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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Lampião visita Custódia-PE - Anildomá Willans de Souza


Lampião o rei da caatinga. 
3ª edição
Serra Talhada/PE: 
Gráfica aquarela 2001. 

Anildomá Willans de Souza, nasceu em Serra Talhada-PE, no dia 8 de abril de 1962. Filho de João Alexandre de Souza e Maria Ramalho Ângelo. É dedicado à atividade folclórica, tendo suas atenções voltadas para a pesquisa histórica da região sertaneja do Pajeú. Milita no movimento cultural do estado de Pernambuco.

O livro escrito por Anildomá busca passar informações históricas sobre a vida do cangaceiro Virgolino Ferreira da Silva, visando contribuir para o conhecimento da cultura nordestina. Segundo os estudos realizados, é preciso entender a época, a sociedade sertaneja das primeiras décadas do Século XX.

Segundo o autor, Virgolino Ferreira, não era apenas um bandido, era também um homem com valores respeitáveis e seguiria um rumo não traçado pelos seus pais.

Sua vida foi sempre determinada a se vingar da morte dos seus pais, que sofreram com as rixas entre a família de Zé Sartunino, um fazendeiro que após desentendimento com a família de Lampião, fez com que eles se mudassem para outro estado, indo para Alagoas.

Aos poucos os irmãos de Lampião foram sendo mortos, por participarem de grandes confrontos com policiais que lutavam no intuito de acabar com o bando do temido Lampião.

Lampião era um homem religioso, que sempre buscou respeito à igreja, aos valores familiares, não aceitava cangaceiros com atitudes fora do padrão moral, mas matava por acha que os bons eram perseguidos por coronéis que tinham apoio da justiça, e com isso precisavam ser eliminados ou roubados para poder ajudar os pobres que sofriam com essas injustiças.

No começo do século XX no Nordeste, as classes dominantes eram muito poderosas, detendo poderes políticos e financeiros, realizando um papel de “comandantes” do sertão. Naquela época, onde a polícia exercia um papel muito vezes confundida com a de bandidos, o povo sofria porque não tinha perspectiva de melhora de vida, porque ou servia aos coronéis ou entrava em algum bando de cangaceiros.

Virgolino Ferreira nasceu nunha família simples, de muitos irmãos, que trabalhavam na agricultura e também se dedicavam a outras atividades. Devido a uma confusão com outra família, eles tiveram que se mudar para outro estado, a fim de tentarem viver uma vida mais tranqüila e sem problemas. Mas não foi assim que aconteceu.

Desde criança foi acostumado a rezar, a trabalhar, sempre procurando ajudar a família no seu sustento. Aprendeu a ler e a escrever, quando aproveitou a oportunidade que era coisa rara no sertão nordestino daquele tempo. Como qualquer pessoa em fase de crescimento, Virgolino conheceu as coisas boas da vida, e como o destino ele não sabia, a vida o levou a caminhos perigosos a fazendo parte do cangaço.

Naquela época, muitas lutas eram deferidas por causas de mal entendidos, ciladas provocadas pelos coronéis que usavam da covardia para atingir seus objetivos, e uma delas, onde Virgolino, vulgo Lampião, participou foi a da morte de Gonzaga Ferraz, que morreu após um ataque do bando de Lampião a sua casa, apoiado por um sertanejo conhecido por Ioiô maroto, que após ter sido vitima de uma cilada de coronéis inimigos, partiu para se vingar. Não sabia ele que tudo era proveniente de uma cilada.

Nêgo Tibúrcio era um cangaceiro que espalhava medo e terror por onde passava, tendo no passado servido à família de Zé Saturnino. Por onde ele passava, sempre falava de Lampião, seu inimigo, a quem desejava muito matar. Num certo dia, Lampião sabendo de sua presença na cidade de Santa Maria, o confrontou e acabou matando-o.

Durante o período em que a família de Lampião vivia uma vida tranquila, um jovem rapaz de nome Antônio Rosa passou a fazer parte da mesma, após ser abandonado pela sua própria família, que o deixando por conta da família de Lampião um certo período de tempo prometeram após o retorno de uma viajem à juazeiro do Norte, pegá-lo de volta. Ele cresceu acompanhando Lampião e com o tempo foi se destacando chegando a fazer parte do seu bando. Mas por conta de ter matado um homem simplesmente por um motivo fútil, foi morto pelos cangaceiros.

Lampião num certo dia visitou uma cidade de nome Custódia, onde foi recebido pelos moradores com um certo espanto, após acordarem. Como ele não estava ali para promover alguma batalha e sim suprir as suas necessidades, logo foi se familiarizando com os comerciantes e com as pessoas da cidade que ficaram um pouco espantadas com as sua ações de homem respeitador dos conceitos de moral, comprando e pagando tudo como manda o figurino.

Naquele tempo estava acontecendo uma insurreição por conta dos revoltosos da Coluna Prestes que queriam derrubar o governo federal, e nesse período eles estavam percorrendo o sertão do nordeste. Sabendo disso o governo tratou de convocar um regime de urgência. O Dr Floro Bartolomeu foi designado para combater os revoltosos. Usando do posto de comandante, logo ele teve a ideia de convocar Lampião e seu bando para lutarem a favor das tropas do governo para combater a coluna prestes, dando a Lampião a patente de Capitão e aos cangaceiros a de soldados.

Os irmãos de Lampião também faziam parte do seu bando, e como a vida de um cangaceiro era sempre marcada por mortes, o fim mais esperado por eles, foi inevitável a morte dos seus irmãos em combates.

Como a vida de um cangaceiro não era apenas de viver combatendo com os seus inimigos, Lampião durante uma passagem a uma cidade na Bahia conheceu uma mulher de nome Maria Gomes de Oliveira. Ela faria parte do bando e seria chamada de Maria Bonita, a primeira mulher a participar do cangaço.

E no ano de 1938, na grota de Angicos, Lampião e seu bando foram assassinados sem nenhuma forma de reação. Seria o fim de um dos maiores nomes do cangaço no nordeste, que buscou fazer justiça com as próprias mãos.

O autor utiliza o método indutivo, recorrendo a bibliografias ligadas a história do cangaço para poder fornecer os dados expostos no livro. Foram adotados como ponto de vista o funcionalismo.O autor recorreu a técnicas de entrevistas formais e informais, historia de vida e etc.

Trata-se de uma obra que explora muito os problemas no sertão nordestino, usando técnicas de coletas de dados, informações pessoais, datas e etc, que permitem ao leitor um vasto perfil da época.

Esta obra é de grande interesse para os estudiosos e pesquisadores do sertão nordestino, de linguagem simples e de fácil interpretação.

domingo, 1 de abril de 2012

Custódia na Revista VEJA n° 982 de 1987




A revista VEJA disponibilizou seu acervo completo de forma digital, através do site : http://veja.abril.com.br/acervodigital/ 

Vejam duas referências sobre nossa cidade. 

Na primeira, cita o nome de uma moradora num comercial de receitas; já na segunda referência, na edição nº 982 de 1987, capa com ex-Presidente José Sarney(acima), tem uma reportagem com título “Seca em fundo Verde“, onde aparece fotografia de uma plantação de milho queimada, contrastando com o verde da caatinga, citando os moradores Cícero, Feliciana e o velho Bezerra. No texto da matéria não dá maiores detalhes de onde foi feita a reportagem. Apenas que são moradores de Custódia-PE.

terça-feira, 13 de março de 2012

Custódia em 18º produção de caprinos no Brasil



A revista O Berro, especializada em caprinovinocultura divulgou o ranking dos maiores produtores de caprinos e ovinos do Brasil.

Custódia é o município com a 18ª produção de caprinos do Brasil, 68 mil cabeças de caprinos entre os 50 maiores produtores.

Fonte: Moxotó da Gente

quinta-feira, 8 de março de 2012

Maria Vanete - Destaque na Época Negócios


A rede das mulheres esquecidas


Escrevendo cartas, Maria Vanete Almeida criou, a partir do sertão de Pernambuco, um grupo que reúne milhares de trabalhadoras rurais da América Latina e do Caribe

Por Época Negócios

A pernambucana Maria Vanete Almeida, de 65 anos, tem um talento especial para reunir mulheres em torno de uma causa. Fez isso pela primeira vez nos anos 80, como assessora da Federação de Trabalhadores de Pernambuco. Naquele tempo, Vanete - que trabalhou a maior parte de sua vida vendendo bordados ou como secretária numa escola em uma pequena comunidade próxima a Serra Talhada, a 400 quilômetros de Recife - ficava incomodada com a ausência de trabalhadoras na federação. Para reverter esse quadro, resolveu visitá-las em suas casas, numa época em que essas mulheres mal atravessavam o espaço da cozinha. Levava informação, música ou uma história para contar. As trabalhadoras, por sua vez, falavam de suas rotinas e problemas.


Como as reuniões atraíam apenas duas ou três mulheres, Vanete logo encontrou um meio de incentivá-las. Enquanto percorria a pé comunidades rurais da região, usava sua participação como locutora do programa de rádio A Voz do Sertão para divulgar as visitas. "Eu falava o nome das mulheres na rádio e informava que a reunião tinha sido um enorme sucesso", afirma Vanete.



MOBILIZADORA: Vanete em visita à África, em 2007: a fundadora da Rede LAC promove a troca de experiências com trabalhadoras rurais de outros países.


Na década seguinte, ela criou uma rede ainda maior, que ultrapassou as fronteiras do país. Em 1990, quando participava de um encontro entre empresárias, profissionais liberais e lideranças sociais feministas na Argentina, Vanete estranhou o silêncio das mulheres rurais no debate que reunia 3 mil pessoas. Saiu pelos corredores e pelo restaurante do evento pregando cartazes que diziam: "Mulheres rurais e quem trabalha com mulheres rurais: vamos nos reunir", com uma proposta de local para o encontro. Timidamente, foram aparecendo trabalhadoras rurais da Bolívia, do Chile, de Honduras, da Nicarágua. Num lugar improvisado, sentadas em círculo no chão, elas começaram a descrever a realidade da mulher e do trabalho rural em seus países. Mesmo diante do esforço para compreender as diferenças de idioma e sotaque, concordaram em buscar um sonho: iniciar uma rede feminina de troca de experiências e informações que abrangesse todo o continente.

Vanete voltou ao Brasil com depoimentos gravados em fitas cassete, alguns documentos e anotações de histórias de vida. Com a ajuda de amigas que conheciam o idioma espanhol - ela, que estudou até a quinta série, ainda não havia aprendido a língua - conseguiu produzir a ata daquela inesperada reunião na Argentina. Fez cópias usando mimeógrafo e enviou, por correio, para cada colega em seu país. Para sua surpresa, todas responderam. Receber uma carta internacional era algo inédito na realidade daquelas mulheres. A partir da troca de correspondência, elas criaram a Rede de Mulheres Rurais da América Latina e Caribe, ou Rede LAC.

Hoje a Rede LAC é uma organização que representa 25 mil trabalhadoras de 23 países. São mulheres que, sem ter acesso a fax, telefone celular ou correio eletrônico, decidiram se unir para trocar experiências e estimular a capacidade de engajamento e a conquista dos direitos das trabalhadoras rurais em suas regiões. Com uma estrutura de comunicação frágil e poucos recursos, elas já fizeram dois grandes encontros internacionais. Trouxeram 230 mulheres ao Brasil e levaram outras 260 ao México. O próximo destino será o Equador, onde mais de 400 são esperadas. "A rede é uma poderosa plataforma internacional de escuta, articulação e amplificação das vozes das mulheres rurais", diz Neylar Lins, representante da Fundação Avina para o Nordeste do Brasil. Graças ao seu trabalho, Vanete integrou o 1000 Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo, uma indicação coletiva ao prêmio Nobel da Paz de 2005. Foi indicada com outras 51 brasileiras - entre elas Zilda Arns, da Pastoral da Criança, a atriz Zezé Motta e a escritora Ana Maria Machado.

Nos primeiros anos da rede, Vanete usava emprestado o único fax de sua cidade, na loja de um revendedor de móveis, e, quando tinha alguma urgência, o telefone do dono da farmácia. Atualmente a Rede LAC tem uma secretaria própria, em Recife, que organiza as atividades com a ajuda de mais duas pessoas. Existe também uma coordenação internacional, da qual fazem parte membros da Argentina, Bolívia, Brasil, Equador, Peru e Uruguai. O apoio financeiro vem de organizações como Avina, Ação Mundo Solidário, Action Aid, The Global Fund for Women e Coordenadoria Ecumênica de Serviço. O principal recurso, contudo, sai do próprio bolso das participantes, que custeiam boa parte dos deslocamentos pelo continente. "Quando conseguimos apoio para uma passagem internacional, isso significa metade do caminho", diz Vanete. "O trecho entre a casa e o aeroporto mais próximo é, muitas vezes, a parte mais complicada para elas percorrerem." Muitas dessas mulheres jamais tiveram passaporte, roupa apropriada ou sequer uma mala para viajar.

VISIBILIDADE
Trabalhar com base na diversidade cultural e histórica de cada país é uma rotina árdua até para o mais experiente executivo de uma multinacional. Com as mulheres da Rede LAC não foi diferente. Na primeira reunião, que aconteceu em 1996, em Fortaleza, o estranhamento não demorou a aflorar. Já no início do encontro elas se olhavam desconfiadas. O que provaria que todas ali - negras, indígenas, caboclas, brancas ou mestiças, com diferentes costumes, dialetos, roupas e tradições religiosas - eram legítimas trabalhadoras rurais e campesinas? "Foi quando um grupo sugeriu mostrar uma parte do corpo: as mãos. Todas calejadas e com marcas da vida no campo", diz Vanete. A partir daí, os vínculos de confiança e respeito - ingredientes indispensáveis para animar qualquer rede colaborativa - não se romperam mais.

Apesar dos avanços na comunicação, as mulheres da Rede LAC convivem com os desafios de fazer suas mensagens atravessar as enormes distâncias geográficas que as separam e, principalmente, de dar visibilidade a uma temática ainda invisível nas agendas governamentais e no investimento social das empresas. Em 18 anos de trabalho, colecionam importantes conquistas. No Peru, um grupo de participantes organizou, em Tarapoto, a venda de vinhos, doces, geléias e pães que produziam. O sucesso da empreitada estimulou novos grupos femininos a fazer o mesmo em Bellavista, Cacatachi, Juanjui, Saposoa, Cuñumbuqui e San Antonio. Hoje, o que produzem representa a principal renda das mulheres nessa região do Peru. Experiências como essas também aconteceram na Argentina, no Equador, no Uruguai e na Bolívia. Nesses países, as trabalhadoras não somente conquistaram o direito de receber, pela colheita, o mesmo salário pago aos homens como também conseguiram organizar diversas atividades para ter outra fonte de renda.

Há casos em que a invisibilidade que sempre marcou as profissionais do campo cedeu lugar a trajetórias públicas. No Equador, Luz Maclovia Haro Guanga disputou uma vaga para a Assembléia Nacional Constituinte e, atualmente, integra um grupo parlamentar que elabora propostas sobre a visão de gênero na nova Constituição equatoriana. Na Bolívia, Silvia Lazarte Flores, uma indígena de 44 anos, é presidente da Assembléia Constituinte. Em diversos momentos, a Rede LAC também ajuda a romper barreiras em temas delicados. "Eu tinha medo de falar do meu povo, os Shipibos", diz Hilda Amasifuén, uma peruana de 41 anos. "Convivemos com muita violência familiar, somos discriminadas e reprimidas. Mas percebi que isso acontece em vários países." O contato com outras mulheres ajudou Hilda a superar sua timidez. Como coordenadora da Organização Regional de Desenvolvimento de Mulheres Indígenas, no Peru, ela comanda um programa de rádio em que tenta despertar a autovalorização das indígenas.

"No início, essas mulheres eram quase mudas, mal diziam o próprio nome", diz Vanete. "A única referência que tinham eram suas comunidades. Hoje, conhecem o continente." No Brasil, a articulação da Rede LAC ajudou a dar um caráter internacional à Marcha das Margaridas, o maior evento de mulheres rurais do país. Em 2003, a mobilização - que levou cerca de 30 mil mulheres do campo a marcharem em Brasília por direitos trabalhistas, contra a violência e pela segurança alimentar - teve pela primeira vez a participação de lideranças rurais do México, da Argentina e do Uruguai. Em 2007, a presença de mulheres estrangeiras praticamente dobrou, ampliando a visibilidade e repercussão da marcha no resto do continente.

Em maio deste ano, Vanete e suas colegas da Rede LAC comemoraram mais uma conquista. Em parceria com a Fundação Avina e o Museu da Pessoa, elas lançaram o livro Uma História muito Linda - Perpetuando a Rede LAC. A publicação, editada em espanhol e português, traz o relato de 22 lideranças da Argentina, Brasil, Costa Rica, Equador, Nicarágua, Peru e Uruguai. Algumas das entrevistas que compõem o livro foram conduzidas pelas próprias mulheres rurais. "Eu nunca tinha contado essa história nem dentro da minha família", diz Verônica Andréa Gómez Prestes, do Uruguai. Assim como a peruana Hilda, Verônica pisou pela primeira vez no Brasil somente para participar da noite de autógrafos do livro. Depois da festa, as duas voltaram para casa. Vanete seguiu para a Itália e já tinha passagem marcada para o Uruguai. "Preciso buscar recursos para realizar mais um encontro", disse. Antes de iniciar cada viagem, Vanete precisa percorrer dez horas de ônibus entre sua casa, em Serra Talhada, e o aeroporto internacional de Recife. Uma rotina que faz questão de manter. "Não posso perder o contato com a minha casa", diz. "É pelo campo que me conecto com o resto do mundo."


QUEM É VANETE ALMEIDA

IDADE>>> 65 anos Nasceu em Custódia, Pernambuco
VIVE EM>>> Santa Cruz da Baixa Verde, no mesmo estado
FAMÍLIA>>> Tem dois filhos adotados, Leonardo e Adenilda, e um neto, João Mateus
FORMAÇÃO>>> Concluiu a 5ª série
PROJETO>>> A Rede de Mulheres Rurais da América Latina e Caribe, criada por ela em 1990, hoje conta com 25 mil integrantes de 23 países
RECONHECIMENTO>>>Vanete integrou o 1000 Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo, indicação coletiva ao prêmio Nobel da Paz de 2005
POR QUE ESCOLHEU TRABALHAR COM MULHERES RURAIS>>> "Elas são invisíveis, isoladas e dificilmente contempladas por políticas públicas".

LINK MATÉRIA: ÉPOCA NEGÓCIOS


 
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