terça-feira, 14 de junho de 2011

Projeto Pesquisa - Luizinho Tenório "O amigo sincero"



Projeto de Pesquisa apresentado a história de vida do ex-Prefeito de Cassilândia e ex-Deputado Estadual pelo Estado de Mato Grosso do Sul por duas vezes.

Possibilitar o registro e resgate histórico é fundamental a um povo, estando pois, preservando as suas origens e mostrando, através das biografias, quem foram os homens que colaboraram para a história de um determinado lugar. Dessa forma, este é o tema escolhido e proposto ao Projeto de Pesquisa a ser desenvolvido: “Luiz Luizinho Tenório de Melo”. É fato e não se pode negar, a importância desse homem ao município de Cassilândia e ao Estado de Mato Grosso do Sul.
A presente pesquisa tem como objetivo levar ao conhecimento de quem possa interessar um pouco do que é o homem Luizinho Tenório e, por conseguinte, buscar, resgatar e contribuir substancialmente para a historiografia do Estado de Mato Grosso do Sul e do município de Cassilândia através da biografia de um homem que pode representar todos os outros pela sua solidariedade, humildade, lealdade, sinceridade e amizade sincera principalmente, pela representatividade política conquistada no município de Cassilândia e no Estado de Mato Grosso do Sul. Assim, procura-se apresentar a história de vida de Tenório, principalmente, sua participação na política, elencar e conhecer o que Luizinho proporcionou à Cassilândia e ao estado de Mato Grosso do Sul, entender a opção desse homem em ajudar ao próximo, conhecer o que algumas pessoas falam do homem e político Luiz Tenório.
Nesse contexto, se busca preservar e registrar às novas gerações, quem foi e é Luizinho, entendendo que para compreendermos a atualidade é fundamental conhecer, preservar e registrar a história de nossos antepassados e dos grandes homens que contribuem para a edificação, não só da estrutura física de um município, como e principalmente, das suas essências, valores, culturas e políticas.
Luiz Tenório de Melo, o Luizinho, nasceu no dia dez de setembro, no ano de um mil novecentos e quarenta e cinco, no distrito de Quitimbú comarca de Custódia, no Estado de Pernambuco, filho da senhora Maria José de Oliveira e do senhor Joaquim Tenório Sobrinho, o Pernambuco, como ficou conhecido e afamado em Cassilândia e região.
Ainda muito pequeno, aos 4 anos incompletos, como retirante da seca e das dificuldades que a demanda, Luizinho, acompanhando seus pais e juntamente com a irmã mais nova que ele Maria Izalve Tenório de Melo com 2 anos completos, saíram do nordeste a procura de melhores condições para sobreviver. Viajando em um pau-de-arara, foram quinze dias de um percurso exaustivo até chegarem e fixarem residência por um tempo no Estado de São Paulo, inicialmente, em, Pompéia e, finalmente, em Novo Cravinhos distrito de Pompéia, onde viu nascer os seus outros irmãos Maria Lourdes Tenório, Cícera Tenório de Melo e Francisco de Assis Tenório, porém passavam por muitas privações.
Em busca de um local mais promissor, a família de Luizinho chegou na cidade de Cassilândia estado de Mato Grosso uno em 12 de abril de 1955, onde fixou residência juntamente com seu pais, e onde a maioria da família ainda permanece até os dias de hoje. No município de Cassilândia Luiz Tenório de Melo passou toda a sua juventude e, viveu os seus melhores anos, onde a família conheceu altos e baixos. Com muito trabalho e perspicácia nos negócios o seu pai, o Pernambuco, em pouco tempo se tornou um homem abastado, sempre se notabilizando como um homem benevolente e que ajudava a todos indistintamente tendo sido esta sua marca durante todos os anos em que viveu entre nós. Pernambuco foi o primeiro carroceiro de Cassilândia, ao fazer alguns fretes alguém quis comprar sua carroça e ele prontamente a vendeu. Com este dinheiro comprou duas carroças no interior de São Paulo (Rubiácea) que também vendeu, e assim procedeu sucessivamente comprando e vendendo carroças juntando recursos suficientes para comprar e pagar um sitio ao lado da cidade onde fez um loteamento denominado Vila Pernambuco em homenagem ao seu estado de origem; grande parte destes lotes foram doados as pessoas mais carentes do município e o restante foi vendido. As ruas e praças deste loteamento foram abertas de enxadão e enxada por Pernambuco e trabalhadores por ele contratados nos idos de 1957.



Luizinho casou-se com Luisa Soares de Melo, em 08/08/1970, viúva, mãe de José Luiz Soares de Mendonça e de Fernando Cezar de Mendonça, ambos casados. Do casal nasceram dois filhos Afrânio e Mariane sendo que Luizinho tem mais uma filha de nome Marinalva.
Luizinho é formado em Economia pela Associação de Ensino de Marilia, hoje Universidade de Marilia – UNIMAR, é Economista militante devidamente inscrito no CONSELHO REGIONAL DE ECONOMIA – 20ª Região sob número 0531. Iniciou suas atividades Públicas em Cassilândia nos anos 60, quando foi Secretário Geral da Prefeitura, mais uma vez foi Secretário na década de 70 dessa feita de Administração, nessa mesma década foi nomeado funcionário da Secretaria de Estado da Fazenda por ato do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, sendo hoje AF aposentado.
Há aqueles que lutam um dia; e por isso são bons; há aqueles que lutam muitos dias e por isso são muito bons; há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda; porém, há aqueles que lutam toda a vida; esses são imprescindíveis (Bertolt Brecht- 1898-1956).
E, exatamente focado nesse pensamento que se escolheu o nome de Luiz Tenório de Melo para esse projeto, ele é um homem que não foge à luta, sendo assim, imprescindível a seu povo, sendo um homem que foi e, ainda é uma representatividade valiosíssima no município de Cassilândia e no estado de Mato Grosso do Sul e, como o objetivo do historiador é resgatar e registrar as origens de seu povo, ele representa fielmente o exemplo de homem que não pode ficar esquecido e perdido no tempo. Para falar sobre Luizinho existem vários caminhos a serem seguidos: o político, o administrador, o cidadão solidário, o funcionário público.
Algumas colocações são importantíssimas e, portanto, essenciais para o entendimento e relevância dessa pesquisa. Assim, de acordo com o depoimento de Adélia Dias dos Santos1 (2008), uma grande amiga, fica claro quem é, acima de tudo, o homem Luiz Tenório de Melo:
Adélia Diz:

Ex-Prefeito, Ex-Deputado, mas para nós é o nosso “Luizinho”. Luizinho pessoa humilde e honesta, de garra, fibra, persistência. Uma pessoa de família simples e muito boa, todos bem relacionados na comunidade onde vivemos. Ele é uma pessoa especial, um amigo querido, amigo das horas felizes e das horas difíceis principalmente. Costuma-se dizer que ninguém pode escolher a família em que nasce, mas é possível selecionar os amigos. E, Luizinho mora nos nossos corações numa poltrona bem macia. Confúcio, já nos dizia que: “para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso verificamos a quantidade e, na desgraça a qualidade”. Luiz é uma pessoa com quem conversamos sem reservas, independente da hora, ele sempre sabe oferecer o aconchego de seu coração sem pedir nada em troca, e, quando ele precisa sabe que pode fazer o mesmo sem objeção, pois todos dessa comunidade onde vivemos o traz no coração. Não importa o tempo em que fica distante, ás vezes, até por problemas de saúde, porém sua “torcida” é fiel, isto porque a amizade é irmã do amor e não tem cara, tem reciprocidade, afetividade, respeito, carinho, confiança e alegria. Luiz é aquela pessoa que nos diz o que acha ser correto, mesmo não sendo o que gostaríamos de ouvir, e nós o respeitamos porque a amizade de todos nós por ele está acima das censuras. É um amigo que nos avisa do perigo, quando não conseguimos enxergar. Oferece o ombro amigo sem pré-requisitos, ele sabe ouvir, tanto quanto escutar com atenção. Não existe escola para formação de amigos. Eles por si já nascem aptos, por isto não impomos regras dentro de uma amizade, elas se compatibilizam sem invasões, unindo os verdadeiros amigos sem maldade, sem segredos, sem interesses, a felicidade de um amigo é a felicidade do outro. Luiz, a Amizade Sincera, nunca foi esquecida por todos nós, apenas cristalizada para um momento qualquer, seja de novo reacendida e vivida plenamente. Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado o nosso caminho. Mas, Luizinho não só cruzou o nosso caminho, ele ajudou, confortou e matou a fome de muitos de nossos irmãozinhos menos favorecidos pela sorte. Como homem público, desempenhou o seu papel de representante do povo com muita coragem e confiança. Seu coração enternecia com o sofrimento, e, eu daria a ele o título de Guardião da Pobreza, merecidamente. Algumas pessoas percorrem ao nosso lado, no mesmo caminho, vendo muitas luas passarem, outras vemos entre um passo e outro, a todas elas chamamos de amigos, porém não deixaram marcas, porque o essencial é visto com o coração e elas não tiveram essa sensibilidade. Há muitos tipos de amigos. Talvez cada folha de uma árvore caracterize um irmão, com quem dividimos o nosso espaço para que ele floresça como nós. Passamos a conhecer toda a família de folhas, a qual respeitamos e, desejamos o bem. Há outros que se tornam a própria árvore, e, abriga em sua sombra todos aqueles que se aproximam. É assim que descrevo o meu amigo Luiz, como uma frondosa árvore, cujos galhos protegem o seu povo, dando guarida, sombra e conforto aos necessitados. Luiz, que Jesus seja teu abrigo nas tuas caminhadas, que seja a luz nas suas decisões e o amparo para sempre na amizade sincera.



Um abraço. Adelia Dias dos Santos

É assim que João Juarenço Girotto 2 (2008), fala de Luizinho:
Um dia pediram uma definição de Luiz Tenório de Melo, o Luizinho. Não titubeei “é um amigo sincero”. Luizinho. Como é chamado na intimidade, poderia escolher entre ser um homem rico ou um homem solidário. Escolheu o segundo e não deve ter arrependido. Mas, teve um grande exemplo, o seu pai, Joaquim Tenório Sobrinho, o Pernambuco. Nunca deixou de ajudar o próximo, mesmo quando em sua casa o dinheiro andava curto. Não tinha uma pessoa doente em Cassilândia que não recebia a visita do Pernambuco, sempre com uma garrafa de guaraná e um pedaço de carne. Luizinho nasceu e cresceu vendo seu pai fazer grandes negócios, como corretor e logo acabar o dinheiro, por ter dado a quem mais precisava. Foi o seu exemplo. Para ser sincero, acredito que até suplantou o mestre. Quando se fala em Luizinho, se lembra sempre da pessoa disponível para auxiliar quem a ele se socorre, da voz amiga e da casa sempre cheia de compadres. Luizinho foi prefeito, deputado estadual, mas nunca esses cargos “subiram à sua cabeça”. Manteve a humildade e os velhos amigos. Ficou muito doente. Todo mundo rezou para que se recuperasse. Mas, Deus acalmou a todos “ele tem crédito”. Com certeza, precisava de muito crédito para sair daquela. Resumindo: falar de Luizinho é fácil, quero ver ser igual a ele?
É assim que Silvio de Oliveira 3 (2008), fala de Luizinho:
Creditaram-me tarefa árdua. É!!! Missão para os renomados escritores, para autoridades políticas e para pessoas de alto saber, e sou sabedor de não possuir tais dotes e dons. Mas, já que me deram a honra para esse mister, então não poderia fugir a responsabilidade de render minhas homenagens a este sustentáculo da política sulmatogrossense. Filho do nordeste, honrado o cabra da peste, de tradição sertaneja, família pernambucana, da prole de Joaquim Tenório Sobrinho, o Pernambuco um carroceiro matuto que graças a sua astúcia fora duas vezes prefeito da terra de Cassinha. É!!! O que falar deste bravo retirante nordestino!? Homem cabloco que não se furtou ao destino de defender sua ideologia, talvez essa palavra para o Joaquim Pernambuco tivesse outro significado – mas acostumados chamar de filosofia, certo que a filosofia que ele cria era a fraternidade, viveu para a servidão, sempre dividiu seu pão com os menos favorecidos pela sorte. Contam nessas paragens que seu Pernambuco morreu pobre, mentira pura! Pois seu coração guardou e soube transmitir a maior riqueza que se pode cultuar e honrar no SER, foi um verdadeiro milionário da bondade, da amizade, do respeito ao próximo, e da fé inabalada no homem. Seu Pernambuco não passou em brancas nuvens pela vida, sorriu as alegrias e chorou as tristezas de seu povo. Exemplo de coragem, chefe de família respeitador, assumiu o papel de pai não só da prole, mas das pessoas desprovidas do mínimo para sobrevivência. Amigo, companheiro e fiel as suas origens e a sua ideologia. Foi o porto seguro da sua gente, tinha a decência e a vergonha por companhia. Peraí! Mas é de bom alvitre lembrar que seu Joaquim não levava desaforo para casa. Era manso, porém se transformava em fera, na proporção do desaforo recebido. Forrado de coragem e desprovido de vaidade, mandava praquele lugar qualquer desafeto que quisera lhe ferir a honra, por isso, também era temido pelos covardes de plantão.Pois bem senhores! Ante aos atributos aqui presentes não é de se admirar ter surgido na prole legitimada dois filhos legítimos seguindo o exemplo paterno na percepção abrupta da palavra. Mas, por delimitação do assunto, falaremos de Luiz Tenório de Melo, uma vez prefeito da nossa pacata Cassilândia e também duas vezes Deputado Estadual por Mato Grosso do Sul. O homem possui suas raízes, fincadas em solo fértil, produz frutos belos e raros. Luizinho, como é conhecido pelo povo de Cassilândia e região, é o produto mais puro da bondade do coração de Pernambuco “Pai”. Cresceu vendo exemplo paterno da fraternidade, do amor ao próximo, da retidão de caráter e do respeito às leis divinas e terrenas. Sua infância foi recheada de peraltices no solo aconchegante do seu chão e nas águas correntes e maliciosas do Aporé. Estudou. Economista de formação. Profissão – o fisco. Venceu na vida e poderia muito bem fechar-se em seu mundo e esquecer os problemas à sua volta. Isso Nunca! Seria traição aos dogmas paterno. O que fazer então? A resposta foi deixada ao povo da sua terra. A mesma gente que honrou Pernambuco Pai, na militância política, conduziu o filho nos braços rumo à vitória nas urnas.Pronto! A história continua! A arte de se fazer política no corpo a corpo, conforme os ensinamentos do patriarca, alcançou a chefatura do executivo, mas isso era só o começo, vôos ainda mais profícuos estavam por vir. Não que queira queimar etapas. Aconteceram vários episódios entre o primeiro mandato e o segundo, mas nos ensina o velho ditado: em briga de marido e mulher não se mete a colher. Isso serve perfeitamente para a política. E temerário que sou de mordida de cobra e de aparecimento de sombração, não me sinto habilitado para enveredar nos caminhos de filiações partidárias e nem tomar partido nos partidos partidos. E as suas lutas, as sua disputas eleitorais foram envoltas de campanhas efervescentes. Não foi uma e nem duas vezes que Luiz Tenório candidato, herdando a valentia Pernambucana, se pôs entre acaloradas discussões contra seus desafetos políticos em vésperas do pleito com preito de se eleger, o que fatalmente acontecia. Eleição para prefeito, no trevo abaixo da feira estava Tenório e Celino e todos os adjetivos pejorativos saltavam de suas ferinas línguas. Mas já diz o velho jargão: em eleição vale tudo, só não vale perder. Contida a desavença, ocasião que me fiz conhecedor de Luiz Tenório de Melo. Fui eleitor e expectador de sua eleição a Deputado Estadual. Na Assembléia Luizinho, não mediu esforços para ajudar seu povo. Projetou Cassilândia para todo o estado e trouxe um pouco do tão sonhado desenvolvimento econômico para sua gente, fazendo mais uma vez, tornar realidade os sonhos de seu patriarca. Difícil na remeter a seu Joaquim todas as glórias de Luizinho, o fato é que a bondade conhecida do pai se traduziu com maior grandiosidade no filho. Assim, se denota, em linhas gerais, que há uma mescla, ou seja, uma verossimilhança entre ambos, não adstrita a aspectos fisionômicos e sim na conduta, no caráter e no exemplo de vida. E como a vida imita a arte, Luiz segue os ensinamentos de Joaquim. Não é a toa que um terço da cidade de Cassilândia leva o nome político de seu fundador, a Vila Pernambuco, palco da infância de Luizinho. Ainda maroto desnudou o chão morno e aconchegante do vilarejo. No mister de auxiliar o pai na lida de carroceiro, profissão que lhes garantiu o sustento. Luiz Tenório de Melo se fez homem na acepção mais pura da palavra, alicerçado pela grandiosidade de amor e compreensão de Dona Luisa, sua companheira de luta, mulher incansável, soube na sua infinita bondade dividir o chefe de família e pai de seus filhos com uma população. Mulher que fez da vida um sacerdócio na arte de dosar ternura, afeto e atenção entre os anseios do lar e a vida pública, que cobrou muito mais de si, pelas infinitas horas de solidão , na difícil tarefa de se conduzir como modelo de mulher, mãe e cidadã, adjetivos esses que sobram quando se fala na Dona Luisa. Fazendo com que Luizinho tivesse todo o suporte necessário, material, humano e intelectual para se dedicar à missão que abraçou. O povo fez de Luizinho um gigante, um verdadeiro gigante de coragem, bondade e amor ao próximo.



Foi seguindo os passos do pai como homem honesto, respeitado e popular que Luizinho, gradativamente, também se enveredou para a política, tomando gosto por esse ofício. Sua vida pública começou no município de Cassilândia, como Secretário Municipal de Administração, entre os anos de 1964 e 1967 e de 1975 a 1977. Foi eleito prefeito de Cassilândia em 1988, administrando com o seu vice Hugo Eduardo Silva, de 1989 a 1992.
Luizinho Tenório foi eleito deputado estadual pelo PDT, em 04/10/1998, obtendo em sua cidade, Cassilândia, 7.548 votos 73% (setenta e três por cento) e outro tanto fora de Cassilândia. Nas eleições de 2002, obteve 12.848 votos e ocupou a segunda suplência da coligação, dois anos mais tarde, retornou à Assembléia Legislativa com a licença de Antonio Braga e Dagoberto Nogueira:
Na manhã do dia 09 de novembro de 2004, assumiu a vaga do Deputado Dagoberto Nogueira, que foi para a Secretaria de Produção e Turismo, o suplente Luiz Tenório de Melo, o popular Luizinho. A posse ocorreu na Assembléia Legislativa, contando com a presença de representantes de agremiações políticas que o apoiaram e amigos de todo o Bolsão. Luizinho agradeceu a recepção dos colegas parlamentares e disse que suas prioridades são lutar pelos projetos nas áreas da educação, saúde e segurança, principalmente pela região do Bolsão, pela qual obteve 12.848 votos (…) Representante do Bolsão de Mato Grosso do Sul, o Deputado Luizinho Tenório estará nos próximos anos trabalhando e defendendo a sua região, como fez em seu mandato anterior (ILHA INTEGRAÇÃO, 2004).
Em seu trabalho como prefeito e deputado sempre primou pelo social, buscando atender individualmente a quem quer que o procurasse. As portas do seu gabinete sempre estiveram abertas para toda a população. É homem público popular e sensível às causas do povo, com ótimo trânsito em todas as esferas do Governo Estadual, reforçou a bancada regional, contribuindo com as administrações das prefeituras da região, quando deputado.
Representante do Bolsão Sulmatogrossense, vestiu a camisa de muitos municípios em parceria com as administrações municipais, no sentido de ser no Legislativo a voz desses municípios, reivindicando repasses, verbas e todas as benfeitorias que cada um necessitasse, deixando marcas em muitas regiões e setores.
O progresso de Cassilândia se deve à perseverança de seu povo, tendo entre eles pessoas como Luizinho, que vem acompanhando e sendo responsável por importantes conquistas para o município, tanto como prefeito, no final da década de 80, quanto como deputado estadual representando a cidade e região na Assembléia Legislativa nos dois últimos mandatos. Em seu primeiro mandato, entre várias vitórias, Luizinho conseguiu R$150 mil para implantação do Projeto Amigão em Cassilândia e garantiu o repasse do Fundersul para asfaltamento da Rodovia MS-306 entre os municípios de Chapadão do Sul a Costa Rica. Em seu segundo mandato, as solicitações feitas à Assembléia Legislativa já foram transformadas em realidade para o município, demonstrando o trabalho árduo do parlamentar num curto espaço de tempo, de novembro de 2004 a março de 2006. Foram quase 200 indicações de melhorias para o Estado de Mato Grosso do Sul, principalmente para a região do Bolsão. A maioria direcionada para garantir melhorias para Cassilândia (SUPORTE, 2006).
Luizinho foi um Deputado extremamente presente em todos os municípios, além de Cassilândia, os municípios de Aparecida do Taboado, Inocência, Costa Rica, Água Clara, Camapuã, Chapadão do Sul, Selvíria, Paranaíba, Alcinópolis, Anastácio, Paraíso das Águas e, enfim, todos os 78 municípios do Estado de Mato Grosso do Sul foram beneficiados direta ou indiretamente pelo deputado Luiz Tenório de Melo, quando da sua participação no Legislativo Estadual, com emendas parlamentares importantíssimas.
Enumerar todas as conquistas obtidas por Luizinho como prefeito de Cassilândia e como Deputado Estadual fica difícil, porém, destaque especial para as questões da saúde com projetos e reivindicações de equipamentos hospitalares, aquisição de ambulâncias, UTIs, reforma de hospitais e construção de Postos de Saúde, construção de posto artesiano, é responsável pelo projeto da cirurgia de vasectomia gratuita em hospitais públicos e conveniados de Mato Grosso do Sul, bem como, o projeto que proíbe a comercialização de produto a base de amianto, cancerígeno sendo o primeiro estado a sancionar tal Lei, trazendo uma qualidade de vida melhor à população:
O deputado estadual Luizinho tornou-se o centro das atenções nos últimos dias. O deputado é autor do projeto de lei 2.210 que foi sancionada pelo governador Zeca do PT. Esse projeto proíbe a comercialização de produtos a base de Amianto que são formas fibrosas de silicatos minerais extraídos das rochas metamórficas usadas na construção civil e na pulverização. Mato grosso do Sul foi o primeiro estado brasileiro a sancionar tal lei proibindo a comercialização dos derivados desse produto, como telhas e caixas d’água, o amianto pode provocar câncer no pulmão (…). Esse material que já foi considerado mágico, hoje se tornou, segundo o deputado Luiz Tenório, a poeira assassinaNOSSA OPINIÃO, 2001).



E também, Suporte (2006, pág. 06) destaca :
Através de emenda parlamentar, Luizinho destinou para Cassilândia mais de R$ 200 mil, tendo sido a maioria liberada até a presente data, beneficiando várias escolas e entidades do município. Destes, R$ 40 mil foram destinados para a construção de uma quadra poliesportiva na Escola Municipal Ilma Costa (CMEIC) e mais R$ 80 mil para aquisição de uma ambulância com UTI móvel para a cidade. Preocupado com a saúde, Luiz Tenório apresentou dois projetos de lei: vasectomia (esterilização masculina) gratuita em hospitais públicos e conveniados com o SUS (Sistema único de Saúde) e a obrigatoriedade da presença de aparelho desfibrilador, aparelho utilizado para restabelecer o batimento cardíaco, em locais com grande concentração de pessoas. Colaborou diretamente com mais de 1.300 pessoas, através de hospedagens, consultas, exames, cirurgias e internações hospitalares durante este último mandato.
Luizinho buscou recursos à asilos e APAES; doação de terrenos e construção de unidades habitacionais, contribuindo para a diminuição do déficit habitacional elevado; reforma e construção de estradas, como a MS-324, BR-158, pontes, como exemplo, a conquista que encampou pela reforma e manutenção da ponte Rodoferroviária, na divisa do estado de Mato Grosso do Sul com São Paulo; a construção, asfaltamento e sinalização de ruas e avenidas e reformas de estradas rurais, construção de redes de esgoto e drenagem, anistia de débitos fiscais de pavimentação asfáltica, dando maior conforto e segurança à comunidade:
Assim que assumiu em novembro de 2004, o Deputado Estadual Luizinho reivindicou, junto ao governador Zeca do PT, a implantação de novo asfaltamento dos 26 quilômetros da Rodovia Joaquim Tenório Sobrinho (MS-306), entre Cassilândia e o trevo do antigo Posto Fiscal do Aporé, como também o recapeamento total e sinalização até a cidade de Chapadão do Sul, obras executadas e concluídas. Outra grande conquista de Luizinho para Cassilândia e região foi a recuperação da ponte Rodoferroviária, entre Rubinéia-SP e Aparecida do Taboado-MS. A falta de manutenção estava deteriorando aquela grande obra, os pilares da ponte revestidos de madeira estavam tomados por cupins, as luminárias depredadas, fiação elétrica roubada, buracos nas pistas de rodagem, entre outros. Em audiência realizada em Brasília, com o então Ministro dos Transportes Alfredo Pereira do Nascimento, políticos da região, liderados por Luizinho, garantiram entendimentos para liberação da verba necessária. Luizinho assumiu a cadeira naquela Casa de Leis no último mandato por pouco mais de um ano, mas deixou um legado de conquistas para a região, contribuindo consideravelmente com o desenvolvimento da cidade, que se orgulha com o dinamismo de seu representante, um dos parlamentares mais atuantes e respeitados no Estado (SUPORTE, 2006).
Na educação, Luizinho buscou recursos para a construção e reforma de escolas, creches, bibliotecas, quadras esportivas, aquisição de computadores, uma necessidade essencial para o futuro da população; distribuição de cestas de alimentos, leite, pães e cobertores à comunidade carente, proporcionando maior dignidade; aquisição e reforma de veículos, maquinários e mobiliários da prefeitura; dentre muitas outras.
Não fugindo às responsabilidades de homem público, compromissado com suas bases eleitorais, sempre faz questão de participar de todos os acontecimentos sociais como inaugurações, festas, eventos, cavalgadas, principalmente, no município de Cassilândia.
No último dia 24, ocorreu em Cassilândia, a formatura de mais uma turma dos cursos de Português e Inglês da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul – UEMS. A solenidade foi realizada no Cassilândia Tênis Clube (CTC), contando com a presença da Pró-Reitora Maria José de Jesus Alves Cordeiro, Professores, Formandos, Autoridades Municipais e Familiares. O Deputado Luizinho estava presente, sendo o Patrono dos Formandos. Na ocasião fez um belo discurso (FOLHA DE SELVÍRIA, 2004).
Mesmo representando o estado com um cargo de tamanha importância, Luiz Tenório de Melo jamais se esqueceu das suas origens. Com simplicidade, humildade e atenção, continuou sendo o nosso Luizinho, o braço ainda permanece sempre estendido, acenando, jamais negou um cumprimento a quem quer que fosse e, o mais importante, independentemente de ser ano político ou não. São esses pequenos detalhes, gestos e valores que caracterizam um homem de verdade e os munícipes de Cassilândia têm orgulho em dizer que, aquele menino que chegou de Pernambuco, agora é, inegavelmente um filho de Cassilândia, Custódia que nos perdoe…
Um grande homem demonstra sua grandeza pela forma como trata os pequenos.
Carlyle 


REFERÊNCIAS
ALVARENGA, Corino Rodrigues de. A Verdadeira História de Cassilândia. Campo Grande: Gráfica e Papelaria Brasília Ltda, 1986. 
FOLHA DE SELVÍRIA, Jornal da Integração Regional, 2004, pág.07.
GIROTTO, João Juarenço. Depoimento colhido em 08/01/2008.
ILHA INTEGRAÇÃO. Jornal, Ano X, Edição nº 397, 12 a 18/11 de 2004, pág. 01.
LEAL, Hermelina Barbosa. Cassilândia A Princesa do Vale do Aporé, sua história e sua gente. Campo Grande – MS: Morena Gráfica e Editora – Santos & Faria LTDA, 2001.
OLIVEIRA, Silvio de. Depoimento colhido em 29/01/2008.
NOSSA OPINIÃO, RevistaCosta Rica e Aparecida do Taboado – MS: Editora Caiapó, Fevereiro de 2001, Ano 2 – nº 5, pág. 9. RevistaCosta Rica e Aparecida do Taboado – MS: Editora Caiapó, Dezembro de 2001, Ano 2 – nº 12, pág. 28. RevistaCosta Rica e Aparecida do Taboado – MS: Editora Caiapó, Abril de 2005, Ano 4 – nº 38, pág. 4. RevistaCosta Rica e Aparecida do Taboado – MS: Editora Caiapó, Julho/Agosto de 2005, Ano 4 – nº 40, pág. 12. RevistaCosta Rica e Aparecida do Taboado – MS: Editora Caiapó, Setembro de 2005, Ano 4 – nº 41, pág. 11. RevistaCosta Rica e Aparecida do Taboado – MS: Editora Caiapó, Novembro de 2005, Ano 4 – nº 42, pág. 7. RevistaCosta Rica e Aparecida do Taboado – MS: Editora Caiapó, Maio de 2006, Ano 5 – nº 45, pág. 17.
SANTOS, Adélia Dias dos. Depoimento colhido em 08/01/2008.
SUPORTE, RevistaFernandópolis – SP: Editora Ferjal Ltda, Junho de 2006, Ano III – nº 02, pág. 06 e 07.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Medalha Honra ao Mérito


A Polícia Militar de Pernambuco comemorou no dia 08 de junho de 2011, os seus 186 anos de existência em cerimônia ocorrida no Teatro da Universidade Federal de Pernambuco. 

Autoridades civis e militares foram agraciadas com a Medalha do Mérito Policial Militar, a mais alta honraria e condecoração da instituição.


O Major PMPE Marcelino é agraciado com a Medalha do Mérito Policial Militar, pelo Dr. Wilson Damázio, Secretário de Defesa Social de Pernambuco, momento este oportuno, em que solicitou ao secretário que analisasse a situação dos “Inválidos heróis esquecidos da PMPE”. O Major Marcelino é prestigiado na entrega da Medalha pelo amigo e comandante do 3º BPM, Major Campos.

Ps. Major PMPE Marcelino trabalhou em Custódia

Grupo Teatral Astecas




Nos anos setenta, a vizinha cidade de Sertânia foi exemplo no esporte e na cultura. Os seus fabulosos jogadores de handebol foram à alma da seleção estadual e a cada ano o número elevado de alunos que ingressavam nas universidades recifenses não era novidade pra ninguém. No teatro não foi diferente, todo mundo sabia do Grupo Teatral Disparada.


Em 1974, a nata dos estudantes custodienses apresenta uma peça teatral composta a partir de um folheto de cordel, onde a convite de Fernando José interpretei um personagem de poucas falas. O Grupo Teatral Os Gândavos foi de suma importância a tantos jovens que viram na dramaturgia uma forma de se aculturar e proporcionar entretenimento a uma sociedade muito fechada e de poucas oportunidades.

Além de consideráveis montagens, o grupo mantinha-se sintonizado com o Serviço Nacional de Teatro, recebendo orientações, revistas e apoio técnico, estimulante aos grupos que se formaram posteriormente. Com o passar dos anos houve o esvaziamento natural de estudantes que migraram às grandes universidades do país. 

Em 1976, juntamente com Ione Miro, Nalva Aleixo, Gisoleide Ferreira, Maria de Fátima, Carlos Nunes e Edilene Feitosa foi criado o Grupo Teatral Astecas. Meses depois, no dia 8 de setembro de 1976 estreamos com a peça ¨A Pobreza Envergonhada”, no Colégio Municipal Padre Leão, de onde todos éramos alunos.

A curta trajetória deste grupo foi marcada pela montagem da peça infantil de Maria Clara Machado, “Pluft o Fantasminha”. A esta altura alguns novos membros foram incorporados e já tínhamos um aparato técnico compatível evitando as gafes iniciais. A apresentação foi feita com sucesso no Colégio Municipal Padre Leão, e em seguida, no dia 21 de abril de 1977, fizemos apresentação para os alunos do Colégio General Joaquim Inácio. Na platéia havia um casal muito especial. Os caruaruenses Paulo Andrade e sua esposa Célia Regina me procuraram no dia seguinte se dizendo satisfeitos com o nosso desempenho. Estava nascendo ali um novo grupo teatral. Aliás, o ressurgimento do Grupo Teatral Os Gândavos. Mas aí é uma outra história.

Por Carlos Lopes
Foto: Peça Morre Um Gato na China

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Campanha de São João da Tambaú Alimentos



A Tambaú Alimentos lança sua Campanha de São João, que busca relacionar a tradição da festa e toda sua alegria à presença da marca. Com o mote “São João bom tem que ter Tambaú” a MV2 planejou a mídia que integra backbus, outbus, material de ponto de venda (lâminas e lona de forração), anúncios para revistas e jornais e o comercial de 15 segundos.






O vídeo é uma animação em 3D que inclui cenário de arraial e trilha sonora junina, onde o Leite de Coco, a Mostarda, o Extrato de Tomate e o molho de pimenta Pinga Fogo ficam dançando no ritmo da trilha. 

Na locução é lembrada tradições dos festejos juninos dizendo “Como é gostoso forrozar a noite inteira”, “Paquerar na quermesse” e “Brincar de casamento matuto”, confirmando as peculiaridades da festa com a frase “No São João, tudo que é gostoso lembra Tambaú, não deixe faltar”. O VT é finalizado com o slogan “Tambaú. Tradição e sabor pro seu arraial”.



Ficha Técnica:Agência: MV2 Comunicação
Cliente: Tambaú Alimentos
Campanha: São João 2011
Criação: Elmo do Val e Cleyton Cabral
Direção de Arte: Leo Vasconcelos
Mídia: Dedé Silva
Produção: Yuri Laurentino
Atendimento: Fernando Marrocos e Rodrigo Bosshard
Aprovação: Millena Medeiros e Hugo Gonçalves

Coisas de quem não tem o que fazer

Foto e texto: Carlos Lopes



No final da década de setenta com Antônio Remígio tínhamos algo em comum, além de bons amigos, gostar de caminhar pelas ruas da cidade. Sempre que o sol dava sinal de cansaço, percorríamos longos trechos, seja pelas ruas ou nos arredores de Custódia. Não havia nenhum motivo específico, apenas uma rotina tipo comer doce de leite no Posto de Seu Nivaldo, exceder-se no vai-e-vem nas ruas das paqueras e beber cajuina numa bodega na rua da bomba. Era andar pelo prazer de bater perna, tão somente e, simplesmente isso. Durante o trajeto a conversa girava em torno dos nossos sonhos futuros além dos limites municipais. Antônio falava de Cárceres no Mato Grosso e eu de prosperar em Americanas, SP. Foi não foi, surgia de espanto: ¨Epa! Já passamos por aqui.¨ Sabe que fazíamos? Atirávamos um chinelo ao céu e aonde apontasse ao cair seria o nosso norte, mesmo que já tivéssemos passado naquela rua.

Muitos anos se passaram e, nessa sexta-feira santa passada, ao percorrer a Rua José Thomás, esbarrei na curiosidade de rever ¨o curral de Luizito¨, como assim é conhecido. Não me contive e tirei algumas fotos. Aquela porteira bem ali a minha frente me conduziu a uma outra Custódia que carregava o estigma de encalhada por ficar localizada entre cidades maiores. Lembrei de Dona Terezinha e minha mãe preparando lanches e tudo mais para com Jefferson caçar de arco e flecha naquela verdadeira floresta que surgia logo depois da casa de Seu Belchior, chamada ¨As Baraúnas¨. Não foi sem propósito a permanência de uma baraúna em frente ao Colégio Polivalente. Pra encurtar a história, resolvi percorrer as ¨outroras pontas de ruas¨ da cidade, só pra ter certeza de como estava cada local da meia-volta em nossas andanças.

As fotos que se seguem a essas lembranças é o resultado da surpresa dessa semana santa de 2011: A maior parte das pontas de ruas de outrora ainda permanecem lá, intactas. É evidente que a cidade cresceu em dobro e no melhor e mais bonito estilo possível. Mas, parece que por pirraça ou coisas da vida, em alguns casos sequer há indícios de que algo foi alterado. No caso onde residia Dona Áurea, mãe de Luciana, até parece que o tempo parou, a não ser pelo visual de um condensador de split que nos remete aos novos tempos. A Custódia que parava ali, dali mesmo nunca saiu. Outros casos, só de olhos bem arregalados pra perceber que ainda existe, no caso o curral de Zé Nazaro, próximo ao cemitério. Não sou vaqueiro nem criador mas fiquei feliz pela permanência das tantas cancelas e do odor causado pelas fezes animais dos tantos currais. Aqueles que passam pelos ¨cantos¨ citados, nem devem me entender, mas se forem bem atentos perceberão que falo a verdade. Lá estão, um ¨caminhão¨ de cancelas em meio a uma cidade moderna. A bem da verdade, o custodiense de um modo geral não costuma poupar seus monumentos históricos. A secular calçada da igreja foi recentemente desfigurada, sepultando parte de um projeto arquitetônico e também as milhares de lembranças das gerações que se sucederam ao longo dos anos.


Publicado originalmente no Blog Familias Lopes & Santos

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Câncer mata 81% das pessoas que moram perto de torres de celular


Depois da surpreendente, mas ainda não comprovada, tese de que o uso constante de celular pode causar câncer e outras doenças aos usuários, surge uma nova polêmica. Uma tese de doutorado defendida pela engenheira Adilza Condessa Dode na UFMG em março de 2010, “mostra a correlação entre casos de morte de câncer e a localização de torres de antena de telefonia celular”. A tese “Mortalidade por neoplasias e telefonia celular em Belo Horizonte” é fruto de um estudo de 10 anos e aponta dados preocupantes como, por exemplo, um índice de mortalidade de câncer de 81,37%, de pessoas que moravam em uma distância de até 500 metros da localização de antena de telefonia celular. A tese cita estudos no mesmo sentido realizados em Israel e na Alemanha.  (Publicado no Blog Itamar França)

O Blog Custódia Terra Querida ano passado se empenhou bastante com o colaborador Fernando Florêncio, numa campanha para revitalização da Praça Ernesto Queiroz. Sua filha a arquiteta Fabíola Sechin, foi a responsável pelo projeto arquitetônico, doado gratuitamente ao município sem ônus aos cofres públicos. O modelo da praça foi escolhido através de enquete divulgado no Blog no começo de 2009. 

O gestor previdenciário Gerardo Collyer confeccionou dois banners, que durante um certo período ficou exposto na Câmara de Vereadores e na Igreja Matriz juntamente com um abaixo assinado, solicitado pela própria Telemar/Oi. Não passou disso, o projeto foi abandonado, faltou interesse tanto da população, como também dos poderes constituídos.

Esperamos que o projeto saia do papel.

Paulo Peterson 

terça-feira, 7 de junho de 2011

O que mais era Custódia pra mim? - Inez Oludé


Eu sempre olhei para trás. Andarilha, para não se esquecer de onde vim. De uma terra braba. Terra esta que me deu panos pra mangas, coragem pra vida e desejo de viver sempre na alegria e na santa paz do meu lugarejo(mistura de casa e lugarejo, onde nunca vivi, pois é somente terras de minha imaginação). Invento histórias, invento vidas, invento encantos e percevejos que me levam pra longe, distante da memória de hoje. Vou lá ao fundo da alma buscar alento par contar esta história. Que não foi inventada, foi vivida mesmo. Fantasmas rodeiam-me, mil mãos ancestrais me enlaçam, me abraçam e riem em torno de mim. Eu gosto do passado, o meu não foi melhor nem pior. Foi. Se foi. 

Procurei na Internet o definir de Custódia. Achei esta decepção. Decepção não estou exagerando: achei o que é. Realidade wikipediana, fria, crua, sem história: 

« A ocupação da área onde hoje fica a cidade de Custódia teria sido iniciada no século XVIII, tendo à frente o coronel Luiz Tenório de Melo Dodô. O povoado, inicialmente denominado Quitimbu, mudou de nome para Custódia por sugestão de padres jesuítas que, por algum tempo, instalaram-se na localidade, onde construíram uma capela. O distrito, que pertencia ao antigo município de Alagoa de Baixo (hoje Sertânia), tornou-se município autônomo a 11 de setembro de 1928. 

Localização: Sertão, microrregião Moxotó, distante 340 km do Recife. 

Área: 1.270 km2 
Solo: Arenoso e pedregoso. 
Relevo: Suave ondulado, ondulado e forte ondulado. 
Vegetação: Caatinga hiperxerófila. 
Ocorrência mineral: - 
Precipitação pluviométrica média anual: 1.110,0 milímetros. 
Meses chuvosos: Fevereiro – Abril 
População: 30.314 habitantes 
Dia de feira: Segunda-feira 
Data de comemoração da emancipação política: 11 de setembro
Prefeito: Nemias Gonçalves de Lima 
Padroeiro: São José ».Etc,Etc ! 

Será que sonhei Custódia? Cadê sua história? (Na época não existia ainda o Blog Custódia Terra Querida. Preencheu perfeitamente essa lacuna.)



A bem da verdade, não lembro quase nada de Custódia: um quintal, onde foi enterrada minha irmã, por ser pagã, uma escadaria, uma janela onde um dia vi cair um homem, Zé Baié, Tio Né e Mariinha, banho de lajedo. 

O cemitério, a igreja, a ladeira onde descíamos de rolamento, (era o skate da época!). Lembro-me do preto véi Caitutu. O carregador de água carrega água de galão. Minto, não era velho, eu era criança. Caitutu é uma lembrança tenaz. Não sei se ainda vive. Ficava todas as tardes escorado na parede do muro do jardim da casa de madrinha Naïsa, madrinha de fogueira, coisa séria e pra sempre. Quando eu passava se ria e dizia « eita a broquinha tem uma estampa bonita » queria dizer a brotinha. Meu irmão, o Tonho ouviu uma vez se zangou e bateu-lhe o pau do galão nas costas. A lembrança é tenaz e forte, como disse, quando voltei em Custódia, isso em 1980, voltando do exílio. Caitutu se encontrava no mesmo lugar, com o mesmo sorriso me falou: « num falei que a broquinha ia ficar bonita »? Fiquei pasma, então eu não mudei? 

O que mais era Custódia pra mim? 

Volto ainda no tempo: nasci numa terra braba perdida nos confins de Pernambuco. Betânia, terra de água doce e de maracujá. Vi a luz na Escola Rural, segundo me contou Quincas alguns meses atrás. Talvez por isso nunca gostei de escola?

Não me admira. Um dos divertimentos do domingo era ir para o Poço do Pau comer doce de tomate. Nunca mais vi este doce em lugar nenhum. Numa desta, era um domingo de ventania, eu tinha uma sobrinha, era tão miúda e magrinha que o vento me levou pra longe. Longe, muito longe. Minha mãe nasceu bem mais longe ainda: Nos Coqueiros, terra de meus avós, de muita manga, caju e castanha. Tinha três anos quando meu pai me levou pra lá, nessa época nem imaginava que destino me esperava. De cigana, soube depois. Meu pai gostava de ir e vir, era sem sossego. Levou a gente para Custódia, como eu dizia, foi ali que a guerra começou a me perturbar. No meio do caminho perdemos a gata do meu pai. Ficou tristíssimo e cantava: 

“Ai minha gatinha parda 
Que em janeiro me fugiu 
Quem roubou minha gatinha 
Você sabe? Você sabe? Você viu?” 


Dois meses depois a gata apareceu, miando, magra esfomeada.

Curumins mais inteligentes do que nós na cidade não havia, pois sabíamos brincar, tínhamos quintais enormes e plantávamos bananeiras pros sabiás. Mas não só eu, outros também chorava a falta do pai que viajava muito e deixava-nos “sozinhos” no mundo, cheirando suas camisas, esperando ele voltar. Bem, não ia prá muito longe, mas prá gente era o próprio fim do mundo: Cruzeiro do Nordeste, ou Placas para os mais chegados. Lembro-me que no quintal, Tonho tinha feito uma construção de Placas, tinha as estradas, o posto onde pai trabalhava e brincávamos com carrinhos de latas de sardinhas. Placas era o cruzamento de Pernambuco com a Bahia. Parece que lá havia seiscentos diabos. Segundo o Roxinho. Apelido do meu pai, que lhe deram pela cor arroxeada que pegava pelas raivas que tinha. Por aí se enraivava à-toa com sua diaba de filha que andava sempre correndo mundo, só voltava em casa para comer ou dormir. Isso se alguém fosse buscá-la! 

Chamava-me Cão do Piutá, um cão inventado pelo povo de um lugarejo chamado Algodões, um lugarejo perdido no mundo, aliás, lá ficava a maternidade onde nasceu um de meus irmãos, o Joaquim ( o mano que me nomeou bendito seja não me imagino com outro nome que não fosse o meu. Dá muito certo comigo e muita sorte com os amigos). Era uma palhoça velha e destelhada. Só mãe mesmo, Dona Julinha, prá botar menino neste lugar. Chamavam-na de Corisco, por ser danada e corajosa, enfrentava qualquer macho e não se deixava enganar. Os croques dela pegavam fogo na cabeça, daí a alcunha. Lembro-me um dia, de um tiroteio explodiu na praça. Deram acho que 37 balaços nas costas de um homem, não lembro quem. A mãe do rapaz teve um ataque de paralisia e minha mãe passou no meio das balas deu uma saculejada nas pernas da senhora e falou: “ reaja estão matando seu filho” Isso me deixou vidrada na minha mãe, um amor profundo surgiu neste momento e uma admiração sem fim. 


Pai nasceu de outro lado. Na Tinideira, este nome dado pelas pedras que se tocavam e tiniam ao se chocarem. Ninguém sabe si era sitio ou quilombo. Perdeu os pais cedo, foi criado por uma tia, que jogou ele pela janela e foi cair no chiqueiro dos porcos. E o que dizem. Ficou a dormir nas caatingas sem medo de mugangá. De vez em quando o chamávamos de Zeca-diabo, pois sempre estava dizendo que os seiscentos diachos-andavam-soltos-no-mundo e só traziam infelicidade. Deus que me livre de brincar com estas historias. A família era doida pelo sitio de meu avô, os Coqueiros onde passávamos as férias comendo mungunzá, brincando com as cabrinhas e rindo dos touros que subiam nas vacas no fim das tardes. Era com aboio que meu Tio Né chegava tangendo os bois. Teté levava os borreguinhos para o curral depois dava a mamadeira para um boizinho desmamado que andava pelos cantos sem consolo. Isso enchia meu peito de tristezas. Ficava eu encolhida, ainda mais Aquebrantada que ele. Houve ano em que não pude brincar por ter deixado escapar o canarinho de meu irmão que os criava pra brigar. Briga de canários cruéis. Chegavam até a furar os olhos um do outro nas bicadas. Ele ganhava dinheiro com isso e com o jogo do bicho. Quando nos despertávamos vinha correndo saber o que tínhamos sonhado, fazia-la suas interpretações depois ia jogar nos bicheiros. Claro nunca nos deu um tostão. 

A partir desta época fiquei meio cabreada com a vida. Não sabia si tinha saída ou entrada para o inferno. Só sei que em paraíso nunca pude acreditar. Minha vida atribulada não dava espaço pra isso. Jurei nunca mais voltar lá para não me lembrar das feras que gostavam de apanhar meninos para comer o fígado. Era justamente o Papafigo, bicho manhoso e muito ruim que andava espreitando uma boa presa pros dentes... Depois mudamos de Custódia para Sertânia. A quebra da barra era lá. Tinha vaqueijada, cocada e um preto velho que vendia mungunzá, cantava pelas ruas uma embolada tão ligeira, que ninguém conseguia nem sequer arremedar: “... Olha o coco, sinhá, dona Capitulina mandou me chamar, tem coco tem doce lá vai mungunzá...”.


O que eu não gostava era da escola, pois, obrigavam a gente a aprender coisas que não serviam para vida. Como eu era desobediente, não queria me deixar levar pelo jeito deles me ensinarem. Aprendi sozinha. De repente fui expulsa de uma escola atrás da outra. Finalmente de um pais atrás do outro. Coisa de destino mesmo. Sei lá. Não acredito muito, só que aconteceram tantas vezes que já estava pensando que era maldição. Daí aprendi no mundo coisas de arrepiar e até digo que foi melhor pois aprendi a chorar, cantar versos de viola, dançar feito cabriola, fazer poesia a toda hora e até mesmo a desenhar. Casei uma vez, por obrigação, foi na Argentina, para poder escapar da sanha dos militares que queriam me pegar. Amiguei duas, sem coração. Catei piolho em macaco, trinquei os dentes de lado, para não deixar me matar pela solidão da alma e a tristeza trazida pelos milicos ou mesmo pela saudade que enchia meu peito, já meio estreito de se encolher para não sentir as dores do mundo. 

Esse mesmo moinho foi me empurrando para o lugar que tinha me deixado velha antes do tempo e sem vontade de casar. Quando eu morava em Custódia, me lembro agora gostava de chupar Dedo Adorava. Mãe dizia que eu ia ficar dentuça.isto atraia a maldade dos familiares e mesmo dos amigos que inventavam todo tipo de tortura par ame impedir de ter este enorme prazer. Fernando de Laura um dia me trouxe um couro de tiú e colocou na mão. Nunca mais, foi o maior medo que já tive na vida, fiquei dias chorando e pedindo a minha mãe para cobrir meu dedo com um pano para eu não chupá-lo de noite. Desde este dia jurei nunca me casar. Vá saber por quê! Quando ele vinha em casa, gostava de sentar na preguiçosa, eu ficava arquitetando de como matá-lo acho que até um dia tentei com uma tesoura. A sorte que me alguém me viu e tomou-a. Aí migramos para Recife, já eu andava pelos quatorze anos. 

Sempre aquela mesma tristeza no peito, fingindo rir para não chorar. Mas Recife era Terra boa. Aí me alegrei muito nos tempos das graviolas, das pitangas. Só não fiquei muito tempo, até os dezenove. Estudei uns anos, três, acho. No colégio Pinto Junior. Continuava sumindo dos bancos da escola, das classes. Gostava de alguns professores, mas não dava muito comigo as escolas. Disciplina, força bruta, no final a labuta. Não, não era para mim não. Eu queria viver, sair pelo mundo, conhecer gentes diferentes, fazer revoluções. Mas nessa época nem era muito certeza, que se podia fazer a gente podia sumir devido a revoluções cubana. Tudo era culpa deles, ninguém tinha cabeça pra pensar. Bando de bestas estes militares. Vejam só, tais bestas quadradas, eles mesmos os militares! 



Determinaram nossos destinos, escreveram nossas vidas, estragaram nossa historia com ponta de metralhadora, pau-de-arara, choques elétricos, o resultado foi o exílio, pra mim, pois para outros foi a prisão, a morte, ou o desaparecimento. Coisa mais terrível ficar sem saber onde estão filhos, maridos, pais, irmãos, amigos. Debandei pelo Chile. Golpe de Estado. Tortura, morte e exílio, si um dia pelo menos, eu conseguir fazer uma cantiga. Me sentarei com os versos catarei os mais terríveis e chorarei nos invernos, na terra dos meus amigos. Pois a morte sempre ronda nas vidas da minha vinda. 

Ficamos sem lei e nem rei, de país em país, sem pais, sem paz sem voltar, e Recife lá longe, aperriando para eu não me esquecer, que a terra que nos acolhe não é apraz pra morrer. Existi muito tempo por aí e por ali: depois do Chile, Argentina, parecia praga ruim! De novo prisão, exílio. Uma tormenta sem fim. Mas um dia voltarei, direi o que sei enfim,nunca calarei , saberão com precisão como me tiraram dalí. Sei que muitos anos passaram vinte cinco e alguns dias, esperando a matutinha,vinte e cinco esperando, voltarei para exigir: 

“Me paguem o dinheiro aí, 
vocês estão me devendo 
Quase me tiraram uma vida 
Mas tenho sete a seguir. 
Recife ficou na lembrança 
como se fosse criança 
me enxotando para voltar 
Mas não voltei não deixaram 
E então fiquei por aqui 
Mas o pelo que me cresceu 
Não deixou de caminhar 
Não perdi as esperanças 
Voltei um dia e que dia 
O dia que renasci” 

Depois aterrei na Bélgica, terra que muito me quis por aqui ficarei uns anos e acho que muitos ainda. Talvez não torne a voltar. Quem sabe sim cantarei minha terra dos tucanos, das palmeiras e sabiás? Os versos que aqui gorjeiam de vez em quando vão lá, pescar uma meninice para eu pensar na velhice, que os versos Deus me dará em profusão, como ungüentos para minha alma curar,das saudades, dos enredos dos infernos em que vivi e, tanto lá como cá. 

Meus pais se foram, os manos, salvo João, estão vivos, com muitos sobrinhos para chorar a minha morte, si um dia deixo a eles o que tenho. Se não deixo, não penso que vou faltar. Vão ter que chorar senão não deixo nadinha. Alguém terá que lembrar! Digo assim brincando, no fundo basta eu prá se alembrar. Rimar rima com rima e nas noites me acalentar. 

Não perco os meus manos, volto de vez em quando a vê-los os cueiros encardidos pelo tempo. Me lavo a alma por fim. Me sinto como menina, engatinho e corro a ti, meu negro do Burundi, que me quis como ninguém. Me adimira, me apavora, some volta, me esquece e torna a voltar, como uma ciranda doida, do jeitinho que eu dançava, na ilha de Itamaracá. Fico com ele ainda, já cansei de procurar alguém prá me namorar. Deixa ele ai, um tempo, pois outro não me contém. 

Inêz Oludé 
Bruxelas um dia destes

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Equipe de Jiu-Jitsu de Custódia



A equipe de Jiu-Jitsu de Custódia participou da I Etapa do Pernambucano de Jiu-Jitsu em Garanhuns. A realização do evento foi conjunta entre a Prefeitura, secretaria de Comunicação Social e Esportes da cidade, Federação Pernambucana de Jiu-Jitsy Esportivo e Organização WMA de Artes Marciais.

O Evento aconteceu no Ginásio do Colégio Monsenhor Adelmar (CMA). A Cidade das Flores recebeu as maiores expressões do Jiu-Jitsu Esportivo, com atletas oriundos de diversas cidades Nordestinas. 

Recebemos um grande apoio da Prefeitura de Garanhuns para trazermos o evento para o Município. A nossa expectativa é realizarmos outros eventos de Jiu-Jitsu em Garanhuns”, registra Jonas Aquino, um dos Organizadores do Evento.

Ensinar é preciso e vale a pena sim



Fiquei bastante chocada e muito preocupada com uma matéria que li numa determinada revista, cujo título era: PARA QUE ENSINAR SE PROFESSOR NÃO VALE NADA? Sou solidária ao colega (autor da matéria) pela iniciativa e coragem de expor sua insatisfação, angústia, frustração e indignação com o sistema escolar de ensino. E ao mesmo tempo venho protestar dizendo que: ENSINAR É PRECISO E VALE A PENA SIM. Então, o que seria dos médicos, engenheiros, advogados e juízes, sem o professor? Você já parou para pensar o que significa alfabetizar? É sublime, ensinar a ler e escrever. É como se você tivesse proporcionando luz aos olhos do cego. Por tudo isso e muitas coisas mais devemos ter orgulho da nossa profissão.

Já dizia Paulo Freire: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.” O colega relatou muito bem o que de fato acontece cotidianamente nas escolas brasileiras. Porém, durante toda minha trajetória na educação, tenho ouvido apenas muitas lamentações e criticas ao sistema educacional, mas, ação que é bom, nada. É preciso entender que o sistema somos todos nós e começarmos a nos questionar: será que estou fazendo a minha parte? E a partir daí fazermos o possível para realizar o que podemos. Muitas vezes somos omissos e coniventes com tudo que acontece no dia-a-dia escolar.

Vou citar quatro exemplos que sempre considerei um obstáculo para a aprendizagem:

1- O quantitativo exorbitante de alunos em sala de aula,
2- A aceitação pacífica de uma disciplina que não tem nada a ver com sua área específica,
3- Classes multisseriadas,
4- Professores sem vocação.

Por estas e outras razões a escola vem se transformando numa fábrica de produtos desqualificados. Para que tenhamos um mundo mais justo e solidário precisamos cuidar da educação. Traçando um caminho mais seguro, coerente, melhor e mais consciente, para que as gerações futuras possam construir suas trajetórias de vida com competência e de forma prazerosa, em benefício de uma sociedade mais equilibrada e de gente mais humana, de sentimentos nobres.

Compomos uma gigantesca categoria, porém, desunida, desorganizada e descomprometida. Sou fundadora do Sindicato dos Servidores Municipais de Custódia/PE, e tenho observado que a única causa que consegue unir de fato os professores é a questão salarial, infelizmente. É lamentável dizer: vestimos sempre a camisa quando lutamos por melhores salários, por que não vestir a camisa para lutar também por uma educação de boa qualidade e, por conseguinte, a valorização profissional que tanto almejamos?

Enquanto o professor não entender que é um agente de transformação da sociedade, um formador de consciência e não souber fazer uso das ferramentas que ele dispõe, não chegaremos a lugar nenhum. Pois, enquanto uma minoria tenta fazer a diferença, a grande maioria age com indiferença. As ferramentas as quais me refiro são: a comunidade escolar e o poder da oratória. Você já imaginou nossa categoria organizada, com uma proposta unificada usando o poder da oratória no contato com o aluno, à família e os próprios colegas? Sem sombra de dúvidas a história seria diferente.

Contudo, muitos deixam de fazer a sua parte e usam desculpas esfarrapadas para se justificar. Sou testemunha ocular de alunos postos para fora da sala de aula, simplesmente por não trazerem o livro didático. Um outro dia onze alunos me procuraram para pedir ajuda, pois haviam sido expulsos da sala, apenas porque a professora chegou e não os encontrou na classe. Aí, eu pergunto: que tipo de incentivo esse professor está dando ao aluno? Faço minhas as palavras de Anízio Teixeira: “A democracia depende de se fazer do filho do homem – graças ao seu incomparável poder de aprendizagem não bicho ensinado, mas um homem”.

Precisamos entender que as mudanças não acontecem de cima para baixo, elas de fato acontecem de baixo para cima. Quero finalizar fazendo uma analogia do professor com a fábula dos dois sapinhos que viviam à beira de uma lagoa, e um dia, um dos sapinhos cansados daquela mesmice, disse ao outro: vamos conhecer o mar? E o outro retrucou: Deus me livre! Se a gente sair daqui pode se perder ou morrer no caminho. O sapinho decidido disse: pois fique aí que eu vou conhecer o mar. Passaram-se dias, meses e depois de um ano é que o sapinho voltou à lagoa e encontrou seu amiguinho lá, no mesmo cantinho que havia deixado. O amiguinho perguntou: você conheceu o mar? Sim, respondeu. Qual o tamanho dele? Do tamanho dessa lagoa? Não, muito maior. Duas lagoas dessa? Não, muito maior. Três, quatro, cinco, seis, mil vezes? Por fim o sapinho respondeu: meu amigo enquanto você estiver com essa mentalidade de lagoa, nunca vai saber o que é o mar.

Infelizmente, a grande maioria dos profissionais da educação continuam com essa mentalidade de lagoa, inertes, a espera de um milagre.

Um abraço,
Profª. Luciene Pinto

"Sou o ceguinho de Custódia"


Comentário muito interessante de um leitor do Jornal Diário de Pernambuco em uma de suas edições do ano de 1994, sobre um determinado passageiro cego que circulava pelos ônibus da região, confiram:

Já em Custódia, existe um ceguinho que parece mais um turista do que cego pedinte, pois é facilmente encontrado viajando nos ônibus da viação Progresso pra lá e pra cá, fazendo com essas viagens diversas feiras e colhendo dinheiro para sua sobrevivência. O ceguinho de Custódia parece mais um passageiro comum. Entretanto, toda vez que é encontrado no ônibus pela fiscalização não pronuncia outra palavra senão: “sou o ceguinho de Custódia“.

Por Paulo Peterson

Homenagem - Major Marcelino



Exemplo de superação foi a principal inspiração para almoço de confraternização de turma. 

Os Aspirantes 1995 reuniram-se no último sábado dia 28MAIO11, em Arcoverde-PE, a fim de realizarem um almoço de comemoração pela passagem de 18 anos de ingresso na Corporação, bem como homenagearem ao Maj. PM MARCELINO, integrante da turma que, infelizmente, encontra-se afastado do serviço ativo, após um grave acidente automobilístico em serviço no ano de 2007, em São José do Egito-PE.



No evento, vários oficiais discursaram fazendo menção ao caráter, a honestidade, o compromisso e o exemplo de superação que o Maj. PM MARCELINO tem demonstrado para todos os policiais militares da PMPE. Foi um momento impar na história da turma, onde foram relembrados momentos desde a época de aluno-oficial, na Academia de Polícia Militar em Paudalho-PE, até os dias atuais de Capitães.


27 de dezembro de 2007

"Acho que estou sonhando, não que esse momento fosse impossível de acontecer, mas a surpresa que me fizeram é tamanha que eu ainda não estou acreditando no que está acontecendo", comentou o Maj. PM MARCELINO, fortemente emocionado com a homenagem, com o reconhecimento e o encontro da turma de Aspirantes/95.

"Ele é muito importante para a sua família e para todos nós, e é um grande exemplo de superação e vitória", comentou um dos integrantes da turma.

Uma placa foi entregue ao Maj. PM MARCELINO e uma camisa assinada por todos Aspirantes.95, deixando-a como registro e um marco histórico na vida dos que
estiveram presentes ao evento.


"Não poderíamos esquecer o nosso companheiro só porque hoje está na reforma, acredito que a PMPE deve repensar casos semelhantes, pois o Maj. PM MARCELINO tem plenas condições de compor um estado maior de um Batalhão de Polícia, exercendo suas atividades no âmbito administrativo da Corporação", comentou um dos Capitães. 

Cap. PM ALEX - Aspirante 1995

          Major PM Marcelino.


sábado, 4 de junho de 2011

Almir Mello - Envolvido em vários projetos culturais no sudeste



O músico Almir Mello fez parceria com o IMPE, Embraer e o CTA (Centro Técnico Aéreo Espacial) para desenvolver projeto de divulgação das atividades que essas importantes empresas realizam. O projeto irá abranger escolas, bairros e praças públicas no sudeste do país.

Durante o mês de junho, o músico sai em turnê com os Bonecões do GAMT (www.gamt.org.br) pelo Vale do Paraíba. Os primeiros shows acontecem a partir do dia 03 de Junho.

Por fim, resgatou um projeto chamado Rádio e TV Aguapé com o conceituadíssimo músico Cesar Pope (único artista brasileiro a participar do projeto mundial Playing for Change na música Stand By Me). É apresentado em praças públicas. Os microfones ficam aberto para qualquer artista local dar o seu recado. Cantando, lendo poesias, dançando, enfim, qualquer manifestação cultural. O projeto tem vários quadros, dentre eles: A Hora do Corno, O Ginecologista formado a distância, O MC CÁCA, Palhaços, Malabaristas, Cachorro, papagaio, entre outras novidades. 



Moradores de Custódia pedem para Igreja não ser demolida



Matéria exibida pela REDE TV no dia 30 de maio de 2011.


Moradores de Custódia pedem que igreja do século 18 não seja destruída. O projeto de construção da ferrovia Transnordestina prevê a demolição de uma igreja em Custódia, no interior de Pernambuco, construída no século 18. Os moradores da cidade tentam evitar que o prédio seja destruído.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Fanca - Vaca estrela e o Boi Fubá




FANCA E “OS ARDENTES” 


Fanca foi o segundo cronner do Conjunto “Os Ardentes”, substituindo Paulo Félix. Além de cantor, Fanca era um exímio baterista, enfim, um músico completo. 

Tanto que após a extinção d “Os Ardentes”, ainda na década de setenta, prosseguiu em carreira solo (veja uma interpretação dele, em data desconhecida, em show realizado no CLRC – cópia e informação fornecidas há alguns anos pelo saúdo Arnaldo Burgos). 

Muitos anos depois conheci alguns familiares dele, em Custódia e em Serra Talhada. Depois, tomei conhecimento de que ele estaria trabalhando como músico de Aguinaldo Timóteo.

Depois soube de sua trágica morte em Brasília.

Texto: José Soares de Melo

A Tambaú Alimentos apoia cursos de culinária do Senac



O SENAC Pernambuco – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial - oferece o curso de Culinária Trivial, voltado para pessoas que tenham a culinária como atividade profissional e para aquelas que cozinham por prazer.

A Tambaú Alimentos está apoiando esta iniciativa disponibilizando todos os produtos da linha de Atomatados, Condimentos, Doces e a linha Food Service, para que os professores e alunos utilizem nas receitas.

Os produtos da Tambaú vão dar um gostinho especial no preparo de pratos, preparados pelo Chef Josafá Gonçalves Costa, como Rocambole de carne ao molho de mostarda, Molho bechamel, Lasanha com massa de panqueca, Peixe ao molho de escabeche, Medalhões de carne moída, Bife rolê, Arroz à Grega, Tigelada de bacalhau, Bobó de frango, Almôndegas de carne moída com recheio de mussarela, entre outros.

Além do apoio, com a doação dos produtos, a Tambaú foi representada pelo Departamento de Marketing com a Coordenadora Millena Medeiros, junto com a Supervisora de Controle de Qualidade Kaline Souza, para fazer uma apresentação técnica sobre todo o processo de produção da indústria, todos os cuidados e normas que devem ser seguidas para fabricação dos produtos, também mostrar porque a Tambaú é sinônimo de qualidade.

Liliane Dantas Leal
Jornalista / Assessora de Imprensa - DRT/PE - 4536
Tambaú Ind. Alimentícia Ltda.
Fones: (81) 8891-7437 / 9946-9809

Escola Maria Augusta - Gestão 2001-2004



UM POUCO DE HISTÓRIA DA ESCOLA

A Escola Maria Augusta, fundada em 1967, está localizada na avenida João Veríssimo – centro, Custódia-PE. O seu nome é uma homenagem a primeira professora de Custódia que fez jus a difícil tarefa de educar.

Até o ano 2000, a escola era de pequeno porte, contava com cem (100) alunos apenas. Quando assumi a Gestão de 2001 a 2004, graças ao empenho e dedicação da minha equipe, esse número triplicou, atingindo um efetivo de quatrocentos (400) alunos.

Fundamentada no objetivo maior de que educar é preparar para a vida, para a construção da democracia e afirmação da nossa cidadania, ficou provado que o sonho só é possível quando se tem perseverança. A luta por uma educação pública de boa qualidade persistiu durante toda a minha gestão.

Antes de assumir o cargo de gestora, na escola funcionava somente o ensino infantil, lutamos para implantar o fundamental, bem como a criação da Unidade Executora.

Até então, a escola não dispunha de símbolos que a representasse nas comemorações cívicas, eventos sociais e culturais. Daí a iniciativa de criar a BANDEIRA, o ESCUDO e o HINO DA ESCOLA. Tudo isso como prova de amor, profissionalismo e seriedade no trabalho de educar. E claro, com o apoio de pessoas que sensibilizadas pela causa, se dispuseram a colaborar.

Vale salientar ainda, que a Escola Maria Augusta foi a primeira no município a trabalhar projeto político pedagógico, dando um salto qualitativo nessa área, multiplicando a participação de pais, professores e funcionários, abrindo o debate em torno da importância da educação.

Falar, pois, da Escola Maria Augusta é divulgar uma experiência exitosa, é descrever as ações de uma equipe que acreditou que é possível oferecer algo de qualidade, mesmo quando os recursos financeiros são escassos e os desafios constantes. É repassar as principais questões que envolvem a educação pública nos municípios brasileiros, nos últimos anos.





Criada pela Diretora – LUCIENE PINTO SIMÕES IZIDRO, EM 01/09/2001.

Suas cores:

O AZUL - simboliza o nosso céu de anil.
A FAIXA BRANCA - simboliza pureza e paz.
O AMARELO - simboliza o amarelo da nossa pátria amada.
A CUSTÓDIA - simboliza guarda-receptáculo-justiça.
O LIVRO E O LÁPIS - simboliza instrução-sabedoria-educação.
SLOGAN - educação e cidadania.


Fabrícia Leonara, Layza Maria, Victória Lorrany


Criado pela educadora de apoio – LINALVA PINTO SIMÕES RODRIGUES, EM 01/09/2001 e confeccionado pela professora VERA LÚCIA SIMÕES.

HINO

Letra: LINALVA PINTO SIMÕES RODRIGUES, EM 29/08/2001.
Música: HUGO SIMÕES.
Arranjos: PLÍNIO FABRICIO PINTO SIMÕES RODRIGUES.

LETRA DO HINO

Maria Augusta tu és pioneira
Na nossa história da educação
Iluminaste com o teu talento
Muitos alunos e sem exceção

A nossa escola que tem o teu nome
Muitos doutores também surgiram aqui
Ficou pra trás as antigas palmatórias
E a saudade do A, E, I, O, U

Mesmo com tantas inovações
Este teu nome será lembrado
Não só você quanto os Jesuítas
Por nossa terra onde aqui passaram

És pioneira e brava gente
O nosso povo te homenageia
Porque um dia foste professora
Hasteando assim a nossa bandeira


Profª. Luciene Pinto

“Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, e inviabilizando o amor. Se a educação, sozinha, não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.” Paulo Freire.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O milagre sem o santo


Meu pai era caminhoneiro, e por várias vezes eu o acompanhava nas longas viagens que eram, naquela época, o percurso de Custódia-Petrolina e de Petrolina a Caruaru. O Velho transportava gado, e naqueles tempos existia uma verdadeira irmandade entre os motoristas, que faziam o percurso em comboios, não para fugir da violência, inexistente naquela época, mas em função das longas distâncias entre uma cidade e outra, e a estrada deserta, com pouco movimento e praticamente desabitada, o que representava um sério problema no caso de acidente ou mesmo avaria nos veículos.

Tínhamos os pontos previamente definidos para o café da manhã, o almoço, o jantar e o pernoite. Não se pode esquecer os tipos de restaurantes existentes ao longo da rodovia de terra batida, a BR 25, atual BR 232: choupanas cobertas de palha de coqueiro, um vasto terreiro que servia de estacionamento, algumas latadas, tipo de galpão improvisado para proteger os veículos do sol inclemente do sertão. Era muito apreciado pelos caminhoneiros o café da manhã, tipicamente sertanejo: cuscuz com leite, carne de bode assada na brasa, queijo de coalho, ovos fritos em banha de porco, bolo de milho etc.

Em um desses pontos de parada obrigatória, certa feita nosso grupo parou para o café da manha. Um dos motoristas, cujo nome omito por razões óbvias, ao se preparar pra polvilhar a farinha sobre os ovos fritos, inadvertidamente pegou o açucareiro, pensando se tratar do farinheiro. Chico Donzelo, gozador de marca maior, observou e cutucou os companheiros ao lado, apontando a “melada” que ia acontecer, enquanto o desatento despejava o açúcar sobre os ovos. Quando viu a turma se esbaldando de rir com a mancada, o descuidado motorista tentou se esquivar do fora, dando uma desculpa não muito inteligente:

– “Lá em casa, quando eu peço ovos fritos, “Dona Fulana” (sua esposa) trás logo o açucareiro, pois ela sabe que gosto muito de ovos com açúcar!”

Por: José Soares de Melo

Humberto Guerra - Jornal do Comércio



Há 16 anos vivendo no eixo Rio-São Paulo, Humberto Guerra está satisfeito com o seu Feliz, personagem da novela de Aguinaldo Silva.


Com o encerramento da trama de Duas caras, que vai ao ar amanhã (contrariando o velho hábito global de usar o sábado para reprisar o último capítulo de suas novelas), os atores podem comemorar a reviravolta da trama, que vem refletindo na audiência. E entre personagens que trocaram de lado, passando de vilões a mocinhos, estão aqueles que ganharam espaço e cresceram na trama. Este é o caso de Feliz (Humberto Guerra), um dos “anões” do bando de Juvenal Antena (Antônio Fagundes).

E o espaço conquistado por seu personagem na trama de Aguinaldo Silva dá motivos de sobra para Humberto comemorar. Ator pernambucano, natural da cidade de Custódia, ele ganhou o mundo em 1992, quando resolveu sair de casa, e foi para no interior de São Paulo, onde estudou no Teatro Escola Macunaíma. “Em 2001, me mudei para o Rio de Janeiro, onde conheci o diretor de teatro Ivan Martins”, relembra o ator.

E dos palcos (onde chegou a ganhar o prêmio de ator revelação, pelo espetáculo Romeu e Julieta do Agreste), Humberto Guerra chegou à TV. “Em 2003, fiz Linha direta duas vezes. Também participei de América, como o enfermeiro Edson, e de Belíssima, onde era o auxiliar de cozinha Demetrius”, diz. O ator também fez participações na série A diarista. “Foi lá que conheci o Agnaldo Silva, que pediu meu material de trabalho. Depois disso, ele construiu Feliz especialmente para mim”.

O bando de Juvenal Antena foi criado a partir do personagem de Humberto Guerra, idéia do diretor Wolf Maia. “Ele que teve a sacada de criar o bando com ‘sete anões’”, diz Humberto.

Para o ator, seu personagem cresceu na trama por ter características bem marcantes e antagônicas. “Ao mesmo tempo que Feliz foi um sonhador, também era capaz de tudo. Se precisasse matar, ele matava”, diz Humberto, se dizendo satisfeito com o final do seu personagem, que acaba a trama de Duas caras casando com Socorro (Marilice Cosenza).

Um curiosidade: a filha de Dália (Leona Cavalli) e Heraldo (Alexandre Slavieiro), a pequena Beatriz, é filha de Humberto Guerra na vida real. “A cena em que Dália entrou em trabalho de parto foi extremamente emocionante para mim”, revela o pai-coruja.

Publicado do Jornal do Comércio de 09.06.008.

 
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