quinta-feira, 8 de março de 2012

Dona Delícia: Um parâmetro de elegância e estilo em nossa cidade.



Nós costumamos prestar homenagens às pessoas que não estão mais em nosso convívio. É meio que paradoxal dizer da admiração, do respeito e do amor que sentimos por elas, se não mais nos escuta e não nos vê fisicamente. As coisas seriam diferentes, se esses sentimentos fossem externados em vida.


Custódia perdeu um símbolo de bom gosto, de personalidade forte e beleza nata. Dona Delícia, mulher extraordinária e autêntica na sua trajetória de vida. Católica praticante e de um grande amor a sua Igreja e ao seu Deus, soube viver sua história com seus altos e baixos. Foi esposa, mãe de 10 filhos, avó e bisavó. Nunca perdeu a classe de mulher elegante. Criou seu próprio estilo em pleno Sertão Nordestino; fez a diferença entre as mulheres da sua contemporaneidade.


Viver 103 anos é uma dádiva da misericórdia Divina. Esse tempo bem vivido nos mostra que Dona Delícia soube viver e para que isso aconteça com cada um de nós é necessário estarmos bem com nós mesmos.


Dona Delícia. Era uma delícia vê-la de chapéu, saltos altos, meias finas e colares enfeitando sua silhueta de mulher bonita.


Saudades,

Lindinalva Pinto Simões de Almeida

Custódia, 25 de outubro de 2009.

Dona Noêmia por Jussara Burgos



Minha mãe nasceu lá no sertão
É uma guerreira destemida
Do trabalho ela não tem medo não
Criou filhos, netos e agregados
Lutou para fazer de cada um deles
Um respeitável cidadão.

Mulher honesta e valorosa
Soube ser boa companheira
Meu pai teve por ela
Verdadeira adoração
Viveram até o Deus quis
Quando ele terminou sua missão
Ela ficou sozinha na luta
Zelando por nós com determinação

Admiro a sua garra
E seu dom de conciliação
Quando os ânimos estão exaltados
Ela tem a palavra certa
Nos mostrando outra direção
Apaziguando a família
Fazendo reinar a união

Mãe bondosa, generosa presença
O mundo cabe dentro do seu coração
Nunca lhe recorri nas minhas necessidades
Para sua resposta ser não
Ela está sempre acolhendo a família
Para ninguém passar precisão

Muitas vezes precisei de alguma coisa
E do meu pensamento ela teve transmissão
Aquilo que eu queria
Chegava em minhas mãos
Mostrando que entre nós existe ligação
Mãe, seu amor é uma linguagem invisível
Que pode ser lida a distância
Nas entrelinhas do coração

Mulher religiosa é grande sua devoção
Se seguíssemos seus conselhos e seus passos
Com certeza seriamos bem melhores
É nossas vidas não haveria atribulação
Para senhora peço minha bênção
Não esqueça de mim e dos meus filhos
Mãezinha, na hora de fazer sua oração

Mulher de palavra e ação
Não deixa de cumprir o que promete
Por tantos bons exemplos
Aceite minha gratidão
Tenha uma certeza, mãe querida
A senhora tem o meu respeito
E minha admiração.

Homenagem da sua filha Jussara Burgos.

Ana, Anita e Mãe Nita.



Era hora do crepúsculo
O manto da noite bordado
Com estrelas cintilantes
Começava a cobrir a terra.
Seis horas Hora do Ângelus
Hora que o Anjo Gabriel
Anunciou a Maria Santíssima
Que Ela seria mãe do Salvador

No terreiro da casa,
Havia um pé de acácia
Ela estava coberta
Com cachos de flores amarelas.
Debaixo da acácia
Mãe Nita rezava o terço
Olhando a lua cheia
Imensa e esplendorosa.
Senti vontade que tempo parasse
E aquele momento,
Durasse para sempre
Realizei este sonho.
Ele ficou gravado na minha memória
É a lembrança mais bonita
Da minha infância.

por Jussara Burgos

Entrevista com Lourdes de Deus


Quando o Blog Custódia Terra Querida iniciou-se em março de 2008, pouco tempo depois, fiz bastantes pesquisas no Google por material sobre a cidade. Dentre uma dessas, encontrei a história da custodiense Lourdes de Deus, artista plástica que saiu ainda muito nova de Custódia com sua família rumo ao sudeste do país. Descobri que ela era esposa do famoso näif Waldomiro de Deus, ele por sinal, é sua maior influência, seus trabalho hoje está ganhando muito destaque nas principais galerias de pintura do Brasil, sem contar o reconhecimento pelo tipo de pintura desenhada por ela ser hoje usada por várias editoras como referência para ilustrar manifestações culturais dos sertões brasileiros.

Durante o mês de março conversei com a senhora Lourdes, os internautas do blog podem a partir de agora saber mais detalhes sobre suas atividades e um pouco sobre sua trajetória familiar e artística. Ela explicou durante a entrevista, como homenageou sua cidade natal, com uma tela que foi influenciada pelo blog Custódia Terra Querida. Esta tela por sinal, faz parte de um calendário anual distribuído no Brasil e no exterior.

Por Paulo Peterson - 15/05/2011 (aniversário de Lourdes)



Biografia publicada em calendário, texto de Oscar D'ambrosio.



Blog Custódia Terra Querida - Lourdes de Deus, você nasceu em Custódia e foi embora muito pequena. Quem são seus pais e qual a família eles pertencem? Existe algum parente por aqui ainda ou todos residem fora?

Lourdes de Deus - Meu pai se chama Vicente Alves da Hora. Minha mãe se chama Adelaide Alves de Freitas. Tenho uma tia que mora em Belo Jardim os outros foram embora. Minha mãe disse que os pais dela eram os índios da serra, família da hora, e família dos Freitas.

BCTQ - Após sua saída de Custódia, onde foi morar? Qual a sua formação?

LD - Fui para São Paulo, onde morei até meus 14 anos, depois que me casei e vim morar em Goiânia. Estudei  somente o Ginásio, ate a oitava serie. Sou artista plástica auto didata. Pesquiso o Folclore brasileiro. Atualmente participo de um grupo de alunos na UFG, onde pesquisam a História do Folclore no BRASIL.

BCTQ - Como conheceu seu esposo Waldomiro de Deus?

LD - Waldomiro me conheceu pela porta da cozinha do meu pai, era muito amigo dele, e como éramos vizinhos, ele não perdeu tempo rs, Me pediu em casamento, na hora não aceitei. Ele viajou para Itália, assim que voltou resolvi aceitar. Estamos casados há 34 anos.

BCTQ - Quantos filhos dessa união? Algum herdou o dom da pintura dos pais?

LD – São seis (06) filhos, são eles: Rebeca, Amomm Hebrom, Edomm Hezrom, Edemm Shalom, Naara Tov e Sara Benaia. O Amomm também é pintor e músico, os outros estudam Direito, Psicologia e Administração de Empresas. Mas só o Amomm herdou a pintura. Tenho três (03) netos, se chamam: Cecília, Jonatas e Gabriel. Todos se relacionam com a arte, sempre nos ajudam com contatos e vendas. Enfim, a arte está neles.

BCTQ - Como surgiu o interesse em fazer homenagem à terra natal?

LD – Sempre busco inspiração naquilo para pintar, meus quadros dentro da realidade em que vivemos. E quando você Paulo Peterson, me falou da festa do Encontro de Custodienses, tive a ideia de pintar alguma coisa para homenagear esta cidade. Já que sou filha da cidade, busco mostrar o que tem o nosso Brasil, lindo com lugares maravilhosos. Sempre pintei o frevo de Olinda, o Galo da Madrugada e assim que vi seu blog Custódia Terra Querida, nossa falei – “Agora me achei na arte popular”. Ela nos dá liberdade de expressar na tela o sentimento da alma e ainda mais sendo pernambucana.

BCTQ - Vc tem alguma lembrança de Custódia?

LD – Não. Mas  sempre minha mãe fala de quando moramos ai, fala dos amigos. Sempre quis conhecer minha terra, sempre pintei as festas baseada em informações de Pernambuco, por ter essas festas populares e a caatinga. Sempre foi minha inspiração.

BCTQ - Explique para os nossos leitores, como suas obras foram parar nesse calendário?
LD - Uma empresa em São Paulo me convidou para participar, pois eles tinham visto minhas obras, e também adquirido algumas. Assim o convite foi feito pela própria diretora da Empresa, e também estava com estas obras na data do convite em uma Exposição no Museu de Goiania.

BCTQ - Qual a repercussão sobre suas obras no momento? Qual obra obter mais destaque?

LD - Esta tendo  uma boa,  eu diria ótima repercussão, pois variam editoras tem procurado os meus trabalhos para serem publicados em livros didáticos. Pôr se tratar de uma pintura que tem uma mensagem, uma historia, um recado para nossas crianças e jovens etc. Essas telas têm sido bastante procuradas. Falam da nossa identidade, como nossas festas populares, o São João que tenho pintado em seus seguimentos na Bahia e em Pernambuco. Agora estou com essa homenagem a Custódia, que saiu no calendário, inclusive vou enviar para as editoras.


Tela feita em  homenagem à Custódia. Nela consta nomes de comércios antigos da Praça Padre Leão e nomes de famílias.



BCTQ - Sua maior influencia na pintura é o seu esposo, o naif Waldomiro de Deus?

LD – Sim, foi depois que me casei com ele e conviver com as tintas e pincéis, visitar exposições que, tomei a liberdade de começar a pintar. Waldomiro me falou “pinta alguma coisa, vou ver se você tem um caminho a seguir”. Então meus primeiros quadros foram feitos em cartolina. Depois fui para a tela, só que pequenas. Comecei a pintar feiras livres, com barracas, meninos jogando bola. Ele viu que eu não ia desperdiçar material. (rs) Me falou para ir em frente. Me ajuda e me incentiva até  hoje. Dizem que estou pintando melhor do que ele. Ele só me diz maravilhas.

BCTQ – Mudando de assunto, como descobriu o blog Custódia Terra Querida?

LD – Descobri quando fiz uma pesquisa no Google, vi um trabalho meu publicado no blog Custódia Terra Querida. Comecei a procurar mais coisas e vi que você estava divulgando Custódia. Fiquei feliz em ver alguém da minha terra, ter esta capacidade de mostrar e falar dos filhos dessa terra querida.

BCTQ - Qual impressão a distância você tem da cidade hoje em dia, depois que passou a conhecê-la um pouco mais por intermédio do blog?

LD – Bem,  depois que vi no BLOG foi uma surpresa, pois as pessoas precisavam mudar, e quem ganhou foi à cultura. O povo teve oportunidade sem precisar sair de sua terra para  se aventurar em lugares que já estavam lotados. O povo agora tem a oportunidade de explorar o que tem de beleza, de riqueza bem debaixo dos olhos. Custódia para mim está uma menina que cresceu, ficou linda, e tem muitas surpresas a mostrar ainda, para qualquer estado, cidades etc.
Site da artista: 

Uma mulher, uma história, um exemplo



Por Lindinalva P. S. de Almeida 

A história de vida de Maria do Socorro Bezerra está ligada para a Igreja, assim como o filho está ligado à mãe. Casada com o Sr. Claudinete Simões Ferreira, mãe de três filhos: Leina Cristina, Anabelle e Pedro José. É avó de Mariane e Júlio Otávio. Socorro é uma mulher especial pela grandeza de espírito, pela honestidade, pelo amor ao próximo e aos animais, bem ainda pela firmeza de caráter. Professora com licenciatura em letras ensinou na rede municipal de 1971 a 1976. 

Paralelo a esse tempo, trabalhou como administradora da Unidade Mista Elizabeth Barbosa por 17 anos. Por um período de um ano e cinco meses, esteve à frente da direção daquela unidade, sendo ainda Secretária de Saúde por dois meses. A contribuição que ela dispensou durante todos esses anos, está registrada nos anais de Custódia. Esse período vivido como profissional da área de saúde, a fez a pessoa mais feliz do mundo. E ela diz: “Doei a maior parte da minha vida, pela saúde do município, e o faria tudo novamente se possível fosse”, conclui. 

Diante de tanta boa vontade não media esforços para realizar outras atividades, por exemplo, Conselheira de vários Conselhos Municipais, membro do Corpo de Jurado da Comarca de Custódia e faz parte até a presente data da Comissão de Contagem de votos nas eleições. 

A coragem junto ao compromisso sempre lhe deu um respaldo de que tudo anda a contento. 

Deus foi generoso com Socorro, dando-lhe uma das mais belas vozes que os nossos ouvidos já escutaram. Deus sabia que lhe dando essa preciosidade, ela saberia usá-la em prol do bem comum. As missas e novenas ficam mais bonitas e emocionantes quando Socorro canta. Seu amor pela Igreja a faz cuidar melhor das coisas que vem de Deus. 

Parabéns Socorro Bezerra!

Maria Vanete - Destaque na Época Negócios


A rede das mulheres esquecidas


Escrevendo cartas, Maria Vanete Almeida criou, a partir do sertão de Pernambuco, um grupo que reúne milhares de trabalhadoras rurais da América Latina e do Caribe

Por Época Negócios

A pernambucana Maria Vanete Almeida, de 65 anos, tem um talento especial para reunir mulheres em torno de uma causa. Fez isso pela primeira vez nos anos 80, como assessora da Federação de Trabalhadores de Pernambuco. Naquele tempo, Vanete - que trabalhou a maior parte de sua vida vendendo bordados ou como secretária numa escola em uma pequena comunidade próxima a Serra Talhada, a 400 quilômetros de Recife - ficava incomodada com a ausência de trabalhadoras na federação. Para reverter esse quadro, resolveu visitá-las em suas casas, numa época em que essas mulheres mal atravessavam o espaço da cozinha. Levava informação, música ou uma história para contar. As trabalhadoras, por sua vez, falavam de suas rotinas e problemas.


Como as reuniões atraíam apenas duas ou três mulheres, Vanete logo encontrou um meio de incentivá-las. Enquanto percorria a pé comunidades rurais da região, usava sua participação como locutora do programa de rádio A Voz do Sertão para divulgar as visitas. "Eu falava o nome das mulheres na rádio e informava que a reunião tinha sido um enorme sucesso", afirma Vanete.



MOBILIZADORA: Vanete em visita à África, em 2007: a fundadora da Rede LAC promove a troca de experiências com trabalhadoras rurais de outros países.


Na década seguinte, ela criou uma rede ainda maior, que ultrapassou as fronteiras do país. Em 1990, quando participava de um encontro entre empresárias, profissionais liberais e lideranças sociais feministas na Argentina, Vanete estranhou o silêncio das mulheres rurais no debate que reunia 3 mil pessoas. Saiu pelos corredores e pelo restaurante do evento pregando cartazes que diziam: "Mulheres rurais e quem trabalha com mulheres rurais: vamos nos reunir", com uma proposta de local para o encontro. Timidamente, foram aparecendo trabalhadoras rurais da Bolívia, do Chile, de Honduras, da Nicarágua. Num lugar improvisado, sentadas em círculo no chão, elas começaram a descrever a realidade da mulher e do trabalho rural em seus países. Mesmo diante do esforço para compreender as diferenças de idioma e sotaque, concordaram em buscar um sonho: iniciar uma rede feminina de troca de experiências e informações que abrangesse todo o continente.

Vanete voltou ao Brasil com depoimentos gravados em fitas cassete, alguns documentos e anotações de histórias de vida. Com a ajuda de amigas que conheciam o idioma espanhol - ela, que estudou até a quinta série, ainda não havia aprendido a língua - conseguiu produzir a ata daquela inesperada reunião na Argentina. Fez cópias usando mimeógrafo e enviou, por correio, para cada colega em seu país. Para sua surpresa, todas responderam. Receber uma carta internacional era algo inédito na realidade daquelas mulheres. A partir da troca de correspondência, elas criaram a Rede de Mulheres Rurais da América Latina e Caribe, ou Rede LAC.

Hoje a Rede LAC é uma organização que representa 25 mil trabalhadoras de 23 países. São mulheres que, sem ter acesso a fax, telefone celular ou correio eletrônico, decidiram se unir para trocar experiências e estimular a capacidade de engajamento e a conquista dos direitos das trabalhadoras rurais em suas regiões. Com uma estrutura de comunicação frágil e poucos recursos, elas já fizeram dois grandes encontros internacionais. Trouxeram 230 mulheres ao Brasil e levaram outras 260 ao México. O próximo destino será o Equador, onde mais de 400 são esperadas. "A rede é uma poderosa plataforma internacional de escuta, articulação e amplificação das vozes das mulheres rurais", diz Neylar Lins, representante da Fundação Avina para o Nordeste do Brasil. Graças ao seu trabalho, Vanete integrou o 1000 Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo, uma indicação coletiva ao prêmio Nobel da Paz de 2005. Foi indicada com outras 51 brasileiras - entre elas Zilda Arns, da Pastoral da Criança, a atriz Zezé Motta e a escritora Ana Maria Machado.

Nos primeiros anos da rede, Vanete usava emprestado o único fax de sua cidade, na loja de um revendedor de móveis, e, quando tinha alguma urgência, o telefone do dono da farmácia. Atualmente a Rede LAC tem uma secretaria própria, em Recife, que organiza as atividades com a ajuda de mais duas pessoas. Existe também uma coordenação internacional, da qual fazem parte membros da Argentina, Bolívia, Brasil, Equador, Peru e Uruguai. O apoio financeiro vem de organizações como Avina, Ação Mundo Solidário, Action Aid, The Global Fund for Women e Coordenadoria Ecumênica de Serviço. O principal recurso, contudo, sai do próprio bolso das participantes, que custeiam boa parte dos deslocamentos pelo continente. "Quando conseguimos apoio para uma passagem internacional, isso significa metade do caminho", diz Vanete. "O trecho entre a casa e o aeroporto mais próximo é, muitas vezes, a parte mais complicada para elas percorrerem." Muitas dessas mulheres jamais tiveram passaporte, roupa apropriada ou sequer uma mala para viajar.

VISIBILIDADE
Trabalhar com base na diversidade cultural e histórica de cada país é uma rotina árdua até para o mais experiente executivo de uma multinacional. Com as mulheres da Rede LAC não foi diferente. Na primeira reunião, que aconteceu em 1996, em Fortaleza, o estranhamento não demorou a aflorar. Já no início do encontro elas se olhavam desconfiadas. O que provaria que todas ali - negras, indígenas, caboclas, brancas ou mestiças, com diferentes costumes, dialetos, roupas e tradições religiosas - eram legítimas trabalhadoras rurais e campesinas? "Foi quando um grupo sugeriu mostrar uma parte do corpo: as mãos. Todas calejadas e com marcas da vida no campo", diz Vanete. A partir daí, os vínculos de confiança e respeito - ingredientes indispensáveis para animar qualquer rede colaborativa - não se romperam mais.

Apesar dos avanços na comunicação, as mulheres da Rede LAC convivem com os desafios de fazer suas mensagens atravessar as enormes distâncias geográficas que as separam e, principalmente, de dar visibilidade a uma temática ainda invisível nas agendas governamentais e no investimento social das empresas. Em 18 anos de trabalho, colecionam importantes conquistas. No Peru, um grupo de participantes organizou, em Tarapoto, a venda de vinhos, doces, geléias e pães que produziam. O sucesso da empreitada estimulou novos grupos femininos a fazer o mesmo em Bellavista, Cacatachi, Juanjui, Saposoa, Cuñumbuqui e San Antonio. Hoje, o que produzem representa a principal renda das mulheres nessa região do Peru. Experiências como essas também aconteceram na Argentina, no Equador, no Uruguai e na Bolívia. Nesses países, as trabalhadoras não somente conquistaram o direito de receber, pela colheita, o mesmo salário pago aos homens como também conseguiram organizar diversas atividades para ter outra fonte de renda.

Há casos em que a invisibilidade que sempre marcou as profissionais do campo cedeu lugar a trajetórias públicas. No Equador, Luz Maclovia Haro Guanga disputou uma vaga para a Assembléia Nacional Constituinte e, atualmente, integra um grupo parlamentar que elabora propostas sobre a visão de gênero na nova Constituição equatoriana. Na Bolívia, Silvia Lazarte Flores, uma indígena de 44 anos, é presidente da Assembléia Constituinte. Em diversos momentos, a Rede LAC também ajuda a romper barreiras em temas delicados. "Eu tinha medo de falar do meu povo, os Shipibos", diz Hilda Amasifuén, uma peruana de 41 anos. "Convivemos com muita violência familiar, somos discriminadas e reprimidas. Mas percebi que isso acontece em vários países." O contato com outras mulheres ajudou Hilda a superar sua timidez. Como coordenadora da Organização Regional de Desenvolvimento de Mulheres Indígenas, no Peru, ela comanda um programa de rádio em que tenta despertar a autovalorização das indígenas.

"No início, essas mulheres eram quase mudas, mal diziam o próprio nome", diz Vanete. "A única referência que tinham eram suas comunidades. Hoje, conhecem o continente." No Brasil, a articulação da Rede LAC ajudou a dar um caráter internacional à Marcha das Margaridas, o maior evento de mulheres rurais do país. Em 2003, a mobilização - que levou cerca de 30 mil mulheres do campo a marcharem em Brasília por direitos trabalhistas, contra a violência e pela segurança alimentar - teve pela primeira vez a participação de lideranças rurais do México, da Argentina e do Uruguai. Em 2007, a presença de mulheres estrangeiras praticamente dobrou, ampliando a visibilidade e repercussão da marcha no resto do continente.

Em maio deste ano, Vanete e suas colegas da Rede LAC comemoraram mais uma conquista. Em parceria com a Fundação Avina e o Museu da Pessoa, elas lançaram o livro Uma História muito Linda - Perpetuando a Rede LAC. A publicação, editada em espanhol e português, traz o relato de 22 lideranças da Argentina, Brasil, Costa Rica, Equador, Nicarágua, Peru e Uruguai. Algumas das entrevistas que compõem o livro foram conduzidas pelas próprias mulheres rurais. "Eu nunca tinha contado essa história nem dentro da minha família", diz Verônica Andréa Gómez Prestes, do Uruguai. Assim como a peruana Hilda, Verônica pisou pela primeira vez no Brasil somente para participar da noite de autógrafos do livro. Depois da festa, as duas voltaram para casa. Vanete seguiu para a Itália e já tinha passagem marcada para o Uruguai. "Preciso buscar recursos para realizar mais um encontro", disse. Antes de iniciar cada viagem, Vanete precisa percorrer dez horas de ônibus entre sua casa, em Serra Talhada, e o aeroporto internacional de Recife. Uma rotina que faz questão de manter. "Não posso perder o contato com a minha casa", diz. "É pelo campo que me conecto com o resto do mundo."


QUEM É VANETE ALMEIDA

IDADE>>> 65 anos Nasceu em Custódia, Pernambuco
VIVE EM>>> Santa Cruz da Baixa Verde, no mesmo estado
FAMÍLIA>>> Tem dois filhos adotados, Leonardo e Adenilda, e um neto, João Mateus
FORMAÇÃO>>> Concluiu a 5ª série
PROJETO>>> A Rede de Mulheres Rurais da América Latina e Caribe, criada por ela em 1990, hoje conta com 25 mil integrantes de 23 países
RECONHECIMENTO>>>Vanete integrou o 1000 Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo, indicação coletiva ao prêmio Nobel da Paz de 2005
POR QUE ESCOLHEU TRABALHAR COM MULHERES RURAIS>>> "Elas são invisíveis, isoladas e dificilmente contempladas por políticas públicas".

LINK MATÉRIA: ÉPOCA NEGÓCIOS


Maria Vanete - "Guerreira da Paz"



O trabalho pioneiro que a pernambucana Vanete Almeida desenvolve há mais de 30 anos nos movimentos de trabalhadores rurais, e no Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais no Sertão Central de Pernambuco, é reconhecido mundialmente. A prova é que a ativista ganhou o Prêmio Cláudia, em 2002, e foi selecionada para concorrer coletivamente com mil mulheres de 154 países ao Prêmio Nobel da Paz, em 2005.


A história da pernambucana que nasceu há 63 anos no sítio Cachoeira, no município de Custódia, pode ser conferida no livro Brasileiras Guerreiras da Paz, que tráz a biografia das 52 mulheres do País indicadas ao prêmio Nobel. Publicado pela Editora Contexto, com coordenação de Clara Charf, textos de Carla Rodrigues, Fernanda Pompeu e Patrícia Negrão, a obra foi lançada no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo.

Vanete começou a atuar nos sindicatos dos trabalhadores rurais do Sertão Central na década de 80. Ao notar que não existia a participação feminina, ela partiu para a mobilização das mulheres do campo. “Aos poucos, elas começaram a aparecer em reuniões, duas, três, mas não falavam, tinha medo“, diz ela.

Da primeira reunião em dezembro de 1982, em Serra Talhada, realizada com mais de 10 mulheres, o movimento das trabalhadoras rurais se expandiu para as cidades vizinhas, para o Nordeste e para América Latina. Hoje o movimento liderado por Vanete, que também coordena a Rede de Mulheres Rurais da Amérca Latina e Caribe, articulando 25 países, reune mais de 100 grupos, com cerca de 400 mulheres, de 12 municípios pernambucanos.

Elas estão à frente de sindicatos, coordenam encontros e têm consciência e reivindicam direitos trabalhistas, saúde, educação, respeito ao corpo e conservação ambiental. “Nesses anos, sofri muito por ver um povo tão trabalhador muitas vezes não ter o que comer. Mas me alegro com o progresso das trabalhadoras rurais“, conclui Vanete.

Matéria originalmente publicada no Jornal de Serra, em maio de 2006, na página 15.

Sevy Gomes de Oliveira - Mulheres que mudaram a história de Pernambuco


Natural do Município de Custódia – Sertão do Moxotó, ali vivi uma infância de muito espaço, muitos folguedos, contato com a natureza e aconchego familiar. Conclui o curso primário aos 11 anos no Grupo Escolar General Joaquim Inácio. No Colégio Santa Dorotéia, em Pesqueira, as irmãs, abnegadas e competentes, souberam lidar com as inquietações e as fantasias de normalistas adolescentes, tornando-se cidadãs profissionais.

Volto à minha terra como profissional titular, e, aos 17 anos, fui designada para uma escola multisseriada em Samambaia – zona rural do Município. A inexperiência, as limitações do material didático, a falta de energia elétrica e transporte motorizado só nos finais de semana, num primeiro impulso, me fizeram pensar em renunciar.

O exemplo de bravura e a persistência das crianças vindas de sítios e de fazendas, a pé ou a cavalo, sob o sol forte ou sob chuvas, o seu afeto e carinho me sensibilizaram, e assumi a escola e as atividades da comunidade durante cinco anos.

Essa experiência, que me legou uma bagagem pedagógica e de vida, me fez administrar sem dificuldades o Grupo Escola João Guilherme, em Tacaimbó, no Agreste, e passar com destaque no Concurso de Supervisor Escolar de Professores Leigos, promovido pela Secretária de Educação, em Recife. Tal supervisão se desenvolveu dentro de um programa com excelentes resultados nas escolas municipais do Interior e da Região Metropolitana, que lamentavelmente foi suspenso com o afastamento do governador Miguel Arraes.


Lotada na Divisão de Contabilidade da Secretaria de Educação, participei do curso intensivo Orçamento e Administração Financeira, da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. A programação de visitas e passeis da disciplina Relações Pública me fez comprovar ser o Rio de Janeiro a Cidade Maravilhosa, que não se repete, pela exuberância de sua natureza, pela construção do homem e pela sua vocação turística.

De volta a Recife, prestei vestibular para o Curso de Pedagogia, com especialização em Supervisão Escolar, na Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. Professora atuei em turmas com perfis sociais, econômicas e emocionais diferentes: alunos da zona rural e do Recife – Nova Descoberta, Colégio Israelita (particular) e Juizado de Menores. Foram vivências que exigiram uma dinâmica pedagógica diferenciada para lidar com um universo de atendimento tão distinto, ainda que criança.

Como técnica em assuntos educacionais, o tempo maior de serviço público, foi voltado para o Ensino Supletivo. Coordenei a equipe de Educação e Promoção Profissional do Adulto – DEPPA, sob a direção do Professor Josias de Albuquerque.

Com o advento da Lei de Diretrizes e Bases n° 1.692, de 11 de agosto de 1972. O Ministério de Educação e Cultura- MEC, cria o Departamento de Ensino Supletivo – DSU Nacional e nos Estados.

Com a reforma da estrutura técnica e administrativa da Secretária de Educação e Cultura – SEC, em 1974, durante gestão de dois secretários – Coronel Costa Cavalcanti e Dr. José Jorge, assumi a Divisão de Ensino Supletivo – DSU.



Com essa função, participei dos encontros de diretores dos DSU´s, em Brasilia, congressos dos Secretários de Educação, em diferentes Estados, e reuniões técnicas com representantes de outros países, patrocinada pela OEA, OIT e Ministério do Governo Brasileiro. Em todos esses eventos, a pauta social incluía jantares, passeios e festas de congratulações que estreitavam círculo de relações pessoais e profissionais.

Com a pretensão de ampliar experiências, submeti-me ao concurso interno da SUDENE/MINTER. Selecionada, integrei a equipe da Divisão de Treinamento do Departamento de Recursos Humanos, assessorando as Secretarias do Trabalho nos Estados do Nordeste, com visitas mensais.

Para essa atuação, participei do curso de Pós-Graduação em Planejamento e Desenvolvimento de Recursos Humanos, por meio de convênio celebrado entre a SUDENE e a Universidade Federal de Minas Gerais. Foi uma experiência de universidade aberta, com um curso a distância e em serviço, com avaliações prévias e posteriores para cada módulo de ensino, em Belo Horizonte, durante 18 meses.



Essas atividades de trabalho e de estudo foram entremeadas por viagens de férias em excursão a cidade brasileiras e passeios aos países da América do Sul e da Europa.

Revivi, com festas comemorativas, à altura das datas, as bodas de 50 e 60 anos dos meus pais, com a presença de quatro gerações, casamentos e conclusão de curso dos familiares.

Com a aposentadoria, voltam as imagens da “pátria da infância” – Custódia. Edito o primeiro livro autobiográfico, Caminhos do Afeto, com recursos próprios e lançamento em Brasília, Recife e Custódia, onde a renda foi revertida para a restauração da Matriz de São José, um belo templo construído pelo Padre Pedro Leão Verzeri, italiano, no ano de 1934.

Participei de reuniões do Centro de Estudo da História Municipal – CEHM, em Recife, organismo integrante da Agência CONDEPE/FIDEM, e centrada na afirmativa do poeta acadêmico Cyl Galindo de que “Um povo sem história é um povo se identidade… ”e de que o Brasil precisa coletar o registro histórico dos municípios e do seu povo”, decidi historiar o meu município.

O livro Custódia Relicário do Sertão tem a justificativa de homenagear os 80 anos de emancipação política do Município, divulgar de modo singular e específico a história e a força dessa gente sertaneja, despertar o senso de preservação nos jovens da sua própria história e propiciar o acervo particulares público de escolar, bibliotecas e instituições.

Do Sertão ao Litoral, passando pelo Agreste e pela Zona da Mata, vivenciei experiências com grupos diferenciados social e economicamente, cujo linguajar, costumes e anseios caracterizaram o regionalismo do meu Estado. Esses caminhos são minha história, onde fui me deixando e me construindo como individuo, como um ser coletivo e como profissional.

Texto extraído especialmente do livro “MULHERES que mudaram a história de Pernambuco” – IV Volume – Carlos Cavalcante.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Igreja Matriz de São José - março 2012


Igreja Matriz se prepara para os festejos do padroeiro São José. O programação tem inicio no próximo dia 09. Breve mais detalhes.

Igreja Matriz de São José - março 2012


Igreja Matriz se prepara para os festejos do padroeiro São José. O programação tem inicio no próximo dia 09. Breve mais detalhes.

Almir Mello - Blog Custódia mata saudade


Olá Paulo e Blog Custódia Terra Querida.

Todas as vezes que a saudade da minha linda e querida CUSTÓDIA surge, não tenho dúvidas...Entro no blog de Custódia e fico maravilhado com as novidades que não param de acontecer. E é você amigo o responsável por nos manter informado com os mais belos e serenos acontecimentos. Custódia está acontecendo e merece chegar no mais alto dos pedestais, pois o nosso povo é belo, guerreiro e trabalhador, e você Paulo, que não deixa nada passar em branco e despercebido, vai logo colocando na telinha tudo de bom que acontece. Sou teu fã meu brother e não me canso de falar.

Breve enviarei mais noticias sobre meus projetos e turnês pelo Brasil.
Abraço

Almir Mello

terça-feira, 6 de março de 2012

A uma certa rua de Custódia - Por Miguel Pedrosa



Por Miguel Pedrosa

Eu sei que tive um sonho, mas não me lembro de quando. Também não sei de que tempo era esse sonho, pois os sonhos não tem tempo. Sonhos são apenas sonhos. Uma experiência que insiste em aparecer na tela de minha consciência com uma força tão grande, como algo gritando, dizendo: não me esqueça, não me esqueça, eu também quero ser lembrado. E esse “eu também”, foi a chave, pois que as coisas desse sonho estavam relacionadas dentro de um contexto maior, ou seja, dentro de um outro sonho.

Então acessei os arquivos do sonho maior, e lá dentro, num cantinho da psique reservado às memórias ditas traumáticas, encontrei o meu sonho menor. Menor apenas pela ausência de importância que se dá as coisas que mexem com as nossas zonas de conforto. Pois fiquei chocado pela grandeza do seu miserável cenário. Principalmente por reconhecer o quanto este sonho tinha sido real e que, a mim que estava lá dentro, criança sem entender muita coisa, me diziam: não, não passe por ali. Você não pode passar por ali. É muito perigoso! Multidões de mosquitos esvoaçavam procurando o alimento purulento e farto naqueles olhos inchados. Eram olhos de seres humanos, principalmente de crianças. Crianças sujas e seminuas dividindo os espaços com porcos, galinhas e cabritos.

Também adultos de rostos sofridos, e entre eles mulheres grávidas de andar cambaleantes e fortes sinais de desnutrição na pele ressequida. O mundo deles era separado da outra parte do contexto, daquele mundo colorido onde a fartura e a alegria se mostravam em cada expressão de seus habitantes cheirosos e saudáveis. Das frestas do limiar entre aqueles dois mundos, uma cerca verde de avelóz encarregada de manter isolada aquela casta de infelizes, eu ainda não sabia que estava diante de uma das mais antigas situações que sempre fustigara os humanos desde sua aparição no planeta. Hoje eu sei que este sonho foi real e que ele estava dentro de um tempo também real. Que os olhinhos inchados e purulentos eram reais e de crianças reais e que toda aquela comunidade de homens e mulheres de ares sofridos existiram dentro de um cenário verdadeiro.

As nuvens de mosquitos que esvoaçavam dentro do cenário eram os responsáveis pela manutenção dos inchaços oculares, manifestação de um mal cíclico, mas que ali se tornara permanente, popularmente designado como “dordói” e que a medicina chama de conjuntivite, uma inflamação da membrana que recobre a parte externa do globo ocular e a parte interna da pálpebra. A falta de higiene em face das precárias condições gerais fazia com que os mosquitos encontrassem o sustento de sua sobrevida, ao mesmo tempo em que transportavam os vírus e as bactérias na colheita da rica safra patogênica.    

Eu sei que tive um sonho e agora me lembro de que o sonho era real. E por ser real estivera contido dentro dos parâmetros de tempo, espaço e sub-espaço: um tempo real do ano de 1950, contando os eventos históricos no espaço de uma cidade de nome Custódia no estado de Pernambuco, pertencente a um país rico e belo chamado Brasil. E o cenário de minha dantesca experiência, o *sub-espaço do meu sonho real chamava-se rua da **remela.

*Sub-espaço: figura de retórica usada para destacar a situação humilhante daquela área da cidade naquela década. ( observação do autor )          
                                                                                                                                             **REMELA s.f. Secreção viscosa, às vezes purulenta, que escorre das pálpebras; lipitude.
©Enciclopédia e Dicionário Koogan-Houaiss Digital 

Verso ao povo de Custódia - por Fernando Alves




....CUSTÓDIA TERRA QUERIDA... 
BERÇO DE MUITOS TALENTOS, MÚSICOS CANTORES ARTISTAS ATORES...

POETAS E TRADUTORES POLÍTICOS DE ALTA ESTIMA... 
TERRA DE MULHERES VAIDOSAS E FEMININAS.

TERRA DE HOMENS VALENTES, GENTE FINA COMO A GENTE, 
TERRAS DE GRANDES DESBRAVADORES DE OUTRAS TERRAS QUERIDAS... 

QUE CONQUISTADAS POR NOSSOS FILHOS GENTIS, SONHAM COM UM RETORNO DELEITO...

CONHECENDO CUSTODIA NÃO JEITO... 
POIS ÁGUA AQUI BEBIDA, JAMAIS PODERÁ SER ESQUECIDA... 
CUSTÓDIA BERÇO DE TODOS... 
ACIMA DE TUDO NOSSA TERRA QUERIA...

 Fernando Alves.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Logradouro - Campeão da Copa Rural 2011


Em partida realizada no Estádio Carneirinho, a equipe do LOGRADOURO, venceu por 4x3 a equipe da PITOMBEIRA, sagrando-se campeão da COPA RURAL 2011, torneio organizado pela J.O. Esportes. Antes da partida, a equipe vencedora, prestou homenagem ao sr. Eleno do Sitio Logradouro, falecido este ano, desportista que jogou futebol até os 80 anos de idade. 

Fonte: J.O. Esportes

 
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