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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Abílio José Duarte - por Marlos Duarte


Por Antônio Marlos Duarte

A história desse homem reflete-se na importância de explorar a memória da família e também da sua cidade, Custódia. Meu avô nasceu no ano de 1888: ano da abolição da escravatura. Percebe-se que o meu avô nasceu algumas décadas antes da emancipação de Custódia como município. Abílio José Duarte nasceu em Cacimba Limpa e foi criado pelo tio José Josino em São João do Leite. Seus pais moravam em Palmeiras dos Índios, no estado de Alagoas, e, por motivos desconhecidos por mim, não criaram meu avô. Vivendo nessa região a sua infância, meu avô foi criado num contexto de bucólico, de fazendas e de sítios. Tendo fazendas para se dedicar a cuidar (visto que seu tio era dono de terras), meu avô sonhava em ser vaqueiro... e foi. Tornou-se o vaqueiro do sítio de seu tio-pai.

Meu avô cresceu e virou o que ele sempre quis na infância: vaqueiro. Num dia, em que corria pelas fazendas que fora criado, Abílio José Duarte corria em alta velocidade com o seu cavalo quando não viu um buraco enorme. Não conseguindo "frear" o cavalo, caiu e ficou, como se diz na nossa linguagem típica, "corcunda". Ele ficou assim até o último dia de sua vida. Com o acidente, deixou de ser vaqueiro para ser outras coisas. Casou-se anos depois com a sua primeira mulher - Enedina Leite - , a qual morreu após uma série de complicações após um parto. Ela deixou filhos, tios meus que já morreram - Joanita, Zezito (Rock Lane), mas outros continuam vivos como Tia Neta e Irene. Passado alguns anos de "viuvez", casou-se novamente. Casou com a jovem Juvina Alves Figueredo, minha avó, a qual permaneceu com o meu avó até o seu último dia de vida. Com ela, teve oito filhos: Gilda, Djanira, Josa, Afonso, João, José, Dorinha e Magaly, esta última minha mãe.

Como Oficial de Justiça, meu avô pregou a Justiça sempre, nunca se subjugando a subornos ou coisas do ramo. Por várias vezes, pessoas que queriam ser privilegiadas em divisões de terras, em heranças, tentavam subornar meu avô querendo "dar um bônus", caso meu avô aumentasse suas posses. Meu avô nunca aceitou a ideia de ser um qualquer corrupto da justiça, sendo reconhecido por todos. Já escutei várias histórias sobre pessoas que hoje são idosas e que, quando jovens, conheceram meu avô e me falaram sobre isso. Sempre escutei histórias sobre Abílio José Duarte como um homem digno, honesto, entendido, inteligente, sábio... incorruptível.

Na Justiça, meu avó já passou por muita coisa como o caso, que sempre escuto com muita frequência, da insistência de Lampião em enfrentar o meu avô. O tio que criou o meu avô gostava muito de Lampião, dando comida e abrigo quando os cangaceiros vinham a Custódia. Meu avô, ao contrário do seu tio-pai, nunca gostou de Lampião e vivia reclamando quando o anti-herói ia se abrigar na casa que fora criado. Lampião soube desse "mal-estar" e passou a afrontar o meu avô, mandando ameaças. Dizem que, quando Lampião chegava em Custódia, meu avô corria. Quando Lampião o ameaçava, ele viajava para outros lugares, inesperadamente. Eu disse que ele era incorruptível, não corajoso com cangaceiros! Enfim, todos os homens têm suas fraquezas... e meu avô não seria diferente! (risos)

Já aposentado, meu avô criava em sua casa um papagaio muito ciumento, que só queria a atenção dele e de mais ninguém da casa. A minha tia ensinava palavrões ao papagaio. Após dias da morte do meu avô, ele também morreu. Eram inseparáveis dentro de casa. Enquanto vivia nessa vida de aposentado, meu avô tinha uma rotina: durante a manhã, caminhava em direção ao Cruzeiro, onde tinha alguns parentes que ia visitar; durante a tarde escrevia muito e, a noite, vivia em casa. Meu avô fez um livro autobiográfico, que se encontra com minha tia, que mora no Estado do Rio de Janeiro. Diversas prosas pequenas meu avô escrevia, todos os dias. Além disso, meu avô era "consultor político". Muitas pessoas iam na casa dele para saber em quem ele iria votar, para votar no mesmo candidato, visto que todos julgavam meu avô "entendido". Quem não gostava desses "conselhos políticos" era a minha avó, que sempre dizia: "Abílio, esse povo só vem na hora do almoço, é? Abílio, deixa de ser besta... esse povo só vem para cá comer!!!" (risos)

Em uma de suas manhãs, foi caminhar e, mais ou menos, de frente onde hoje é a Tambaú (na época era o Posto Texaco) teve o seu destino cruzado com o de uma moça que estava aprendendo a dirigir carro. Inesperadamente, ela atropelou o meu avô, que não resistiu às lesões e faleceu. Era 15 de Dezembro de 1972. Meu avô tinha 84 anos e deixou filhos e a minha avó, que ainda tinha 50 anos na época (hoje, minha avó - Juvina Alves Duarte - tem 89 anos e completará 90 anos no dia 22 de Março). Em 2012, completa-se 40 anos da morte do "Abílio Corcunda", da morte de um homem de caráter incontestável, de índole, de firmeza de ideias, de pensamento e de sonhos. Existe uma rua com o nome "Rua Abílio José Duarte", que fica perto da CIOSAC, na entrada do Bairro Mandacaru.

Foi uma satisfação muito grande compartilhar, mesmo que tão pouco, a história de um homem de ideais. Tenho orgulho de ser neto dele, porque, quando se é adolescente, sempre nós procuramos a quem seguir em pensamento, vendo as histórias de seus heróis. Encontrei, além do meu pai, um outro herói na minha família: uma homem de Justiça e de sabedoria paterna. Encontrei um herói querido por todos na sua vizinhança e na sua cidade. Encontrei um herói paciente e que não guardava mágoas de ninguém. Encontrei a história de um incorruptível, de um cidadão, de um homem real e ideal. Encontrei a história de Abílio José Duarte. 

Publicado no (blogdotoiim.blogspot.com)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Sílvio Carneiro de Farias Souza


Um olhar sobre a trajetória de vida de Sílvio Carneiro de Farias Souza 

“Custódia é a minha terra e a minha primeira devoção como professor e homem público”. Silvio Carneiro de Farias Souza. 

Apresentação 

O teor deste trabalho registra uma retrospectiva feita em arquivos, textos, memórias e fotografias, mostrando o que significou para Custódia ter Sílvio Carneiro como cidadão, professor e prefeito. Implicou, antes de mais nada, plantar uma semente que nasceu, cresceu, deu bons frutos e que vive até os dias de hoje. 

Um olhar sobre a trajetória de vida de Sílvio Carneiro de Farias Souza.

Sílvio Carneiro de Farias Souza nasceu no dia 18 de abril de 1940 na cidade de Custódia, onde passou toda a sua infância ao lado dos seus pais Apolônio Carneiro de Farias e Maria de Souza Farias e dos seus seis irmãos. 

Em Custódia, estudou e concluiu o primeiro grau menos (1ª a 4ª série) em seguida transferindo-se para a cidade de Pesqueira onde, no colégio Cristo Rei, fez o ginasial (5ª a 8ª série). Logo em seguida ingressou para a capital pernambucana – Recife e, no colégio Salesiano iniciou e concluiu o 2º grau maior (hoje ensino médio). 

No seu currículo escolar ainda consta a formação de Técnico em Contabilidade, curso que ele fez no Colégio Comercial de Sertânia-PE. 

O gosto de Sílvio, pelos estudos, a dedicação e determinação com que realizava suas tarefas, o respeito que tinha pelos seus semelhantes, em especial pelos seus professores, foram determinantes para a sua formação profissional cujo exemplo é digno de ser seguido por todos aqueles que sonham e lutam por um mundo melhor. 

Em todas as funções que exerceu: Professor, Secretário da Prefeitura e Prefeito, Sílvio mostrou com ações práticas que é possível construir uma sociedade justa. Já que, segundo o mesmo a sociedade é um reflexo de que somos. Sejamos então, justos e a nossa sociedade será melhor.



Um olhar sobre a profissão-professor 

Muitos dos que são professores o fazem por vocação, e inspirados na própria família ou influenciados pelo ambiente em que vivem partilhando da convivência com pessoas com as quais se identificam cujo exemplo merece ser seguido. 

Essas razões e tantas outras da mesma grandeza conduziram Silvio Carneiro à sua vocação natural: ser Professor. 

Verdadeiramente, nasceu professor. Quem usufruiu do privilégio da sua convivência, quer seja como aluno ou como amigo, guarda certamente alguns dos seus ensinamentos podendo constatar a sua validade até os dias atuais. 

O magistério para Sílvio, sempre foi uma das atividades mais importantes, exigindo por parte de quem o exerce comprometimento profissional, ética e competência, qualidade que alicerçaram sua vida de professor dando-lhe a certeza ao término de cada dia de aula de ter cumprido como o dever da sua profissão e de sua consciência. 

A lembrança do homem e do professor Sílvio Carneiro, na área educacional, resultou no reencontro do professor com a atividade na qual ele mais se realizou tornando justo o reconhecimento pelo seu trabalho por toda a sociedade de Custódia. 

Um bom exemplo dessa dedicação ocorreu no inicio dos anos de 1960, por ocasião da fundação do Ginásio Municipal Padre Leão (hoje Colégio Municipal Ernesto Queiroz), quando pela falta de professores, o que acabaria prejudicando os alunos e, consequentemente, o funcionamento do Ginásio, Sílvio Carneiro se dispôs na condição de professor voluntário a lecionar disciplinas fora da sua área de formação, situação que perdurou até 15 de março de 1963. 

Reconhecido pela presteza e comprometimento com o magistério (a partir de 1963), Sílvio Carneiro assume as disciplinas de História e Desenho Geométrico fascinando e cativando todos os seus alunos. 

Os mais saudosistas lembram da sua simplicidade, da sua linguagem e da sua forma natural de ensinar, fazendo com que o conhecimento fosse construído numa relação de confiança, entre professor e aluno. Se aprendia para a vida e ensinar História fazia sentido porque também fazia parte do dia a dia de cada estudante. 

Já em Desenho Geométrico a régua, o esquadro e o compasso além de desenharem as formas geométricas fundamentais para o desenvolvimento da percepção e compreensão da realidade, ganharam também u sentido poético que hoje se pode ser traduzido por Toquinho na canção Aquarela que diz “Giro um simples compasso e num círculo eu faço um mundo”. Talvez tenha sido esta a grande missão de Sílvio, enquanto educador: Acreditar na construção de um mundo melhor para todos. 

A sua brilhante trajetória no magistério o elevou da condição de professor do Ginásio Municipal Padre Leão de Custódia a diretor do mesmo ginásio. Tendo exercido essa função com o mesmo zelo, dedicação e competência que lhes eram natos, prestando serviço de grande relevância ao Ginásio Municipal, à sociedade de Custódia e à Educação do Estado de Pernambuco até abril de 1979. 

O profundo conhecimento de Sílvio Carneiro sobre a situação socioeconômica e educacional do município de Custódia credenciou-lhe a por duas vezes como Secretário da Prefeitura Municipal nos mandatos dos prefeitos João Miro da Silva e do Tenente Miguel José. 

Em ambas as administrações, Sílvio Carneiro teve seu trabalho reconhecido como de fundamental importância para o desenvolvimento da cidade de Custódia, tanto pelos prefeitos supra citados, mas especialmente pelo povo de Custódia, sobremaneira, pela própria comunidade educacional da cidade, o que para ele era motivo de muito orgulho. 



Um olhar sobre a vida pública 

A vocação para servir aos interesses do povo, a seriedade e competência profissional além de seu indiscutível pode de liderança, fez do cidadão comum, Sílvio Carneiro, o representante mais respeitado dos interesses da cidade de Custódia, na condição de prefeito eleito pelo voto do povo. 

No exercício do seu mandato compreendido no período de 31 de janeiro de 1969 a 31 de janeiro de 1973, o prefeito Sílvio Carneiro defendeu os interesses do seu povo com determinação e perseverança conquistando para o seu município, o respeito e a credibilidade junto as esferas do poder público Estadual e Federal. 

Discurso na Câmara Municipal dos projetos de interesse da população de Custódia. 

A transparência, a ética, a austeridade e a determinação política que caracterizaram a sua gestão à frente do poder executivo municipal, trouxeram para o seu município, sede e distritos, investimentos em obras e serviços que além de garantirem o desenvolvimento da cidade ajudaram o homem da roça a enfrentar com dignidade os longos períodos das secas. 

Apesar das inúmeras dificuldades que existiam na época quanto à escassez de recursos passados à prefeitura e a centralização do poder de decisão por parte do governo federal dentre tantas outras, não tiraram do prefeito mais jovem da história política de Custódia, sua visão empreendedora implementada no município com o mais absoluto controle fiscal, onde prevaleceu sempre a regra “gasta com qualidade o pouco que se tem”. 

Essa teoria simples de administração pública, praticada por Sílvio Carneiro e as suas convicções pessoais, que elegeram a educação como a grande propriedade do seu governo, demonstra a sua visão de futuro. E para que tenhamos uma ideia do que isso significa hoje, basta analisarmos os dados atuais referentes a nossa educação. Hoje, em pleno século XXI mais de 50% das nossas crianças na 4ª série não sabem as quatro operações fundamentais e 57% na 5ª série não são capazes de entender um texto simples sem contarmos com os tantos milhões entre crianças, jovens e adultos que mal sabem assinar o próprio nome. 

Os dados favoráveis ratificam hoje, a decisão tomada por Sílvio Carneiro há mais de 30 a nos passados, quando priorizou a educação enquanto um direito fundamental do seu povo e assumiu enquanto prefeito a responsabilidade e o dever de garantir o pleno exercício dessa direito a toda população. 

Nesse sentido, ações como as construções, ampliações e reformas das escolas e biblioteca municipal merecem ser destacadas, além da nomeação dos primeiros professores diplomados para o exercício do magistério no município, mostrando-nos a importância de Sílvio Carneiro para a educação da cidade de Custódia e um bom exemplo, digno de ser seguido pelas autoridades políticas de nosso país, pois se ações iguais a essas tivesse sido implantadas em todo país e tido continuidade nas sucessivas administrações públicas, a situação atual da educação brasileira seria outra.

Executivo e Legislativo da gestão de Sílvio Carneiro (1969-1973) 

Ações destacadas na sua gestão 

A visão administrativa implantada em Custódia por Sílvio Carneiro transformou a cidade e os seus distritos em um canteiro de obras, e a confiança do povo em seu líder político era retribuída de forma justa, honesta e responsável. 

Difícil seria destacar entre tantas obras, a de maior relevância, pois cada uma teve a sua importância. Porém o assentamento das famílias carentes em casa de alvenaria construída pela prefeitura, o abastecimento de água da cidade, a instalação de uma repetidora de televisão na cidade para lazer e entretenimento do povo, a construção do estádio de futebol “Carneirinho” para os desportistas e amantes dos esportes, a construção de postos de saúde e os investimentos na melhoria do funcionamento do hospital público, as eletrificações dos distritos de Quitimbu e Maravilha, construção e reformas de escolas, calçamentos de ruas, além de tantas outras ações devem fazer parte da história de Custódia porque, verdadeiramente é parte da história do seu povo. 

Amostra de algumas construções e reformas realizadas na cidade de Custódia na gestão do Prefeito Sílvio Carneiro.



Um olhar sobre a cultura 

A paixão pelos carnavais revela o lado artístico e alegre do cidadão Sílvio Carneiro. Da sua criatividade nasceu o bloco carnavalesco CARCARÁ, cujos participantes influenciados pelo entusiasmo e animação saíram às ruas, todos fantasiados no compasso da marchinha “Carcará” composta pelo próprio Sílvio (...). 

Além da paixão pelos carnavais, era também um amante da literatura e, além da literatura dos clássicos literários, foi também o primeiro prefeito de Custódia quiçá, do interior do Estado de Pernambuco a fazer uma assinatura de um jornal (Diário de Pernambuco) para sua cidade, fato de grande significado, pois na verdade tratava-se de uma medida no sentido de democratizar as informações sobre a situação política, econômica e social do nosso Estado e do Brasil. 

No universo da arte, Sílvio também foi de grande relevância para a música da cidade, não como compositor, mas certamente como admirador da musicalidade do seu povo. Nesse sentido sua contribuição foi fundamental para a incrementarão da Banda Marcial Mário César. 

Da sua imaginação sempre surgiam idéias que logo eram abraçadas por seus amigos e, consequentemente, por toda a população de Custódia. A exemplo da construção do prédio para o Centro Lítero Recreativo de Custódia, cuja participação do primo Aparício Feitosa (Shands) e do amigo Gerson Gonçalves além de outros companheiros merecem destaques, sobretudo, por terem alcançado o principal objetivo da obra: proporcionar à população de Custódia um espaço físico adequado para a realização de eventos sociais, culturais, etc. 




Um olhar sobre a família 

Foi no embalo dos ritmos carnavalescos que Sílvio Carneiro conheceu Creuza Leopoldina com quem construiu uma relação de amor e respeito consolidado pela união de suas vidas através do matrimônio sagrado. 

Cerimônia de casamento de Sílvio e Creuza.

Sílvio Carneiro e Creuza Leopoldina de Souza Carneiro construíram um modelo exemplar de família. Tiveram uma única filha, Isabella Carneiro de Souza, que herdou do pai a sua personalidade, idoneidade e determinação – características presente na sua vida acadêmica, profissional e pessoal é, certamente, um motivo de muito orgulho para toda a família. 

Hoje, Isabella é casada com Luiz Carlos Evangelista Bezerra e do fruto desse amor nasceram seus dois filhos Rodrigo Carneiro de Farias Evangelista e Gabriela Carneiro de Farias Evangelista. Ambos são motivos de muita satisfação para os seus avós e, sem nenhuma dúvida de muita alegria para Sílvio Carneiro. 

Mais uma palavra 

A trajetória de vida de Sílvio Carneiro deixa para as futuras gerações a certeza de que é possível construir uma sociedade com base na liberdade e na igualdade e o seu compromisso na luta por esses ideais democráticos através de suas ações, praticadas enquanto Prefeito, Secretaria Municipal, Professor e cidadão comum ratificam a sua posição de destaque no cenário político e educacional da história de Custódia. 

Sílvio Carneiro é, verdadeiramente, uma referência para a vida publica, não só da cidade de Custódia onde nasceu, cresceu e para qual se doou completamente, mas também para o Estado de Pernambuco e para o Brasil. 

A ética, a honestidade, o compromisso e o amor pelo trabalho, independente do cargo ou função que exerceu, fazem com que seja lembrado pelos seus conterrâneos da maneira mais sublime e sincera, pois esse reconhecimento vem exatamente da atividade que mais lhe deu prazer em vida, a educação. Um pouco de sua história, a partir de hoje, será compartilhada com os estudantes e professores, pelos quais sempre teve respeito e carinho. 

No dia 2 de fevereiro de 1989, Sílvio Carneiro concluiu sua trajetória de vida e deixa para sua cidade Custódia e distritos e para todos os seus cidadãos a sua lição maior: - De ter vivido inteiramente sua vida, de ter transformado em realidade muito dos seus sonhos e, finalmente, poder oferecer a sua vida como exemplo para todos aqueles que sonham, acreditam e buscam um mundo melhor.



Principais obras da gestão Sílvio Carneiro 

1-Construção, ampliação e reforma das seguintes escolas: 

a) Escola Marli Mira da Silva, localizada no Guarani; 
b) Escola Aureliano Simplíssimo de Góis, localizada no Bom Nome; 
c) Escola Deputado Olímpio de Souza Ferraz, localizada na Pitombeira; 
d) Escola Prefeito Miguel José, localizada na Pindoba; 
e) Escola Germano de Souza Lima, localizada na Boa Vista; 
f) Reforma do antigo prédio do Posto de Saúde na Avenida João Veríssimo para o funcionamento da Escola Reunida Maria Augusta; 
g) Construiu duas salas de aula, um depósito e um auditório na Escola General Joaquim Inácio; 
h) Reformou e equipou a Biblioteca Municipal na praça Padre Leão, hoje denominada Zenilda Simões; 
i) Reformou a Escola Mínima do distrito de Maravilha; 
j) Foi o primeiro prefeito a nomear professores diplomados para o exercício do magistério nas Escolas Municipais; 
k) Iniciou a construção do prédio onde hoje é a atual Escola Normal Municipal Ernesto Queiroz. 

2 – Abastecimento de água, inaugurado em 1972; 

3 – Conclusão de calçamento das seguintes ruas e avenidas:

a) Avenida Dr. Manoel Borba; 
b) Rua Tenente Moura; 
c) Rua João Veríssimo; 
d) Travessa Heleno Aleixo 

4 – Construção de prédios na Rua Tenente Moura onde na época funcionavam: almoxarifado, depósito e sede do Mobral; 

5 – Desapropriação de dez casebres na Rua Major Experidião de Sá, onde hoje funciona a Escola Municipal Ernesto de Queiroz; 

6 – Construção de dez casas de alvenaria no final da Avenida Inocêncio Lima, para assentamento das famílias dos casebres desapropriados; 

7 – Firmou convênio com DETELPE no qual a prefeitura pagou uma grande quantia para a instalação da Repetidora de Televisão; 

8 – Construiu o Estádio de Futebol que foi denominado o “Carneirinho”; 

9 – Em convênio com a Secretaria de Saúde do Estado, construiu um Posto de Higiene e melhorou o funcionamento do Hospital. 


Zona Rural 2º Distrito – Quitimbu 

a) Eletrificação do Distrito 
b) Construção de Chafariz Público 
c) Construção do mini Posto de Saúde 
d) Construção de uma Escola no Mimoso 
e) Reforma na Escola Mínima 

Zona Rural 3º Distrito – Maravilha 

a) Construção de calçamentos 
b) Eletrificação 
c) Construção de Mini Posto de Saúde 
d) Construção de uma Escola no Açude dos Costas 

Ingá 

a) Construção de Chafariz Público 
b) Eletrificação do povoado de Ingá e Samambaia 
c) Construção e conservação das estradas 


Recife, 10 de Novembro de 2003.

Atenciosamente, 

Creuza Leopoldina de Souza Carneiro 
Isabella Carneiro de Souza 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Biografia: Belchior Ferreira Nunes



BELCHIOR FERREIRA NUNES
(Biografia )

Naturalidade: Sítio Jatobá - Água Branca - PB
Nascimento: 12/05/1929
Filiação: José Nunes Ferreira e Tereza Nunes Gomes
Formação Escolar: Primeiro Grau
Profissão: Agropecuarista


A INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

Viveu toda sua infância e juventude ajudando nas diversas tarefas da família, que incluía atividades agrícolas, pecuárias e ainda a produção de rapadura e mel de engenho, tendo ainda que freqüentar a escola ha vários quilômetros de distância, os quais eram percorridos diariamente a cavalo ou a pé. Aos 07 (sete) anos de idade perdeu seu pé esquerdo quando trabalhava retirando o bagaço da cana no engenho do pai, fato este que quase lhe custa à vida devido a grande precariedade que era o atendimento aos serviços de saúde, na época.

PARTIDA PARA CUSTÓDIA

Ao completar 18 (dezoito) anos resolveu tomar seu próprio destino, e, com a ajuda do pai adquiriu uma propriedade rural no Sítio Umbuzeiro, no município de Custódia. Em seguida passou a viajar constantemente de sua terra natal para a nova morada até a completa estruturação daquela que seria posteriormente chamada de Fazenda Umbuzeiro, com criação de gado, instalação de grandes áreas de algodão, milho etc. Durante essas viagens, que tinha como passagem obrigatória o Distrito de Quitimbú, sempre montado em lombo de animal, porque naquela época praticamente não existia o veículo automotivo, costumava dá uma paradinha na Fazenda Retiro de Manoel Valeriano, e, nessas paradas, conheceu e acabou se casando com Maria José Nunes, mais conhecida como Teca de Belchior,  e na Fazenda Umbuzeiro constituíram numerosa família de 12 filhos.


A INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

Viveu toda sua infância e juventude ajudando nas diversas tarefas da família, que incluía atividades agrícolas, pecuárias e ainda a produção de rapadura e mel de engenho, tendo ainda que freqüentar a escola ha vários quilômetros de distância, os quais eram percorridos diariamente a cavalo ou a pé. Aos 07 (sete) anos de idade perdeu seu pé esquerdo quando trabalhava retirando o bagaço da cana no engenho do pai, fato este que quase lhe custa à vida devido a grande precariedade que era o atendimento aos serviços de saúde, na época.


O HOMEM

Desde muito jovem, mas já com seu estilo de homem bondoso, servidor, caridoso, etc., era conhecido como homem de barriga cheia, porque dava comida a quem o procurava. Quando colocava um adjunto (denominação dada na época a reunião de muitos trabalhadores), ele matava um boi ou vários bodes para alimentar  todos com sobras e ainda doar comida para as pessoas levar para suas casas. Também socorria as pessoas sempre que precisavam de ajuda e dessa maneira foi fazendo amizades no campo e na cidade.

O POLÍTICO E A POLÍTICA

Não demorou muito tempo após sua chegada a Custódia e os políticos da época já o convidavam para entrar na política e depois de muita insistência resolveu lançar-se candidato a Vereador e por pouco não se elegeu. Alguns anos depois vendeu a Fazenda Umbuzeiro e mudou-se para a cidade com o objetivo de educar os filhos, antes, porém já havia adquirido a Fazenda Riacho Novo, onde continuou exercendo suas atividades agropecuárias. Na cidade, resolveu iniciar um novo negócio, juntamente com Jaime Melo e Luiz Epaminondas (Luizito). Juntos, eles compravam gado na Bahia e os vendia no agreste, até que um dia Luizito o convidou para entrar na política.  Depois de muitas conversas chegou-se a um acordo, onde Luizito sairia candidato a Prefeito, Belchior a Vereador, Ednaldo Valeriano do Amaral também a Vereador, todos com o apoio da família Ferraz. Apurada as eleições, Luizito se elegeu Prefeito e Belchior se elegia o Vereador mais votado, tornando-se em seguida o Presidente da Câmara de Vereadores.

Após a Posse dos eleitos, surgiram divergências políticas entre Luizito e Belchior. Compromissos políticos foram quebrados. Enquanto o prefeito priorizava a realização de grandes obras, Belchior defendia uma assistência à população mais efetiva. Houve então um rompimento político.


NOVA LIDERANÇA POLÍTICA

Com o rompimento político de Belchior, naturalmente passou a ser eventual adversário ao Poder Executivo. Sabia das dificuldades de se enfrentar Luizito e seu prestigio político. Trabalhou incansavelmente por quatro anos fazendo campanha. Ao término desses quatro anos, quando as eleições estavam se aproximando, o Congresso Nacional resolveu prorrogar os mandatos de todos os prefeitos do Brasil por mais dois anos. Foram então mais dois anos de campanha que ao final iriam totalizar seis anos para o tão esperado confronto entre Luizito e Belchior.

Vieram então às eleições e Belchior, acabou perdendo por uma pequena margem de votos para seu opositor, Djalma Bezerra, que era o candidato de Luizito. Desta feita para governar por um período de seis anos. Belchior não desistiu e tão logo se recuperou da derrota retomou seus trabalhos em busca do objetivo: ser Prefeito de Custódia. Fez campanha por seis anos e quando as urnas foram abertas e os votos apurados Belchior era eleito pela primeira vez Prefeito de Custódia.



O GOVERNO

Belchior assume então a Prefeitura, tendo como vice o Médico José Wilson Figueiredo. Seu governo foi marcado pela obstinada vontade de servir a população carente, aliás, para essa população, Belchior nunca dizia não, sempre dava um jeitinho de ajudar.

No seu governo, foi implantado o projeto de municipalização da saúde e o Programa de Agentes de Saúde.  Foram realizados os primeiros concursos públicos da história para preenchimento de vagas em todas as áreas, uma exigência da Constituição.

O homem do campo foi outro grande alvo da administração, para o qual foram realizadas muitas ações importantes, como eletrificação rural (mais de 500 famílias beneficiadas), construção de açudes e barreiros, poços artesianos, distribuição de sementes, etc.

Sua administração foi marcada pelas dificuldades politicas enfrentadas na esfera estadual e federal. No município com Sindicato dos Servidores Municipais e com a Câmara de Vereadores, e sua base aliada. Gerando assim um clima de instabilidade na administração de Belchior. Teve seu mandato Cassado, mesmo tendo liminar concedida pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco. Encerrava-se ali, a história política de Belchior. Faleceu quatro anos depois, sem renda e sem bens, deixando doze filhos, todos com suas respectivas famílias.

Texto e Fotos: Arquivo Familiar                         

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Aurélio José de Vasconcelos



Aurélio José de Vasconcelos e Silva, nascido em 07 de Setembro de 1898, na cidade de Caruaru-PE, filho do casal José de Vasconcelos e Silva, industrial, nascido na cidade de Bonito-PE, em 08 de Maio de 1872 e Otilia Limeira de Vasconcelos, nascida em Caruaru-PE em 01 de Junho de 1881.

Cursou colégio de primeira letras em Caruaru, depois no Recife e no ano de 1910 em seguida por vontade própria dos seus pais acompanhado do irmão Francisco (Chico) nascido em Caruaru em 19 de Maio de 1899 embarcaram no dia para a Inglaterra (Londres) onde matriculado no LITON HOUSE SCHOOL, preparou-se para Cursar Enginerie e Tecnologie Institute, donde recebeu o título de Engenheiro.

Permaneceu com seu irmão Francisco, toda a Grande Guerra, declarada em 1914 e terminada em 11 de Setembro de 1918, voltando ao Brasil, Recife neste mesmo ano de 1918. Ao todo viveu 9 anos em Londres.

Chegando ao Brasil-Recife, começou a trabalhar com seu pai José de Vasconcelos e Silva (industrial, comerciante, exportados de algodão) ingressando com seu irmão Francisco na firma JOSÉ DE VASCONCELOS & CIA em 1896.

No ano de 1920, casou com Maria Nicéia Siqueira Campos, filha de Siqueira Campos (comerciante e agricultor) da cidade de Triunfo - PE. Neste mesmo ano viajou para Londres em lua de mel e também para realizar a compra de um sistema de alta pressão para prensagem de fardos de algodão.

Desde então, sob orientação do pai e colaboração do irmão deu continuidade a boa posição da firma JOSÉ DE VASCONCELOS & CIA.

No ano de 1927, faleceu o sogro Manoel Siqueira Campos, deixando entre seus haveres a Fazenda São Gonçalo, localizada no Município de Custódia. Aurélio comprou as partes dos herdeiros na fazenda que posteriormente foi integrada ao patrimônio social da firma JOSÉ DE VASCONCELOS & CIA por compra da fazenda.

Daí em diante já sob administração da firma JOSÉ DE VASCONCELOS & CIA, o sócio Aurélio dedicou parte do seu tempo a Fazenda São Gonçalo, pois nesta época Aurélio, gerenciava a construção na cidade de Campina Grande-PB, de uma grande Usina de descascar algodão e prensar plumas em fardos já próprios para exportação. Com a chegada de Londres do irmão José em 1930, ficou dividida a administração da usina de Campina Grande-PB. Assim, Aurélio, voltou-se para a Fazenda São Gonçalo, e ali desenvolveu: 

Plantio de sementes selecionadas para cultivo do algodão; instalação de pequeno descaroçador de algodão e seu enfardamento;plantio de pluma que seria adicionada ao alimento do gado; Proveu a compra de planteis da raça GIR, GUZERA, SWHITZS, HOLANDEZ, touros e vacas (ZEBU) construindo novos modernos estábulos (os caprinos também foram contemplados com melhoria do rebanho); Vários açudes construídos.

Durante esse período a firma JOSÉ DE VASCONCELOS & CIA adquiriu várias fazendas e terras limítrofes que foram incorporadas ao patrimônio da firma, constituindo a fazenda São Gonçalo de cerca de 11 fazendas e área de 20 léguas quadradas. Todas escrituras registradas nos respectivos cartório da Comarca de Custódia sem que até hoje havido menor duvidas sobre limites e invasão.

O tabelião Manoel Marinho fez concurso para que tudo fosse assim SEM CONTESTAÇÃO. Era do conhecimento da firma JOSÉ DE VASCONCELOS & CIA, a ocorrência da planta nativa do caroá e fazenda era grande, sabia-se que dessa folha extraísse fibras, no entanto da maneira que era extraída por maceração não havia produtividade, qualidade e outros empecilhos que não animavam sua comercialização em termos econômicos.

O sócio Francisco interessou-se pelo problema e usando seus conhecimentos chegou a conclusão que só por meios obteria o modo econômico da exploração e industrialização da fibra do caroá.

Contactou com vários fabricantes de maquinas ligadas a indústria de fibra de algodão em busca de maquina que pudesse desfibrar a folha economicamente. Dos contatos, uma firma inglesa conseguiu finalmente uma máquina desfibradora que pudesse trabalhar mecanicamente alcançando uma fibra de boa qualidade e do modo econômico. 

Assim foram sendo fabricadas aqui em Pernambuco as máquinas usadas nas usinas de caroá. A produção das usinas instaladas no sertão de Pernambuco seriam consumidas pela fábrica de fiação e tecelagem e cordoaria foi inaugurada em Setembro de 1935 em Caruaru. Aurélio foi prefeito de Custódia entre de 10.10.1933 à 23.02.1935, faleceu no Recife no dia 11 de Novembro de 1972.

O irmão Mário de Vasconcelos (engenheiro agrônomo) veio do sul do país (Rio de Janeiro) no ano de 1934, ficando responsável também pela performance não só pela Usina de São Gonçalo, como as outras instaladas em Maravilha, São Caetano, Samambaia no Município de Custódia e outras em São João dos Campos e Santa Maria.

Não deve ser esquecido que este trabalho era seguido da implantação de estradas, como Comunicação Via Rádio e por fim, transporte aéreo (Avião PPTIB STINSON). Foi o primeiro avião a pousar no município de Custódia. Padre Duarte saudou o industrial e lhe fez um original pedido, usando o prefixo do seu avião - PPTIB: "Padre Pede Torre Igreja Breve", no que foi generosamente atendido. 


Por Dr. Silvio Vasconcelos (irmão)

domingo, 18 de setembro de 2011

Biografia: Francisco Alves da Silva


Uma das caracaterísticas primordiais do Blog Custódia Terra Querida, é, além de resgatar a história, tradições, cultura e costumes da cidade, apresentar sempre que possível, aos demais custodienses espalhados por todo o Brasil e pelo mundo, a história de conterrâneos que se destacam fora de nossa cidade.

Hoje iremos apresentar um pouco mais sobre Francisco Alves da Silva, um custodiense que reside atualmente em Limeira-SP desde de 1980. Vários post já foram publicados sobre ele no Blog, neste em especial, passaremos a conhecer mais profundamente a trajetória desse ilustre custodiense, representante da Academia Limeirense de Letras.

FRANCISCO ALVES DA SILVA
Natural: Custódia PE.
Data de Nascimento: 20/DEZ/1960
Casado com: Maria Auxiliadora Moura da Silva.
Filhos: Kelvilyn Matheus Moura da Silva; Athina Alves Moura da Silva..

TRAJETORIA Chega à limeira em 14 de Janeiro de 1980, com seus genitores Cícero Alves da Silva e Maria José Alves juntamente com seus 05 irmãos, Flávio, Flavinaldo, Fábio, Fabiano e José Fernando. Inicia em 20 de janeiro de 1980 sua jornada de trabalho na área industrial de limeira, precisamente na indústria de máquina NEWTON MAZUTE, trabalhou como montador de máquinas, pintor, operador de máquinas. Porém em virtude da necessidade de juntar-se ao seu genitor, solicita sua demissão e passa a atuar no ramo da construção civil, atividade essa realizada na época por seu pai, Cícero Alves da Silva, assim executarão diversas obras importantes no município e fora dele (construção do condomínio residencial independência, conjunto habitacional Jd. Do Lago, Pq. Nossa Senhora das Dores I, Jd. Tangará na Cidade de São Carlos).

Em 1983 quando a saudade já era imensa, seus familiares retornaram à terra natal, mas o amor que lhe causara limeira e sua vontade de conquistar um novo espaço o impediu de partir com seus entes queridos. Sozinho inicia uma longa trajetória, através de um amigo (OLIVIO MACHADO) começa a trabalhar na industria de suco (CITRAL) como ajudante geral, pois tudo que haviam conquistado com tanta luta havia se perdido, e este fora o motivo pelo qual seus pais voltam à terra natal. Daí começa a surgir novas oportunidades novas atividades comerciais (mercearia) que lhe trouxe em pouco tempo uma nova dinâmica e o fez observar com maior atenção o sistema de “Segurança Pública”, ingressando em 1984 na guarda municipal de limeira, e os sonhos não param por ai, a cada dia aumentavam e em 1985 partes desses ideais foram realizados, ingressando nas fileiras da Polícia Militar do Estado de São Paulo, obtendo êxito na sua trilha pela corporação, após sua formatura prestou serviço na própria cidade Campinas Estado de São Paulo, onde fizera a escola de policia e depois solicitou sua transferência para a cidade de Piracicaba, onde prestou por um longo tempo seus serviços policiais, entretanto sua meta era voltar para limeira, cidade que havia adotado para viver e conquistar seus objetivos.

Após ser aprovado no concurso para cabo foi promovido em 1992 à graduação de Cabo PM, traz consigo, medalhas de 5º 4º e 3º grau as quais ostenta com muito orgulho, por bons serviços prestados a comunidade além de vários elogios. Essa caminhada pela Polícia Militar trouxe-lhe diversos admiradores, sendo indicado por unanimidade pelos Policiais a representá-los junto à sociedade frente á Associação dos Cabos e Soldados do Estado de São Paulo, que fora fundada em Limeira no dia 22/mar/1997, fundou e presidiu juntamente com seus amigos; João José de Souza; Valmir Duca; Osvaldo Moreira e Vilela. Uma caminhada coberta de realizações e sucesso, onde trouxe o amparo ás causas sociais e psicológicas aos policiais militares e seus familiares, numa região de 43 municípios.

Destacou-se como palestrante devido seu vasto conhecimento na área de entorpecentes. Tantas foram ás conquistas reconhecida pela sociedade limeirense que face a sua dedicação à causa pública e o combate efetivo as drogas e armas. Que no dia 20 de abril de 1995, foi indicado na ORDEM ACADÊMICA DOS INTELECTUAIS DO CONE SUL (Entidade de Âmbito Internacional), como MEMBRO TITULAR. Em 29 de junho de 2002, recebeu a CRUZ SOCIAL de reconhecimento e Cultural no grau de COMENDADOR. No período de 2001 a 2004 exerceu a função de Secretario de Segurança Publica no município de limeira, a convite do então prefeito da época Pedro Theodoro Khull seu amigo particular. De 2004 a 2005 assumiu a função de vereador.

No dia 24 de julho de 2002, recebeu o certificado de reconhecimento do projeto AFRO- CIDADANIA, intercâmbio cultural AFRICA/BRASIL Prêmio Nelson Mandela reconhecido pela ONU como o segundo melhor projeto latino-americano de pesquisa. Globalização, Interferência /Terapia de Desafeto, como o desafio do século, Símbolo da participação da Segurança Municipal da Constituição da ordem e cidadania. Em novembro de 2002 foi homenageado pela Câmara Brasileira de Cultura com o Grã-Colar “LIBERTADORES DA AMÉRICA”. O evento ocorreu no Memorial da América Latina, onde autoridades representantes do Governo Federal, Estadual, Ministério da Educação do Estado de São Paulo e o Prefeito de limeira, José Carlos Pejon, estiveram presentes, prestando também suas respectivas homenagens.

Em dezembro de 2003 foi homenageado na câmara municipal de limeira através do vereador Antoniel Carlos de Lima com o titulo: GRATIDÃO DA CIDADE LIMEIRA – ORDEM DE TATUIBY “MEDALHÃO” – MERITO CIVICO 15 DE SETEMBRO. Em 2004 recebe da câmara brasileira de cultura em São Paulo a outorga. A CRUZ DE RECONHECIMENTO SOCIAL E CULTURAL NO GRAU DE GRÃ-OFICIAL. Em 2005 recebe da Sociedade Brasileira de Filosofia de São Paulo. A cruz do mérito filosófico e cultural. No âmbito cultural, participou de várias Antologias de Poetas. Em 1990 registra a sua primeira obra na Biblioteca Nacional, o livro intitulado NA VIDA TUDO ACONTECE. Em 1992 participou da antologia VERSO E REVERSO.

Em 1995 escreveu a poesia intitulada A ESCOLA BRASIL, pelos seus 60 anos de existência, a qual fora escolhida e publicada no jornal a Gazeta do Brasil, ganhou também na mesma escola pela criação da paródia musical, Hei-Jud. de John Lenon, uma canção em alerta a AIDS. Que se comemora em 1º de Dezembro. Em 1997 registrou o livro SEM ALGEMAS o qual teve a participação de vários poetas militares, participação no III PRÊMIO CIDADÃO DE POESIA. Em 2000 registrou sua participação no livro BRASIL 500 ANOS, além de vários artigos inscritos em revistas e jornais de âmbito nacional.

No campo musical é autor de várias músicas gravada por intérpretes limeirenses, BANDA PÉ DE PASSAGEM, VALTINHO SANY, VILMAR E FABIANO. Desenvolveu varias campanhas em prol da comunidade limeirense, entre elas; ARMAS E DROGAS – RISQUE ESSA IDÉIA.

Formação Acadêmica

- Graduado em Direito – Faculdade de Letras em Araras SP (UNAR), no período de 01/02/2000 á 06/12/2005
- Formado em Psicanálise clinica pelo Instituto WCCA – SP

Curso de Especialização

- CEP-Munitor (Curso de Especialização Profissional) o que o habilita a ministrar aulas em cursos da Polícia Militar, Escolas de Soldados.
- (Curso de especialização em técnica de ensino) no CEFAP (PM) (1998);
- Curso de Instrutor PROERD – Programa de Educação e Resistência às Drogas e à Violência.
- Marketing pessoal em 2007 pela uni nove São Paulo
- Habilitação em jornalismo – Violência, Criminalidade e Prevenção – SENASP – 2008 a 2009
- Sistema e Gestão em Segurança Pública – SENASP – 2008 a 2009
- Uso da informação na Gestão de Segurança Pública – SENASP – 2008 a 2009 – EAD

Formação Profissional

- Inspetor de qualidade – SENAI – Limeira (1980)
- Escola de Formação da Guarda Municipal de Limeira (1984)
- Escola de Formação de Soldados da PMESP (1985)
- Curso de Formação de Cabos da PMESP (1992)

Trajetória de Carreira

Chegando a Limeira em 14 de Janeiro de1980, trabalhou como montador de máquinas, pintor, operador de máquinas na indústria NEWTON MAZUTI.

Em 1981 trabalhou no ramo da construção civil (construtor)
Em 1982 e 1983 Exerceu atividades no ramo comercial.
EM 1983 trabalhou na Citral (suco) atividade ajudante geral
Em 1984 Ingressou na Guarda Municipal de Limeira.
Em 1985 Ingressou na Policia Militar do Estado de São Paulo
Em 1992 foi aprovado no curso de Cabo da Policia Militar/SP.
Em 1997 Presidiu e fundou a associação dos cabos e soldados em limeira
Em 2001 Foi secretário de segurança Publica – Governo Pedro Khul
Em 2004 Exerceu atividades no poder legislativo – Vereador
Em 2005 Exerceu Atividades no poder executivo – Assessor técnico da secretaria de governo e desenvolvimento – Governo Silvio Félix.
Em 2007 Passa para Assessora técnica da secretaria de educação.

Comunicação em eventos com anais ou certificados

Congresso Nacional de Instrutores PROERD. – São Paulo – 2000
Congresso Nacional dos Guardas Municipais – Santo André -2001
Encontro sobre segurança publica – Judiai – 2001
Congresso nacional das guardas municipais – Goiana – 2002
Fórum de Segurança Publica – Limeira – 2002 Organizador
Congresso nacional de Segurança Publica – Brasília – 2003
Seminário Internacional da qualidade na educação – Limeira – 2006
Feira do livro (bienal do livro) desenvolvimento e organização do projeto – Nov2007
Seminário de vendas (Palestrante Alfredo Rocha) 2007
Vários projetos desenvolvidos em áreas sociais, culturais, e literárias.

Participação em obras literárias publicadas:

Verso e reverso
Sem algemas
Brasil 500 anos
Cidadão de poesia
Olhos de poetas Espelho d’água…etc.

Dados elaborados por: Antonio Carlos Hambruster / Isabel Leite Fernandes/ Eduardo Maguerbes.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Biografia:José Virgínio de Queiroz



Filho único de Antônio Alves de Queiroz e Elvira Virgínio de Queiroz, nasceu no dia 07 de julho de 1945 na Fazenda Soares – Custódia/PE. Com 11 anos foi estudar no Colégio Olavo Bilac, na cidade de Sertânia, no ano seguinte foi transferido para o Colégio Salesiano, no Recife, no sistema de internato, em seguida passou a morar na pensão de seu tio Elídio.

Sendo filho único, sempre foi muito paparicado pelos pais, que não mediram esforços para lhe proporcionar tudo de melhor que a vida pode oferecer em termos de conforto, educação e diversão. Dessa forma, Zé Virgínio desfrutou na sua adolescência no Recife, tudo quanto tinha direito.

Voltou para Custódia em 1965 com 20 anos de idade. No dia 18 de janeiro de 1966 conhece a mulher que mudaria sua vida para sempre, Marilene. Nesse mesmo dia começaram um namoro que terminaria em casamento, realizado no dia 26 de setembro de 1967 na Igreja Matriz de São José. Dessa união nasceram 9 filhos, a primogênita morreu na hora do parto, mas em seguida vieram Fred, Darlene, Kleber, Ricardo, Roberta( In memorian), Brena, Péricles e Emerson. Zé Virgínio teve o privilégio de formar uma grande e bonita família, pois, com o passar dos anos, juntaram-se aos filhos, quatro noras e oito netos.

Tanto na doença de sua mãe, Dona Elvira, quanto na velhice de seu pai, seu Tonho, Zé Virgínio foi de um dedicação impressionante, não deixando-lhes faltar conforto, carinho e principalmente muito amor.

Com a morte dos seus pais, muitos acharam que ele ia acabar com todo o patrimônio herdado. Mas, contrariando toda essa gente, ele investiu pesado nas suas fazendas, deixando para sua família, um legado para ser lembrado para sempre.

A Fazenda Soares foi a grande paixão da vida de Zé Virgínio, a qual ele dedicou a maior parte da sua vida. Pois, foi do Soares que tirou todo seu sustento e também foi a única fonte de renda com a qual conseguiu criar e educar sua família.

A Fazenda Soares também foi palco de grandes farras realizadas por ele, onde reunia seus filhos e amigos no dias de vacinação e ferra de gado. Foram certamente os dias mais felizes da sua vida, porque passava o dia inteiro comendo, bebendo e ouvindo seus CD´s preferidos.

Com sua personalidade forte e autoritária, Zé Virgínio foi um homem muito rígido na criação de seus filhos, exigindo sempre muito respeito de todos e, do seu jeito, às vezes, rude, procurava incentivar todos quando o assunto era educação, sempre mostrando o valor que a mesma exerce na formação moral e profissional de cada um. Graças a Deus e com seus exemplos de esforço, dedicação e honestidade, conseguiu formar uma família bem estrutura.

Texto cedido pela família.

sábado, 7 de maio de 2011

Josias Leandro



Josias Leandro de Morais, nasceu na Vila de Maravilha, município de Custódia, em 24 de junho de 1927, filho de Manoel Leandro de Morais e Joana Nogueira de Menezes. Ficou orfão de pai e mãe aos 14 anos de idade, sendo o filho mais velho dos 7 irmãos, ficando responsável pelos mesmo. Foi tangerino de uma frota de dez burros que o pai deixou, transportando nos período de seca mercadorias como: milho, feijão e farinha, da cidade de Mata Grande – AL.

Transportou também casca de angico para a indústria do senhor José Estrela na cidade de Custódia, tudo isso na década de 1940. No ano de 1952, casou-se com Inácia Bezerra, com quem constituiu uma família de 8 filhos, sendo eles: Wiliamarques, Uilson, Ubiraci, Wellington, Uilza (in memorian), Uilma, Joaquim e Uelba. Em 1960 teve início a sua vida política candidatando-se ao cargo de vereador com o apoio de seu amigo Adauto Pereira de Souza, na época, político de grande influência em nosso município, sendo eleito com uma votação expressiva.

A partir daí foi eleito seis vezes consecutivas, elegendo ainda seus filhos Ubiraci e Uilson Leandro, que até hoje dá continuidade ao seu trabalho. No ano de 1985 submeteu-se a uma cirurgia na aorta, tendo êxito na mesma. Permaneceu na vila de Maravilha até o ano de 1995, mudando-se para a cidade de Custódia onde ficou até o seu falecimento em 02.02.1999.

Em justa homenagem a este grande cidadão custodiense, nobre representante do nosso povo, a Câmara Municipal de Vereadores aprovou, por unanimidade, o Projeto de Lei de autoria do Vereador Cristiano Teixeira Dantas, que se transformou na Lei nº 826/2008 que denomina oficialmente de PRAÇA VEREADOR JOSIAS LEANDRO DE MORAIS, a praça construída na entrada principal da Vila Maravilha, município de Custódia-PE.

(*) Texto e foto extraído do Informativo da Câmara, edição nº 023, junho/2008.

 
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