terça-feira, 21 de junho de 2011

Os Dudas de Custódia


1 - "Sêo" Duda do Banheiro: Se não me engano era pai de Seu Lunga e do Ovídio (?) primeiro custodiense a ingressar na Marinha do Brasil. Este era funcionário da prefeitura e tomava conta do Banheiro. Daí seu nome. Vendia latas d'agua mediante uma ficha e banhos. Ainda "vejo" as pessoas que moravam do outro lado da cidade atravessarem todo o "Quadro" (Praça Padre Leão,) em direção ao banheiro, com uma toalha enrolada ao pescoço. Grande parte dos descendentes do Seu Duda do Banheiro moram em Feira de Santana, aqui na Bahia.



2 - O outro Duda, morava naquele casarão perto das "gramas". Tinha um imenso tamarineiro na porta da casa. Este Duda tinha um parque de diversões (carrossel e canoas) era pai de Adamastor, de Lia (Locutora da Rádio Difusora Duas Americas) e de Téa (Sonoplasta da mesma "rádio"). Sôbre este Duda, conta-se que ele vinha procedente do campo de aviação para a cidade numa bicicleta descendo a ladeira do cemitério no sentido da bomba. Quando passava embalado exatamente defronte ao cemitério, vendo que tinha que pedalar para subir a parte da ladeira já em direção à bomba, teria dito: "SE O CÃO EXISTE, QUE SAIA DAÍ DE DENTRO E ME EMPURRE ATÉ SUBIR O TOPO".
Rapaz, seu Duda montado nesta bicicleta, subiu o topo sem dar uma pedalada, desceu pra bomba, passou no posto fiscal com mais de 100. Dobrou a curva do Café da Hora, entrou na Praça, passou em frente à Farmácia Pereira, que todos saíram para ver o que era aquilo. Subiu até a igreja, fez a curva em direção ao Beco de Valentim, tentou descer o beco, errou o ângulo da curva estatelando-se na esquina da Farmácia de Otacílio Pires, lado oposto à casa do Valentim.

Quem estava na Praça, nunca tinha visto tamanha velocidade numa bicicleta. Deste dia em diante Seu Duda começou a escarrar com raios de sangue, não tendo saúde jamais. Ele contou a Tuta de Dona Manoca, locutor da difusora, que dissera aquela frase, daí perdeu todo o controle da bicicleta. Inclusive "gastou" todo o solado de pneu da alpercata, tentando parar a bicha.

Coisas da nossa terra.

Abração.
Fernando Florêncio

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Lourdes de Deus - 2ª Noite Cultural


Convite da 2º Noite Cultural, realizada na FÊMINA DAY CLINIC em Goiania-GO. Evento idealizado para incentivar projetos culturais da cidade.




A custodiense LOURDES DE DEUS participou com sua tela FESTIVIDADE  BRASILEIRA.

Hotel e restaurante Macambira na ROTA 232



O Hotel e Restaurante Macambira, localizado na cidade de Custódia-PE, a 334 km do Recife, está fazendo parte do Guia Sabores Rota 232, idealizado pelo Jornal Folha de Pernambuco com apoio da Empetur e Secretaria de Turismo. Este guia foi criado com objetivo de orientar os visitantes que passam pela BR 232, sobre paradas para alimentação e conveniência. Para isso, 52 estabelecimentos às margens da BR foram selecionados. 

Comandado por Iuri e Rebeca Gonçalves, o Macambira oferece uma equipe de cozinheiros treinados para preparar uma diversidade de pratos regionais, que agrada todos os gostos, utilizando produtos Tambaú em suas receitas. Além de serem usados no preparo dos pratos os produtos Tambaú são vendidos na loja de conveniência, que dispõem de toda linha de Doces, Catchups, Molhos Atomatados e Condimentados.

O Macambira oferece

Dois salões climatizados dão uma pausa no calorão típico do Sertão. No self-service, opções para café da manhã, almoço e jantar, café coado e expresso, refrigerador com queijo coalho artesanal e um minimercado expondo biscoitos, sorvete, picolé, chocolates e salgadinhos formam uma espécie de complexo comercial. Itens regionais são os astros do cardápio. Tem de um tudo: inhame, cuscuz, macaxeira, batata-doce, cuscuz no leite de coco, tapioca, pães e bolos de fabricação própria. No almoço, 16 variedades de carne são feitas na brasa, além de lista de sanduíches. (Fonte: Guia Sabores Rota 232).

Equipe

A equipe do jornal Folha de Pernambuco percorreu da Zona da Mata, Agreste até o Sertão, começando pela cidade de Moreno até Parnamirim, descobrindo as peculiaridades do cardápio de cada local. Formada por Vanessa Lins (Edição e textos), Igo Bione (Fotografias), Kléber Monteiro e Joalin da Balão Comunicação (Planejamento gráfico e diagramação), a equipe dá as melhores dicas para os viajante tomarem café da manhã, almoçar e jantar.



domingo, 19 de junho de 2011

Publicitário amigo: "agora eu sou médico!"

                                                 Cristiano Jerônimo e Ariano Suassuna
no III Festival de Literatura de Garanhuns 

No momento em que “caía” o diploma de Jornalismo, via um favor do Supremo Tribunal Federal (8×1 votos), pensava em qual o tema eu escreveria para o Blog de Custódia, no Sertão do Moxotó de Pernambuco, a 342 km do Recife. Sem lembrar destes absurdos da lei – porque Lei que é Lei não é revogada, mas aperfeiçoada, discutida e debatida com todos os segmentos da sociedade – pensei em escrever aos mais jovens sobre uma carreira de sucesso, objetivo ao qual devemos perseguir a vida inteira.

Ligo o som do carro na JC/CBN Recife, uma rádio que só toca notícias 24 horas por dia, no Recife. Ouço os comunicadores, que afirmam não serem formados em Jornalismo, comentarem a notícia do “fim do diploma” e emitir as mais variadas opiniões. Eu já ia dizer aos mais jovens de Custódia, sobretudo aos rapazes, que não ficassem apenas no curso de graduação; que fossem mais além nas especializações e começassem a estagiar na suas áreas o mais cedo possível. O período ideal de estágio contínuo para jornalismo, por exemplo, é de dois anos. O curso tem uma duração de oito semestres, quatro anos.

O que os donos de rádio e televisão do Sudeste, que estão pro trás desta ação, não sabem é que ninguém pode dar talento e paixão para fazer o que não for do seu feitio. Ora, ninguém faz um Ronaldo Fenômeno, um Adriano Imperador, um Zico ou um Pelé por indicação, a não ser Deus através da própria pessoa, com seu conhecimento e seu relacionamento. Sim, porque hoje eu sei o quanto é mais importante se relacionar do que saber ou conhecer na área profissional. 

Jornalista também é assim: não se faz da noite para o dia, além do mercado jornalístico pernambucano ser pouco tolerante com falhas, devido ao seu alto grau de qualidade e sua referência nacional, que é de destaque no Nordeste. Eu aproveito para abrir também os olhos dos mais velhos.O fato é que, num país que precisa incluir e regulamentar uma série de profissões, as autoridades judiciárias máximas do Brasil desregulamentaram a profissão de jornalismo, sem nenhuma lei substitutiva para a que foi extinta. 

Faz medo, daqui a pouco, com todo respeito e reconhecimento aos profissionais que vou citar, protético virar dentista; curandeiro ser médico; despachante fazes as vezes de advogado; um negócio assim. Que faz, faz. Mas a qualidade é indiscutível, entre um profissional que cursou oito períodos de jornalismo, passou por uma banca ao final do bacharelado, estagiou e tem que passar no rígido crivo do mercado jornalístico, e o que se autodenominar jornalista a partir de agora. 

Hoje pela manhã um amigo gaiato disse a mim que agora, com a novidade, era jornalista. De imediato, um publicitário amigo sobressaiu-se: “e eu sou médico!”.Gente, paciência, dizer que qualquer um pode ser jornalista porque todo mundo tem direito à liberdade de expressão. Todo mundo tem direito de propagar a idéia que quiser, mas não significa poder ser professor.

Qualquer um tem o direito de cuidar da saúde, mas não de exercer a medicina. Cuidar da própria opinião é uma coisa. Cuidar da opinião do coletivo social é uma tarefa muito árdua, séria, isenta, científica, tênue, delicada. Confundir a liberdade de expressão com a permissividade do mercado jornalístico em contratar qualquer um que queira dizer qualquer coisa que quiser é um absurdo equívoco. 

Nos jornais e revistas já existem colunas, artigos, cartas e um trabalho de isenção e profissionalismo que reporta bem próximo do que o povo quer. Têm espaços abertos para quem não é jornalista.Ontem, assisti a três bancas examinadoras de projetos experimentais impressos de conclusão do curso de jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). 

Fiquei com pena dos avaliados (futuros jornalistas) antes de começar, por conta dos julgadores. Não porque eram carrascos. Muito pelo contrário. Eram três dóceis pessoas, porém exigentes profissionais de jornalismo impresso: Paula Losada, editora de Primeira Página (capa) do Diario de Pernambuco e assessora de Imprensa da Unicap; Diana Moura Barbosa, atual editora assistente do Caderno C (Jornal do Commercio), foi assessora de Imprensa de Ariano Suassuna; e Álvaro Filho, ex-editor de Esportes da Folha de Pernambuco e professor de redação da Unicap, com mestrado em Londres. 

A gente vê que no oitavo período, muitas vezes, o profissional ainda não está lapidado. Mas a gente vê quem tem jeito para a coisa, até porque a lapidação é eterna, diária. Um jornalista é fundamentalmente a união do processo teórico-prático laboratorial da universidade acrescida do período de estágio e evolução profissional. A nossa classe precisa criar o nosso Conselho Nacional de Jornalismo e levar a discussão para a sociedade. Os ministros que me perdoem, mas a sociedade precisa de uma Imprensa livre e atuante, com profissionalismo e formação acadêmica.

Cristiano Jerônimo
Jornalista e poeta, coordenador do Movimento Litera PE
Secretário de Comunicação Social de Camaragibe
Blog: http://www.cristianojeronimo.blogspot.com/

Pintura "Feira Sertaneja" de Custódia



SALES vê a importância que Custódia oferece para temas belíssimos; a tradicional “feira livre” é um deles. Neste trabalho, SALES nos dá condição de uma narrativa sobre os figurativos, a expressão de cada um, exemplo: “A senhora e o garoto” no primeiro PLANO; “A bela mulher” ao CENTRO. A iluminação forte sobre o Primeiro plano, dá uma boa visibilidade ao cenário.

Relato – Lya Alves,Curadoria da MUNDIART – Exposição Internacional da Arte Contemporânea
O notável pernambucano.

É por meio da arte que o ser humano expressa sua alma. Com tintas e pincéis, o pintor Edmar Sales já concebeu diversas telas hoje espalhadas mundo afora.

A maior parte das obras de Edmar se caracteriza pelo impressionismo, estilo de pintura que nasceu no Brasil: Em 1850 Monet era um passageiro num navio ancorado na Baía da Guanabara, extasiado pela intensidade da luz e do reflexo das casas, das montanhas e das florestas nas águas calmas da baía. A luz naquele local teve um impacto marcante sobre ele, e assim conhecemos o impressionismo.

Talvez os ventos tenham soprado tão fortemente naqueles dias que tenha chegado até Pernambuco o mesmo impacto. Mas como toda brasa que ao vento vira chama, vimos o impressionismo se apagar, sem, contudo, desaparecer. Edmar é o vento soprando sobre a brasa novamente.

Edmar, este notável impressionista de Pernambuco transmite a intensidade da alma brasileira nas suas cores que fluem torrencialmente, mas de forma refinada. Sua fonte de pinceladas e seu jardim cromático desperta nossa sensibilidade para seus tons vibrantes e pinceladas soltas.

Sua pintura carregada de sutilezas revela o prazer pelo pintar, demonstrando ao mesmo tempo sua necessidade de não desfigurar o colorido da natureza. Esta vida pulsante de trabalho cria uma estrutura de composição poética, que Edmar tem a sensibilidade de apreender e de registrar nos seus quadros com extrema acuidade. A graciosidade das pinceladas, a intensidade das cores e a sensibilidade do artista, forma um conjunto que emociona quem contempla suas obras.

Lya Alves
Curadora da MundiArt
Criadora e fundadora da Intercâmbio Cultural Arts
Representante da Agenzia de Arte (Portugal)
Representante da Evolucionarts (México-Espanha)

Site Oficial : Atelier Sales

sábado, 18 de junho de 2011

Cartaz dos 50 anos do CLRC


Em 2008 o Centro Lítero Recreativo de Custódia completou 50 anos, a diretoria do clube na época revitalizou a fachada em comemoração a expressiva data.

Chiquinho de Elizeu e dona Lia


Francisco Moura Leite (Chiquinho de Elizeu) e Maria do Carmo Lima Leite (Dona Lia)

Chiquinho de Elizeu (*30/05/1918 – †18/11/1979) nasceu no Sítio Fazendinha, município de Custódia-PE, filho de Elizeu de Moura Leite (*05/05/1882 – †20/01/1963) e de Maria Eugênia do Amaral (* ? – †13/04/1941).

Trabalhou na Prefeitura Municipal de Custódia, como fiscal, durante vários anos, e nos Correios e Telégrafos até se aposentar, sendo seus colegas de trabalho na época, Sr. Fontino (Pai de Dr. Humberto e Antônio (Totonho) Medeiros), Sr. Manoel Moura (Pai de Tonho Moura da Prefeitura), Srª. Neide Campos (Irmã de Seu Zé de Isaías), e outros que não me lembro no momento.

Dona Lia (*27/11/1918 – †08/08/1966) nasceu em Floresta-PE, filha de João Inocêncio Gomes Lima(João Inocêncio da Betânia) e de Elisa Correia Lima.

Veio para Custódia, por intermédio do seu avô, Major Inocêncio Lima, primeiro prefeito eleito no município (15/08/1936 – 15/05/1939), onde trabalhou como Tesoureira da Prefeitura Municipal, por mais de25 anos, nas gestões dos prefeitos:

- Ernesto Queiroz – (15/05/1939 – 25/07/1944)
- José Estrela – (25/07/1944 – 23/03/1946)
- Francisco Pereira da Nóbrega Sobrinho – (23/03/1946 – 07/12/1946)
- Jerônimo de Souza Neto – (07/12/1946 – 10/08/1947)
- Felicíssimo Lima Pires - (11/08/1947 – 15/11/1947)
- Ernesto Queiroz – (15/11/1947 – 15/11/1951)
- Joel Inocêncio Lima – (15/11/1951 – 15/11/1955)
- Luiz Epaminondas Nogueira de Barros – (15/11/1955 – 11/12/1957)
- Adauto Pereira de Souza – (11/12/1957 – 15/11/1959)
- Ernesto Queiroz – (15/11/1959 – 15/11/1963)
- José Gonçalves Florêncio – (15/11/1963 – 10/10/1964)
- Ten. Miguel José da Silva – (10/10/1964 – 28/02/1966)
- João Miro da Silva – (28/02/1966 – 31/01/1969).

Tenho muito orgulho de ser filho de Chiquinho de Elizeu e Dona Lia, pois os mesmos me ensinaram a respeitar todas as pessoas sem discriminação; ricas, pobres, pretas, brancas, velhas, jovens, etc., também ajudar as pessoas carentes quando solicitado, com paciência, amor e carinho.

Por isso, distribuo todos os meses do ano 100(cem) cestas básicas, para população carente da nossa Custódia, na zona urbana e rural, como também no Hospital da Mirueira (Leprosário) e no NACC (crianças com câncer) em Recife-PE, doação do meu irmão Luiz Leite, em memória dos nossos pais.

Do casal houve 11(onze) filhos:

01 – Maria Eugênia Leite
02 – João Elizeu Leite (Foi o Primeiro Gerente da Caixa Econômica Federal em Custódia-PE)
03 – Maria Elisa Leite (In Memorian)
04 – José Eraldo Leite
05 – Maria de Lourdes Leite
06 – Maria José Lima Leite
07 – Joel Lima Leite
08 – Francisco Lima Leite (Chico Elizeu)
09 – Francisca Maria Lima Leite
10 – Fátima Maria Lima Leite
11 – Luiz Lima Leite 

Francisco Lima Leite (Chico Elizeu).
Custódia, 06 de Maio de 2009

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Cantor Joypson visita o Projac da Globo




O cantor e forrozeiro Joypson voltou do Rio de Janeiro (RJ) animadíssimo. Natural de Custódia (PE), no sertão do Moxotó, ele passou o dia no Projac, da Rede Globo de Televisão, participando de um projeto idealizado pela atriz e apresentadora Regina Casé, com dez meninos sanfoneiros da cidade sertaneja. A iniciativa vai fazer parte do projeto anual da Rede Globo, o Criança Esperança, e pretende divulgar o talento musical dos garotos.



Joypson foi levado ao Rio por um ator, também de Custódia, que começa a se destacar no elenco global (e que, por enquanto, prefere não aparecer). Em meio ao trabalho social, Joypson aproveitou para tietar os atores, como Antonio Fagundes, que recebeu o cantor um disco seu (1ª foto). Na chegada ao Aeroporto de Petrolina, foi uma festa só (2ª foto). Joypson, claro, emocionou-se com a recepção.

Fonte: Carlos Britto

Biografia do Arreio de Ouro



Criada em setembro de 2004 a Arreio de Ouro surgiu dos sonhos que tomavam conta das cabeças dos irmãos Pedro e Edvaldo, figuras conhecidas na cidade de Custódia-PE, terra natal da banda. Os idealizadores deste projeto já carregavam na bagagem a experiência de realizar eventos, tendo a organização e seriedade como marcas registradas, e por isso, não foi dificil perceber no sergipano Buscapé a competência e qualidade para assumir os vocais da Arreio de Ouro.

O encontro deste trio se deu em Serra do Ramalho, no interior da Bahia. E foi lá que a banda começou a ser formada. Depois vieram Sandra e Domingos, que hoje são companheiros de palco de Buscapé na agitação do público. Desde suas primeiras aparições como banda profissional, a Arreio de Ouro vem se espalhando de forma rápida, conquistando o público por onde passa com seu show, que mistura o ritmo tradicional nordestino com algumas músicas mais agitadas do atual vaneirão, deixando seus refrões na boca do povo, pelos quatro cantos do Brasil.

Com muito trabalho e dedicação, a Arreio de Ouro vem levando pelas estradas do país um trabalho sério e muito profissional que preza sempre pela qualidade, uma marca da empresa que produz a banda, a LUAN PROMOÇÕES. Hoje a banda viaja com equipe formada por 35 pessoas e faz shows frequentemente nos estados de Pernambuco, Paraíba, Bahia, Alagoas, Piauí, Sergipe, Ceará e Rio Grande do Norte.

Atualmente a Arreio de Ouro é presença fixa nas maiores festas populares da região Nordeste, sendo um das atrações mais aplaudidas no São João da Capital, em Recife; nas festas de São João das cidades de Caruaru-PE; Arcoverde; Campina Grande-PB; Patos-PB; Mogeiro-PB; Solânea-PB; Amargosa-BA; Expocrato-CE; e nos festivais de Verão em João Pessoa e Salvador.

Fonte: Site Oficial

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Agenda de shows Almir Mello - Junho e Julho/2011


Segue minha agenda de shows e atrativos culturais. Vamos nos encontrar em uma dessas?

Mês de JUNHO

Dia 02 ...Caçapava com o Quartetto Mágico na festa do GAMT.
Dia 03 ...Caçapava com a Orquestra Percussiva "meninos do GAMT.
Dia 04 ...Quarteto Mágico e CIA de Bonecões do GAMT.
Dia 05 ...Canaviá às 14:00 e com o Quarteto Mágico às 20:00. E o Trio Virgulino no Arraiá do GAMT
Dia 10 ...Com o Quarteto mágico no Arraiá do GAMT às 20:00.
Dia 11 ...Quarteto Mágico, César Pope e o Canaviá.
Dia 12 ...Quarteto Mágico e a Quadrilha de Bonecôes do GAMT às 20:00.
Dia 13 ...Paraíbuna-SP. Com o Grupo Rio Acima
Dia 15 ...Retrato Brasileiro com o César Pope. (São José dos Campos - SP)
Dia 17 ...Com o Forró Caieira no CTA . ( São José dos Campos - SP).
Dia 18 ... Apresentação com Orquestra Percussiva do GAMT às 10:00 em São José dos Campos - SP.
Dia 18 ... Aparecida do Norte com a CIA de Bonecões do GAMT. Ás 20:00.
Dia 19 ...TV Aparecida ao vivo com a CIA de Bonecões do GAMT.
Dia 21 ...Capacitação dos Professores da escola Roque Passarelle em Caçapava - SP.
Dia 22 ...Vila Music Hall com o Canaviá às 23:00 em São José dos Campos - SP.
Dia 23 ...Rapsódia bar com César Pope - São José dos Campos - SP.
Dia 24 ...Salvador - Bahia com Trio Virgulino.
Dia 25 ... São Francisco Xavier - com César Pope.
Dia 26 ...Anexo da Nena - Com o Forró Caieira em São José dos Campos - SP.
Dia 27 ...Workshop de bateria em Itajubá- MG.
Dia 29 ...Funil Jazz bar. São José dos Campos - SP.

Mês de JULHO 2011.

Dia 01 ... Evento com a Rádio Aguapé no IMPE em São José dos Campos - SP.
Dia 02 ... São Luiz do Paraítinga - SP. Com a CIA de Bonecões do GAMT.
Dia 09/18 - Custódia - PE. Capacitação dos professores e atrativos culturais.

Almir Mello - CIPÓ PRODUÇÕES EVENTOS. 

Janúncio de Custódia - Novo Site



                                           http://janunciodecustodia.webnode.pt/


Atan Eletro na Revista Móbile Lojistica


Esta é a capa da Móbile Lojista, revista direcionada a informações e negócios para o varejo multimarcas. A Móbile Fornecedores foi criada em julho de 1987 e, desde então, é sinônimo de treinamento e atualização para a indústria moveleira. Abrangente, a publicação é direcionada ao chão-de-fábrica, direção e gerência das fábricas de móveis e, de forma abrangente, destaca as últimas tendências, novas tecnologias e soluções de produção direcionadas ao segmento moveleiro.

Na edição 243 – Ano XXVII – Dezembro/2007, um dos destaques em suas páginas, é uma matéria com a Atan Eletro, onde os leitores da revista, podem conhecer um pouco da Rede Atan Eletro, que na época, acabava de inaugurar um centro de distribuição para o interior do estado.


A matéria foi assinada po Daniela Buono, confiram abaixo na íntegra o conteúdo publicado nessa edição:
Sucesso Sertanejo

Pernambucana Atan Eletron inaugura centro de distribuição e aumenta atuação no interior do estado.
Atan Eletro inaugurou em novembro de 2007 seu cento de distribuição e planeja abrir mais duas lojas no interior pernambucano. Atualmente formada por seis unidades instaladas em prédios próprios, todas e Pernambuco, a rede iniciou suas atividades em 1994, com venda de consórcio de eletrodoméstico. 

Trata-se de um exemplo de sucesso do pequeno varejo de móveis no Brasil. “Nosso crescimento é lento, porém sustentável”, afirma o proprietário Sebastião Atanael Rezende. 

“Desde muito cedo, aprendi que empresa não tem que ser grande, tem que ser lucrativa”, sentencia  Uma das novas lojas será aberta em Serra Talhada e outra em Tabira. A rede já conta com duas unidades instaladas na cidade de Custódia(incluindo a sede), duas em Afogados da Ingazeira e duas em Sertânia.

O novo centro de distribuição da rede fica localizado junto à sede de Custódia e ocupa um espaço físico de 2,5mil metros quadrados. O projeto dessa construção foi idealizado de modo a possibilitar a instalação de novos pavilhões junto ao prédio original, o que, segundo Rezende, deve acontecer em breve.

O novo empreendimento conta também com 250 metros quadrados destinados aos escritórios, onde funcionam a administração da rede e toda a estrutura de servidor de software, estruturado de forma a permitir a expansão para outras cidades. O proprietário explica que a falta de espaço físico no depósito utilizado anteriormente impediu a inauguração de algumas importantes filiais. Junto ao centro de distribuição, está instalada a Atan Logística, que dispõe de uma frota de seis caminhões para realizar a entrega dos produtos.

A Atan Eletro também aposta no investimento direcionado à capacitação de funcionários, entrega rápida e propaganda diversificada. A divulgação das lojas é feita por meio de carros de som, anúncios em rádios, tablóides e mala-direta. “Mas nosso grande diferencial está no atendimento. Nosso colaboradores colocam ‘o coração’ em tudo o que fazem”, conta o proprietário da empresa. 

Com a inauguração do centro de distribuição foram contratados 30 colaboradores para atuarem no segmento de vendas e no setor administrativo, o que levou o número total de funcionários para mais de 100, incluindo colaboradores do centro de distribuição, dos escritórios e das lojas.

O treinamento dos trabalhos é um aspecto destacado por Rezende, que se considera apto para identificar falhas, devido ao seu histórico profissional. “Já fiz de tudo na empresa: do operacional ao estratégico. Assim, utilizo minha experiência e senso crítico para observar cada tarefa desempenhada e, depois, faço o treinamento corrigindo nossas deficiências”, explica. 

O serviço de pós-venda é valorizado pela empresa como assistência técnica, postos autorizados para eletrodomésticos e assistência técnica em domicilio para móveis, assim como visitas pessoais para auxiliar o cliente na decoração dos ambientes, quando solicitado. O serviço de entrega também é feito por funcionários da própria rede. 

O layout das lojas, bastante personalizado, mantém o mesmo padrão em todas as filiais, como showroom amplo e variado. Em relação ao crediário, este é muito bem aceito por clientes. Para se ter uma idéia, mesmo com o consumir podendo parcelar o valor das compras em 12 vezes sem juros no cartão de crédito, essa modalidade de pagamento não ultrapassa 3% do total. Cerca de 4,5% dos pagamentos são feitos em cheque e 92,5% no crediário, especialmente no carnê, que é feito nas próprias lojas.

De acordo com Rezende, os móveis comercializados pela Atan Eletro são direcionados às classes, A, B, C e D, sendo que os mais vendidos atendem às classes B e C. A venda de mobiliário chega a responder por aproximadamente 55% do faturamento total e, se desconsiderada a sazonalidade de alguns produtos, o segmento que atinge o nível mais alto de vendas é o de móveis de madeira.

História: No inicio, a atividade da Atan Eletro era direcionada à venda de consórcio, feita de forma autônoma e informal, e que tinha como objetivo principal garantir o sustento de Rezende na cidade de Custódia, onde ele estudava. Somente em 1996 foi adquirida uma casa, em um bairro não exclusivamente comercial. “Transformei toda a parte da frente da casa, ou seja, a garagem, em uma pequena loja de eletrodomésticos. Modifiquei todo o projeto arquitetônico da construção, pensando em a planta com possibilidade de expansão”, explica Rezende. Em poucos meses, a loja foi expandida para dar espaço aos móveis que começaram a ser comercializados timidamente. “Para mim, era a realização de um sonho, pois já havia trabalhado fabricando móveis em uma pequena marcenaria, atividade que exerci dos 12 aos 14 anos de idade”, relembra. No inicio de 1997, a empresa foi formalizada, com a inclusão de mais móveis e também de colchões no mix de produtos oferecidos. Os parceiros comerciais não tardaram a aparecer. Muitos deles atuam junto à Atan Eletro até hoje. Em 1999, já em um prédio melhor localizado, estruturado e amplo, a rede passou a vender também para outros lojistas da região. Anos depois, essa modalidade de venda foi suspensa, visando ampliar o foco na venda de varejo, especialidade da Atan Eletro.

Perspectivas: O proprietário da Atan Eletro acredita que o mercado nordestino evoluiu bastante nos últimos 12 anos, conseguindo acompanhar a tendência do mercado nacional. Mas, para ele, a grande mudança aconteceu mesmo com a relação às industriais moveleiras da região. “No inicio, somente algumas apresentavam produtos com bom acabamento. A grande maioria fabricava móveis com qualidade muito baixa”, relembra. “Tanto que nos quatro primeiros anos de vida da nossa empresa nós trabalhávamos com aproxidamente 88% de móveis produzidos nas regiões Sul e Sudeste e somente 12% eram produzidos no Nordeste. Hoje, este percentual é de 35% e cresce a cada dia”, completa. Segundo Rezende, as industriais de móveis do Nordeste estão se equiparando às das regiões Sul e Sudeste. “A cada dia, elas aumentam sua fatia de participação no mercado regional. É por isso que muitas indústrias dessas regiões analisam a viabilidade de se instalarem aqui, principalmente as de móveis de grande volume e de baixo valor agregado”, analisa.

O empresário é otimista em relação ao futuro do setor moveleiro no Brasil e, em especial, no Nordeste. “Acredito que o mercado vai continuar crescendo, porém, em ritmo menos acelerado. A concorrência com as grandes redes é grande, mas o segmento tem espaço para pequenos empresários que têm grandes idéias e muita atitude”, completa.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Onde comer doce Tambaú em SP




Se for a São Paulo visite a Banca do Ramon no Mercado Municipal Central e experimente os doces em calda da Tambaú.

O mercadão fica localizado na Rua da Cantareira, 306 - 
Centro - São Paulo - SP

terça-feira, 14 de junho de 2011

Manzualto! Camonebói



Por Jailson Vital de Souza

Era mágico. Eu entrava na casa de Fernando de Laura (Florêncio) sem pedir licença, me dirigia para a pilha de revistas de história em quadrinhos (HQ) que chamávamos gibís e fascinado com tanta diversidade escolhia a que queria ler ou reler e ler mais quantas vezes a revista me convidasse. Era fascinante incorporar os personagens heróis defensores da lei e da ordem. As revistas ainda eram impressas em tinta preta, mas meus olhos de menino davam colorido, davam movimento e davam som a cada quadrinho. 

Eu realmente vivenciava cada história. Os heróis eram diversos. Haviam os cowboys, os meus preferidos, cujo cenário era o velho oeste americano e nomes como Billy The Kid, Cavaleiro Negro, Tom Mix, Zorro, Hopalong Cassidy, Roy Rogers, Rocky Lane, Flecha Ligeira e muitos outros. Na Selva estavam lá atentos, Tarzan, O Fantasma e Jim das Selvas. Na cidade os heróis voadores Super Homem, Capitão Márvel, Capitão América e Centelha Vermelha além da dupla Batman e Robin. Nos mares, o Homem Submarino, no espaço planetário, Flash Gordon e Buck Rogers. Enfim, o mundo naquela época estava protegido dos malfeitores em todos os seus ambientes por esses personagens maravilhosos. 

Hoje, lembro de uma característica interessante. Nunca um herói matou um bandido. No máximo, um tiro era disparado na mão do facínora para derrubar-lhe a arma, estes eram dominados, presos e entregues ao xerife ou outra autoridade policial. Os autores tinham o cuidado de não estimular a violência. Muitos anos depois, com o advento das HQ de lutas marciais é que a violência começou a ser mostrada em suas histórias.

Depois veio o cinema. Zé de Isaías montou uma sala de exibição num prédio que ficava de frente para a Praça Padre Leão, próximo onde hoje é a Câmara Municipal e era a primeira sede ou veio a ser depois, do CLRC (Clube Lítero Recreativo de Custódia). O projetor era de 16 mm e a sessão precisava ser interrompida para trocar os rolos de filme. Tinha sessão apenas nos fins de semana. Foi nesse cinema que assisti: O Homem da Máscara de Ferro, O Conde de Monte Cristo e Os Sinos de Santa Maria, todos em preto e branco, pois o filme colorido ainda era raro. Mas o que mais atraía a meninada e mesmo os adultos eram os seriados. 

Eram filmes curtos de mais ou menos meia hora, semelhantes à novela de hoje, com uma diferença; o “mocinho ou a mocinha” terminava cada capítulo em perigo de vida. Passava sempre depois da exibição do filme semanal. A meninada ficava imaginando e discutindo, o resto da semana, o modo como eles sairiam daquela enrascada. Assim, ninguém perdia o próximo capítulo. O seriado que ficou na minha lembrança foi “Os Perigos de Nyoka”. 

O casal Nyoka e seu companheiro Larry eram os artistas. Todo capítulo essa mocinha caia numa armadilha montada pelos bandidos, era ameaçada por um leão ou uma cobra, despencava de uma cachoeira, era ameaçada por índios e muitas outras situações. Nós, meninos ficávamos apreensivos, torcendo pela nossa heroína.Algum tempo depois, esse cinema passou a ser propriedade de Inácio Germano, onde Osminda Carneiro era a bilheteira.As nossas brincadeiras, na época, incluíam a reedição dos filmes de faroeste com uns sendo os “artistas” e outros os bandidos. 

Brincávamos principalmente na Praça Ernesto Queiroz e em volta da igreja. As armas eram feitas de madeira ou simplesmente imitadas com a mão estendendo dois dedos. Quando algum menino surpreendia outro vinha a ordem de rendição: “manzualto”! Isto é, mãos ao alto. Dizendo assim ficava mais claro, pois a pronúncia MÃOS-AU-AU-TO ficava parecendo um latido. No final com todo mundo rendido fazia-se a conta de quem venceu. Geralmente todos. E para irmos embora vinha a ordem imitando os cowboys: 

“Camonebói”! (Come on boys) – Vamos rapazes.

Pois é. Vamos rapazes, vamos para Pasárgada, ainda dá tempo.

Zé Preto


Antecipadamente devo dizer que do fato que passo a narrar a seguir, não posso afirmar ser verdadeiro ou não. Garanto apenas que era contado por muitas pessoas que conheceram os personagens. Logo, verdade ou mentira, eu nada tenho a ver com isso. Apenas repasso o que muitos comentavam.

Zé Preto era um negro idoso, magro, lábios grossos, tipicamente um afro descendente. Todo o dia saía de casa com o seu pé-de-bode – harmônica, ou sanfona de oito baixos. Em cada bodega que chegava sentava e punha-se tocar seu fole de oito baixos, em troca de algumas bicadas de cana.

Assim era durante todos os dias da semana, uma rotina que só era quebrada nas festas de ruas, quando João Preto armava o carrossel e Zé preto passava a tocar nele, todas as noites.

Contam que todos os dias ele chegava em casa mais melado que corda de amarrar porco, pelas bicadas sorvidas durante toda a sua peregrinação pelas bodegas da cidade. E todo dia seguinte queixava-se de dores no corpo, a Joana, sua mulher, que sempre respondia:

-“Isso é essa cachaça miserável que você bebe e sai caindo por aí!”.

Acontece que um dia um vizinho resolveu revelar o Zé Preto o mistério das dores no corpo. Chamou ele em particular e contou tim-tim por tim-tim:

- “Zé Preto, todo dia que você chega bêbado em casa, Joana baixa o sarrafo em você, sempre reclamando. Até de cabo de vassoura ela bate em você!”.

Zé Preto nada disse, apenas agradeceu ao vizinho, pegou o fole e partiu em direção as bodegas.

Só que nesse dia conseguiu o que parecia impossível: passou o dia todo pelas ruas, andando, sem beber nenhum gole. No final da tarde retornou pra casa.

Quando dobrou a esquina da Avenida Manoel Borba, chegando na antiga Rua da Remela, passou a cambalear e tombar, como qualquer bêbado que se preze.

Chegou em casa e foi gritando, com a língua enrolada:- “Ô Joana, bota meu almoço que eu tô com fome!!!”.

Ao que, como fazia rotineiramente, ela pegou o cabo de vassoura e foi esbravejando:

- “Tu já vem de novo nessa situação, né cachorro?”.

Nisso Zé Preto deixou de se fingir de bêbado e retrucou:

- “Ah! Quer dizer que meu corpo doído era das quedas que levava bêbado?”.

E de agredido Zé Preto passou a agressor, devolvendo os tabefes que Joana lhe dera tantas vezes. E a partir daquele dia, Zé Preto nunca mais amanheceu com o corpo doído depois de uma carraspana.

Por José Soares de Melo 

Que não me sirva de cangalha


Por Carlos Lopes

Na minha imaginária pesquisa de opinião mais da metade da população brasileira tem medo ou nojo acerbado de baratas, ou até pior, as duas coisas juntas. Modestamente, sou parte dos combatentes pela excremação deste sinantrópico.

A bem da verdade, o meu ¨caso¨com as baratas vem da infância. Se tivesse que atribuir herança, cairia nos ombros da minha mãe. Esta, nem dorme se souber da existência de uma marrom lá em casa. Já meu pai, não tem o menor receio e a caça é uma barbada. 

Porém, tem um porém. A existência desse inseto determina aonde devo ou não me alimentar. Aos sete anos de idade, em Pelo Sinal, vi duas baratas circulando em torno de uma panela no fogão. Minha querida avó paterna viveu ainda uns quarenta anos e jamais pus na boca qualquer alimento que viesse da sua casa. 

E daí? Você deve está se perguntando! Um montão de gente na tal estatística imaginária se comporta de forma igual ou semelhante. O diferencial são dois, devo citá-los: Em hábito gregário logo farejo se um lugar pode ser ou não propício a existência delas. ¨O Sr. tem tantos anos no Recife e pouco aproveita a diversidade da culinária local¨, disse-me certa vez uma sobrinha. 

Já a segunda razão, esta sim, é o motivo desta matéria. Acreditem! Elas, aquelas coisas achatadas dorso-ventralmente, numa determinada época foram as minhas melhores amigas. Compreendeu? Vou dar uma pala: Se vejo uma barata a fome passa, mesmo que seja num trajeto a quilômetros do lugar onde pretendo fazer refeição. Mas, vou contar como o caso foi, começando do começo. 

Nos rega-bofes do fechamento da Casa do Estudante de Custódia no Recife, eu que já tinha a pior mesada, fiquei mais lascado ainda. Perambulei pelas mórbidas pensões da Boa Vista. Enfim, todo dia havia de arranjar o dinheiro da janta, seja a sopa num mosqueiro do Pátio Santa Cruz ou um misero sanduíche Americano servido num treiller instalado próximo a Lojas Americanas, no centro. Na maioria das vezes, após sair da Católica, ia comer o tal sanduba e depois seguia pra pensão na rua Visconde de Goiana. 

É aí que entra as baratas. Por circunstâncias particulares e já expostas, só dava pra comprar um sanduíche que vinha acompanhado de um copo de guaraná. Tentando fazer o sanduíche render, mordia o equivalente a um centímetro e inundava de maionese, outra mordida e novo recheio compensatório. Saia de lá com mais fome que antes. Foi aí que surgiram as baratas em minha vida. Certa vez ao levar o jantar a boca ... uma enorme barata bem ali a minha frente. Estava bem paradinha na carenagem do utilitário. Parei de degustar e sentir a fome se esvair. Joguei o alimento na lata e me danei pra casa. 

Dias depois voltei determinado. Fiz o pedido e procurei alguma barata. A partir dalí funcionavam como inibidor alimentar. No dia que eu comia olhando alguma delas, chegava em casa, tomava banho, estudava e dormia sem sentir fome. Na verdade, as minhas baratas ou as baratas que me ajudavam, normalmente apareciam expostas no pneu do treiller. Porém estavam em todo lugar, somente uma questão de dá uma lambida em volta com o olhar. Outro dia fiquei a pensar, elas realmente existiram ou foi fruto da minha imaginação? 

Publicado originalmente: Blog Famílias Lopes & Santos

Projeto Pesquisa - Luizinho Tenório "O amigo sincero"



Projeto de Pesquisa apresentado a história de vida do ex-Prefeito de Cassilândia e ex-Deputado Estadual pelo Estado de Mato Grosso do Sul por duas vezes.

Possibilitar o registro e resgate histórico é fundamental a um povo, estando pois, preservando as suas origens e mostrando, através das biografias, quem foram os homens que colaboraram para a história de um determinado lugar. Dessa forma, este é o tema escolhido e proposto ao Projeto de Pesquisa a ser desenvolvido: “Luiz Luizinho Tenório de Melo”. É fato e não se pode negar, a importância desse homem ao município de Cassilândia e ao Estado de Mato Grosso do Sul.
A presente pesquisa tem como objetivo levar ao conhecimento de quem possa interessar um pouco do que é o homem Luizinho Tenório e, por conseguinte, buscar, resgatar e contribuir substancialmente para a historiografia do Estado de Mato Grosso do Sul e do município de Cassilândia através da biografia de um homem que pode representar todos os outros pela sua solidariedade, humildade, lealdade, sinceridade e amizade sincera principalmente, pela representatividade política conquistada no município de Cassilândia e no Estado de Mato Grosso do Sul. Assim, procura-se apresentar a história de vida de Tenório, principalmente, sua participação na política, elencar e conhecer o que Luizinho proporcionou à Cassilândia e ao estado de Mato Grosso do Sul, entender a opção desse homem em ajudar ao próximo, conhecer o que algumas pessoas falam do homem e político Luiz Tenório.
Nesse contexto, se busca preservar e registrar às novas gerações, quem foi e é Luizinho, entendendo que para compreendermos a atualidade é fundamental conhecer, preservar e registrar a história de nossos antepassados e dos grandes homens que contribuem para a edificação, não só da estrutura física de um município, como e principalmente, das suas essências, valores, culturas e políticas.
Luiz Tenório de Melo, o Luizinho, nasceu no dia dez de setembro, no ano de um mil novecentos e quarenta e cinco, no distrito de Quitimbú comarca de Custódia, no Estado de Pernambuco, filho da senhora Maria José de Oliveira e do senhor Joaquim Tenório Sobrinho, o Pernambuco, como ficou conhecido e afamado em Cassilândia e região.
Ainda muito pequeno, aos 4 anos incompletos, como retirante da seca e das dificuldades que a demanda, Luizinho, acompanhando seus pais e juntamente com a irmã mais nova que ele Maria Izalve Tenório de Melo com 2 anos completos, saíram do nordeste a procura de melhores condições para sobreviver. Viajando em um pau-de-arara, foram quinze dias de um percurso exaustivo até chegarem e fixarem residência por um tempo no Estado de São Paulo, inicialmente, em, Pompéia e, finalmente, em Novo Cravinhos distrito de Pompéia, onde viu nascer os seus outros irmãos Maria Lourdes Tenório, Cícera Tenório de Melo e Francisco de Assis Tenório, porém passavam por muitas privações.
Em busca de um local mais promissor, a família de Luizinho chegou na cidade de Cassilândia estado de Mato Grosso uno em 12 de abril de 1955, onde fixou residência juntamente com seu pais, e onde a maioria da família ainda permanece até os dias de hoje. No município de Cassilândia Luiz Tenório de Melo passou toda a sua juventude e, viveu os seus melhores anos, onde a família conheceu altos e baixos. Com muito trabalho e perspicácia nos negócios o seu pai, o Pernambuco, em pouco tempo se tornou um homem abastado, sempre se notabilizando como um homem benevolente e que ajudava a todos indistintamente tendo sido esta sua marca durante todos os anos em que viveu entre nós. Pernambuco foi o primeiro carroceiro de Cassilândia, ao fazer alguns fretes alguém quis comprar sua carroça e ele prontamente a vendeu. Com este dinheiro comprou duas carroças no interior de São Paulo (Rubiácea) que também vendeu, e assim procedeu sucessivamente comprando e vendendo carroças juntando recursos suficientes para comprar e pagar um sitio ao lado da cidade onde fez um loteamento denominado Vila Pernambuco em homenagem ao seu estado de origem; grande parte destes lotes foram doados as pessoas mais carentes do município e o restante foi vendido. As ruas e praças deste loteamento foram abertas de enxadão e enxada por Pernambuco e trabalhadores por ele contratados nos idos de 1957.



Luizinho casou-se com Luisa Soares de Melo, em 08/08/1970, viúva, mãe de José Luiz Soares de Mendonça e de Fernando Cezar de Mendonça, ambos casados. Do casal nasceram dois filhos Afrânio e Mariane sendo que Luizinho tem mais uma filha de nome Marinalva.
Luizinho é formado em Economia pela Associação de Ensino de Marilia, hoje Universidade de Marilia – UNIMAR, é Economista militante devidamente inscrito no CONSELHO REGIONAL DE ECONOMIA – 20ª Região sob número 0531. Iniciou suas atividades Públicas em Cassilândia nos anos 60, quando foi Secretário Geral da Prefeitura, mais uma vez foi Secretário na década de 70 dessa feita de Administração, nessa mesma década foi nomeado funcionário da Secretaria de Estado da Fazenda por ato do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, sendo hoje AF aposentado.
Há aqueles que lutam um dia; e por isso são bons; há aqueles que lutam muitos dias e por isso são muito bons; há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda; porém, há aqueles que lutam toda a vida; esses são imprescindíveis (Bertolt Brecht- 1898-1956).
E, exatamente focado nesse pensamento que se escolheu o nome de Luiz Tenório de Melo para esse projeto, ele é um homem que não foge à luta, sendo assim, imprescindível a seu povo, sendo um homem que foi e, ainda é uma representatividade valiosíssima no município de Cassilândia e no estado de Mato Grosso do Sul e, como o objetivo do historiador é resgatar e registrar as origens de seu povo, ele representa fielmente o exemplo de homem que não pode ficar esquecido e perdido no tempo. Para falar sobre Luizinho existem vários caminhos a serem seguidos: o político, o administrador, o cidadão solidário, o funcionário público.
Algumas colocações são importantíssimas e, portanto, essenciais para o entendimento e relevância dessa pesquisa. Assim, de acordo com o depoimento de Adélia Dias dos Santos1 (2008), uma grande amiga, fica claro quem é, acima de tudo, o homem Luiz Tenório de Melo:
Adélia Diz:

Ex-Prefeito, Ex-Deputado, mas para nós é o nosso “Luizinho”. Luizinho pessoa humilde e honesta, de garra, fibra, persistência. Uma pessoa de família simples e muito boa, todos bem relacionados na comunidade onde vivemos. Ele é uma pessoa especial, um amigo querido, amigo das horas felizes e das horas difíceis principalmente. Costuma-se dizer que ninguém pode escolher a família em que nasce, mas é possível selecionar os amigos. E, Luizinho mora nos nossos corações numa poltrona bem macia. Confúcio, já nos dizia que: “para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso verificamos a quantidade e, na desgraça a qualidade”. Luiz é uma pessoa com quem conversamos sem reservas, independente da hora, ele sempre sabe oferecer o aconchego de seu coração sem pedir nada em troca, e, quando ele precisa sabe que pode fazer o mesmo sem objeção, pois todos dessa comunidade onde vivemos o traz no coração. Não importa o tempo em que fica distante, ás vezes, até por problemas de saúde, porém sua “torcida” é fiel, isto porque a amizade é irmã do amor e não tem cara, tem reciprocidade, afetividade, respeito, carinho, confiança e alegria. Luiz é aquela pessoa que nos diz o que acha ser correto, mesmo não sendo o que gostaríamos de ouvir, e nós o respeitamos porque a amizade de todos nós por ele está acima das censuras. É um amigo que nos avisa do perigo, quando não conseguimos enxergar. Oferece o ombro amigo sem pré-requisitos, ele sabe ouvir, tanto quanto escutar com atenção. Não existe escola para formação de amigos. Eles por si já nascem aptos, por isto não impomos regras dentro de uma amizade, elas se compatibilizam sem invasões, unindo os verdadeiros amigos sem maldade, sem segredos, sem interesses, a felicidade de um amigo é a felicidade do outro. Luiz, a Amizade Sincera, nunca foi esquecida por todos nós, apenas cristalizada para um momento qualquer, seja de novo reacendida e vivida plenamente. Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado o nosso caminho. Mas, Luizinho não só cruzou o nosso caminho, ele ajudou, confortou e matou a fome de muitos de nossos irmãozinhos menos favorecidos pela sorte. Como homem público, desempenhou o seu papel de representante do povo com muita coragem e confiança. Seu coração enternecia com o sofrimento, e, eu daria a ele o título de Guardião da Pobreza, merecidamente. Algumas pessoas percorrem ao nosso lado, no mesmo caminho, vendo muitas luas passarem, outras vemos entre um passo e outro, a todas elas chamamos de amigos, porém não deixaram marcas, porque o essencial é visto com o coração e elas não tiveram essa sensibilidade. Há muitos tipos de amigos. Talvez cada folha de uma árvore caracterize um irmão, com quem dividimos o nosso espaço para que ele floresça como nós. Passamos a conhecer toda a família de folhas, a qual respeitamos e, desejamos o bem. Há outros que se tornam a própria árvore, e, abriga em sua sombra todos aqueles que se aproximam. É assim que descrevo o meu amigo Luiz, como uma frondosa árvore, cujos galhos protegem o seu povo, dando guarida, sombra e conforto aos necessitados. Luiz, que Jesus seja teu abrigo nas tuas caminhadas, que seja a luz nas suas decisões e o amparo para sempre na amizade sincera.



Um abraço. Adelia Dias dos Santos

É assim que João Juarenço Girotto 2 (2008), fala de Luizinho:
Um dia pediram uma definição de Luiz Tenório de Melo, o Luizinho. Não titubeei “é um amigo sincero”. Luizinho. Como é chamado na intimidade, poderia escolher entre ser um homem rico ou um homem solidário. Escolheu o segundo e não deve ter arrependido. Mas, teve um grande exemplo, o seu pai, Joaquim Tenório Sobrinho, o Pernambuco. Nunca deixou de ajudar o próximo, mesmo quando em sua casa o dinheiro andava curto. Não tinha uma pessoa doente em Cassilândia que não recebia a visita do Pernambuco, sempre com uma garrafa de guaraná e um pedaço de carne. Luizinho nasceu e cresceu vendo seu pai fazer grandes negócios, como corretor e logo acabar o dinheiro, por ter dado a quem mais precisava. Foi o seu exemplo. Para ser sincero, acredito que até suplantou o mestre. Quando se fala em Luizinho, se lembra sempre da pessoa disponível para auxiliar quem a ele se socorre, da voz amiga e da casa sempre cheia de compadres. Luizinho foi prefeito, deputado estadual, mas nunca esses cargos “subiram à sua cabeça”. Manteve a humildade e os velhos amigos. Ficou muito doente. Todo mundo rezou para que se recuperasse. Mas, Deus acalmou a todos “ele tem crédito”. Com certeza, precisava de muito crédito para sair daquela. Resumindo: falar de Luizinho é fácil, quero ver ser igual a ele?
É assim que Silvio de Oliveira 3 (2008), fala de Luizinho:
Creditaram-me tarefa árdua. É!!! Missão para os renomados escritores, para autoridades políticas e para pessoas de alto saber, e sou sabedor de não possuir tais dotes e dons. Mas, já que me deram a honra para esse mister, então não poderia fugir a responsabilidade de render minhas homenagens a este sustentáculo da política sulmatogrossense. Filho do nordeste, honrado o cabra da peste, de tradição sertaneja, família pernambucana, da prole de Joaquim Tenório Sobrinho, o Pernambuco um carroceiro matuto que graças a sua astúcia fora duas vezes prefeito da terra de Cassinha. É!!! O que falar deste bravo retirante nordestino!? Homem cabloco que não se furtou ao destino de defender sua ideologia, talvez essa palavra para o Joaquim Pernambuco tivesse outro significado – mas acostumados chamar de filosofia, certo que a filosofia que ele cria era a fraternidade, viveu para a servidão, sempre dividiu seu pão com os menos favorecidos pela sorte. Contam nessas paragens que seu Pernambuco morreu pobre, mentira pura! Pois seu coração guardou e soube transmitir a maior riqueza que se pode cultuar e honrar no SER, foi um verdadeiro milionário da bondade, da amizade, do respeito ao próximo, e da fé inabalada no homem. Seu Pernambuco não passou em brancas nuvens pela vida, sorriu as alegrias e chorou as tristezas de seu povo. Exemplo de coragem, chefe de família respeitador, assumiu o papel de pai não só da prole, mas das pessoas desprovidas do mínimo para sobrevivência. Amigo, companheiro e fiel as suas origens e a sua ideologia. Foi o porto seguro da sua gente, tinha a decência e a vergonha por companhia. Peraí! Mas é de bom alvitre lembrar que seu Joaquim não levava desaforo para casa. Era manso, porém se transformava em fera, na proporção do desaforo recebido. Forrado de coragem e desprovido de vaidade, mandava praquele lugar qualquer desafeto que quisera lhe ferir a honra, por isso, também era temido pelos covardes de plantão.Pois bem senhores! Ante aos atributos aqui presentes não é de se admirar ter surgido na prole legitimada dois filhos legítimos seguindo o exemplo paterno na percepção abrupta da palavra. Mas, por delimitação do assunto, falaremos de Luiz Tenório de Melo, uma vez prefeito da nossa pacata Cassilândia e também duas vezes Deputado Estadual por Mato Grosso do Sul. O homem possui suas raízes, fincadas em solo fértil, produz frutos belos e raros. Luizinho, como é conhecido pelo povo de Cassilândia e região, é o produto mais puro da bondade do coração de Pernambuco “Pai”. Cresceu vendo exemplo paterno da fraternidade, do amor ao próximo, da retidão de caráter e do respeito às leis divinas e terrenas. Sua infância foi recheada de peraltices no solo aconchegante do seu chão e nas águas correntes e maliciosas do Aporé. Estudou. Economista de formação. Profissão – o fisco. Venceu na vida e poderia muito bem fechar-se em seu mundo e esquecer os problemas à sua volta. Isso Nunca! Seria traição aos dogmas paterno. O que fazer então? A resposta foi deixada ao povo da sua terra. A mesma gente que honrou Pernambuco Pai, na militância política, conduziu o filho nos braços rumo à vitória nas urnas.Pronto! A história continua! A arte de se fazer política no corpo a corpo, conforme os ensinamentos do patriarca, alcançou a chefatura do executivo, mas isso era só o começo, vôos ainda mais profícuos estavam por vir. Não que queira queimar etapas. Aconteceram vários episódios entre o primeiro mandato e o segundo, mas nos ensina o velho ditado: em briga de marido e mulher não se mete a colher. Isso serve perfeitamente para a política. E temerário que sou de mordida de cobra e de aparecimento de sombração, não me sinto habilitado para enveredar nos caminhos de filiações partidárias e nem tomar partido nos partidos partidos. E as suas lutas, as sua disputas eleitorais foram envoltas de campanhas efervescentes. Não foi uma e nem duas vezes que Luiz Tenório candidato, herdando a valentia Pernambucana, se pôs entre acaloradas discussões contra seus desafetos políticos em vésperas do pleito com preito de se eleger, o que fatalmente acontecia. Eleição para prefeito, no trevo abaixo da feira estava Tenório e Celino e todos os adjetivos pejorativos saltavam de suas ferinas línguas. Mas já diz o velho jargão: em eleição vale tudo, só não vale perder. Contida a desavença, ocasião que me fiz conhecedor de Luiz Tenório de Melo. Fui eleitor e expectador de sua eleição a Deputado Estadual. Na Assembléia Luizinho, não mediu esforços para ajudar seu povo. Projetou Cassilândia para todo o estado e trouxe um pouco do tão sonhado desenvolvimento econômico para sua gente, fazendo mais uma vez, tornar realidade os sonhos de seu patriarca. Difícil na remeter a seu Joaquim todas as glórias de Luizinho, o fato é que a bondade conhecida do pai se traduziu com maior grandiosidade no filho. Assim, se denota, em linhas gerais, que há uma mescla, ou seja, uma verossimilhança entre ambos, não adstrita a aspectos fisionômicos e sim na conduta, no caráter e no exemplo de vida. E como a vida imita a arte, Luiz segue os ensinamentos de Joaquim. Não é a toa que um terço da cidade de Cassilândia leva o nome político de seu fundador, a Vila Pernambuco, palco da infância de Luizinho. Ainda maroto desnudou o chão morno e aconchegante do vilarejo. No mister de auxiliar o pai na lida de carroceiro, profissão que lhes garantiu o sustento. Luiz Tenório de Melo se fez homem na acepção mais pura da palavra, alicerçado pela grandiosidade de amor e compreensão de Dona Luisa, sua companheira de luta, mulher incansável, soube na sua infinita bondade dividir o chefe de família e pai de seus filhos com uma população. Mulher que fez da vida um sacerdócio na arte de dosar ternura, afeto e atenção entre os anseios do lar e a vida pública, que cobrou muito mais de si, pelas infinitas horas de solidão , na difícil tarefa de se conduzir como modelo de mulher, mãe e cidadã, adjetivos esses que sobram quando se fala na Dona Luisa. Fazendo com que Luizinho tivesse todo o suporte necessário, material, humano e intelectual para se dedicar à missão que abraçou. O povo fez de Luizinho um gigante, um verdadeiro gigante de coragem, bondade e amor ao próximo.



Foi seguindo os passos do pai como homem honesto, respeitado e popular que Luizinho, gradativamente, também se enveredou para a política, tomando gosto por esse ofício. Sua vida pública começou no município de Cassilândia, como Secretário Municipal de Administração, entre os anos de 1964 e 1967 e de 1975 a 1977. Foi eleito prefeito de Cassilândia em 1988, administrando com o seu vice Hugo Eduardo Silva, de 1989 a 1992.
Luizinho Tenório foi eleito deputado estadual pelo PDT, em 04/10/1998, obtendo em sua cidade, Cassilândia, 7.548 votos 73% (setenta e três por cento) e outro tanto fora de Cassilândia. Nas eleições de 2002, obteve 12.848 votos e ocupou a segunda suplência da coligação, dois anos mais tarde, retornou à Assembléia Legislativa com a licença de Antonio Braga e Dagoberto Nogueira:
Na manhã do dia 09 de novembro de 2004, assumiu a vaga do Deputado Dagoberto Nogueira, que foi para a Secretaria de Produção e Turismo, o suplente Luiz Tenório de Melo, o popular Luizinho. A posse ocorreu na Assembléia Legislativa, contando com a presença de representantes de agremiações políticas que o apoiaram e amigos de todo o Bolsão. Luizinho agradeceu a recepção dos colegas parlamentares e disse que suas prioridades são lutar pelos projetos nas áreas da educação, saúde e segurança, principalmente pela região do Bolsão, pela qual obteve 12.848 votos (…) Representante do Bolsão de Mato Grosso do Sul, o Deputado Luizinho Tenório estará nos próximos anos trabalhando e defendendo a sua região, como fez em seu mandato anterior (ILHA INTEGRAÇÃO, 2004).
Em seu trabalho como prefeito e deputado sempre primou pelo social, buscando atender individualmente a quem quer que o procurasse. As portas do seu gabinete sempre estiveram abertas para toda a população. É homem público popular e sensível às causas do povo, com ótimo trânsito em todas as esferas do Governo Estadual, reforçou a bancada regional, contribuindo com as administrações das prefeituras da região, quando deputado.
Representante do Bolsão Sulmatogrossense, vestiu a camisa de muitos municípios em parceria com as administrações municipais, no sentido de ser no Legislativo a voz desses municípios, reivindicando repasses, verbas e todas as benfeitorias que cada um necessitasse, deixando marcas em muitas regiões e setores.
O progresso de Cassilândia se deve à perseverança de seu povo, tendo entre eles pessoas como Luizinho, que vem acompanhando e sendo responsável por importantes conquistas para o município, tanto como prefeito, no final da década de 80, quanto como deputado estadual representando a cidade e região na Assembléia Legislativa nos dois últimos mandatos. Em seu primeiro mandato, entre várias vitórias, Luizinho conseguiu R$150 mil para implantação do Projeto Amigão em Cassilândia e garantiu o repasse do Fundersul para asfaltamento da Rodovia MS-306 entre os municípios de Chapadão do Sul a Costa Rica. Em seu segundo mandato, as solicitações feitas à Assembléia Legislativa já foram transformadas em realidade para o município, demonstrando o trabalho árduo do parlamentar num curto espaço de tempo, de novembro de 2004 a março de 2006. Foram quase 200 indicações de melhorias para o Estado de Mato Grosso do Sul, principalmente para a região do Bolsão. A maioria direcionada para garantir melhorias para Cassilândia (SUPORTE, 2006).
Luizinho foi um Deputado extremamente presente em todos os municípios, além de Cassilândia, os municípios de Aparecida do Taboado, Inocência, Costa Rica, Água Clara, Camapuã, Chapadão do Sul, Selvíria, Paranaíba, Alcinópolis, Anastácio, Paraíso das Águas e, enfim, todos os 78 municípios do Estado de Mato Grosso do Sul foram beneficiados direta ou indiretamente pelo deputado Luiz Tenório de Melo, quando da sua participação no Legislativo Estadual, com emendas parlamentares importantíssimas.
Enumerar todas as conquistas obtidas por Luizinho como prefeito de Cassilândia e como Deputado Estadual fica difícil, porém, destaque especial para as questões da saúde com projetos e reivindicações de equipamentos hospitalares, aquisição de ambulâncias, UTIs, reforma de hospitais e construção de Postos de Saúde, construção de posto artesiano, é responsável pelo projeto da cirurgia de vasectomia gratuita em hospitais públicos e conveniados de Mato Grosso do Sul, bem como, o projeto que proíbe a comercialização de produto a base de amianto, cancerígeno sendo o primeiro estado a sancionar tal Lei, trazendo uma qualidade de vida melhor à população:
O deputado estadual Luizinho tornou-se o centro das atenções nos últimos dias. O deputado é autor do projeto de lei 2.210 que foi sancionada pelo governador Zeca do PT. Esse projeto proíbe a comercialização de produtos a base de Amianto que são formas fibrosas de silicatos minerais extraídos das rochas metamórficas usadas na construção civil e na pulverização. Mato grosso do Sul foi o primeiro estado brasileiro a sancionar tal lei proibindo a comercialização dos derivados desse produto, como telhas e caixas d’água, o amianto pode provocar câncer no pulmão (…). Esse material que já foi considerado mágico, hoje se tornou, segundo o deputado Luiz Tenório, a poeira assassinaNOSSA OPINIÃO, 2001).



E também, Suporte (2006, pág. 06) destaca :
Através de emenda parlamentar, Luizinho destinou para Cassilândia mais de R$ 200 mil, tendo sido a maioria liberada até a presente data, beneficiando várias escolas e entidades do município. Destes, R$ 40 mil foram destinados para a construção de uma quadra poliesportiva na Escola Municipal Ilma Costa (CMEIC) e mais R$ 80 mil para aquisição de uma ambulância com UTI móvel para a cidade. Preocupado com a saúde, Luiz Tenório apresentou dois projetos de lei: vasectomia (esterilização masculina) gratuita em hospitais públicos e conveniados com o SUS (Sistema único de Saúde) e a obrigatoriedade da presença de aparelho desfibrilador, aparelho utilizado para restabelecer o batimento cardíaco, em locais com grande concentração de pessoas. Colaborou diretamente com mais de 1.300 pessoas, através de hospedagens, consultas, exames, cirurgias e internações hospitalares durante este último mandato.
Luizinho buscou recursos à asilos e APAES; doação de terrenos e construção de unidades habitacionais, contribuindo para a diminuição do déficit habitacional elevado; reforma e construção de estradas, como a MS-324, BR-158, pontes, como exemplo, a conquista que encampou pela reforma e manutenção da ponte Rodoferroviária, na divisa do estado de Mato Grosso do Sul com São Paulo; a construção, asfaltamento e sinalização de ruas e avenidas e reformas de estradas rurais, construção de redes de esgoto e drenagem, anistia de débitos fiscais de pavimentação asfáltica, dando maior conforto e segurança à comunidade:
Assim que assumiu em novembro de 2004, o Deputado Estadual Luizinho reivindicou, junto ao governador Zeca do PT, a implantação de novo asfaltamento dos 26 quilômetros da Rodovia Joaquim Tenório Sobrinho (MS-306), entre Cassilândia e o trevo do antigo Posto Fiscal do Aporé, como também o recapeamento total e sinalização até a cidade de Chapadão do Sul, obras executadas e concluídas. Outra grande conquista de Luizinho para Cassilândia e região foi a recuperação da ponte Rodoferroviária, entre Rubinéia-SP e Aparecida do Taboado-MS. A falta de manutenção estava deteriorando aquela grande obra, os pilares da ponte revestidos de madeira estavam tomados por cupins, as luminárias depredadas, fiação elétrica roubada, buracos nas pistas de rodagem, entre outros. Em audiência realizada em Brasília, com o então Ministro dos Transportes Alfredo Pereira do Nascimento, políticos da região, liderados por Luizinho, garantiram entendimentos para liberação da verba necessária. Luizinho assumiu a cadeira naquela Casa de Leis no último mandato por pouco mais de um ano, mas deixou um legado de conquistas para a região, contribuindo consideravelmente com o desenvolvimento da cidade, que se orgulha com o dinamismo de seu representante, um dos parlamentares mais atuantes e respeitados no Estado (SUPORTE, 2006).
Na educação, Luizinho buscou recursos para a construção e reforma de escolas, creches, bibliotecas, quadras esportivas, aquisição de computadores, uma necessidade essencial para o futuro da população; distribuição de cestas de alimentos, leite, pães e cobertores à comunidade carente, proporcionando maior dignidade; aquisição e reforma de veículos, maquinários e mobiliários da prefeitura; dentre muitas outras.
Não fugindo às responsabilidades de homem público, compromissado com suas bases eleitorais, sempre faz questão de participar de todos os acontecimentos sociais como inaugurações, festas, eventos, cavalgadas, principalmente, no município de Cassilândia.
No último dia 24, ocorreu em Cassilândia, a formatura de mais uma turma dos cursos de Português e Inglês da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul – UEMS. A solenidade foi realizada no Cassilândia Tênis Clube (CTC), contando com a presença da Pró-Reitora Maria José de Jesus Alves Cordeiro, Professores, Formandos, Autoridades Municipais e Familiares. O Deputado Luizinho estava presente, sendo o Patrono dos Formandos. Na ocasião fez um belo discurso (FOLHA DE SELVÍRIA, 2004).
Mesmo representando o estado com um cargo de tamanha importância, Luiz Tenório de Melo jamais se esqueceu das suas origens. Com simplicidade, humildade e atenção, continuou sendo o nosso Luizinho, o braço ainda permanece sempre estendido, acenando, jamais negou um cumprimento a quem quer que fosse e, o mais importante, independentemente de ser ano político ou não. São esses pequenos detalhes, gestos e valores que caracterizam um homem de verdade e os munícipes de Cassilândia têm orgulho em dizer que, aquele menino que chegou de Pernambuco, agora é, inegavelmente um filho de Cassilândia, Custódia que nos perdoe…
Um grande homem demonstra sua grandeza pela forma como trata os pequenos.
Carlyle 


REFERÊNCIAS
ALVARENGA, Corino Rodrigues de. A Verdadeira História de Cassilândia. Campo Grande: Gráfica e Papelaria Brasília Ltda, 1986. 
FOLHA DE SELVÍRIA, Jornal da Integração Regional, 2004, pág.07.
GIROTTO, João Juarenço. Depoimento colhido em 08/01/2008.
ILHA INTEGRAÇÃO. Jornal, Ano X, Edição nº 397, 12 a 18/11 de 2004, pág. 01.
LEAL, Hermelina Barbosa. Cassilândia A Princesa do Vale do Aporé, sua história e sua gente. Campo Grande – MS: Morena Gráfica e Editora – Santos & Faria LTDA, 2001.
OLIVEIRA, Silvio de. Depoimento colhido em 29/01/2008.
NOSSA OPINIÃO, RevistaCosta Rica e Aparecida do Taboado – MS: Editora Caiapó, Fevereiro de 2001, Ano 2 – nº 5, pág. 9. RevistaCosta Rica e Aparecida do Taboado – MS: Editora Caiapó, Dezembro de 2001, Ano 2 – nº 12, pág. 28. RevistaCosta Rica e Aparecida do Taboado – MS: Editora Caiapó, Abril de 2005, Ano 4 – nº 38, pág. 4. RevistaCosta Rica e Aparecida do Taboado – MS: Editora Caiapó, Julho/Agosto de 2005, Ano 4 – nº 40, pág. 12. RevistaCosta Rica e Aparecida do Taboado – MS: Editora Caiapó, Setembro de 2005, Ano 4 – nº 41, pág. 11. RevistaCosta Rica e Aparecida do Taboado – MS: Editora Caiapó, Novembro de 2005, Ano 4 – nº 42, pág. 7. RevistaCosta Rica e Aparecida do Taboado – MS: Editora Caiapó, Maio de 2006, Ano 5 – nº 45, pág. 17.
SANTOS, Adélia Dias dos. Depoimento colhido em 08/01/2008.
SUPORTE, RevistaFernandópolis – SP: Editora Ferjal Ltda, Junho de 2006, Ano III – nº 02, pág. 06 e 07.

 
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