sábado, 18 de fevereiro de 2012

Quadrilha Coração Nordestino (2008)


Em maio de 2008, o coreografo Jose Cláudio Rodrigues (do grupo Arreio de Ouro), teve a ideia de formar a Quadrilha Coração Nordestino, com o apoio de ex-integrantes das extintas Sassaricando na Roça e Treme Terra. Morando a pouco mais de 2 anos em nossa cidade, José Cláudio, natural de Garanhuns, começou os ensaios na quadra do Colégio Municipal Manoel Rodrigues, na vila da COHAB, devido a distância, fizeram outros ensaios na quadra do Colégio Municipal Ernesto Queiroz e no Centro Lítero Recreativo de Custódia

O grupo era formado por 54 pessoas, 22 dançarinos, 22 dançarinas, 1 animador e 9 pessoas na produção. A apresentação do grupo era de 45 minutos, dividida em 2 blocos, no 1º homenageia o homem do campo e no segundo a quadrilha apresentava o tema “Folclore é Cultura. No Tempo do São João Somos Coração Nordestino. Viva, Viva São João”. No encerramento do 2º bloco a quadrilha fazia uma homenagem às quadrilhas típicas.


Depois de sessenta dias de ensaio, o grupo viajou em 2008 para participar do São João de Serra Talhada, em Sertânia, e do São Pedro na cidade de Betânia, na vila da Cohab e no tradicional São João da Rodoviária, no arraial do Elpídio. Para o nosso orgulho, o grupo sagrou-se campeão nas cidades de Serra Talhada competindo com mais seis quadrilhas, e em Betânia, onde teve como concorrente a quadrilha Levanta Poeira, uma forte concorrente da região.

Graças ao incentivo de vários patrocinadores, o grupo levou a cultura e o nome de nossa querida Custódia por onde passou.

Texto Erik Allan

Lourdes de Deus por Oscar D'ambrosio



Nascida em Custódia, PE, em 1959, Lourdes de Deus, mudou-se para Osasco quando tinha apenas dois anos de idade. Casou-se com o pintor naïf Waldomiro de Deus, em 1976, e convivendo com o dia-a-dia do artista, passou a tomar gosto pela arte, começando a pintar em 1992. Daí em diante, seu trabalho foi se aperfeiçoando.

O poeta Carlos Drummond de Andrade, em O avesso das coisas, apontou que “a flor não nasceu para decorar uma casa, embora o morador pense o contrário“. O mesmo ocorre com a pintura de Lourdes de Deus. Quem observa seus quadros pode, ingenuamente, ver apenas flores, festas populares e procissões. Doce ilusão. Há nas imagens da artista um denso sentimento estético, expresso em formas bem definidas e cores vívidas.

Desde o começo, porém, seus quadros deixavam pouco espaço livre na tela. Até hoje, o branco é compulsivamente preenchido, mas com delicadeza. O olho do espectador tenta em vão escapar do quadro, mas novos elementos, geralmente harmonicamente repetidos, chamam-no de volta e o envolvem num jogo imagético, que encanta pela pureza e simplicidade.
Mas há pouco de ingenuidade nesse processo. Assim como o poeta falava das flores, as telas de Lourdes parecem ser feitas para decorar, mas revelam uma consciente e elaborada transformação da realidade. As festas populares do interior e as formas da natureza ganham então novas conotações e levam a refletir sobre a complexidade do mundo moderno que nos afasta das coisas mais simples e belas da vida.
A pintora, portanto, reintroduz nosso olhar no cotidiano. Flores não são apenas elementos da natureza, mas indiciam a ingenuidade perdida pela vida atribulada, enquanto as festividades do interior e procissões indicam um caminho possível para recuperar o prazer de viver. De fato, Drummond, como de hábito, não se enganava: flores não são feitas como adorno, mas ensinam a viver. Qualquer semelhança com as telas de Lourdes não é mera coincidência.

Oscar D’Ambrosio jornalista, mestre em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), é crítico de arte e integra a Associação Internacional de Críticos de Artes (Aica- Seção Brasil), a Associação Paulista de Críticos de Artes e a União Brasileira de Escritores. Bacharel em Letras (Português e Inglês), é coordenador de imprensa da Assessoria de Comunicação e Imprensa da Unesp, pós-graduado em Literatura Dramática (ECA-USP) e publicou, entre outros, Os pincéis de Deus: vida e obra do pintor naïf Waldomiro de Deus (Editora Unesp) e Mito e símbolos em Macunaíma (Editora Selinunte). Escreveu para a Coleção Contando a arte de..., da Editora Novhaa América, livros sobre os artistas plásticos Ranchinho, Maroubo, CACosta, Jocelino Soares e Antonio Peticov.






quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Rua João Veríssimo (1970)


Rua João Veríssimo, mais conhecida como Rua da Várzea. Rua do tradicional CLRC – Centro Litero Recreativo de Custódia, da Escola Maria Augusta. No passado tinha um posto de saúde, fábrica de tanino (curtume) de José Estrela, fábrica beneficiadora do caroá de Zé Marinho, o motor gerador de energia elétrica a oléo diesel administrado por José Siqueira Campos – Zé de Isaías e um chafariz público que abastecia a cidade, além de algumas cacimbas de água potável que brotavam no leito dos riachos.

Comércio Esporte Clube de Custódia (1962)


Em pé: GABIRU, AVIÃO, DORIVAL, OSINALDO, ALFREDO e BIU.
Agachados: Dr. PEDRO PEREIRA, ZITO, EDNALDO, OSVALDO e FERRERINHA.

Segundo CHICO MACACO, o arqueiro GABIRU, num jogo em Poço da Cruz, pegou cinco penaltys, chegou a escarrar sangue após a partida. Os locais onde o time jogava, ficava situado onde hoje é o Posto de Gasolina de Nivaldo Gonçalves, próximo da residência de João Dodô. As chuteiras eram fabricadas na sapataria de DUQUINHA de ANTÔNIO COTA. O zagueiro AVIÃO, comentou que quem patrocinava as chuteiras dos jogadores, era ZÉ VITAL, genro de SAMUEL CARNEIRO e ZÉ BURGOS.

Colaborou: Olimpio Marinho

Aconchego Drink's


O Aconchego Drink's tem um ambiente diferenciado e estiloso. Bem localizado para quem quer fugir e vir a um ambiente mais reservado.

Nosso cardápio conta com Bebidas especiais e Importadas, petiscos deliciosos e variados.... Como: Camarão ao Alho e Óleo, Caldinhos, Tábua de Frios, Bolinho de Bacalhau, Filé com Fritas e a nossa especial: PICANHA ARGENTINA feita na Chapa com a nordestina Manteiga de Garrafa...

Venha Conferir esse ambiente especial preparado para você Custodiense e região!


Confirmado: Aviões do Forró em Março


Depois de várias especulações sobre sua vinda à Custódia, após ausência de 7 anos sem tocar na cidade, a banda AVIÕES DO FORRÓ divulgou em seu site oficial, em sua agenda de shows, a confirmação de sua presença no dia 15 de março, durante a Festa de São José

Agora é esperar pela confirmação das outras atrações.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Prefeitos de Custódia [1929-2012]

01) Coronel Nemésio Rodrigues de Melo (01.01.1929 à 20.10.1930)
02) Elpídio Padilha do Amaral (20.10.1930 à 10.11.1933)
03) Aurélio José Vasconcelos ( 10.10.1933 à 23.02.1935)
04) Francisco Santana (Secretário respondendo) (23.02.1935 à 15.08.1936)
05) Major Inocêncio Gomes de Lima (eleito) (15.08.1936 à 15.05.1939)
06) Ernesto Queiroz (nomeado) (15.05.1939 à 25.07.1944)
07) José Estrela de Souza (25.07.1944 à 23.03.1946)
08) Francisco Pereira da Nóbrega Sobrinho (23.03.1946 à 07.12.1946)

09) Jerônimo de Souza Neto (07.12.1946 à 10.08.1947)
10) Felicíssimo de Lima Pires (11.08.1947 à 15.11.1947)
11) Ernesto Queiroz (eleito) (15.11.1947 à 15.11.1951)
12) Joel Inocêncio Lima (eleito) (15.11.1951 à 15.11.1955)
13) Luiz Epaminondas Nogueira de Barros (eleito) (15.11.1955 à 11.12.1957)
14) Adauto Pereira de Souza (vice assumiu) (11.12.1957 à 15.11.1959)
15) Ernesto Queiroz (eleito) (15.11.1959 à 15.11.1963)
16) José Gonçalves Florêncio (eleito) (15.11.1963 à 10.10.1964)
17)Tenente Miguel José da Silva (nomeado) (10.10.1964 à 28.02.1966)
18) João Miro da Silva (nomeado) 28.02.1966 à 31.01.1969)
19) Sílvio Carneiro de Farias Souza (eleito) (31.01.1969 à 31.01.1973)
20) João Miro da Silva (eleito) (31.01.1973 à 31.01.1977) 
21) Luiz Epaminondas Filho (eleito) (31.01.1977 à 31.01.1983)
22) Djalma Bezerra de Souza (eleito) (31.01.1983 à 31.12.1988)
23) Belchior Ferreira Nunes (eleito) (01.01.1989 à 31.01.1992) 
intervenção em dezembro de 1992.
24) Major Vital Novaes
(interventor durante um mês, passou o cargo para Luizito)
25) Luiz Epaminondas Filho ( 01.01.1993 à 22.05.1995)
assumiu o vice Djalma Bezerra
26) Djalma Bezerra de Souza (22.05.1995 à 31.12.1996)
27) Nemias Gonçalves de Lima (01.01.1997 à 31.12.2000.)
28) José Esdras de Freitas Góis (01.01.2001 à 31.12.2004)
29) Nemias Gonçalves de Lima (01.01.2005 à 31.12.2008)
30) Nemias Gonçalves de Lima ( 01.01.2009 à 31.12.2012)
Primeiro prefeito reeleito 

III - COPA RURAL DE CUSTÓDIA/ Fase Final III - COPA RURAL DE CUSTÓDIA/ Fase Final


Em uma partida bem disputada, Logradouro e Peru jogaram um futebol de gente grande, o jogo ficou no 2 x 2. Marcaram para o Logradouro, Marquinhos e Naurivan. Os gols do Peru foram marcados por Fábio e Rauli.

Time do Peru: Boy, , Airton (Fábio), Joelson, Rosinaldo, Diego, Cazinha (Jorge Simão), Rauli, Edvânio, Josinaldo, Luga e Thiago, Diego. Técnico: Nena.

Time do Logradouro se classificou com: Carlão, Francinildo, Leandro, Marquinhos, Hélio (Daniel) , Fábio, Vada (Zé Carlos), Apolônio, Abraão (Fabinho), Naurivan e João Cleber (Josimar). Técnico: Baixinho.

Agora o Logradouro espera para a grande final, o vencedor de Pitombeira X Catolé. O Jogo será realizado no próximo domingo no Estádio: Carneirinho a partir das 13:30 h.

Fonte: J.O. Esportes

[Campanha] Melhor acessibilidade para Custódia-PE

Jamildo Barros, Major Marcelino Carvalho, Vladimir Cavalcanti, Jaime Barros e Edimir Filho.


LIONS CLUBE ARCOVERDE-PE REIVINDICA NA ARCOTRANS ESTACIONAMENTOS PARA IDOSOS, PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS E MOBILIDADES REDUZIDAS NAS PRINCIPAIS RUAS DO CENTRO COMERCIAL DE ARCOVERDE-PE.

Na manhã desta sexta-feira, 10/FEV/12, representantes do Lions Clube Arcoverde-PE, composta pelo presidente do Lions, Dr. Edimir Filho, Jaime Barros e o Major Marcelino Carvalho, estiveram na ARCOTRANS solicitando, através de ofício, a implantação de estacionamentos para idosos e pessoas com deficiências e mobilidade reduzida nas principais ruas do centro comercial de Arcoverde-PE. Tal solicitação está dentro da campanha que vem sendo realizada pelo Lions Clube sobre ACESSIBILIDADE, a qual teve início em 2011 e tem como objetivo sensibilizar e conscientizar as autoridades constituídas, comerciantes e população em geral quanto à questão do cumprimento da lei de acessibilidade em Arcoverde. 

O integrante do Lions Clube, o Major Marcelino Carvalho, fez questão de frisar a dificuldade enfrentada, não só por ele, que é paraplégico, mas pelas demais pessoas que têm mobilidade reduzida, entre estes, os idosos e pessoas com deficiências, as quais são as principais vítimas da falta de estacionamento e falta de respeito com os mesmos. O diretor presidente da ARCOTRANS, Vladimir Cavalcanti, recebeu com grande atenção e explicou o esforço que vem realizando junto a sua equipe para melhorar o trânsito, de uma maneira geral, no município de Arcoverde.

Lions Clube Arcoverde-PE

Luar do Sertão - Festival de Danças


Grupo Luar do Sertão durante Festival de Danças, em Arcoverde, dia 02/12/2011.

Sítio Fazendinha (1978)


Casa da minha tia Adelina no Sítio Fazendinha, não existe mais a mesma nem a escola, somente ao fundo a Igrejinha de São Luiz, onde a Transnordestina(linha do trem) vai passar ao lado. Foto de 1978. (Chico Elizeu)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Inauguração da Rodoviária de Custódia-PE


Texto retirado do folder distribuído na época


Oferecer um melhor atendimento e uma maior comodidade aos milhares de usuários dos transportes coletivos de passageiros do Estado, vem sendo uma das principais metas do programa do Governo de Marco Maciel. E a Secretaria dos Transportes, Energia e Comunicações, através do Departamento de Terminais Rodoviários de Pernambuco – DETERPE– dá prosseguimento a esse programa com a implantação, na cidade de Custódia, de um terminal rodoviário, o que lhe permitirá um melhor controle e disciplinamento no transporte coletivo de passageiros.

O Terminal Rodoviário de Custódia propiciará ao usuário um pronto atendimento às suas necessidades, dentro de modernos padrões de conforto e segurança.

Pela ação fiscalizadora desenvolvida na sua operação, visa o Órgão tornar confiável o transporte de passageiros, fatos de progresso e desenvolvimento regional.


Esse terminal tem capacidade para o escoamento simultâneo de cinco ônibus, tendo assim condições de atender a vinte coletivos por hora, admitindo-se uma permanência de quinze minutos no boxe. Seu projeto levou em conta a futura ampliação que, dada a posição das pelas de uso público, poderá ser feita facilmente mesmo com o terminal em funcionamento.

Possui área de embarque e desembarque com 5 boxes, que abrigam totalmente os ônibus. Seis guichês, para venda de passagens, lanchonete, serviço de som e guarda volumes.


Localizado nas proximidades da BR-232, num terreno de 19.231m², distando do centro urbano aproximadamente 700 metros, proporcionará fácil acesso tanto para os usuários quando para os coletivos que o utilizarão.

O custo final da obra de 860m², foi de Cr$ 16.000.000,00 (Cr$ 18.604,00/m²)

Fonte: Deterpe
(Arquivo Pessoal – Noêmia Burgos)

História da Samambaia


O nome do lugar era Santa Verônica uma santa dos Escravos negros do cativeiro do Tenente Henrique. A fazenda do Tenente era na estrada que liga Caiçara a Samambaia,hoje Fazenda Poço Escuro, que pertenceu a Artur Preto. o curioso é que esta Fazenda também se Chamava Poço da Cruz e foi mudada por do açude de Ibimirim. A antiga igreja desta santa era ladrinhada de Tijolos sem o uso de cimento. Foi encontrada uma telha, pertencente a esta antiga igreja, datada 1822, Segundo testemunhos de vários que a tiveram nas mãos-Dezim Pacífico e Jeremias da Caiçara.

O que vem a provar que os escravos foram os iniciantes na religiosidade local. o primeiro padre foi Manoel Marques Bacalhau, desde 1877. 

Em 1862, o capitão Joaquim do Rego, lavrou uma escritura de 400 braças de terra que foram doadas ao padroeiro São Sebastião. As terras vão das margens do rio Cupiti até o rio Moxotó. Joaquim do Rego foi o primeiro morador de Samambaia. 


A Usina de caroá de José Vasconcelos, empregava mais de 400 pessoas entre arrancadores, os carreiros carreiros com seus jumentos e carros de bois com duas juntas, fabricados de Pau Ferro em Águas Belas e Alagoas. O caroá era arrancado, transportado e pesado, era frequente alguém perder os dedos na desfibradeiras, caso de Paulino e Isabel. As fibras eram colocadas em fardos e transportadas por Tota, nun caminhão Chevolet, para armazéns da Companhia de caroá de Caruaru, Alias o nome Caruaru origina-se deste feito. 

O armazém em Samambaia foi incendiado acidentalmente por João Pareira, que ao acender o fuzil do fogueteiro para fumar um cigarro, deixou cair as faíscas. Nesse dia, Crespe bezerra Lafaiete, o primeiro gerente da usina, estava cansado e foi chamado pelas sirenes da campanhia. Não houver tanto prejuízo porque tinha seguro de carga. Depois de Crespe, a gerência passou para o velho Jesus. Manoel Luis de Campos, da Cacimba de Baixo, foi quem tirou a madeira para a confecção das tesouras da usina.

Depois dos Vasconcelos, o Dr. Aurélio passou a ser dono, tinha até avião que pousava em terras da casa de Pedro Simão acima. Depois de Aurélio, Numeriano comprou a usina e seus filhos, Aristóteles e Clodoaldo ainda hoje conservam até hoje. No tempo de Numeriano o pesador era Dezim Felipe e depois, Abilio Ferreira da Silva irmão de Lidia Ferreira da Silva Avô de Evanilson Administrador do Site. 

O policiamento era o Coronel Salgado, que vinha do Recife de burro com mais ou menos 10 soldados e percorria Samambaia, Ingá e Quintibu, voltando em seguida para o Recife. Maravilha e Custódia nem existiam.

O primeiro encarregado de samambaia foi o Coronel Joaquim Bezerra, o qual obteve a obediência de todos. A primeira professora foi a dona Aurora, de Buique, trazida por Numeriano em, 1930. Mas antes tinha a Dona Zizi e Dona Eliza mulher de Oiô. O primeiro comerciante podia ser dos Balbino. Antigamente se almoçava de 8 horas da manhã. Sendo que a feira de Samambaia era numa quinta-feira, onde se vendia tapioca e rapadura. Os feirantes almoçavam no hotel de Dona Eliza.

Mas antes da existência desse hotel, havia o da Dona Adelaide. Quilidona era a mulher de Zé Izidoro e colocou um hotel onde depois passou a ser de Chico de Abílio. Era costume comer bolo virado que custava, 1 vintém. Que é o equivalente a 20 reais, com café muido com mel, 100 tustões era 1000 réis. 1 tostão era 100 reais e 5 vinténs era, 1 tostão. 1 pataca era 8 Vintém, Uma rapadura era comprada por, 1 tostão; 250 gramas de café era grãos 400 reis 1 kg de açúcar custava 3 tostões em 1928.

10 tostões depois de, 1930 enquanto o café pulava para 10 "tões" para 1200 réis. O que equivalia a um dia de serviço na roça. Ainda em 1942 surgiu o cruzado antigo. Um escravo preto, com bons dentes e boa saúde físicas, era comprado por 1 conto e 500 réis era considerado muito rico. O bisavô de Dezim Pacífico era dono de senzala e o dinheiro era de ouro. Os correios vinham com a mala nas costas com cadeados, provindo de Floresta para o Rio Branco(Arcoverde). Uma carta poderia demorar mais de 30 dias, pois era transportadas de pé.


O cruzeiro de Samambaia era na frente da igreja enterrado e batido no chão, depois passou para as grandes pedras de Manoel Olímpio. hoje em dia fica no pequeno cercado do popular conhecido por "Pai João" pois reside atras do cruzeiro que é conservado ate hoje.

Em samambaia havia corrida de prado, com cavaleiros devida e orgulhosamente fardados, com calças brancas e camisas vermelhas. O enfrentante era Manoel Simão, irmão de Dona Chiquinha da Caiçara, cantora das novenas das festa religiosas. O melhor cavalo de prado era Vila Bela. Esse evento atraia gente de toda região e cidades vizinhas. Bala Seca e Malambec eram os cavalos que Pedro Cicero (Pedro Vaqueiro) cavalgava, trabalhando para Numeriano. Não havia vaquejada e sim muitas pegas de boi no mato.

Que se tornavam festa de boi visto que havia sanfona, cachaça e muito arrasta-pé. Todo vaqueiro tinha um lenço vermelho no pescoço.

Existiu também uma cavalhada comandada por João de Barro e seus 12 pares, segundo a Dona Josefa Luiz de Souza, esposo de Valdemar da Cacimba de Baixo, essa cavalhada acontecia na vila de Samambaia. Severino era rezador, pedreiro e carpinteiro afamado na Caiçara e região. Já na arte de medicina popular e sem formação educacional, tinha Joaquim Canário, fazedor de garrafadas. Cicero Bezerra era delegado particular de Samambaia. E Pedro Simão era o melhor chamador de Quadrilha da região. 

    João Canário era tocava oito baixos ou harmônico. Era de costume procurar Joaquim Canário para aliviar dores de dentes e outros pequenos problemas. Dona Olindina da Conceição era enfermeira e parteira da região de Caiçara e Samambaia. Sitônio lopes de Mendonça médico veterinario leigo e segundo contam, nenhum animla morreu por causa das suas operaçõs, sempre ponteadas com ponteiras de pinhão e agulha de saco. 

   Os melhores artesão da região pertenciam à família do senhor Dezim Pacífico, do Salgado. Esse mesmo senhor completou 90 anos lúcidos em, 13 de julho de 2002. Junto com Jorge Bezerra de Rezende (Jorge felipe de Samambaia) nascido em, 24 de junho de 1919, foram so principais testemunhos desda História de Samambaia.  

    Mais e mais gente de Samambaia e rigião deviam dar mais împôrtancia ao que os mais velhos falam, pois só assim a história regional será mantida para a prosperidade.     

Trabalho elaborado pelo artista plástico PEDRO CEZAR BEZERRA DO NASCIMENTO, cedido gentilmente para o blog CUSTÓDIA TERRA QUERIDA. Para que mais trabalhos desse porte sejam publicados com mais frequencia no blog, pedimos as pessoas que caso usem o texto em algum trabalho escolar ou acadêmico, cite o nome do autor, pois trata-se de um projeto com muito carinho, e de uma riqueza cultural de grande valor para o município. Parabéns PEDRO CEZAR !!!. Valorize  mais um artista da terra.

Link: http://www.matutogravacoespe.webs.com/

Custódia vista áerea em 1970


A foto postada hoje, é com a vista áerea nas proximidades da Unidade Mista Elizabeth Barbosa, nessa época (1970). A avenida Inocêncio Lima e outras ruas não eram calçadas. Logo acima, a estrada para o distrito de Quitimbu. O bairro da Redenção praticamente não existia, exceção as poucas casas na entrada da rua Germano Souza, antigamente chamado de Beco do Iraque.



A fábrica de Doces Tambaú, aparece no canto direito logo abaixo, nessa época, com uma estrutura bem pequena, porém já pioneira no estado.

Transposição do rio São Francisco movimenta economia


Muitos comerciantes estão aproveitando as obras de transposição das águas do rio São Francisco para ampliar os investimentos e ganhar mais dinheiro. Nas cidades do Sertão, o assunto é prosperidade. O mercado imobiliário segue firme, com a economia aquecida com a procura de imóveis e outros segmentos no local.

Matéria exibida na TV ASA BRANCA dia 11 de Fevereiro de 2012.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Abílio José Duarte e a Avenida Inocêncio Lima


Meu avô, Abílio José Duarte (quem abordei em uma pequena Biografia em postagens anteriores), morava na Zona Rural e mudou-se para a cidade. Ele, com a minha avó - Juvina Alves Duarte - e seus filhos, já residiram em diversas casas, de diversas ruas, mas sempre no atual Centro de Custódia. O caso do meu avô com a Avenida Inocêncio Lima começou quando a minha avó queria criar galinhas, porcos e ter um muro para plantar. Para isso, ele teria que se mudar de casa, já que a sua então casa não permitia espaço para isso. 

Na época, a Avenida Inocêncio Lima ainda não era calçada e muitos menos pavimentada: era um verdadeiro "tapete de terra". Mesmo depois de sua morte, em 1972, a Meu avô morou na atual casa de Chico Elizeu até 1940, já morou na Várzea (Avenida João Veríssimo) e ao lado da Igreja Matriz, mas foi lá, na Avenida Inocêncio Lima, na "Artéria Aorta" de Custódia, que o meu avô e toda a sua família se estabeleceram definitivamente. Na casa dele, a qual passei toda a minha infância, atualmente funciona o CREAS, que é de funcionamento da Prefeitura de Custódia.

Texto: Marlos Duarte (neto)

Vasco de Custódia


Em pé: Bada, Marquinhos, Marco Ramalho, Dioclécio da Sucam, desconhecido, desconhecido, Jailson  Simões e Jailson Pequeno;
Agachado: Filho do Moco, Fábio de D. Cleonice, desconhecido, Genildo, Fernando Vitor e Emersinho.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Pizzacustíca



Evento: PIZZACÚSTICA
Data: 11 de fevereiro de 2012.
Horário: 20H
Local: Pizzaria Forno de Ouro, Praça Padre Leão, Centro.

Eis a composição da nossa primeira PIZZACÚSTICA:

Leonardo Alves (voz)
Wivyane Lima (voz e violão)
Arthur Marinho (violão)
Tiago Yones (violão)
+ algumas surpresas

E pra sentir o gostinho dessa pizza, confiram:

IV Baile Municipal de Custódia


Dia 11 de Fevereiro, na Quadra do Colégio Municipal Ernesto Queiroz, acontece o IV BAILE MUNICIPAL DE CUSTÓDIA, com a presença da ORQUESTRA ANOS DOURADOS. Haverá concurso de Fantasias com premiação. Escolha de Rei e Rainha do Baile. Não deixe de participar. Faça sua fantasia e caia na folia.

Bloco das Virgens 2012


No próximo domingo teremos o tradicional BLOCO DAS VIRGENS, ano 9, a partir das 14h com concentração na casa de shows TERREIRO DE CASA e após desfile pelas principais ruas da cidade.

[Vídeos] Carnaval 2012 em Custódia (Prévia)

Foi dado o pontapé inicial ao Carnaval 2012 de Custódia, com desfile organizado pela Casa das Juventudes da cidade. Trajeto da Rodoviária até a Praça Padre Leão. No vídeo, o conceituado Grupo Luar do Sertão.


Filmagem de Raquel Santos da prévia da abertura do Carnaval 2012 em Custódia.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Aniversário 50 anos de Flávia Epaminondas


A Festa em comemoração aos 50 anos de Flávia realizada no dia 21 de janeiro de 2012, aconteceu num Sábado marcado pela explosão de contentamento. Flávia proporcionou a todos uma festa grandiosa, rica nos mínimos detalhes desde o atendimento, bem estar e um ambiente onde todos foram levados a reviver os Anos 80. 

A reprise viva do antigo Casarão fez com que todos pudessem curtir e dançar as músicas da época e reviver momentos até então apenas lembrados. Parece que as lembranças de um a época tornaram-se reais e cada um pode reviver as musicas que marcaram suas vidas, suas histórias. Sejam que, sozinhos ou com seus pares. 

Além do requinte e da qualidade houve uma explosão maior de alegria, de amizade, de felicidade! Flávia na comemoração dos seus Cinquenta Anos, não apenas nos deu a passagem, mas nos colocou numa viagem de volta a nossa adolescência e acredito ainda estamos todos meio que embriagados pela emoção de reviver tudo que revivemos.


Flávia nos proporcionou um grande encontro de Amigos do Ginásio, antigo Pe. Leão. Dos amigos que sentavam na calçada da Igreja a nossa Matriz de São José. Dos Amigos que se divertiam nas noites dançante do Casarão sob o cuidado do dono e nosso amigo Lourival. A época de uma juventude não transviada mais que vivia muito feliz. 

E num caminho de volta registra-se no dia 21/01/12 um resgate, o maior encontro que todos poderiam ter na vida, o encontro com o nosso passado mais fortalecido pelo simples prazer de continuar amigos. 

A felicidade estampada em cada rosto fez de cada sorriso o abraço aconchegado da volta. Tomo a liberdade de falar em nome de todos. Os amigos de ontem que permanecem amigos hoje. Os amigos de hoje que não viveram os anos 80 e que se fizeram presentes. Os Pais dos amigos. Os filhos dos amigos e os novos amigos que Inês vem puxando para o seu Bloco a cada dia da sua vida. 



Todos tornaram essa festa linda! 

Mas, isso tudo, esse encontro de gerações como faz parte da sua história de vida, raça e alegria e desse seu eterno caminhar. E sabemos que você vai seguir assim, exatamente como você é. Digna de tudo. Você passa por essa vida, vivendo. Sua casa é imensa, seu coração é maior ainda é o quintal, é o jardim dessa casa. 

E sabemos que muito mais caberão ainda nessa casa, nesse quintal e nesse jardim que é a sua vida. 

Você é íntegra, é solidária, é companheira, amiga dos amigos. 
Você é intensa e tamanha comemoração não poderia ser diferente. 

Que Deus lhe cuide lhe guarde e proteja em todos os momentos. Sua companhia e alegria vai nos acompanhar sempre. 

Você é amiga, você ama incondicionalmente, você vive! 
E o melhor de tudo é saber que fazemos parte dessa história e dessa festa. 

Parabéns: 

Da sua família, 
Dos seus amigos de ontem, de hoje, de sempre! 

Elba Feitosa. 
Borda da Mata, 29/01/2012. 



Homenagem: Para Cleide Azevedo


Para uma amiga muito especial. 
Em sua curta passagem em nosso mundo. Saudades fraternas!
Homenagem de Aldino Felix para Cleide Azevedo.

Abílio José Duarte - por Marlos Duarte


Por Antônio Marlos Duarte

A história desse homem reflete-se na importância de explorar a memória da família e também da sua cidade, Custódia. Meu avô nasceu no ano de 1888: ano da abolição da escravatura. Percebe-se que o meu avô nasceu algumas décadas antes da emancipação de Custódia como município. Abílio José Duarte nasceu em Cacimba Limpa e foi criado pelo tio José Josino em São João do Leite. Seus pais moravam em Palmeiras dos Índios, no estado de Alagoas, e, por motivos desconhecidos por mim, não criaram meu avô. Vivendo nessa região a sua infância, meu avô foi criado num contexto de bucólico, de fazendas e de sítios. Tendo fazendas para se dedicar a cuidar (visto que seu tio era dono de terras), meu avô sonhava em ser vaqueiro... e foi. Tornou-se o vaqueiro do sítio de seu tio-pai.

Meu avô cresceu e virou o que ele sempre quis na infância: vaqueiro. Num dia, em que corria pelas fazendas que fora criado, Abílio José Duarte corria em alta velocidade com o seu cavalo quando não viu um buraco enorme. Não conseguindo "frear" o cavalo, caiu e ficou, como se diz na nossa linguagem típica, "corcunda". Ele ficou assim até o último dia de sua vida. Com o acidente, deixou de ser vaqueiro para ser outras coisas. Casou-se anos depois com a sua primeira mulher - Enedina Leite - , a qual morreu após uma série de complicações após um parto. Ela deixou filhos, tios meus que já morreram - Joanita, Zezito (Rock Lane), mas outros continuam vivos como Tia Neta e Irene. Passado alguns anos de "viuvez", casou-se novamente. Casou com a jovem Juvina Alves Figueredo, minha avó, a qual permaneceu com o meu avó até o seu último dia de vida. Com ela, teve oito filhos: Gilda, Djanira, Josa, Afonso, João, José, Dorinha e Magaly, esta última minha mãe.

Como Oficial de Justiça, meu avô pregou a Justiça sempre, nunca se subjugando a subornos ou coisas do ramo. Por várias vezes, pessoas que queriam ser privilegiadas em divisões de terras, em heranças, tentavam subornar meu avô querendo "dar um bônus", caso meu avô aumentasse suas posses. Meu avô nunca aceitou a ideia de ser um qualquer corrupto da justiça, sendo reconhecido por todos. Já escutei várias histórias sobre pessoas que hoje são idosas e que, quando jovens, conheceram meu avô e me falaram sobre isso. Sempre escutei histórias sobre Abílio José Duarte como um homem digno, honesto, entendido, inteligente, sábio... incorruptível.

Na Justiça, meu avó já passou por muita coisa como o caso, que sempre escuto com muita frequência, da insistência de Lampião em enfrentar o meu avô. O tio que criou o meu avô gostava muito de Lampião, dando comida e abrigo quando os cangaceiros vinham a Custódia. Meu avô, ao contrário do seu tio-pai, nunca gostou de Lampião e vivia reclamando quando o anti-herói ia se abrigar na casa que fora criado. Lampião soube desse "mal-estar" e passou a afrontar o meu avô, mandando ameaças. Dizem que, quando Lampião chegava em Custódia, meu avô corria. Quando Lampião o ameaçava, ele viajava para outros lugares, inesperadamente. Eu disse que ele era incorruptível, não corajoso com cangaceiros! Enfim, todos os homens têm suas fraquezas... e meu avô não seria diferente! (risos)

Já aposentado, meu avô criava em sua casa um papagaio muito ciumento, que só queria a atenção dele e de mais ninguém da casa. A minha tia ensinava palavrões ao papagaio. Após dias da morte do meu avô, ele também morreu. Eram inseparáveis dentro de casa. Enquanto vivia nessa vida de aposentado, meu avô tinha uma rotina: durante a manhã, caminhava em direção ao Cruzeiro, onde tinha alguns parentes que ia visitar; durante a tarde escrevia muito e, a noite, vivia em casa. Meu avô fez um livro autobiográfico, que se encontra com minha tia, que mora no Estado do Rio de Janeiro. Diversas prosas pequenas meu avô escrevia, todos os dias. Além disso, meu avô era "consultor político". Muitas pessoas iam na casa dele para saber em quem ele iria votar, para votar no mesmo candidato, visto que todos julgavam meu avô "entendido". Quem não gostava desses "conselhos políticos" era a minha avó, que sempre dizia: "Abílio, esse povo só vem na hora do almoço, é? Abílio, deixa de ser besta... esse povo só vem para cá comer!!!" (risos)

Em uma de suas manhãs, foi caminhar e, mais ou menos, de frente onde hoje é a Tambaú (na época era o Posto Texaco) teve o seu destino cruzado com o de uma moça que estava aprendendo a dirigir carro. Inesperadamente, ela atropelou o meu avô, que não resistiu às lesões e faleceu. Era 15 de Dezembro de 1972. Meu avô tinha 84 anos e deixou filhos e a minha avó, que ainda tinha 50 anos na época (hoje, minha avó - Juvina Alves Duarte - tem 89 anos e completará 90 anos no dia 22 de Março). Em 2012, completa-se 40 anos da morte do "Abílio Corcunda", da morte de um homem de caráter incontestável, de índole, de firmeza de ideias, de pensamento e de sonhos. Existe uma rua com o nome "Rua Abílio José Duarte", que fica perto da CIOSAC, na entrada do Bairro Mandacaru.

Foi uma satisfação muito grande compartilhar, mesmo que tão pouco, a história de um homem de ideais. Tenho orgulho de ser neto dele, porque, quando se é adolescente, sempre nós procuramos a quem seguir em pensamento, vendo as histórias de seus heróis. Encontrei, além do meu pai, um outro herói na minha família: uma homem de Justiça e de sabedoria paterna. Encontrei um herói querido por todos na sua vizinhança e na sua cidade. Encontrei um herói paciente e que não guardava mágoas de ninguém. Encontrei a história de um incorruptível, de um cidadão, de um homem real e ideal. Encontrei a história de Abílio José Duarte. 

Publicado no (blogdotoiim.blogspot.com)

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Leônia Simões - Não Adianta Reclamar


Caríssimos,

Estou enviando a música de carnaval que fiz em 2009, em homenagem aos blocos de Recife e Olinda. Pois, além de ser uma apaixonada, incondicional , pela riqueza cultural do nosso Estado e desse imenso Brasil, adoro cantar, exercitar minha criatividade e, sobretudo, trazer alegria prá pessoas.

A gravação foi feita em casa, acompanhada por Plínio Fabrício (meu sobrinho) no violão, que em seguida, colocou num desses programas da internet que passa a ser o próprio estúdio de gravação. O resultado, vocês podem conferir pelo Link abaixo ou pelo facebook. 

Um abraço cheio de confete e serpentinas!!!

Carinhosamente,

Leônia 

http://soundcloud.com/le-nia-sim-es/sets/le-nia-sim-es-n-o-adianta

Cultura Livre nas Feiras: Luar do Sertão


Vídeo produzido a partir de algumas imagens capturadas durante a realização do Projeto Cultura Livre nas Feiras no dia 30 de janeiro de 2011 em Custódia-PE.

Por Raquel Santos

Grande Mercado da Cultura Livre - Por Raquel Santos



Por Raquel Santos
Fotos: Pablo Murilo

Feira é lugar de encontrar pessoas, frutas frescas, roupas, comer pastel, tomar caldo de cana. É também espaço de escutar sons urbanos, de ouvir o vendedor chamando seus clientes para provarem e escolherem seus produtos. Lugar de tudo e todo tipo de gente. Em Custódia, a feira livre é um grande mercado de rua que acontece todas as segundas-feiras onde principalmente a população da zona rural abastece suas casas e resolve pendências em bancos e clínicas médicas. Na última realizada ontem (30), o público pode presenciar uma novidade: o projeto “Cultura Livre nas Feiras”. 

Uma iniciativa da Secretaria de Cultura de Pernambuco através da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) que tem por objetivo valorizar a linguagem dos artistas populares que atuam nas feiras livres de várias cidades do interior. Cerca de cinquenta municípios integram o levantamento que está sendo realizado pelos técnicos da Fundarpe nas quatro macrorregiões do estado – Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata, Agreste e Sertão. 





Em Custódia, quatro atrações proporcionaram a Feira mais cores, tradição, música e alegria. A primeira delas a se apresentar foi à trupe de palhaços Treloso, Trelosinho e Fumaça que no meio dos corredores das barracas animavam e ajudavam os feirantes a venderem suas mercadorias. Em seguida, um cortejo de maracatu convidava as pessoas para conhecerem o grupo “Luar do Sertão”. Outra apresentação com artistas locais foi a de Netinho, um garoto de 16 anos que toca como um mestre a sua sanfona. Para encerrar, o sanfoneiro Eduardo fez alguns tímidos mostrarem movimentos de dança com seu forro pé de serra. Vida longa ao projeto “Cultura Livre nas Feiras”.


 
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