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terça-feira, 13 de março de 2012

Distrito de Caiçara


Características do Povoado Caiçara

No século XVIII, uma família “Rodrigues de Melo” descendentes de católicos, vindo do Rio Grande do Norte, estabeleceu-se aqui como donos destas terras que chamava-se “Logradouro“. Esta mesma família elevou o nome das terras à Fazenda Caiçara.

Construíram uma capela e colocaram como padroeiro o Sagrado Coração de Jesus e em12/03/1980 o Padre Josef Butheniez celebrou a 1ª missa e só em 11 de setembro de 1984 o Decreto:

“Toda área denominada fazenda Caiçara fica considerada Perímetro Urbano“. Caiçara hoje se destaca como um dos povoados que serve de cartão postal para o nosso município. Entre os prédios públicos destaca-se: O Espaço Cultural que é o mais belo e acolhedor da região. Caiçara também conta com um Centro Vocacional que é modelo no sertão pernambucano.

Em Caiçara, a água que abastece a população é proveniente de um dos poços, localizado na Fazenda Porteiras. A principal escola do distrito é a Luis Crispino Bezerra. A maior parte das escolas funciona no turno da tarde. Aqueles que querem dar continuidade aos estudos (5ª série em diante) são obrigados a se deslocarem para Custódia. Caiçara apresenta uma área urbanizada, formada por uma via dupla calçada, praça, igreja, posto de saúde, espaço cultural, escolas, “vendas” e casas, além de um dessalinizador.


Apresenta uma área de 104 km². O acesso pode ser feito pela BR-232 até a sede municipal e daí percorre-se pela PE-312, cerca de 20 Km na direção sul.

O distrito participa do projeto “Conhecendo e Mobilizando o Social no Moxotó IV“, programa de Água Subterrânea para a região Nordeste, desenvolvido pela PROASNE, fruto de uma cooperação técnica firmada entre o Canadá e o Brasil desde 1999 com vista a transferência de uma tecnologia para a captação de água subterrânea, perfuração de poços no semi-árido, bem como o tratamento de água promovendo o processo de dessalinização no Nordeste do Brasil.

Professores e alunos do curso de Serviço social da UFPE estão engajados com a população residente na região de Samambaia, Caiçara e povoados de Fazenda Nova e Salgado, localizados em nosso município, assumiram o trabalho social tendo como objetivo: a sistematização do conhecimento local a respeito das potencialidades no semi-árido nordestino; criação de condições para a participação comunitária na implementação de projetos alternativos ao uso, beneficiamento, preservação e gestão da água; fomentação e/ou reforço do associativismo local ampliando os padrões de sociabilidade, equidade de gêneros e o empoderamento social.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

História da Samambaia


O nome do lugar era Santa Verônica uma santa dos Escravos negros do cativeiro do Tenente Henrique. A fazenda do Tenente era na estrada que liga Caiçara a Samambaia,hoje Fazenda Poço Escuro, que pertenceu a Artur Preto. o curioso é que esta Fazenda também se Chamava Poço da Cruz e foi mudada por do açude de Ibimirim. A antiga igreja desta santa era ladrinhada de Tijolos sem o uso de cimento. Foi encontrada uma telha, pertencente a esta antiga igreja, datada 1822, Segundo testemunhos de vários que a tiveram nas mãos-Dezim Pacífico e Jeremias da Caiçara.

O que vem a provar que os escravos foram os iniciantes na religiosidade local. o primeiro padre foi Manoel Marques Bacalhau, desde 1877. 

Em 1862, o capitão Joaquim do Rego, lavrou uma escritura de 400 braças de terra que foram doadas ao padroeiro São Sebastião. As terras vão das margens do rio Cupiti até o rio Moxotó. Joaquim do Rego foi o primeiro morador de Samambaia. 


A Usina de caroá de José Vasconcelos, empregava mais de 400 pessoas entre arrancadores, os carreiros carreiros com seus jumentos e carros de bois com duas juntas, fabricados de Pau Ferro em Águas Belas e Alagoas. O caroá era arrancado, transportado e pesado, era frequente alguém perder os dedos na desfibradeiras, caso de Paulino e Isabel. As fibras eram colocadas em fardos e transportadas por Tota, nun caminhão Chevolet, para armazéns da Companhia de caroá de Caruaru, Alias o nome Caruaru origina-se deste feito. 

O armazém em Samambaia foi incendiado acidentalmente por João Pareira, que ao acender o fuzil do fogueteiro para fumar um cigarro, deixou cair as faíscas. Nesse dia, Crespe bezerra Lafaiete, o primeiro gerente da usina, estava cansado e foi chamado pelas sirenes da campanhia. Não houver tanto prejuízo porque tinha seguro de carga. Depois de Crespe, a gerência passou para o velho Jesus. Manoel Luis de Campos, da Cacimba de Baixo, foi quem tirou a madeira para a confecção das tesouras da usina.

Depois dos Vasconcelos, o Dr. Aurélio passou a ser dono, tinha até avião que pousava em terras da casa de Pedro Simão acima. Depois de Aurélio, Numeriano comprou a usina e seus filhos, Aristóteles e Clodoaldo ainda hoje conservam até hoje. No tempo de Numeriano o pesador era Dezim Felipe e depois, Abilio Ferreira da Silva irmão de Lidia Ferreira da Silva Avô de Evanilson Administrador do Site. 

O policiamento era o Coronel Salgado, que vinha do Recife de burro com mais ou menos 10 soldados e percorria Samambaia, Ingá e Quintibu, voltando em seguida para o Recife. Maravilha e Custódia nem existiam.

O primeiro encarregado de samambaia foi o Coronel Joaquim Bezerra, o qual obteve a obediência de todos. A primeira professora foi a dona Aurora, de Buique, trazida por Numeriano em, 1930. Mas antes tinha a Dona Zizi e Dona Eliza mulher de Oiô. O primeiro comerciante podia ser dos Balbino. Antigamente se almoçava de 8 horas da manhã. Sendo que a feira de Samambaia era numa quinta-feira, onde se vendia tapioca e rapadura. Os feirantes almoçavam no hotel de Dona Eliza.

Mas antes da existência desse hotel, havia o da Dona Adelaide. Quilidona era a mulher de Zé Izidoro e colocou um hotel onde depois passou a ser de Chico de Abílio. Era costume comer bolo virado que custava, 1 vintém. Que é o equivalente a 20 reais, com café muido com mel, 100 tustões era 1000 réis. 1 tostão era 100 reais e 5 vinténs era, 1 tostão. 1 pataca era 8 Vintém, Uma rapadura era comprada por, 1 tostão; 250 gramas de café era grãos 400 reis 1 kg de açúcar custava 3 tostões em 1928.

10 tostões depois de, 1930 enquanto o café pulava para 10 "tões" para 1200 réis. O que equivalia a um dia de serviço na roça. Ainda em 1942 surgiu o cruzado antigo. Um escravo preto, com bons dentes e boa saúde físicas, era comprado por 1 conto e 500 réis era considerado muito rico. O bisavô de Dezim Pacífico era dono de senzala e o dinheiro era de ouro. Os correios vinham com a mala nas costas com cadeados, provindo de Floresta para o Rio Branco(Arcoverde). Uma carta poderia demorar mais de 30 dias, pois era transportadas de pé.


O cruzeiro de Samambaia era na frente da igreja enterrado e batido no chão, depois passou para as grandes pedras de Manoel Olímpio. hoje em dia fica no pequeno cercado do popular conhecido por "Pai João" pois reside atras do cruzeiro que é conservado ate hoje.

Em samambaia havia corrida de prado, com cavaleiros devida e orgulhosamente fardados, com calças brancas e camisas vermelhas. O enfrentante era Manoel Simão, irmão de Dona Chiquinha da Caiçara, cantora das novenas das festa religiosas. O melhor cavalo de prado era Vila Bela. Esse evento atraia gente de toda região e cidades vizinhas. Bala Seca e Malambec eram os cavalos que Pedro Cicero (Pedro Vaqueiro) cavalgava, trabalhando para Numeriano. Não havia vaquejada e sim muitas pegas de boi no mato.

Que se tornavam festa de boi visto que havia sanfona, cachaça e muito arrasta-pé. Todo vaqueiro tinha um lenço vermelho no pescoço.

Existiu também uma cavalhada comandada por João de Barro e seus 12 pares, segundo a Dona Josefa Luiz de Souza, esposo de Valdemar da Cacimba de Baixo, essa cavalhada acontecia na vila de Samambaia. Severino era rezador, pedreiro e carpinteiro afamado na Caiçara e região. Já na arte de medicina popular e sem formação educacional, tinha Joaquim Canário, fazedor de garrafadas. Cicero Bezerra era delegado particular de Samambaia. E Pedro Simão era o melhor chamador de Quadrilha da região. 

    João Canário era tocava oito baixos ou harmônico. Era de costume procurar Joaquim Canário para aliviar dores de dentes e outros pequenos problemas. Dona Olindina da Conceição era enfermeira e parteira da região de Caiçara e Samambaia. Sitônio lopes de Mendonça médico veterinario leigo e segundo contam, nenhum animla morreu por causa das suas operaçõs, sempre ponteadas com ponteiras de pinhão e agulha de saco. 

   Os melhores artesão da região pertenciam à família do senhor Dezim Pacífico, do Salgado. Esse mesmo senhor completou 90 anos lúcidos em, 13 de julho de 2002. Junto com Jorge Bezerra de Rezende (Jorge felipe de Samambaia) nascido em, 24 de junho de 1919, foram so principais testemunhos desda História de Samambaia.  

    Mais e mais gente de Samambaia e rigião deviam dar mais împôrtancia ao que os mais velhos falam, pois só assim a história regional será mantida para a prosperidade.     

Trabalho elaborado pelo artista plástico PEDRO CEZAR BEZERRA DO NASCIMENTO, cedido gentilmente para o blog CUSTÓDIA TERRA QUERIDA. Para que mais trabalhos desse porte sejam publicados com mais frequencia no blog, pedimos as pessoas que caso usem o texto em algum trabalho escolar ou acadêmico, cite o nome do autor, pois trata-se de um projeto com muito carinho, e de uma riqueza cultural de grande valor para o município. Parabéns PEDRO CEZAR !!!. Valorize  mais um artista da terra.

Link: http://www.matutogravacoespe.webs.com/

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

História do Carvalho

Sr. Estácio de Siqueira

No século XVII e XVIII chega ao Brasil, precisamente em Pernambuco o Português Pantaleão de Siqueira acompanhado do Frei Biaquino. Pantaleão de Siqueira casa- se em Jeritaco vem para essas terras habitadas por índios na época se apossa. Suas terras eram de saco grande, a cachoeira que hoje é Caroalina que na época pertencia à Pesqueira até a beira do rio São Francisco, chegando aqui e se apossando das terras juntamente com Frei Biaquino erguem a primeira capela, que era igreja e cemitério, Igreja São Luiz Gonzaga, nessa época só eram enterrados dentro da igreja, senhores de escravos, quem tinham condições ou uma patente; e do lado de fora eram enterrados os escravos e os demais, e hoje ainda tem guardado moinho pequeno dos séculos XII e XIII.


Pequeno moinho do século XVII ou XVIII da época do escravos 

Como padroeiro trouxeram São Luiz da França, sua primeira Diocese foi em Pesqueira algum tempo depois passou para Alagoas de Baixo; hoje Sertânia; e por último Custódia. Nessa capela Frei Biaquino catequizou alguns índios, aqui nasceram os filhos de Pantaleão de Siqueira. Como aqui tinha muitos pés de Carvalho assim foi batizado o sítio Carvalho, mas hoje em dia não existe mais nenhum pé dessa planta, porque a extração dela foi tão grande que terminou acabando, sendo extinta dessa região. 

Pantaleão morre e é enterrado na capela, que de primeiro era no chão batido, se faziam covas rasas perto do altar e enterravam as pessoas que tinham patentes naquela época, mesmo que não fossem militares, eles compravam a patente só para ter mais autoridade.

Baraúna com mais de duzentos anos
Localizada no terreiro da casa de sr. Estácio


Com a morte de seu pai Maria do Ó de Siqueira herda as terras, a partir daí começa a vender e uma boa parte das terras ela doa para o padroeiro São José da Fazenda Santa Cruz, onde hoje é Custódia. 

Era uma época de escravidão, Capitão Lili neto de Pantaleão, era quem tinha muitos escravos, ninguém gostava dele por ele ser muito rígido, era tão do jeito que quando mandava castigar seus escravos, ele mesmo ia até lá e retalhava a bunda deles e jogava sal só por ruindade mesmo, ele era tão ruim que diziam que quando ele morresse nem a terra iria comê-lo.


Igreja foi erguida no século XVII ou XVIII pelos escravos e índios que aqui residiam

Tijolo feito por escravos, cinco vezes maior do que os atuais


Usado para pendurar velas durante festas


Lupia Carla no altar da Igreja


Imagem doada pelo ex-prefeito Belchior


Ao passar dos anos, o Carvalho foi modificando, a Igreja São Luiz Gonzaga, continua em pé apesar dos vários problemas sofridos, há quase 100 anos atrás ainda houve feiras em frente a igreja para que pudesse desenvolver, surgiu uma cidade, mas como ficava fora de rota dos tropeiros acabou não acontecendo. 

A igreja do sítio Carvalho, construída por escravos libertos, vai ser demolida pelas obras da Transnordestinas, e uma escola que fica ao lado da Igreja também será destruída para dar caminho ao desenvolvimento, que os moradores chamam de “desgraça do governo”.


Nova Igreja 

Numa carta comovente, os moradores do sítio do Carvalho contam que a obra da Transnordestina vai destruir um antigo patrimônio quilombola: uma pequena Igreja que foi construída pelos escravos libertos que ali se instalaram. 

Localizada há 10 km do centro de Custódia, sede do município, o sítio Carvalho já conseguiu o reconhecimento como Comunidade Quilombola pela Fundação Cultural Palmares, desde 16 de maio de 2007, conforme publicado no Diário Oficial da União. O reconhecimento, no entanto, não foi seguido do processo de demarcação e titulação do território e assim ainda é chamado de sítio do Carvalho.

Obra da Transnordestina em direção a Igreja

O atraso na demarcação e titulação da terra é mais um empecilho para a permanência da Igreja. “A capelinha não é propriedade da Igreja, é particular e pertence ao proprietário da fazenda”, explica o padre Roberto, pároco de Custódia. 

O antigo proprietário das terras já foi indenizado, mas a comunidade resiste e propõe que o curso das obras seja desviado para impedir a destruição da capela e da escola. Hoje não se sabe direito a idade da Igreja São Luiz Gonzaga, pertencente ao sítio do Carvalho, situada no Município de Custódia/PE tem, sabe-se assim que ele é do século XVII ou XVIII, e com algumas obras acontecendo aqui no nosso Município, como a Transnordestina, vieram vários arqueólogos, fazerem estudos, mas se sabem ou não, eles não dizem a população. Uma coisa que a população gostaria de saber para poder ficar informado da sua cultura, dos seus antepassados, mas uma coisa os arqueólogos juntamente com a população defende, que é contra a demolição da Igreja São Luiz Gonzaga ao qual a Transnordestina quer derrubar, podendo então fazer um desvio.

Sr. Edvaldo e dona Maria (esposa), zeladores da igreja 

Dona Cícera, uma das moradoras antiga do sítio do Carvalho, conta com remorso a situação. Ela diz que seus netos estudam naquela escola. “Tem gente que quer que derrube, mas que construa primeira outra igreja e outra escola. Tem gente que quer que não derrube de jeito nenhum. O casal Edvaldo e Maria (presidente da Associação e zelador da capela São Luiz Gonzaga) é um dos que correm para que as coisas aconteçam da maneira certa, dentro da justiça”, explica. 

Mas uma coisa é justa, a força de Deus juntamente com a população não vai derrubar o que chamamos o começo de nossa história.

Obs: Entrevista com sr. Estacio de Siqueira, o  mais velho morador do Carvalho e com sr. Edvaldo (zelador da igreja), um dos poucos que tenta conservar o que pode a historia do lugar.

Autoria: Lupia Carla Rodrigues Lira


TRANSNORDESTINA – ODEBRECHT 

Transnordestina: moradores de Custódia protestam contra derrubada de capela 

Em um povoado, na Zona Rural de Custódia, no Sertão, a construção da ferrovia Transnordestina tem deixado os moradores apreensivos. No caminho da estrada de ferro, que futuramente vai passar pela região, está a capela São Luiz Gonzaga do sítio do Carvalho. Há mais de um ano é registrado o drama dos moradores. A capela é uma das principais relíquias dessas pessoas. Ela foi construída há três séculos. 

O local chama-se sítio do Carvalho. Dona Maria das Dores, descendente de quilombolas, de 92 anos, é devota de São Luiz Gonzaga. Enquanto pôde, frequentou muito a capelinha da comunidade. 

Segundo historiadores, os moradores do local são descendentes de escravos e portugueses. As terras onde fica a capela pertenceram ao desbravador português Pantaleão Siqueira. Foi ele quem doou o terreno pra que os negros construíssem o templo, que tem cerca de três séculos. Para continuar com as obras da Transnordestina, inicialmente, a idéia foi demolir a capela. Mas, os moradores se mobilizaram e denunciaram a situação ao Ministério Público Federal. 

Após a denúncia, as obras estão paradas no local. O MPF (Ministério Público Federal) fez uma recomendação a empresa responsável pelo trecho da Transnordestina. A recomendação é para que o projeto sofra alterações e a capela continue de pé. 


Portaria de Instauração de Inquérito Civil Público nº 17 - 2ºOF 


O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL fundamentado no art. 129, III, da Constituição da República c/c ao art. 6º, VII e 7º, I da Lei Complementar nº 75/93 e art. 8º, §1º, da Lei nº 7.347/1985 e de acordo com as Resoluções nº 87/06/CSMPF e nº 23/07/CNMP, resolve converter o presente procedimento administrativo nº 1.26.003.000064/2010-07 - instaurado para apurar notícia de iminente demolição da Igreja São Luiz Gonzaga, pertencente ao sítio do Carvalho, situada no Município de Custódia/PE, através das obras da Transnordestina, executada pela Empresa Odebrecht -, em INQUÉRITO CIVIL PÚBLICO, haja vista que o sobredito procedimento foi instaurado há mais de 180 (cento e oitenta) dias (Art. 2º, § 6º, da Resolução nº 23/2001 CNMP), sem que tenham sido finalizadas as apurações, as quais, todavia devem ser complementadas. 

Assim, determina: 

a) Registro e autuação da presente Portaria juntamente com o procedimento administrativo nº 1.26.003.000064/2010-07, pelo Setor Jurídico, nos sistemas de informação adotados pelo Ministério Público Federal, como ''Inquérito Civil Público'', vinculado à 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, registrando-se como seu objeto: ''apurar notícia de iminente demolição da Igreja São Luiz Gonzaga, pertencente ao sítio do Carvalho, situada no Município de Custódia/PE, através das obras da Transnordestina, executada pela Empresa Odebrecht''. 

b) Remessa, no prazo de 10 (dez) dias, de cópia da presente portaria à 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, nos termos do art. 6º, da Resolução nº 87, Resolução nº 23 CNMP e art. 16, § 1º, I, Resolução nº 87 CSMPF; 

1. fixação da presente portaria, pelo prazo de 10 (dez) dias, no quadro de avisos da recepção da Procuradoria da República Pólo Serra Talhada – Salgueiro (art. 4º, VI, Resolução nº 23 CNMP). 

Serra Talhada/PE, 12 de maio de 2011. RODRIGO GOMES TEIXEIRA Procurador da República 

OBS: Inquérito que foi instaurado, pois a população local não aceita que derrubada da Igreja , afinal é uma das nossas poucas relíquias que temos.

domingo, 20 de novembro de 2011

Dona Expedida e Cicero Matuto



Dona Expedita veio com sua família para morar em Samambaia quando tinha apenas 12 anos de idade, natural da cidade de Flores – PE (família Necodenos), casou com Cícero Matuto (Família Pereira de Lima, conhecido Os Matutos), nascido e criado em Samambaia. Aos 18 anos o sr. Cícero entrou no Exercito Brasileiro e fugiu para se casar com a mesma.

Entrou na fabrica de caroá em 1952, começou arrancando caroá na caatinga, patrimônio de São Sebastião, com 4 anos de serviço, passou a ser gerente. Dois anos antes da fabrica ser desativada, pediu demissão e foi ter seu próprio fabrique de carvão.

Criou 7 filhos, sendo eles: Gedeão, Eginaldo (Egnaldo), Evanuse (Vera), Reginaldo (Ló da Caiçara), Evani (Lira mãe de Evanilson), Ana Lucia e Jeane.

Texto enviado por Evanilson Rezende

Dona Lidia Ferreira e Leu de Samambaia


Dona Lídia Ferreira veio com a família morar em Samambaia quando tinha 10 anos de idade, natural da cidade de São Bento do Una – PE, casou com Elizeu mais conhecido como Leu Ferreiro (Família Ferreira e Rezende), irmão de Delícia Rafael.

Leu Ferreiro era um homem que organizava muitas procissões em Samambaia, ajudou varias famílias na região, tinha também várias profissões, foi: barbeiro, cabeleireiro, sapateiro, cozinheiro e por último ferreiro, pelo qual gerou seu apelido.


Serviu o Exército Brasileiro aos 18 anos, lá foi cozinheiro das tropas armadas, ficou até a Guerra de 1946, teve apenas um filho com sua esposa, chamado carinhosamente de Bastião de Leu. Criou ainda três filhos adotivos, entre ele Seba (Esposo de Maricelia) pai dos garotos Marcio e Sergio. Faleceu dia 26 de Agosto de 2006, vítima de diabetes. 

Seu filho Bastião, seguiu a profissão de ferreiro até 2006 quando seu pai faleceu. Hoje é dono do mercadinho São Sebastião, um dos mercados mais movimentados de Samambaia.
Texto enviado por Evanilson Rezende

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Distrito de Maravilha-PE




Origem do nome

Deu-se o nome Maravilha por ter sido um lugar acolhedor e transbordado, deixando todos os visitantes encantados que chegavam a falar: “Que Maravilha!”. E assim teve inicio a história da Maravilha.

MARAVILHA, Distrito o Município de Custódia, Pernambuco tem uma história. Tudo começou no ano de 1934, assim descrito:

Chegou a primeira professora a Maravilha, vindo de Custódia, sendo a mesma irmã de Chinelôn, conhecido como homem da “lei”. Em seguida veio outra, chamada Conceição, esposa de Zé Quebra Unha, e assim, foram chegando outros professores.

Primeiros Moradores

A primeira família a morar neste lugar foi a Cruz. Marcos e Rosa, há cerca de duzentos anos atrás, vieram do Sítio de Dona Rosa. Em seguida tivemos: Raimundo Pedro Juvenal, Manoel Leandro, Justino Leite, Cicero Inato Nogueira, Sebastião Bezerra e Miguel Justino. Os mesmo com suas famílias formadas necessitavam de uma professora.

Primeiros trabalhos

Surgiram do Armazém Bulandeira de descaroçar algodão. Nessa época, plantava-se algodão preto, a lã, extraída, descia para Arcoverde, Sertânia, Recife etc. para fabricação de tecidos. O caroço era jogado fora para os animais comer, pois ainda não se sabia das utilidades e comercialização desta semente. Depois veio a usina de caroá para fazer roupas, barbantes, etc. As roupas ficavam ótimas, prontas para usar. Mas logo veio a praga do algodão, tomando conta de toda plantação, trazendo assim para a região um grande prejuízo para todos os seus moradores.

Agricultura

Os agricultores ficaram plantando feijão e milho, para custear as despesas e para seu próprio consumo. Os a nos mais favoráveis ao agricultor foram: 1934, 1935,1937 e 1940, com boas colheitas para todos. E os menos favoráveis foram: 1936 1938 e 1939 onde muitos agricultores deixaram suas propriedades e de deslocaram para outros centros. Seus transportes eram os próprios animais, até alcançarem uma cidade mais desenvolvida e assim pegar o primeiro “Pau de Arara”.

Surgiu então o primeiro veiculo em Maravilha. Era o meio de transporte do Padre de Floresta, que vinha celebrar as missas. O veiculo foi apelidado de vinte e nove, pois era o ano de sua fabricação. O primeiro morador da Maravilha a possuir veiculo, foi o Sr. Sebastião Bezerra, em seguida o Dr. Adauto Pereira e assim sucessivamente vieram muitos outros.

Apelido

Chegaram duas moças muitos bonitas, de Mata Grande, uma delas chamava-se Madalena...dai então as pessoas ficavam chamando de Madalena da Maravilha.

Igreja

Foi construída pelo Sr. Adelino, com a ajuda de outros moradores, como: os Srs.: Antônio Pedro da Silva, Elias “o motorista” do Padre, Padre Luiz e muitos outros. Também foi construído um chafariz e um armazém, por um mestre de obras chamado Patrício. O primeiro mecânico chamava-se Augusto, e também fez parte da história da Maravilha, colaborando com os consertos que iam surgindo, bem como os marceneiros: Augusto Libório e José de Souza, estes fizeram os primeiros trabalhos utilizando a madeira.




Os primeiros fatos ocorridos

Fazendeiros: Zé Mataverde, Francisco Cachoeira Paraibano, Lourenço da Malhada, etc.

Vaqueiros: João Pereira, esposo Dona Demessa, Antônio Mata Verde e Augusto Honório.

Sanfoneiros: Vicente Bastos Medeiros, Pedro Bilicarte, etc.

Médico: Dr. Natalício, da cidade de Sertânia.

Cirurgia: Diolina Braz.

Prefeito: Inocêncio Lima, de Betânia, pois Custódia pertencia a este município.

Energia: a motor no ano de 1961.

Relógio: Sr. Antônio Joaquim

Feira: foi em uma quarta feira, 06/12/1933.

Rádio: foi o primeiro meio de comunicação, pertencia ao Sr. Adalberto. Muitas famílias iam a sua casa para ouvir o repórter.

Bicicleta: foi Sr. Adalberto o primeiro a comprar, por dois contos de réis, o mesmo alugava ao preço de dois, três e quatro tostões dependendo do passeio.

Televisão: foi trazida por Zefinha Dina, que veio de São Paulo e trouxe de presente para sua mãe, e assim abriu o caminho da modernidade, trazendo a imagem do mundo lá fora.

Hoje, podemos desfrutar de outros meio de comunicação, como: Correios, telefones, parabólicas, cinemas, computadores etc.

Maravilha é realmente um encanto, uma MARAVILHA!

Vendas

As primeiras vendas para servir a comunidade de Maravilha e seus arredores era dos senhores: Raimundo Pedro, Antônio Simão e Manoel Leandro. A bodega do Sr. Raimundo Pedro foi atacada pelos cangaceiros, mas quando os mesmos chegarem, o Sr. Raimundo se afastou deixando seu cunhado Sebastião Braz para assumir seu lugar. Os cangaceiros fizeram as compras e pagaram direitinho. Logo que os cangaceiros foram embora, Raimundo assumiu a bodega novamente. Lampião começou a frequentar Maravilha em 1935 e todos os anos a visitava. Sempre respeitando os seus moradores, até ir embora de Pernambuco em 1938, para a Bahia. Manoel Neto Capitão prendeu Antonio Joaquim e Manoel Leandro porque eles apoiaram Lampião. Eles foram presos em Serra Talhada.

Participaram EspecialRaimundo Pedro, Sebastião Braz e Manoel Prefeito

EscritorasMaria Sueli N.P. da Silva e Josefa da Silva Rezende



quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Igreja do Sagrado Coração de Jesus


A Igreja do Sagrado Coração de Jesus, de Caiçara, povoado do município de Custódia, foi inaugurada em 12/03/1980, por Áurea Clara de Melo, conhecida por Dadá.

Celebrada a primeira missa por Padre José. O primeiro casamento foi de Rosa Rodrigues e Daniel, o primeiro batizado foi de André Rodrigues de Melo. O cemitério foi construído em 1989.

 
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