamente em Pernambuco, além de terem produzidos um curta de um minuto sobre a importância da Casa das Juventudes para Custódia

Legenda da foto: Alunos e os facilitadores da oficina Raquel Santos e Pablo Murilo em frente ao Cine Theatro Guarany.

 
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