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sábado, 31 de março de 2012

Origem da Família Andrada em Pernambuco - Odete Andrada


José de Souza Andrada, com o seu primo de nome não identificado chegaram de Santos – SP, para Gravatá – PE, nos idos de 1826, século XIX, onde permaneceram negociando, por alguns anos. Dessa povoação, José de Souza Andrada saiu para o município de São Sebastião do Umbuzeiro – PB, casando com Severina Perpétua de Jesus, filha do Capitão João José da Silva Lima, residente proprietário do sítio Capitão Mor, do citado município.

Da união de José de Souza Andrada, como Severina nasceram 08 (oito) filhos, com sobrenome registrado “Souza Lima”, sendo “Lima” do Capitão, pai de Severina.

Conclui-se que a família Andrada está entrelaçada com os “Souza Lima”, radicados mais precisamente na Paraíba e em Custódia – PE, muitos deles saindo, por destino, para diferentes regiões.

O outro Andrada foi para Serra Talhada – PE, na época, Vila Bela, ai constituindo família.

Relato do custodiense José de Souza Lima (1926), por informação do seu pai, o memorável Germano de Souza Lima (1883 – 1964).

Texto retirado do livro “Do Âmago da Memória”, de Odete de Andrada Alves, Editora Bagaço, 2003.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Jorge Remígio - Julho/1975

Osanira, Jorge, Ana Cláudia, Osminda, Eliane, tia Jandiara e Sérgio (julho de 1975)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Minhas irmãs - Chico Elizeu


Família Leite: Maria Eugênia, Maria Elisa, Lourdinha, Mazé, Chiquinha e Fátima.
Arquivo Pessoal: Francisco Elizeu Leite

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Irmãos Elizeu


Elizeu - Joel - Francisco - Chiquinha - Zeraldo e João Elizeu.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Irmãos Pires


Os irmãos Pires, da esquerda para direita: Elson, Elzira, Jarbas, Emilson, Ana Lúcia e Jorge.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Família do Major Inocêncio Lima


Meus tios irmãos da minha mãe, todos nascidos em Betânia-PE. Filhos de João Inocêncio Gomes Lima e Elisa Correia Lima, Netos do Major Inocêncio Lima, nome de uma Avenida que liga o Cruzeiro a Pindoba.

Na foto acima da esquerda para direita, meu irmão Zeraldo, minha tia Maninha, tia Beta, tio Toinho, João Elizeu, tio Inocêncio, tio Lula e Eu.

Chico Elizeu

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Família Gonçalves


O patriarca Rui Camelo ao lado de seus filhos Romero e Rogério Gonçalves e seu neto Rafael. Rui é casado com Berenice Gonçalves, irmão de Gerson Gonçalves. Atualmente residem em Recife. Durante um bom tempo residiam em frente a fábrica de Doces Tambaú, situada na Avenida Inocêncio Lima.  São assíduos visitantes do Blog Custódia Terra Querida.

Foto: Arquivo Pessoal Rogério

domingo, 6 de novembro de 2011

Aguimar Porfírio dos Santos


Filho de Maria Porfírio dos Santos e Cecílio Pedro da Silva, minha avó era conhecida por Dona Lica e meu avô por Cecílio Lopes (esse Lopes veio por causa de um cunhado de meu avô, muitos só o conhecem por Cecílio Lopes, mas ele não tem esse sobrenome).

Meu pai tem três irmãs: Eulina, Nerice e Sandra. Meu avô foi um grande comerciante e também motorista em Custódia, contribuindo assim para o desenvolvimento da nossa cidade. 

Minha avó sempre foi dona de casa e muito boa mãe, painho tem um amor incondicional por ela, faleceu em 2008 aos 88 anos, e meu avô faleceu há uns 20 anos. Seguindo o mesmo caminho trilhado pelo seu genitor, Aguimar foi caminhoneiro, se aposentou aos 51 anos, hoje tem 62, completados no último dia 28/02.


A história do fusca teve inicio, quando painho comprou o carro já usado de uma mulher em 31/07/1982, na época custou R$ 170.000 mil cruzeiros, procurou manter o máximo possível a sua originalidade, o que o faz chamar atenção por onde passa.

O fusca perdeu um pouco a originalidade quando sofreu um acidente no Crato – CE, o carro ficou bastante avariado, mesmo assim, fez o possível para recuperar seu inestimável automóvel.

Antigamente era realizada anualmente, a festa denominada “As Personalidades do Ano”, ele venceu várias vezes com o título e a placa de caminhoneiro do ano.


Um detalhe importantíssimo segundo ele mesmo, é que, Dr. Pedro Pereira, foi quem o ajudou a tirar a 1ª habilitação, o primeiro passo para seguir a profissão da qual ele e nós também nos orgulhamos muito.

Apesar de aposentado ainda continua trabalhando, viajava com mais freqüência para São Paulo, inclusive trazendo cargas para a fábrica de doces Tambaú.

Resolveu parar de viajar de vez, quando estava voltando de uma viagem à São Paulo e foi assaltado em Delmiro Gouveia-AL, ficou em poder de assaltantes durante todo o dia, só sendo liberado a noite; nesse assalto, graças a Deus, fora o medo ele não sofreu nada mais, roubaram o caminhão, mas o liberaram ileso, e o caminhão foi encontrado no outro dia em Alagoinha – PE.

Família


Casou-se com Izabel Maria Pereira, mais conhecida como Deta, em junho de 1976, este ano completarão 35 anos de casados, dessa união surgiu: Delaine, Sanny e eu, exatamente nessa ordem.

Casamento de Aline

Mensagem da filha Aline Santos

“Gostaríamos de poder dizer o quanto te amamos e agradecemos por ter sido espelho para nós. Dizer que você merece tudo de melhor que a vida tem todos os dias, e que no fundo dos nosso corações, te amamos muito. 

Parabéns!!!!” Aline Santos

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Família Queiroz em Custódia


Zezita Queiroz, Djalma Rodrigues e filhos: Darley, Adynara, Adriana e Andréia. (18/01/1976)

Arquivo: Adriana Queiroz.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Família Leite


Maria Eugênia, João Elizeu Leite, Zéraldo, Lourdinha, Mazé, Joel, Chico, Chiquinha e Fátima.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Djalma Rodrigues de Melo por seus filhos e netos



Esta história começa em 27 de setembro de 1941, na Fazenda São José, município de Custódia, com o nascimento de Djalma Rodrigues de Melo, filho de João Rodrigues de Melo e Quitéria Carmo do Amaral. Dessa família tem como irmãos os queridos Marinelza, Maria (Ditinha), Luizinho, Lourinaldo (Vavá), Margarida e Sandra. 

Iniciou o primário no sítio. Muito cedo, veio estudar na cidade, hospedando-se na casa de seu padrinho Elpídio Pires Ferreira, de saudosa memória. Concluiu o primário na Escola General Joaquim Inácio. Depois serviu a Aeronáutica em Recife, por dois anos. 

De volta à sua cidade Natal, em 1962, matricula-se no Ginásio Municipal Padre Leão, fazendo o admissão, cujo Ginásio havia sido fundado por Ernesto Queiroz, então Prefeito da Cidade. 

Nesta mesma época, encontrou Zezita Queiroz, começando a namorar em 4 de março de 1962, um domingo de carnaval. No dia 18 de janeiro de 1964, Djalma e Zezita casaram, permanecendo em Custódia. 

Em 1965 terminou o Ginásio e matriculou-se na Escola Técnica Olavo Bilac, de Sertânia, aonde ia todas as noites assistir aulas. Ao fechar o Colégio Olavo Bilac, transferiu para Arcoverde, matriculando-se no Onze de Setembro, onde concluiu o 3º ano técnico. Em 1973, fez o vestibular de Direito em Caruaru, bacharelando-se em 1978. 

Do enlace de Djalma e Zezita, nasceram: Andréa(casada com Collyer), Adriana (casada com Alexandre Góis), Adynara (casada com César), Darley (casado com Walquíria) e Adriene. Os quatro mais velhos, hoje casados, com filhos, num total de oito netos: João Pedro, Ana Carolina e Fernanda( filhos de Adriana), Tiago e Julia (filhos de Adynara), Camila e Pedro Henrique( filhos de Darley) e Vitor (filho de Andréa). 

Djalma, pessoa muito querida, de jeito manso, com o coração bondoso. Nunca gostou de intrigas, procurando sempre valorizar as virtudes das pessoas, acima de falhas. Ao longo de sua caminhada fez muitos amigos. Como os cunhados Ernesto Queiroz e Ana Rosa, Osmar e Graça, Nazinha e Zé de Julio, entre tantos outros, impossível de enumerar neste momento. Todos sempre presentes em sua vida, nos momentos difíceis e também nas alegrias. Também têm aqueles que mais tempo passaram juntos, em festas, reuniões, vaquejadas... Que são Ozinaldo, Totonho e Tadeu Barros. Fiéis companheiros tornaram-se amigos de toda família, mesmo contando com a distância física, são todos ligados até hoje. 

A vida de Djalma tem muitas vitórias, conquistas, proporcionando aos seus filhos uma infância muito valorosa, momentos muito felizes, cultivando as melhores lembranças nos seus corações. 

Alguns trechos da música “Querido a mim” retratam um pouco do jeito de Djalma: 



“Quem é muito querido, 
Aquele que não inveja, que é amigo sincero, 
De todos os seres vivos que não tem senso de posse... 
Que age do mesmo modo,com inimigos e amigos, 
e sempre fica contente com o que lhe é oferecido.... 
Que nunca perturba os outros, nem se deixa perturbar... 
Que não muda de atitude no ostracismo ou na Glória... 
Este é o nosso amado pai e amigo Djalma 
Este sim é muito querido, é muito querido a nós” 

Com muito amor 
Os seus filhos e netos

Djalma Rodrigues de Melo - 70 anos



Seria impossível abrir nossa coluna deste mês sem falar na grande festa propiciada pela família Queiroz ao seu patriarca, Djalma Rodrigues de Melo. Tudo aconteceu nas dependências do clube AABB, o qual recebeu decoração em tons de branco, preto e amarelo, deixando assim o ambiente mais aconchegante.

A festa contou com duas grandes atrações: a Orquestra Super Oara e o cantor Altemar Dutra Júnior, que deu um verdadeiro show encantando a todos os presentes.

Sr. Djalma muito emocionado ao lado de sua ex-esposa Maria José de Sá Queiroz (Zezita), e filhos (Andréia, Adriana, Adynara, Darley e Adriene, acompanhados de seus genros, nora e netos).

Entre os muitos convidados tive o prazer de encontrar: Luiz Amaral, Maria Rodrigues Amaral, Beto (Oara) e espsa, o deputador federal Wolney Queiroz e esposa, Douglas Cintra e esposa, Major Clovis Cavalieri, o prefeito de Custódia e esposa, Luciara Frazão e esposo, Marlos Queiroz, Antônio Medeiros e esposa, Zezé Veríssimo (Pesqueira), Emerson Queiroz e esposa. Dr. Rubinaldo e esposa, Dr. Luciano Goes, entre outros.

Fonte: Jornal de Serra
Ano VI Edição nº64
E-mail: jornaldeserra@gmail.com

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Valdemiro Rodrigues de Lima e Família



O conterrâneo Valdemiro Rodrigues de Lima, recebeu em sua residência, no estado de São Paulo, a visita de Fernando Florêncio, custodiense e grande colaborador do blog. O momento de congratulação foi registrado em foto e enviado especialmente para o Blog Custódia Terra Querida.

Valdinho como é conhecido, saiu de Custódia com apenas 16 anos, para trabalhar e buscar melhorias de vida com sua esposa Fátima. Como podemos ver na foto, constituiu um linda família distante de sua terra natal, mas nunca esqueceu sua querida terra natal: Custódia.

Da esq. para direita: Seu filho Cleiton e esposa, seu genro Marcos e a filha Renata, seu genro Gilberto e sua filha Raquel, Fernando Florêncio, Valdemiro e sua esposa Fátima. Abaixo os três netos: Vinicius, Layla e Carolina.

sábado, 6 de agosto de 2011

Sr. Izaías de Queiroz Amaral



Izaías de Queiroz Amaral nascido em Custódia e sua esposa Francisca de Siqueira Campos, ambos funcionários dos Correios e Telégrafos. Foram os primeiros funcionários da Agência dos Correios de Custódia em 1919. Dona Francisca era conhecida na cidade por Dona Feinha, na época a cidade ainda pequenina, a chamava carinhosamente assim.




Izaías de Queiroz Amaral aos 73 anos na frente de sua casa.

Seu Izaías tinha o cargo de guarda fios, para percorrer os fios do telegrafo, observando se havia alguma anormalidade ou defeite (como na época era chamado).


Dona Francisca com 52 anos e seu Izaías com 59 anos no jardim de sua residência. 
Seu Izaías passou por vários perigos na época de Lampião, pois onde ele e seus cabras passavam para cortas os fios a fim de deixar a cidade sem comunicação. Era o seu Izaías corria risco percorrendo o trecho, montado em um burro para corrigir os defeitos. Muitas vezes se encontrava com Lampião, mas ele só fazia debochar dele. Trabalhou 42 anos, quando veio a sua aposentadoria.


Era um homem íntegro cumpridor dos seus afazeres, muito inteligente para aquela época atrasada. Era muito querido e amado como um bom Pai. Nasceu no sítio Samambaia no dia 18 de Fevereiro de 1982. Faleceu no dia 21 de Outubro de 1973 com 81 anos.





Dona Francisca ou Dona Feinha como gostava de ser chamada, era a Tesoureira da Agência dos Correios entre 1919 a 1950. Mãe amorosa devotada, sofredora, mas mulher de fibra, teve 13 filhos: José, Romeu, Nicé, Necy, Nacor, Naldeny, Naldecy, Naimes, Neide, Niralda, Niraldo, Norma e Nilda.




Izaías de Queiroz Amaral no dia de seu aniversário em 18 de Fevereiro de 1967.


Hoje só tem 5 filhos vivos: Necy, Neide, Niraldo, Norma e Nilda que continuam em Custódia. Norma casou e foi residir no Recife, onde reside há 50 anos. Neide foi depois já faz 33 anos.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Zedesaías


José de Siqueira Campos, mais conhecido como Zédezaías, primeiro filho do casal Izaías de Queiroz e Dona Francisca Campos. Inteligente podia até se dizer um intelectual tanto na parte de eletrônica como letrado.


Teve vários filhos, casou com a jovem Edite da qual nasceram os filhos: Rute, Francisca (Chiquinha), Paulo, Marcos, Josedite (Dodó) e Sara. Nasceu em Custódia no dia 08 de janeiro de 1917. Faleceu misteriosamente em casa no dia 10 de Outubro de 2004.

Sr. Izaías de Queiroz Amaral



Batizado de Izaías Neto com 2 meses de idade, no mesmo dia o neto Humberto completou 10 anos. Detalhe para Zé de Biá e banda participando da festividade.






Foto tirada com seu Izaías de Queiroz Amaral e os filhos de Niralda, Nilda e Neide no dia do seu aniversário de 79 anos de idade, em 1963. Logo atrás pode-se conferir um pedacinho do 1º andar da Farmácia Pereira, as residências e comércios vizinho, e logo acima, a esquina da rua Luiz Epaminondas, onde tinha uma loja de Tecido de Zé Vicente (*)

(*) Zé Vicente, era procurado pela justiça de Lagoa dos Gatos, chegou fugido a Custódia a foi apresentado a todos como sendo irmão de Manoel do Curtume. Para sobreviver, começou a “fabricar” um conhaque de alcatrão, cujo nome era SEU JOÃO DA FARRA, que vendia nas bodegas. Manoel do Curtume, que foi casado com Dulcilia Florencio, tinha uma única filha do primeiro casamento. Jandira,um doce de criatura, uma mulata com 1,80 de altura, muito bonita e era o desejo de consumo de muitos marmanjos. Jandira casou-se com Manoel, da família Bernardo. Hoje viúva, mora em Caruaru. Portanto, Zé Vicente nunca foi genro de Manoel do Curtume.

Fernando Florencio

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Volta ao passado - Família Carneiro Farias de Souza

Família Carneiro Farias de Souza



Tendo recebido um amável convite de Eliane Remígio, participei no final de semana passado de um dos momentos mais emocionantes que tive. Uma caravana com dezoito integrantes visitava a belas praias pernambucanas, e nessa ocasião, depois de mais de trinta anos, pude rever um dos melhores amigos de infância que tive, o Emilson Pires, juntamente com seus irmãos Elzirinha e Elson, bem como demais familiares. Também revi custodienses que não via havia muito tempo: Dr. José Carneiro, Juiz de Direito, Elvira Rodrigues, Jailson Vital, Dona Ozanira (mãe de Jailson), Creusa (a quem eu chamava de Dona Creusa, e os mais íntimos de Cristo), esposa do saudoso Sílvio Carneiro, Betinho Amaral e muitos outros. 

Voltei no tempo. Do amigo Emilson – carinhosamente apelidado na infância de Cebolinha, lembrei de uma das “traquinagens” que cometíamos. As brincadeiras “de render”, as peladas nas Gramas da Várzea (onde hoje está construída a quadra de Esportes e a minha casa). Um fato curioso me veio à lembrança. 

Próximo à Farmácia de “Sêo” Elpídio, tinha a mercearia de Djaci, pequeno estabelecimento comercial onde por vezes fazíamos ponto. 

Certa vez, num desses encontros, estávamos, eu, Emilson e um outro amigo comum. Não sei como, surgiu uma discussão em que Emilson afirmava que eu e o outro amigo não seríamos capazes de comer o conteúdo de um vidro exposto no balcão: tratava-se das saborosas “mariolas”, coqueluche daquela época. Come não come, até que Emilson propôs: se nós comêssemos todo o conteúdo de mariolas, ele pagaria a conta. Em princípio, tive medo de não conseguir, pois se isso ocorresse, nós teríamos que pagar. De minha parte eu não tinha um tostão no bolso. 

Mas, devido à pressão que se fez, nós topamos comer a “mariolada”. Contadas, creio que somavam umas trinta mariolas. 

Começamos a degustar as “benditas” Mariolas, deliciosas no início. Lá pela metade, Emilson resolveu apelar: mandou colocar dois copos com água em cima do balcão, para provocar a sede. Resultado: as últimas Mariolas desceram “na marra”. Quase não conseguimos devorar aquele pacote de mariolas. Aí foi uma sede – como diria o Lula “nunca antes vista nesse País”.

Bebemos água a mais da conta. Com estômago pesado, nós mal podíamos andar. E tivemos que esperar baixar o peso da barriga, deitados na sombra, lá nas Gramas. Passei um bom tempo sem nem poder olha para doces. 

Outro fato me veio à lembrança naquela agradável noite. Cheguei a comentar com o próprio Betinho. É que quando da doença que vitimou D. Eliza, sua mãe, Betinho, com seus doze ou treze anos causou verdadeira admiração na população, pelo seu comportamento. Cuidou de sua mãe igual ou melhor que muitos adultos poderiam fazer. Isso me fez admirar o Betinho, que abandonou nossas brincadeiras na rua para dar assistência a sua querida mãe. 

E mesmo ausentes, muitas outras figuras me vieram à mente naquele encontro emotivo. Geraldo de João Dentista, Zeraldo (de Chiquinho de Elizeu), Edinho (filho de Lourdes, uma protética que morava pertinho do PTB), e muitos outros que fizeram parte da turma que infernizava a vida do Padre Luiz, com as brincadeiras de render, ao redor da Igreja. Certa feita, sozinho, estava eu na calçada da igreja, aguardando a turma. Peguei um pedaço de carvão e comecei a desenhar no cimento grosso da caçada, um enorme revólver. Não percebi que o Padre Luiz, sorrateiramente, saiu da Casa Paroquial, e dando a volta pelos fundos da Igreja se postou de pé, por trás de mim. Quando concluí a “obra”, ouvi a frase, carregada do sotaque alemão: 

- “Custódia é sempre Custódia”! 

Bons tempos aqueles. Descompromissados, livres, sem o estresse das cidades grandes, aquele tempo realmente foi o melhor que vivi em toda a mina existência. Os passeios pelos arredores da cidade, em busca de Umbu, a caçadas de “rolinha”, com “petecas”, os banhos nos riachos e na cachoeira, os piqueniques organizados pela Escola, enfim, muitas atividades que preenchiam um pouco aquela monótona vida de cidadezinha do interior. 


(PS: Agradecimentos especiais a Eliane, que nos recebeu tão gentilmente, a mim, a Ana Carla e ao Bruno)

Texto e Foto: José Soares de Melo

Biografia:José Virgínio de Queiroz



Filho único de Antônio Alves de Queiroz e Elvira Virgínio de Queiroz, nasceu no dia 07 de julho de 1945 na Fazenda Soares – Custódia/PE. Com 11 anos foi estudar no Colégio Olavo Bilac, na cidade de Sertânia, no ano seguinte foi transferido para o Colégio Salesiano, no Recife, no sistema de internato, em seguida passou a morar na pensão de seu tio Elídio.

Sendo filho único, sempre foi muito paparicado pelos pais, que não mediram esforços para lhe proporcionar tudo de melhor que a vida pode oferecer em termos de conforto, educação e diversão. Dessa forma, Zé Virgínio desfrutou na sua adolescência no Recife, tudo quanto tinha direito.

Voltou para Custódia em 1965 com 20 anos de idade. No dia 18 de janeiro de 1966 conhece a mulher que mudaria sua vida para sempre, Marilene. Nesse mesmo dia começaram um namoro que terminaria em casamento, realizado no dia 26 de setembro de 1967 na Igreja Matriz de São José. Dessa união nasceram 9 filhos, a primogênita morreu na hora do parto, mas em seguida vieram Fred, Darlene, Kleber, Ricardo, Roberta( In memorian), Brena, Péricles e Emerson. Zé Virgínio teve o privilégio de formar uma grande e bonita família, pois, com o passar dos anos, juntaram-se aos filhos, quatro noras e oito netos.

Tanto na doença de sua mãe, Dona Elvira, quanto na velhice de seu pai, seu Tonho, Zé Virgínio foi de um dedicação impressionante, não deixando-lhes faltar conforto, carinho e principalmente muito amor.

Com a morte dos seus pais, muitos acharam que ele ia acabar com todo o patrimônio herdado. Mas, contrariando toda essa gente, ele investiu pesado nas suas fazendas, deixando para sua família, um legado para ser lembrado para sempre.

A Fazenda Soares foi a grande paixão da vida de Zé Virgínio, a qual ele dedicou a maior parte da sua vida. Pois, foi do Soares que tirou todo seu sustento e também foi a única fonte de renda com a qual conseguiu criar e educar sua família.

A Fazenda Soares também foi palco de grandes farras realizadas por ele, onde reunia seus filhos e amigos no dias de vacinação e ferra de gado. Foram certamente os dias mais felizes da sua vida, porque passava o dia inteiro comendo, bebendo e ouvindo seus CD´s preferidos.

Com sua personalidade forte e autoritária, Zé Virgínio foi um homem muito rígido na criação de seus filhos, exigindo sempre muito respeito de todos e, do seu jeito, às vezes, rude, procurava incentivar todos quando o assunto era educação, sempre mostrando o valor que a mesma exerce na formação moral e profissional de cada um. Graças a Deus e com seus exemplos de esforço, dedicação e honestidade, conseguiu formar uma família bem estrutura.

Texto cedido pela família.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Joaquim Pereira da Silva



Nasceu no sítio Barra do Jacu, próximo ao povoado Rio da Barra, município de Sertânia, à época Alagoa de Baixo, numa segunda-feira 10 de março de 1902. Filho de José e Clara Pereira da Silva (primos entre si), ‘Seu’ Joaquim desde a juventude, teve a saúde comprometida por problemas gastrintestinais, megaesôfago e outros que tais. Os problemas de saúde atrapalhavam, mas não impediam dele trabalhar. Quando a saúde não o impedia, acordava muito cedo, mesmo sem tomar a primeira refeição, começava sua faina, arrumando e espanando as prateleiras sempre bem abastecidas de medicamentos.



A Farmácia Pereira, fundada por ele em 15 de julho de 1937, foi durante vários anos a única que existia na cidade. Nessa época Custódia não contava com energia elétrica o dia inteiro, então, adquiriu um refrigerador ‘ELECTROLUX’ a querosene onde mantinha soros como antidiftérico, antiofídicos, vacinas entre outros. Foi pioneiro na aquisição de equipamentos inusitados, raros na época como: máquina de escrever, caixa registradora, calculadora, relógio de carrilhão, etc.. Sem qualquer curso mecânico, fazia questão de mantê-los em perfeito funcionamento. Desmontava tudo, limpando e lubrificando. Construiu o prédio de sua farmácia com laje de concreto e porta metálica tipo sanfona.

Apesar de não ter o curso primário sequer, se tornou um autodidata. Lia muito e de tudo. Gostava principalmente de Humberto de Campos, Machado de Assis, publicações médico-científicas. Livre Pensador, tinha vários livros do CÍRCULO DA COMUNHÃO DO PENSAMENTO, obras kardecistas. Estimulava os filhos no gosto pela leitura. Adquiriu A História Universal de César Cantu, o Tesouro da Juventude, Nossa Vida Sexual de Fritz Kahn. Sempre que podia mandava comprar a revista O Cruzeiro, então a publicação semanal de maior circulação nacional.



Mencionava com freqüência as reportagens de David Nasser/Jean Manzon. A partir de 1942 passou a comprar a revista ‘Seleções’. Reproduzia para os amigos as ‘piadas de caserna’ ‘rir é o melhor remédio’. O Dr. Ulisses Lins, pai do ex-governador Dr. Etelvino Lins de Albuquerque pensando no futuro eleitor, estimulou para que Pai Pereira o incentivasse para aprender as primeiras letras. Durante toda sua vida ele sempre se mostrou grato a seu padrinho de batismo Experidião de Sá, seu grande mestre no aprendizado das primeiras letras.

Quando ainda moço trabalhou numa fábrica de bebidas em Rio Branco, hoje a cidade de Arcoverde. Das bebidas que iria fabricar no futuro, uma delas oferecia alguns problemas. A ‘gasosa’ era o então refrigerante conhecido no Sertão. A tal ‘gasosa’ fermentava antes de 24 horas. Mesmo assim nas festas de São José e Natal, ele a fabricava em quantidade considerável para oferecer gratuitamente a quem lhe fazia visita. Na base de ácido cítrico e bicarbonato de sódio. A ‘bicha’ espumava que era uma beleza.



Aprendeu a tocar clarinete, um dos instrumentos mais difíceis. Treinava sozinho, às vezes dava uns agudos muito fortes. Os fofoqueiros de então, existente na velha Custódia de 1930, comentavam quando isso ocorria alguém iria parar na ‘Baixa de Heleno’, como era apelidado nosso cemitério de São José. — Ele ficava p… da vida. Terminou por abandonar o instrumento que depois veio dar fama ao maestro Severino Araújo, regente da reputada Orquestra Tabajaras, que na Segunda Grande Guerra nos idos de 39 a 45 concorria em pé de igualdade com instrumentistas tupiniquins, com a mundialmente famosa Glenn Miller’s Orchestra.

Através do seu conterrâneo Etelvino Lins, foi ao Palácio do Governo, com seu apoio, foi ao Departamento de Saúde Pública que funcionava junto ao Pronto Socorro de Recife na Rua João Fernandes Vieira esquina com a Rua Oswaldo Cruz, onde recebeu alguns ensinamentos e fez amizade com o Dr. Nestor Cézar. Posteriormente, recebeu do Conselho Regional de Farmácia do Estado de Pernambuco sua Carteira de Identidade Profissional nº 00041, expedida no dia 24 de abril de 1964, atestando sua qualidade de farmacêutico prático, responsável pela Farmácia Pereira. Até 23 de março de 1970 pagou religiosa e pontualmente a anuidade do CRF.

Possuiu um automóvel Wolks, pondo em prática as recomendações do fabricante não ultrapassava a lotação de 4 pessoas. Nem o Papa, faria ele ultrapassar o limite. Disciplinado e disciplinador, não se arredava daquilo recomendado pelo manual do fusquinha.

Aprendeu bastantes coisas relacionadas a profissão de farmacêutico prático com o Sr. José Kaol Pimenta. Vaidoso, dizia para os viajantes de medicamentos de quem era freguês, que tinha vindo ao mundo para aprender. Aprender e ensinar. Sem qualquer experiência anterior ou orientação técnica, ensinou ao jovem cunhado José Elias, surdo-mudo de nascença, a ler, escrever e bater à máquina. Difícil foi desenhar a imagem das mãos para o ensinamento das letras ao mudo. Porem com esforço ele terminou por consegui-lo!



‘Seu’ Joaquim muito jovem morou na cidade de Tabira (PE) com seu irmão mais moço Arnaldo. Naquela cidade conheceu a também jovem Corina com quem veio a se casar no religioso no dia 26 de novembro de 1926. O casal Joaquim/Corina veio depois morar em Custódia e aqui constituíram uma prole numerosa: Oito filhos. O casal procurou homenagear sempre seus ascendentes e colaterais mais próximos: pela ordem cronológica, José, em homenagem a seu avô paterno José Pereira da Silva; Noêmia recebeu o nome de sua madrinha de batismo, Dona Noêmia Cordeiro; Joana (Joany) recebeu o nome da avó materna, Joana Maria de Jesus; Clarice em homenagem a sua avó paterna Clara Pereira da Silva; Arnaldo recebeu o nome em homenagem ao seu tio paterno Arnaldo Pereira da Silva. Já o Pedro foi uma homenagem dupla: ao seu avô materno Pedro Elias da Silva e – principalmente – ao seu tio paterno Pedro Pereira da Silva. Os dois restantes Clotilde e Ivone faleceram na primeira infância.



Procurou educá-los, com grande sacrifício pessoal. Sua casa era modestamente mobiliada, mas, encaminhou os filhos para estudar em Sertânia, Pesqueira, Caruaru e Recife no regime de internato, pois não existiam parentes naquelas cidades que eventualmente pudessem hospedar seus jovens filhos estudantes.

As iniciativas de ‘Seu’ Joaquim eram às vezes exageradas. Inventou de criar passarinho. Só escapava urubu. Certa ocasião apareceu um cara, se dizendo vendedor de papagaios e exímio amestrador de louros. ‘Seu’ Joaquim disse então que lhe compraria um, se o bichinho lhe dissesse o nome. O vendedor/amestrador achou a tarefa difícil, não aceitando a proposta. Em tom de brincadeira ‘Seu’ Joaquim argumentou rindo que o papagaio era quem deveria ensinar o vendedor a falar.

Um dia lhe apareceu um curador de mordida de cobras. Dizia que curava tudo. ‘Seu’ Quincas disse para o curador que iria arranjar uma cobra venenosa e marcaram um dia para o teste. Numa ratoeira apreendeu uma felpuda ratazana. ‘Seu’ Joaquim dispunha fornecidos pelo Instituto BUTANTÃ – de laços especiais para captura de ofídios e enviá-los para aquele centro de estudos. Apreendeu então uma cobra cascavel e esperou a vinda do curador. Tudo foi fácil. No dia do teste, picado pela cobra o rato morreu… Não ocorreu a prometida cura. Dirigindo-se ao fracassado curador ‘Seu’ Joaquim sugeriu “que ele fosse vender cocada que além de não matar, engordava que era uma beleza”.



Foi um dos baluartes na emancipação de Custódia, tendo a frente o Doutor Fraga Rocha. Colaborou no descobrimento da Fonte Mineral do Sabá, tendo a frente o Dr. Vicente Trevas. Munido do livro ‘CHERNOVIZ’ mostrava para todos, aquilo que o povo desconhecia, mas os franceses já mencionavam a longo tempo: a existência desde a Serra da Torre até o município de Flores, a ocorrência de inúmeras fontes de água mineral.

Lampião – Contam que o tristemente famoso bandoleiro Virgolino Ferreira da Silva certa feita entrou pacificamente em Custódia. Pai Pereira (meu avô) que o conhecia, forneceu ao bandoleiro por escrito o nome e o retrato de ‘Seu’ Joaquim, então um jovem mascate que vendia fazendas pelas bandas de Algodões, Geritacó e arredores, pedindo que preservasse a vida do seu filho Joaquim. Certo dia numa das suas andanças eis que ‘Seu’ Joaquim topa com o grupo bandoleiro. Lampião perguntou quem ele era. Dada a informação este não lhe agrediu, dizendo em seguida: “O pedido de seu pai e seu ‘físico’ (no seu modo de falar) lhe salvaram a vida seu moço”! Siga em frente que nada vai lhe acontecer de mal. Só gosto de “matar cabra frouxo, para ele não tirar raça”.


Dizia: “Tenho perdido muitos amigos e camaradas nos últimos tempos. É compreensível, mas não aceitável. Quanto mais se vive, mais se fica vulnerável, mais pessoas queridas vão indo embora, deixando essa indecifrável parte de existir e a glória do viver e de ser”. Além dos livros se dedicava à nobre missão de também colecionar amizades.

Texto extraído de: “Seu Joaquim, Subsidídos para um eventual Memorial Relativo”, elaborado por: José Neto (otenez@gmail.com).

Edição: Paulo Peterson

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Joaquim Tenório Sobrinho "O Pernambuco"


Joaquim Tenório Sobrinho é natural do sítio Lajedo, Distrito de Quitimbu, era casado com a senhora Maria José de Oliveira. Tiveram cinco filhos, dois deles nasceram no sítio Lajedo, foram eles: Luiz Tenório de Melo e Maria Izalve Tenório de Melo. Saíram do nordeste a procura de melhores condições para sobreviver. Viajando em um pau-de-arara, foram quinze dias de um percurso exaustivo até chegarem e fixarem residência por um tempo no Estado de São Paulo, inicialmente, em, Pompéia e, finalmente, em Novo Cravinhos distrito de Pompéia, onde viu nascer os seus outros irmãos Maria Lourdes Tenório, Cícera Tenório de Melo e Francisco de Assis Tenório, porém passavam por muitas privações.



Placa da Rodovia Joaquim Tenório Sobrinho, também conhecida como MS-306. Esta rodovia liga os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, tem aproximadamente 200km e é um importante corredor de saída de produtos primarios de MS e MT para os estados de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro e entrada de produtos industrializados de São Paulo para as regiões Centro Oeste e Norte de nosso pais. 

Joaquim Tenório Sobrinho, é pai de Luizinho Tenório, custodiense radicado em Cassilândia desde de 1955. Após falecimento de seu pai, assumiu as responsabilidades de sua família, rumou como chefe de família com seus familiares para Cassilândia/MS, lá construiu sua saga na política local, sendo prefeito por duas vezes, no período de 1963 a 1967, e de 1973 e 1977.



A prefeitura de Cassilândia e um bairro levam seu nome. É uma honra para qualquer custodiense, saber que num lugar tão longínquo de nossa terra, uma prefeitura tenha o nome de um filho da gente. fruto do trabalho desempenhado pelo político que foi, e pela pessoa que foi, para cada cidadão de Cassilândia.


Qualidades herdadas pelo filho Luizinho Tenório, foi Secretário da mesma, foi Prefeito de 1989/1992 e Deputado Estadual por dois mandatos pelo estado de Mato Grosso do Sul.





Foto da 1º hidrelétrica de Cassilândia-MS, que foi construida por
Joaquim Tenório Sobrinho, esta usina foi um marco na história da cidade, pois, antes da construção o município tinha energia a motor, e mesmo assim, era usada por poucos.

Com o aumento da Cidade e da Região a Usina foi desativada se transformando em um museu, este é um dos principais pontos turistico de Cassilândia.


Foi homenageado pela escola de Juventude Cassilandense como enredo do Carnaval 2009, com o tema "Sou Pernambuco, não nego". A letra foi do carnavalesco da escola, Professor Joiny José Barreto.




Eu sou Pernambuco
Eu..Eu sou
E não posso negar
Preparei o ano inteiro
Para Vila Pernambuco
Seu mito homenagear

AH! Esse enredo delirante
Um momento emocionante
Joaquim Tenório, o Pernambuco
Eu quero cantar e Lembrar!

Da terra do trevo e maracatu
Tempos atrás, ele partiu
Ao Eldorado chegou
Vereador e prefeito ele foi
Vila Pernambuco, o imortalizou

Vem Juventude, vem cantar
Fazer a festa do samba
É a magia contagiante
É azul e branco na passarela

Solidariedade e amizade
Me diz quem é esse pioneiro?
Que muitos ele ajudou
Grande coração de ouro
AH! Homem guerreiro.


Uma notícia pode ser conferida no site CASSILANDIA NEWShttp://bit.ly/gzv5E3 


A família Tenório enviou para o Blog Custódia Terra Querida, uma nota de agradecimento à Escola de Samba Juventude Cassilandense pela homenagem feita ao patriarca Joaquim Pernambuco.


NOTA DE AGRADECIMENTO

Em tempos de tamanho individualismo, em uma época em que os interesses pessoais tem se avultado diante das questões sociais é raro sermos surpreendidos por atitudes de reconhecimento público e gratuito. Felizmente ainda existem pessoas abnegadas que despendem seu tempo e seus esforços em reconhecer a importância do papel desempenhado por figuras que fizeram de suas vidas um legado.

Por isso nós, familiares do saudoso “Pernambuco”, viemos a público agradecer a homenagem rendida ao nosso patriarca pela escola de samba Juventude Cassilandense, na pessoa do carnavalesco prof. Joiny José Barreto, por ter trazido à lume seu nome, sobretudo às novas gerações, com o enredo: “Sou Pernambuco, não nego”.

Joaquim Tenório Sobrinho foi mais que um homem público ímpar, foi um ser – humano notável, não se entregou à tragédia da morte prematura do pai nem às intempéries de sua terra natal, castigada pela seca. Foi senhor de sua própria história, mesmo tendo tudo contra ele não se entregou. Assumiu ainda na adolescência a responsabilidade de chefiar sua família, não se furtou à sua predestinação, quiçá outorgada-lhe por Deus, de superar seus próprios limites em nome do bem do seu próximo. Sua mãe e irmãos foram os primeiros a vislumbrar o visionário obstinado que tempos mais tarde viria a ser revelado aos olhos de gente de tão distante terra, mas que veio a ser tratada por ele como uma extensão de sua família.

Em Cassilândia, o Joaquim Pernambuco, como ficou conhecido, construiu sua saga. De humilde retirante, quase miserável, mas pertinaz como poucos veio a se tornar um dos maiores produtores rurais da região, e antes de se tornar político, diga-se de passagem. Mas seu grande feito não foi simplesmente ter vencido a miséria e ter guinado os rumos de sua própria história e de sua família, seu grande mérito foi não ter se deixado embevecer pelo dinheiro e pelo poder.

Jamais perdeu de vista suas origens e justamente por isso nunca negou auxílio a quem quer que fosse. Mesmo após ter amargado a derrocada financeira, continuou ajudando àqueles que buscavam auxílio sobre suas asas, pois era bem assim que ele se portava, como um grande pai que a todos acolhia sob suas benesses. A Vila Pernambuco é , hodiernamente, a prova mais tangível disso, embora seja apenas a ponta do iceberg. Um bairro inteiro, o maior da cidade, entregue à população carente!

Sem deixar transparecer a mínima ponta de amargura continuou a ajudar ao próximo até o último dia de sua vida, literalmente, tendo doado o último punhado de arroz que tinha em casa pela manhã a um pedinte alegando à esposa que ao menos eles contavam com crédito na venda da esquina, mas aquele coitado nem isso. Veio a falecer poucas horas depois.

São inúmeros os casos de prova de humildade e fraternidade deste homem que poderíamos continuar a enumerar, aqui, mas este não é nosso objetivo. A homenagem já foi feita e por jovens que sequer chegaram a conhecê-lo pessoalmente, o que reforça ainda mais nosso sentimento de gratidão. Toda tentativa de se manter vivos na memória do povo vultos do passado que ajudaram a construir nosso presente são louváveis, pois um povo sem história, não é um povo, é tão somente um agrupamento de indivíduos sem identidade coletiva, sem referências.

Mais uma vez agradecemos pela distinta homenagem e apresentamos nossos votos de sucesso,

Luizinho, Marizalve, Lourdes, Cícera e Assis Tenório.

 
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